sexta-feira, 15 de julho de 2011

O culto como adoração: uma perspectiva de Ellen White

Durante seu ministério, a abordagem de Ellen White sobre o culto enfatizou a função da religião prática na vida. Embora não tenha deixado de dar ênfase a assuntos tais como reverência, oração, pregação, música e canto, seus escritos revelam uma base fundamental de culto na teologia bíblica – em assuntos tais como a função central de Deus, a resposta humana a Deus, a salvação como uma experiência real e feliz, a igreja como uma comunidade de louvor e o futuro como a última esperança do cristão.
 
Adoração: Deus como tudo em todos
Ellen White afirma que Deus merece ser adorado pelas qualidades de Seu caráter e pelo seu trabalho criador e redentor. O culto deve começar com um claro e próximo relacionamento com Deus. “Quando formos capazes de compreender o caráter de Deus como Moisés, também nós nos daremos pressa em curvar-nos em adoração e louvor.”1
Entre os diferentes atributos divinos, Ellen White menciona justiça, perfeição, majestade, conhecimento, presença, bondade, força, compaixão, santidade e amor como razões para a adoração e reverência. Grandes atos de Deus tais como a criação, sustento, revelação e redenção são também poderosas razões. Ela escreve: “O dever de adorar a Deus se baseia no fato de que Ele é o Criador, e que a Ele todos os outros seres devem a existência.”2
Ellen White oferece um delicado equilíbrio entre a transcedência e a imanência e assim encoraja reverência e ordem bem como comunhão e alegria. Ela reconhece que a adoração está relacionada a três pessoas divinas e afirma que o verdadeiro culto são “os frutos da operação do Espírito Santo”.3
Adoração: resposta humana a Deus
Ellen White também entendia a adoração como a resposta dos seres humanos a Deus. Esta resposta em primeiro lugar reconhece Deus como digno de todo culto prestado pelos seres criados. Sem Ele, não somos nada. Tudo que somos e tudo que fazemos deve vir sob o arco imperativo de quem é Deus e o que Ele espera de nós. Diante dEle, devemos nos colocar em reverência, respeito, humildade, agradecimento, obediência e alegria. Cada resposta criativa e emocional que define o que os seres humanos são torna-se assunto para Ele. Portanto, ela adverte: “Os seguidores de Cristo hoje devem guardar-se da tendência de perder o espírito de reverência e piedoso temor.”4
Embora sejamos pequenos e pecaminosos perante a majestosa presença de Deus, somos chamados a adorá-Lo como crianças – corajosamente e “com júbilo”.5 Nós deveríamos considerar “ser uma honra adorar o Senhor e tomar parte em Sua obra”.6
Alegria e coragem são parte da natureza integrada do culto. Ellen White define esta integração como um fator que exige que adoremos a Deus com o que somos e temos – nosso corpo, pensamentos, emoções e bens. A adoração deve tornar-se um estilo de vida: “Deus desejava que toda a vida de Seu povo fosse uma vida de louvor.”7
Adoração: uma alegre experiência de salvação
De todas as coisas, a experiência que deve nos contagiar efusivamente em uma incontida adoração é a alegria da salvação. Ellen White diz: “Todo coração que é iluminado pela graça de Deus é compelido à reverência com inexpressável gratidão e adoração na presença do Redentor por Seu infinito sacrifício.”8 Juntamente com a obra realizada na cruz, o trabalho intercessório de Cristo no santuário celestial invoca gratidão e adoração a Deus. “Sua perfeita justiça, que pela fé é atribuída ao Seu povo e que unicamente pode tornar aceitável a Deus o culto de seres pecadores.”9
Desde que a adoração é uma viva experiência de salvação, Ellen White enfatiza a verdadeira adoração como um serviço de amor, gratidão e obediência. “Sem a obediência a Seus mandamentos nenhum culto pode ser agradável a Deus.”10 Portanto, o sábado impõe seu valor como um dia de lembrança e adoração.
 
Adoração: a igreja reunida em culto
Ellen White cria que a adoração e o culto são importantes nas reuniões públicas de fé. Ela descreve os momentos de culto como “períodos sagrados e preciosos”.11
Então, ela continuamente enfatiza a reverência e a ordem na adoração, evitando qualquer espécie de confusão. Ela escreve: “Devem existir aí regulamentos quanto ao tempo, lugar e maneira de adorar. Nada do que é sagrado, nada do que está ligado à adoração a Deus, deve ser tratado com negligência ou indiferença.”12 Sua visão de culto incluía dignidade e serenidade, evitando os extremos do formalismo e fanatismo. Ela apreciava a reverência e admoestava contra barulho, gritos, expressões fanáticas e excitamentos. “A obra de Deus sempre se caracteriza pela calma e dignidade”13, e assim deveria ser nosso culto a Ele.
Assim deve ser o momento quando os santos adoram seu Criador. Ellen White estava sempre consciente do verdadeiro espírito de adoração. “Não nos é possível acentuar demais os males de um culto formal”, ela escreveu, “mas não há palavras capazes de descrever devidamente as profundas bênçãos do culto genuíno.”14 Os encontros de adoração, então, deveriam ser espirituais, atrativos e fraternais. “Nossas reuniões devem ser intensivamente interessantes. Deve imperar ali a própria atmosfera do Céu.”15 A participação é importante. “A pregação nas reuniões de sábado em geral deve ser breve, dando-se oportunidade aos que amam a Deus para exprimir sua gratidão e adoração.”16
 
Adoração: celebrando o futuro como a esperança do cristão
 
Ellen White designou a adoração como tendo destacável posição nos eventos finais. Ela viu um tempo de prova, mas também um tempo melhor de louvor e adoração para a igreja. Afirmou também que a experiência de adoração será projetada através da eternidade. Ensinou que a adoração ao Criador foi a raiz do conflito cósmico entre o bem e o mal que começou no céu. Foi a oposição de Lúcifer ao Filho sendo honrado com toda a adoração, exatamente como o Pai foi, que começou o conflito no Céu. Este conflito é a raiz do pecado na Terra. A descrição de Ellen White dos estágios finais na Grande Controvérsia está centralizada em quem receberá nossa adoração. Cristo ou Satanás? Entre a vida eterna e a destruição eterna paira a resposta à última pergunta.
 
Fonte:Megaphone Adv

A evangelização no mundo contemporâneo

O mundo precisa ouvir a mensagem do evangelho eterno (Ap 14:6) e isto é bom motivo para se praticar a evangelização. Mas, o que significa evangelizar? Quais as implicações do evangelho? Qual a natureza do mundo contemporâneo? Como expressar a fé bíblica e cristã no mundo pós-moderno? O propósito desse artigo é responder a essas e outras questões relacionadas com a evangelização no mundo contemporâneo.
 
Autor: Erico Tadeu Xavier
Fonte: Revista Eletrônica Kerygma

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Católicos e evangélicos se unem para propor regras de etiqueta para evangelização



Após cinco anos de discussão entre católicos e protestantes sobre como o cristianismo se espalhou no mundo inteiro, foi lançado o livro de regras para transmitir as boas novas da salvação. A publicação é muito importante especialmente para os missionários, porque diz o que fazer e o que evitar.

Este código de conduta pioneiro, foi lançado pelo Conselho Mundial de Igrejas (WCC), o Vaticano e a Aliança Evangélica Mundial (WEA), que, juntos, representam mais de 90% do cristianismo.

"Hoje é um dia histórico para o testemunho cristão que compartilhamos. É a primeira vez que o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), junto com a Aliança Evangélica Mundial e o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, escrevem um documento conjunto ", disse o cardeal Jean-Louis Tauran. Os três grupos juntos, respondem por cerca de dois bilhões de cristãos.

O texto: Christian Witness in a Multi-Religious World: Recommendations for Conduct ("Testemunho cristão em um mundo multi-religioso: Recomendações para conduta") é o resultado de cinco anos de estudo e de intensas negociações.

Ele reafirma o direito das igrejas para a atividade de conversão, mas também convida a abandonar "métodos inadequados para realizar a missão, utilizando os meios de coerção ou engano", pois tal comportamento "trai o evangelho e pode causar sofrimento aos outros." Missionários cristãos por um longo tempo, foram acusados ​​de oferecer comida, dinheiro ou outros bens para a conversão em países pobres, de outras religiões ou igrejas rivais.

As tensões têm aumentado nas últimas décadas, quando os protestantes evangélicos intensificaram seus esforços para converter os muçulmanos - a conversão é uma ofensa capital em alguns países islâmicos. E isto também leva a represálias contra os cristãos locais que não tentam converter.

"A situação exige que eles considerem as comunidades cristãs, com uma nova perspectiva, a melhor maneira de proclamar a fé cristã", acrescentou o cardeal Jean-Louis Tauran, chefe do departamento do Vaticano para o diálogo inter-religioso.

O Secretário-Geral do WEA, Geoff Tunnicliffe, disse que o código, chamado "Testemunho cristão em um mundo multi-religioso," é um "grande recurso" para os cristãos que se opõem às leis anti-conversão aprovadas em países como a Índia.

Nos últimos anos, aumentaram os ataques a igrejas cristãs locais que tem por atividade essencial a conversão - no Paquistão, Egito, Índia, Indonésia e outros países, ataques em que muitos cristãos morreram.

Fonte:
Noticias Cristianas

NOTA: Tendo em vista que "é a primeira vez desde o século 16 que os três principais órgãos que representam quase todas os cristãos do mundo aprovam conjuntamente um documento para recomendá-lo aos respectivos dirigentes de suas igrejas e denominações", (Aliança Evangélica Mundial) - penso que, se possível, os ossos de Lutero estariam se retorcendo depois de ouvir uma notícia como essa... (e outras mais)...
"Não é sem motivo que se tem feito nos países protestantes a alegação de que o catolicismo difere hoje menos do protestantismo do que nos tempos passados. Houve uma mudança; mas esta não se verificou no papado. O catolicismo na verdade em muito se assemelha ao protestantismo que hoje existe; pois o protestantismo moderno muito se distancia daquele dos dias da Reforma". (O Grande Conflito, p. 571).
Roma está, astutamente, caminhando a passos largos para restaurar sua supremacia mundial. E isto em grande parte devido à omissão dos protestantes...

Saiba mais: "
Movimento ecumênico espera unificar as Páscoas cristãs".

Fonte:Minuto Profético

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Por que Deus não impediu a queda do homem?

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Eis uma das mais delicadas questões com que se depara a Teologia cristã. Como crentes na soberania divina irrestrita, não podemos supor que a Queda tenha pego Deus de surpresa.

A prova de que Deus não apenas previa a desobediência humana, como a permitiu, e a incluiu em Seu glorioso plano, é que, antes mesmo da fundação do mundo, Ele havia provido um meio de equacionar o problema do pecado. De forma que a Bíblia nos apresenta Cristo como o “Cordeiro que foi morto desde antes da fundação do mundo” (Ap.13:8b).

Não há improvisos no plano arquitetado por Deus. E a prova disso é que Ele já havia feito ampla provisão.

Antes do início da História, um plano foi arquitetado, em que cada evento foi previamente decretado pelo Criador. Em Sua Onisciência, Deus sempre soube com antecedência de todas as coisas. O Deus das Escrituras não deve ser confundido com o “deus” da chamada teologia de processo, que nada sabe quanto o futuro, pois é refém do tempo que ele mesmo criou.

Definitivamente, Deus não é refém do tempo. Ele vive na Eternidade, onde não há passado ou futuro, mas um eterno agora. Todas as coisas estão diante d’Ele concomitantemente. Ele não precisa lançar mão de dados estatísticos, para saber a probabilidade de algo acontecer ou não. Ele simplesmente sabe.

Em Sua sabedoria, Ele decidiu que o homem só conheceria Seu amor e Sua graça, se tropeçasse e caísse de seu estado original.

Agostinho foi feliz ao declarar: “Oh bendita queda, que nos proporcionou tão grande redentor!”. Se não houvesse Queda, não haveria necessidade de Redenção. Se não ocorresse a Ruptura, também não haveria a Convergência em Cristo na Plenitude dos Tempos. Portanto, não haveria cruz; jamais entenderíamos a profundidade do amor de Deus. A graça nos seria um conceito desprovido de qualquer sentido.

Sem a Queda, fatalmente seríamos corrompidos por nossa própria perfeição, como aconteceu com um tal querubim ungido.

Foi melhor sermos humilhados, para ser depois exaltados pela Graça divina, do que nos exaltarmos, e sermos definitivamente derrubados de nossa arrogância.

Tudo estava no plano de Deus. A maneira como cairíamos, e como seríamos reconduzidos à glória.

A serpente não entrou no paraíso por um descuido de Deus.

A provisão de Deus para a reversão da Queda é Cristo. Ele reverteu, através de Sua obediência, o processo desencadeado pelo pecado.

Ele não só zerou nosso débito, mas colocou-nos numa situação de crédito com Deus.

Adão foi tentado no paraíso e caiu. Jesus foi tentado no deserto, e não caiu. Enquanto Adão podia comer de todas as árvores, Jesus, no deserto, não tinha alternativa pra saciar Sua fome, senão transformar pedras em pão. Mas Ele resistiu até o último instante.


Agora, Sua vida justa e santa é creditada em nossa conta, enquanto nossos pecados foram debitados na Sua. “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co.5:21).
Fonte: Genizah Virtual

Crise na Europa

A Europa, assim como grande parte dos países ricos, está afundando na crise econômica. Na Europa se salva a Alemanha. Os países em piores condições são a Irlanda (com uma dívida de 100% do PIB), e a Grécia. Outros países em situação desesperadora são: Espanha, Portugal e Itália, pela ordem dos piores. Os investidores não querem mais comprar títulos desses países, em especial, da Irlanda. Notícias de recomposição das dívidas reanimam o mercado, e empurram o problema para um pouco mais adiante, como já vem ocorrendo. Paralelo a isto, o desemprego ameaça, principalmente os jovens, que na Espanha está em 40%. Essa situação torna bem mais difícil a vida para aquelas pessoas que por convicção de fé, guardam o sábado. Essa é uma situação digna dos precedentes do final da história, quando a crise econômica se transformará numa depressão global tão intensa que homens desmaiarão de terror.
Fonte - Cristo Voltará

A demonização do Rock


Durante muitos anos, ouvimos sermões e palestras anti-rock que argumentavam que:
 
- o diabo é o pai do rock;
- o rock mata plantas;
- o rock leva os ouvintes ao frenesi sexual.

Esses itens, originários de declarações de roqueiros (Raul Seixas dizia que satã gerou o rock) e de experimentos científicos ainda controversos, fazem parte das objeções moralistas em relação ao rock. Mas o que há de verdade nisso tudo?

Sou dos que concordam que o rock e suas tantas variações não oferecem uma adequada serventia ao louvor congregacional, mas acredito que precisamos de melhores argumentos para criticar seu uso como ferramenta evangelística e como entretenimento evangélico

Começo com a primeira objeção, a demonização do rock.

A oposição ao rock continua a contar uma historinha que já entrou para o folclore evangélico. Se você ainda não conhece: “Um missionário estava com sua família na África quando, certo dia, um de seus filhos escutava um disco de rock. Um nativo daquela tribo, visivelmente aterrorizado, correu a perguntar ao pastor como ele permitia que seus filhos ouvissem uma música usada para invocar demônios em rituais de vodu".
Segundo descobriu Al Menconi (mencionado por Steve Miller em Christian Music Debate), a gravação era “uma produção do início dos anos 1970 que incluía canções como ‘He’s everything to me’ e ‘When the roll is called up yonder’” – este último é o hino “Quando for chamado”. Menconi concluiu que, se essas músicas são demoníacas, “ou os nativos se confundiram ou milhões de cristãos estão cultuando com música de possessão satânica – o que não é possível” (Today’s music, p. 40).

Apesar dos diversos furos no roteiro, esse conto folclórico é tido como “a prova” de que o rock é coisa do capeta, sendo um meio inviável de transmitir o evangelho. “Rock gospel” seria, então, um oxímoro, isto é, uma conjunção de termos inconciliáveis, tipo “suaves prestações”.

Noutra história, um missionário fez uma experiência musical numa "incivilizada" região da África. Quando seu aparelho de som tocava música clássica, os homens da tribo sorriam e indicavam em seu idioma que o som era agradável para eles. Mas quando ouviram rock, os nativos reagiram empunhando suas lanças como se fossem lutar e pegaram pedras para destruir o aparelho.

Não demorou para que os contadores dessas histórias fossem acusados de preconceito racial. Sua rejeição ao rock incluiria também, além das objeções morais, o odioso racismo. Eles consideravam a música dos povos africanos (geralmente enxergados como uma massa continental única e sem variações étnicas e culturais) como primitiva, selvagem, pagã, demoníaca, inspirada pelo vodu.

Acostumados à sofisticação harmônica e contrapontística da música clássica europeia, os oponentes do rock opunham-se por tabela à música de raiz africana, demonstrando ignorar que a complexidade dessa música era de outra ordem. No caso, de ordem rítmica. Fingiam ignorar ainda a bonita simplicidade melódica daquela música, cuja base frequentemente serviu às apreciadas melodias de black spirituals e canções gospel do final do século XX.

Os povos africanos também reagem, como contam essas histórias, somente de acordo com um estágio primário de comportamento musical. Ouvem uma música e reagem gostando. Ouvem outra e reagem brigando. Assim, se até os “pagãos incivilizados” reconhecem o suposto mal inerente do rock, como os civilizados cristãos ocidentais poderiam negá-lo? Essa conclusão, é inevitável, soa como música para os ouvidos dos religiosos apreciadores da música erudita europeia.

Sem mencionar que a batida do rock nada tem que ver com a intricada teia percussiva do vodu, não se sabe bem o que é fictício nessas histórias. Se as conclusões ou as próprias histórias. Num exercício ficcional, vou tentar adivinhar que músicas o missionário usou no experimento.

Ele pode ter tocado um disco dos Beatles. Mas que música? "Hey Jude"? "Yesterday"? Não, ou os nativos poderiam sair apaixonados direto para suas tendas. "Eleanor Rigby" ou "A day in the life"? Não, muito sofisticadas orquestralmente, iria parecer música clássica e os nativos poderiam ficar admirando e elogiando o naipe de cordas. Talvez um disco do Pink Floyd, então? Bem, certamente aqueles não eram nativos que amavam os Beatles e os Rolling Stones.

Será que eles condenariam os deuses do mau-gosto ao ouvir o "aê-aê-ô-ô" do axé? Não acho que a vitrola desse experimento tocou "I will survive", hit da disco music; é muita irresponsabilidade científica!

Mas o missionário pode ter tocado a 5ª Sinfonia de Beethoven ou o Réquiem de Verdi. Hum, não, as notas iniciais espantariam os pobres ouvintes selvagens. Melhor tocar um concerto de Mozart, dos mais calmos. Talvez a tapeçaria orquestral de alguma música de Debussy – seus delicados pero dissonantes acordes de nona e décima-terceira levariam os nativos às lágrimas ou às armas?

Imagine agora que o missionário fizesse tocar a clássica Sagração da Primavera, de Stravinski, com suas trovejantes alternâncias rítmicas e percussivas. E depois tocasse “O calhambeque” (bip-bip), do Roberto Carlos. A reação da plateia não seria diferente em relação ao que chamamos erudito e ao que chamamos popular? Qual das músicas seria assustadora para a tribo?

No entanto, se ele pôs um disco com a valsa Danúbio Azul e o sublime Adagietto da 5ª Sinfonia de Mahler, nem precisamos comentar a provável pacífica atitude das pessoas.

O rock, mesmo o chamado rock cristão, não é um fator que vai contribuir para a unidade espiritual nos cultos da igreja. Contudo, em vez de críticas baseadas em mitos e historietas sensacionalistas, devemos apresentar evidências musicológicas e afirmativas teológicas coerentes.
 
Fonte:Megaphone Adv

Mulheres que destroem homens

Dias atrás, estava estudando a história de um homem muito conhecido da Bíblia. Me deparei com dois versos que me fizeram tirar o foco deste homem (a personagem principal) e voltar minha atenção a duas mulheres. São estes os versos:
“E chorou diante dele os sete dias em que celebravam as bodas; sucedeu, pois, que ao sétimo dia lho declarou, porquanto o importunava; então ela declarou o enigma aos filhos do seu povo.” Juízes 14:17
“E sucedeu que, importunando-o ela todos os dias com as suas palavras, e molestando-o, a sua alma se angustiou até a morte.” Juízes 16:16
Pelos versos citados, você já deve imaginar quem é o homem, mas vamos nos deter mais nas mulheres, ok?
Duas mulheres diferentes, um mesmo comportamento! Já dizia o sábio Salomão:
“É melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e irritadiça.” Provérbios 21:19
“O gotejar contínuo em dia de grande chuva, e a mulher contenciosa, uma e outra são semelhantes;” Provérbios 27:15
“É melhor morar num canto de telhado do que ter como companheira em casa ampla uma mulher briguenta.” Provérbios 21:9
“Melhor é morar só num canto de telhado do que com a mulher briguenta numa casa ampla.” Provérbios 25:24
É admirável a capacidade que a mulher possui de arruinar a vida de um homem. Isso pode parecer pesado, mas se observarmos algumas histórias de homens fracassados, encontraremos com grande frequência a presença de mulheres atuando de alguma forma, colaborando para esse fracasso!
Eu costumo dizer que é preciso pensar muito antes de casar. Casar apenas para não ficar sozinha, solteira, “pra titia”, não é um bom motivo, tendo em vista que depois que se casa, ou a mulher abençoa o marido, ou se torna maldição para o mesmo. Então, se o motivo é errado, é preferível não se casar à arruinar a vida de alguém!
Queridas, isso pode parecer forte de mais, e é forte de mais, mas a influência que temos na vida de alguém é algo muito sério e devemos tratar com a devida seriedade. Pior, essa influência se espande dependendo de quem seja a pessoa que estamos influenciando. No caso do homem do livro de Juízes (Sansão), a influência negativa de duas mulheres em sua vida, além de todo sofrimento e humilhação que lhe causou, teve como consequência o descumprimento da missão que Deus havia confiado a Ele – libertar Israel dos filisteus.
Encontramos, na Bíblia, demonstrações da influência positiva que uma mulher pode ter na vida de um homem, também:
“Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos.” I Coríntios 7:14
“Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis. O coração do seu marido está nela confiado; assim ele não necessitará de despojo. Ela só lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida.” Provérbios 31:10-12
Então, fica diante de nós uma escolha – sermos mulheres importunas, rixosas, e reclamonas, amaldiçoando a vida de nosso namorado ou cônjuge, ou sermos mulheres usadas por Deus para abençoar a vida de alguém!
É tão bom olhar para o sucesso do marido e ver que tivemos participação em sua conquista bem sucedida. É bom sentir a harmonia do lar, a alegria e a felicidade que irradiam de um homem que tem uma companheira cujas influências vêm de Deus! Então, hoje, gostaria de convidar você a ser uma mulher que abençoa a vida de um homem, uma mulher que se proponha a isso, ainda que seja solteira. Do contrário, teremos muitos “Sansãos” em um mundo que precisa de homens que não se compram e nem se vendem, homens fiéis ainda que caiam os céus.

Fonte:Mulher Adventista