quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O que são os ventos de Apocalipse?


Vamos começar lendo Apocalipse 7:1: "Depois disto, vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, conservando seguros os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma".

No livro do Apocalipse, vento representa: lutas, comoções políticas, guerras, etc.. (Jeremias 4:11 e 12, Zacarias 7:14, Apocalipse 7:11).

Os quatro ventos nas Escrituras freqüentemente representam as quatro direções cardiais (Daniel 8:8; Marcos 13:27). No Apocalipse os quatro ventos são forças plenamente destrutivas; provavelmente o mais estreito paralelo deve ser achado em Daniel 7:2, onde parecem ser as forças de contenda das quais se levantam grandes nações.

Teólogos têm sugerido que Apocalipse 7 parece ser uma resposta a pergunta do fim do capítulo 6. Os anjos seguram os quatro ventos como uma detenção temporária dos terrores descritos no capítulo 6, até que aqueles que deverão permanecer firmes durante a tempestade tenham feito a preparação para a enfrentar.

Essas forças destruidoras, vistas à luz do grande conflito entre Cristo e Satanás, representam os esforços de Satanás para estender a ruína e a destruição por todas as partes. João viu em visão simbólica quatro anjos; realmente, muitos anjos são empregados na tarefa de deter os desígnios do inimigo. Os anjos cingem (protegem) o mundo… Estão conservando os exércitos de Satanás em aperto até que o selamento do povo de Deus esteja completo… Foi-lhes dado a tarefa de afastar o violento poder daquele que tem descido como um leão que ruge, procurando a quem possa tragar. Quando essa obra do selamento estiver completa, então Deus, com certeza, dirá aos anjos,’Não combatais mais a Satanás nos seus esforços de destruição. Deixem-no operar a sua (deles) iniqüidade já esta cheia’. (EGW, RH, 17 de set. De 1901; cf. 6T, 408).

A Roupa da Mulher Adventista – A Moda


Já falamos aqui sobre a calça e sobre o emprego do dinheiro. Hoje falaremos um pouquinho sobre a moda.

A cada nova estação do ano, novas tendências relativas ao vestuário como um todo aparecem nas vitines. Os programas de TV apresentam essas novas tendências, diversas reportagens e revistas ensinam qual o modelo mais adequado para cada tipo físico, e como fazer combinações interessantes com as novas peças de roupas disponíveis no mercado.

Até que ponto temos nos relacionado amistosamente com a moda? Será que essa relação é de fato amistosa, ou temos nos tornado cada vez mais escravas das novas tendências?

Ellen White nos chama a atenção no livro A Ciência do Bom Viver, p. 290:

“O fazer mudanças no vestuário só por amor da moda não é aprovado pela Palavra de Deus. Modelos sempre variáveis e complicados, custosos adornos, esbanjam o tempo e o dinheiro dos ricos, estragando-lhes as energias da mente e da alma. Impõem às classes médias e mais pobres um pesado jugo. Muitos dos que mal podem ganhar a subsistência e, com modas simples, seriam capazes de fazer os próprios vestidos, são forçados a recorrer à costureira a fim de se vestir segundo à moda. Muita moça pobre, para ter um vestido de estilo, tem-se privado de agasalhadora roupa interna, pagando com a própria vida. Muitas outras, cobiçando a exibição e a elegância dos ricos, têm sido incitadas a caminhos desonestos e à vergonha. Muitos lares se têm privado de conforto, muitos homens têm sido arrastados à fraude ou à bancarrota, para satisfazer às extravagantes exigências da mulher e das filhas.

Muita mulher, forçada a fazer para si mesma ou para os filhos, as extravagantes roupas demandadas pela moda, vê-se condenada a incessante labuta. Muita mãe, com nervos tensos e trêmulos dedos, trabalha arduamente noite a dentro para ajuntar ao vestuário de seus filhos enfeites que nada contribuem para a saúde, o conforto ou a verdadeira beleza. Por amor da moda, ela sacrifica a saúde e a calma do espírito tão essenciais à conveniente direção de seus filhos. É negligenciada a cultura da mente e do coração. A alma fica atrofiada.”

Aqui ela fala do amor à moda, que gera sacrifícios e muitas vezes prejuízo às classes médias e mais baixas, e do amor à moda que faz com que os ricos esbanjem seu dinheiro. Acontece que por trás desses sacrifícios ou do despêndio de dinheiro está a necessidade de visto e reconhecido.

Alguém pode questionar: “Mas nós temos que andar fora da moda, cafonas, ou desarrumadas?”. Não, não temos!! Vamos procurar compreender bem o que Deus nos orienta para não cairmos em extremos, ok?

O amor à moda fala de um amor ao eu. Na verdade, de uma exaltação ao eu. Eu preciso estar atualizada quanto a moda, por que eu tenho que ser bem vista pelas pessoas, eu tenho que me sentir aceita pelos demais e se possível eu tenho que chamar a atenção dos demais.

Esses pensamentos egoístas podem não ser tão conscientes para todos, mas são reais!

A Bíblia diz: “Não terás outros deuses diante de mim.” Êxodo 20:3; “Não seguireis outros deuses, os deuses dos povos que houver ao redor de vós” Deuteronômio 6:14. Por deuses, podemos entender uma série de coisas que ocupam o lugar que somente o SENHOR deveria ocupar em nossas vidas, inclusive a moda e o próprio eu.

Os homens não estão excluídos do assunto da moda e da vaidade. Hoje, são tentados quase que semelhante às mulheres, mas de forma especial gostaria de chamar a atenção de nossas amadas irmãs. Temos um papel muito especial a desempenhar em nosso lar e em nossa sociedade. Nossos esforços e recursos não devem ser usados para alimentar nosso eu e seus desejos mundanos. Devemos andar bem vestidas, como verdadeiras filhas do Rei, mas simples como verdadeiras servas de Cristo.

“Em vez de tentarem cumprir as exigências da moda, tenham as mulheres a força moral de se vestirem saudável e singelamente. Em lugar de se entregar a uma verdadeira labuta, procure a esposa e mãe encontrar tempo para ler, para se manter bem informada, para ser uma companheira de seu marido, e se conservar em contato com a mente em desenvolvimento de seus filhos. Empregue ela sabiamente as oportunidades que tem agora de influenciar os seus queridos para aquela vida mais elevada. Tome tempo para tornar o querido Salvador um companheiro diário, um amigo familiar. Consagre tempo ao estudo de Sua Palavra, para levar as crianças aos campos, e aprender a conhecer a Deus mediante a beleza de Suas obras.” A Ciência do Bom Viver, p. 294.

“Atividades mundanas, esportes, as modas da época – são coisas que ocupam o espírito dos homens e mulheres. Diversões e leituras inúteis corrompem o juízo. Na estrada larga que leva à ruína eterna anda um cortejo longo. O mundo, cheio de violência, festas e bebedice, está pervertendo a igreja. A lei de Deus, o divino padrão de justiça, é considerada de nenhum efeito.” Testemunhos Seletos, vol. 3, p. 306

“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens” Mateus 5:13. Que sabor teremos para dar ao mundo se estamos buscando parecer cada vez mais com ele, e estamos correndo atrás daquilo que o mundo prega como sendo importante? Se desejamos ser o sal da terra, o amor e a devoção à moda não deve fazer parte de nossas vidas.

Jesus disse: “E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?”. Não há vestuário melhor do que o que Deus deseja que usemos! Por que não deixar que Deus escolha a nossa roupa ao invés de estarmos apreensivos em seguir aos padrões do mundo? Deus se preocupa com nossa roupa, e sabe melhor do que ninguém nos vestir bem!

Fonte:Mulher Adventista

Ornamentos da mulher adventista



Recentemente recebemos uma pergunta de uma querida leitora, sobre o tema da modéstia cristã. Sabemos que a pergunta dela é também a de centenas de outras mulheres que nos visitam diariamente, por isso, decidimos escrever um post específico sobre esse assunto. Desde já, agradecemos à amiga que nos enviou a pergunta, por contribuir conosco, sugerindo que escrevêssemos mais sobre o tema!

A dúvida de nossa amiga é: “não posso colocar nem um brinquinho de bolinha pra ficar mais feminina??”

Esse assunto, como todo assunto que envolve o abandono do EU e de suas próprias vontades, não é um assunto fácil de se tratar. Mas nem por isso, deixaremos de falar sobre ele.

Vamos começar então com uma orientação bíblica: “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos;” I Pedro 3: 3-5.

Nesse texto, nós, mulheres cristãs, somos chamadas a tomar posse de um adorno diferente. Um adorno que não se vende em lojas, o qual dinheiro algum pode pagar – um caráter aperfeiçoado no Senhor! Esse texto pode ser usado tanto para a questão das jóias como para o adono em geral.

Alguns argumentam que o adorno é importante para que as mulheres fiquem mais femininas. Bem… jóias não são importantes para garantir a feminilidade de ninguém! Deus fez a mulher diferente do homem, e em cada um colocou as características necessárias para garantir que houvesse disitinção, e que ela fosse feminina através das formas corporais distintas dadas por Deus. Além disso, hoje, diversos homens utilizam jóias. Sendo assim, uma mulher que use um brinco não se torna mais feminina devido ao brinco, do que um homem que também usa brinco. Compreende que a marca do feminino não depende desse tipo de adorno? Cintura, seios, quadril e diversos traços já nos foram dados por Deus para que fôssemos femininas na medida que Ele deseja.

Outros argumentam que o uso de jóias colabora para uma boa autoestima. Não vou negar que o cuidado com a aparência pode ajudar de alguma forma a autoestima de alguém. Na verdade, considero muito importante o autocuidado e a valorização do corpo que nos foi confiado por Deus para administração. “Deus ama o belo.” A Ciência do Bom Viver, p. 370. Ele não deseja que andemos por aí descuidadas e feias. O problema é: qual o conceio de feio e bonito que temos usado?

Muitas vezes, os padrões de beleza e felicidade pelos quais nos guiamos são os padrões mundanos. Padrões criados por homens, e que mudam de acordo com seus interesses. Diferente de Deus que é eterno e possui padrões eternos. Quando reconhecemos quão belas fomos criadas por Deus, e que ao cuidarmos de nosso corpo, o templo de Seu Santo Espírito, estamos valorizando a beleza de Sua criação, nosso conceito de beleza muda e nossa autoestima torna-se coerente com esse novo conceito!

No Éden, Adão e Eva andavam nús. Quando o pecado entrou no mundo, eles receberam roupas e não adornos. Eles receberam aquilo que lhes era necessário, e não o supérfulo. Isso não tornava Eva menos feminina ou menos bonita que as mulheres que vieram depois dela e que iniciaram a utilização de jóias e adornos.

Tendo como base as orientações divinas sobre modéstia, a Igreja Adventista do Sétimo Dia permite o uso de jóias funcionais (aquelas que possuem outra função que não o adorno). Um exemplo clássico das jóias funcionais é a aliança de casamento, que possui significado em nossa cultura. Contudo, mesmo no uso da aliança de casamento devemos observar os princípios da modéstia cristã. Essa jóia possui uma única função – ser símbolo de uma união matrimonial. Infelizmente, muitas irmãs têm se aproveitado dessa permissão para tornar suas alianças verdadeiros anéis adornados com pedras e texturas as mais diversas, que além de chamar a atenção, tornam-se financeiramente dispendiosas.

No livro “Adventistas e Jóias“, o Dr. Angel Manuel Rodriguez, ao falar sobre as jóias funcionais, chama a atenção para dois bons exemplos: “Por exemplo, oficiais militares usualmente expõem insígnias e medalhas que identificam suas patentes e atos de bravura. Esta é uma prática cultural bem aceita e a igreja pode considerar este tipo de jóia como funcional. Outro exemplo: o anel de formatura parece apenas servir para mostrar nossa superioridade sobre outros que, por inúmeras razões, não alcançaram o mesmo que nós, academicamente. É esta uma jóia funcional propícia? Provavelmente não.”. Eu acrescentaria, ainda, que poucas pessoas ao olharem uma mão com um anel de formatura identificam exatamente o que aquilo significa. O diploma recebido na formatura já é a nossa confirmação do grau cursado. Quando as pessoas nos vêem com uma aliança no dedo anelar da mão esquerda elas deduzem que somos casadas, mas quando nos vêem com um anel em qualquer um dos dedos, deduzem o que? Elas olham e pensam “ah, essa moça é formada em direito”, ou “em jornalismo”, etc..? Não. Sabemos que não!

“A abnegação no vestir faz parte de nosso dever cristão. Trajar-se com simplicidade, e abster-se de ostentação de jóias e ornamentos de toda espécie, está em harmonia com nossa fé. Somos nós do número dos que vêem a loucura dos mundanos em condescender com a extravagância do vestuário, bem como com o amor das diversões? Se assim é, cumpre-nos ser daquela classe que foge a tudo quanto sanciona esse espírito que se apodera da mente e coração dos que vivem apenas para este mundo, e que não pensam nem cuidam no que respeita ao mundo vindouro.” Testemunhos Seletos, vol. 1, p. 350.

“Muitos se enganam pensando que a boa aparência e os vistosos atavios lhes conquistam a consideração do mundo. Mas os encantos que consistem apenas no adorno exterior, são superficiais e mutáveis; não se pode confiar neles. O adorno recomendado por Cristo a Seus seguidores, nunca desmerecerá. Diz Ele: “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de vestes, mas o homem encoberto no coração, no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.” I Ped. 3:3 e 4.” Mensagem aos Jovens, p. 345

Queridas amigas. Nosso objetivo nesse mundo é mais nobre do que imaginamos. Somos chamadas a refletir o caráter de Cristo. Enquanto viveu aqui, Jesus não ostentou nada para si, mas viveu em função das pessoas e por fim, morreu em função da minha e da sua Salvação! O mesmo Deus que nos criou lindas e com adornos naturais, expressos em tonalidades de pele, olhos, cabelo, entre outros aspectos corporais, também nos salvou da escravidão do Eu e da vaidade. Ele nos chama a ter um caráter tão belo que sobressai a qualquer jóia que o mundo possa admirar.

“Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras.” I Timóteo 2:9. A simplicidade no vestir (incluindo o uso de qualquer tipo de ornamento) nos é solicitada por Deus! Muitas vezes, a jóia que você deseja usar é muito barata, e você pode me dizer “é simples Karyne!”. Mas nada que satisfaça somente ao EU deve ser considerado simples. Por menor que seja o adorno, Ele pode ser uma enorme porta fechada para o Senhor!

Ore a Deus, peça orientação diretamente dEle. Ele está disposto a te orientar como deve agir, o que deve usar e vestir! Quando Ele te disser o que deve fazer, faça, sem hesitar!

Fonte:Mulher Adventista