sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Um momento



Tudo aconteceu num momento, um momento dos mais notáveis.

No que se refere a momentos, esse não parecia diferente dos outros. Se você pudesse de alguma forma tirá-lo da linha do tempo e examiná-lo, ele pareceria exatamente igual àqueles que passaram enquanto você lia estas palavras. Ele veio e foi embora. Foi precedido e sucedido por outros justamente como ele. Foi um dos incontáveis momentos que marcaram o tempo desde que a eternidade pôde ser medida.

Mas, na realidade, esse momento particular não foi como nenhum outro. Porque através desse segmento de tempo ocorreu algo espetacular. Deus tornou-se homem. Enquanto as criaturas da terra andavam descuidadas, a Divindade chegou. Os céus se abriram e colocaram seu bem mais precioso num útero humano.

O onipotente, em um instante, se tornou frágil. O que fora espírito se tornou palpável. Ele que era maior que o universo veio a ser um embrião. E aquele que sustém o mundo com uma palavra decidiu depender para sua nutrição de uma jovenzinha.

Deus como um feto. A santidade adormecida num ventre. O criador da vida sendo criado.

Deus ganhou sobrancelhas, cotovelos, dois rins e um baço. Ele se esticou contra as paredes, e flutuou no líquido amniótico da mãe.

Deus se aproximara.

Ele veio, não como um lampejo de luz ou como um conquistador inacessível, mas como alguém cujos primeiros gritos foram ouvidos por uma camponesa e um carpinteiro sonolento. As mãos que o sustentaram pela primeira vez eram calosas e sujas, mal cuidadas.

Nenhuma seda. Nenhum marfim. Nenhuma festa. Nenhuma pompa.

Se não fosse pelos pastores, não teria havido recepção. E se não fosse por um grupo de contempladores de estrelas, não haveria presentes.

Os anjos olhavam enquanto Maria trocava as fraldas de Deus. O universo observava maravilhado enquanto o Todo-poderoso aprendia a andar. Crianças brincaram na rua com ele. E se o líder da sinagoga em Nazaré soubesse quem estava ouvindo os seus sermões...

Jesus talvez tenha tido espinhas. Ele quem sabe não tinha boa voz. Uma garota da mesma rua pode ter-se interessado por ele e vice-versa. É possível que seus joelhos fossem ossudos. Uma coisa é certa: Embora completamente divino, Ele era completamente humano.

Durante trinta e três anos ele sentiu tudo que você e eu já sentimos.

Sentiu-se fraco. Cansou-se. Temeu o fracasso. Gostava do sexo oposto.

Pegou resfriados, teve problemas com o estômago e transpirava. Seus sentimentos ficavam feridos. Seus pés se cansavam e sua cabeça doía.

Pensar em Jesus dessa forma parece até quase irreverente, não é? Não é algo que gostemos de fazer, sentimo-nos pouco confortáveis. E muito mais fácil manter a humanidade fora da encarnação. Limpar a sujeira em volta do estábulo. Limpar o suor dos seus olhos. Pretender que ele nunca roncou, limpou o nariz ou bateu com o martelo no dedo.

E mais fácil aceitá-lo desse modo. Há alguma coisa sobre mantê-lo divino que o conserva distante, acondicionado, previsível.

Mas não faça isso. Por favor, não faça. Permita que ele seja humano como pretendeu ser. Deixe que entre na sujeira e no lixo de nosso mundo. Pois só se o deixarmos entrar é que ele pode tirar-nos dele.

Ouça suas palavras:

"Ame seu próximo" foi dito por um homem cujos vizinhos quiseram matá-lo. (Mc 12:30; Lc 4:29)

O desafio para deixar a família em favor do evangelho foi feito por alguém que despediu-se da mãe com um beijo na porta de casa. (Mc 10:29)

"Ore pelos que o perseguem" veio dos lábios que logo estariam suplicando que Deus perdoasse seus assassinos. (Mt 5:44; Lc 23:34)

"Estarei sempre com você" são as palavras de um Deus que num instante fez o impossível, a fim de tornar tudo possível para você e para mim. (Mt 28:20)

Tudo aconteceu num instante. Num momento... um momento memorável. O Verbo se fez carne.
Haverá outro. O mundo verá outra transformação instantânea.
Veja bem, ao tornar-se homem, Deus possibilitou ao homem ver Deus.

Quando Jesus foi para casa ele deixou aberta a porta de trás. Como resultado "transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos". (I Cor 12:51-52)

O primeiro momento de transformação não foi notado pelo mundo. Mas pode estar certo que isso não acontecerá com o segundo. Da próxima vez em que disser "um momento...", lembre-se que esse é todo tempo que vai ser necessário para mudar o mundo.

Fonte:Meditando em Jesus

A Auto-Suficiência de Deus



(por A.W.Tozer)

O problema da razão pela qual Deus criou o universo ainda perturba os intelectuais; mas se não pudermos saber por que, pelo menos poderemos saber que Ele não trouxe os mundos à existência a fim de satisfazer alguma carência em Si mesmo, como o homem poderia construir uma casa para abrigar-se do frio do inverno ou plantar um campo de milho para se alimentar. A palavra “necessidade” é totalmente estranha a Deus.

Sendo Deus um Ser supremo e soberano, segue-se que não pode ser elevado. Não há nada acima dEle, nada além dEle. Para a criatura, qualquer movimento em direção a Deus é elevação, e para longe dEle é queda. Deus mantém por Si mesmo a Sua posição, e não precisa permissão de ninguém. Desde que não é possível elevar a Deus, assim também, é impossível degradá-lO. Está escrito que Ele sustenta todas as coisas por meio da palavra do Seu poder. Como então Ele pode ser elevado ou sustentado pelas próprias coisas que sustenta?

Se de repente todo ser humano se tornasse cego, o sol ainda estaria brilhando de dia e as estrelas de noite, pois nada devem aos milhões de pessoas que deles se beneficiam. Assim, se todo homem sobre a terra se tornasse ateu, não afetaria a Deus de forma alguma. Ele é quem é, em Si mesmo, sem precisar prestar contas a outro. Crer nEle não aumenta a Sua perfeição; duvidar dEle não O diminui em nada.

O Deus Todo-Poderoso, porque é poderoso, não precisa de apoio. O retrato de um deus nervoso e subserviente, adulando os homens a fim de ganhar o seu favor não nos agrada de maneira nenhuma; porém, se examinarmos o conceito popular de Deus, chegaremos precisamente a essa conclusão. O cristianismo do século vinte classificou Deus como “necessitado da nossa caridade”. Nossa opinião a nosso próprio respeito é tão presunçosa que achamos bem fácil, e mesmo agradável, acreditar que Deus precisa de nós. Mas a verdade é que Deus em nada engrandece pelo fato de existirmos, nem diminuiria se nós deixássemos de ser. Nossa existência é o resultado da determinação totalmente livre de Deus, e não a devemos ao nosso próprio merecimento nem à necessidade divina.

O pensamento mais penoso para o nosso egoísmo natural é provavelmente reconhecer que Deus não precisa da nossa ajuda. Nós O representamos como um Pai ocupado, ansioso, um tanto frustrado, correndo para lá e para cá procurando quem O ajude a realizar o Seu plano benevolente de paz e salvação para o mundo.

O Deus que opera todas as coisas certamente não precisa de ajuda nem de ajudadores. Um número excessivo de apelos missionários se baseia nessa suposta frustração do Deus Todo-Poderoso. Um pregador eficiente pode incitar os seus ouvintes a terem pena, não só dos pagãos, mas também do Deus que por tanto tempo tem procurado salvá-los e não o consegue por falta de apoio. Temo que milhares de jovens entrem no serviço cristão motivados apenas pela vontade de tirar Deus da situação embaraçosa em que o Seu amor o colocou, e da qual suas habilidades limitadas parecem incapazes de libertá-lo. Some-se a isso um certo grau de idealismo recomendável e uma boa dose de compaixão pelos menos privilegiados e teremos a verdadeira motivação de muitas das atividades cristãs hoje em dia.

Mais uma vez, Deus não precisa de defensores. Ele é o Eterno Não-Defendido. As Escrituras usam muitos termos militares a fim de comunicar-se conosco num idioma que possamos compreender; mas certamente não foi planejado que pensássemos no trono da Majestade como estando sitiado, com Miguel e seus exércitos ou outros seres celestiais lutando em sua defesa, para que não seja usurpado. Tal idéia seria compreender erradamente tudo que a Bíblia nos ensina a respeito de Deus. Nem o judaísmo nem o cristianismo poderiam aprovar tais conceitos pueris. Um Deus que precisa ser defendido, só poderia nos ajudar quando estivesse sendo ajudado. Só poderíamos contar com Ele se ganhasse a batalha cósmica entre o bem e o mal. Um Deus como esse não poderia ter o respeito de homens inteligentes; só poderia causar pena.

Temos de pensar dignamente com relação a Deus, se quisermos estar certos. Torna-se imperativo, num sentido moral, purificar nossas mentes de quaisquer conceitos ignóbeis sobre Deus, e permitir que Ele seja em nossas mentes o Deus que é no Seu Universo. A religião cristã abrange Deus e o homem, mas o seu enfoque é Deus e não o homem. A importância do homem está em ter sido criado à imagem de Deus; em si mesmo ele não é nada. Os salmistas e profetas das Escrituras se referem com triste desdém ao homem fraco cujo fôlego está em suas narinas, que cresce como a relva da manhã e seca, sendo cortado antes do pôr-do-sol. Que Deus existe em Si mesmo e que o homem existe para a glória de Deus é o ensinamento enfático da Bíblia. A grande honra de Deus está primeiramente no céu, como ainda há de estar na terra.

Com estes fundamentos começamos a compreender por que as Sagradas Escrituras dizem tanto a respeito da posição vital da fé e por que razão a incredulidade é tachada de pecado mortal. Entre todos os seres criados, nenhum ousa confiar em si mesmo. Só Deus confia em Si; todos os outros seres têm de confiar nEle. A incredulidade é a perversão da fé, pois não põe a sua confiança no Deus vivo, mas nos homens mortais. O incrédulo nega a auto-suficiência de Deus e usurpa atributos que não lhe pertencem. Esse duplo pecado desonra a Deus e finalmente destrói a alma do homem.

Em Seu amor e Sua piedade Deus veio a nós como Cristo. Esta tem sido a posição da igreja desde o tempo dos apóstolos. Ela se firma na doutrina da encarnação do Filho Eterno. Porém, mais recentemente, essa crença veio a ser interpretada de forma diferente e inferior ao que significava para a Igreja primitiva. O Homem Jesus tendo aparecido na carne tornou-se igual à Divindade, e todas as suas fraquezas e limitações humanas são assim atribuídas à própria Divindade. A verdade porém, é que o Homem que andou entre nós não foi uma demonstração da Divindade revelada, mas da perfeita humanidade. A terrível majestade de Deus foi misericordiosamente oculta no suave invólucro da natureza humana, para a nossa proteção.

“Desce, adverte ao povo que não traspasse o termo até ao Senhor para vê-lo, a fim de muitos deles não perecerem”, disse Deus a Moisés, e mais tarde: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá”.

Os cristãos de hoje parecem conhecer Cristo apenas na carne. Procuram ter comunhão com Ele, retirando dEIe a Sua ardente santidade e majestade inacessível, os mesmos atributos que ocultou enquanto na terra, mas assumiu totalmente na plenitude da glória, em Sua ascensão à destra do Pai. O Cristo do cristianismo popular tem um sorriso fraco e halo. Tornou-se “Alguém lá em cima” que gosta das pessoas, pelo menos de algumas pessoas, e estas são gratas, mas não estão muito impressionadas. Se precisam dEle, Ele também tem necessidade delas.

Não vamos supor que a verdade da auto-suficiência divina possa paralisar a atividade cristã. Pelo contrário, ela estimulará todo esforço sagrado. Esta verdade, embora seja uma repreensão necessária à autoconfiança humana, quando vista na sua perspectiva bíblica, tirará de nossas mentes o peso exaustivo da mortalidade e nos encorajará a tomar o suave jugo de Cristo e nos entregarmos à tarefa inspirada pelo Espírito para a honra de Deus e para o bem da humanidade. A mensagem abençoada é que o Deus que não tem necessidade de ninguém, em soberana condescendência Se curvou, para trabalhar através, dentro, e ao lado de Seus filhos obedientes.

Se isso tudo parece contraditório — Amém, assim seja. Os diversos elementos da verdade permanecem em perpétua antítese, por vezes exigindo que creiamos em coisas aparentemente opostas, enquanto aguardamos o dia em que conhece remos como também somos conhecidos. A verdade que ora parece contradizer a si mesma se elevará então em unidade resplendente e veremos que não houve jamais conflito nessa verdade, mas ele ocorreu apenas em nossas mentes debilitadas pelo pecado.

Até aquele dia, a nossa satisfação íntima estará na obediência amorosa aos mandamentos de Cristo e às admoestações inspiradas dos Seus apóstolos. “Deus é quem efetua em vós.” Ele não precisa de ninguém, mas quando a fé se faz presente Ele opera através de qualquer um. Há nesta sentença duas afirmativas, e uma vida espiritual saudável exige que aceitemos ambas. Durante toda uma geração a primeira afirmativa tem estado num eclipse quase total, e isto prejudicou profundamente nossa espiritualidade.


Fonte:Meditando em Jesus

Seus amigos são mesmo seus amigos?


O que é um verdadeiro amigo? Vivemos em dias em que qualquer pessoa recebe fácil o status de “amigo”. Lembro-me de quando surgiu a febre do Orkut e algumas pessoas ganhavam do dia para a noite milhares de… “amigos”, virou até uma certa competição ver quem tinha mais… “amigos”. Mas o que é um amigo real? Como você pode saber que determinada pessoa de fato é sua amiga? Recordo-me da época em que eu era um jovem jornalista do jornal O Globo, montes de colegas queriam me abraçar e dizer que eram meus amigos. Até que saí do jornal por motivos de doença e daquela multidão de amigos… 2 ligaram para saber como eu estava. Dos dois, 1 ligou uma vez só.


Desde aquela época, o conceito de “amigo” ganhou cores especiais para mim. Tornou-se título nobre. Não é qualquer um que o recebe. Até o momento em que resolvi que, como em tudo na vida, precisamos recorrer à Biblia para tentar esclarecer exatamente o que algo significa.


De todas as passagens das Escrituras que versam sobre o tema uma fala de Jesus sobre o assunto sempre me chamou a atenção. Em João 15 o Senhor diz aos seus apóstolos: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer“. Nós podemos extrair basicamente três lições dessa afirmação, uma de cada frase.


Jesus começa a tocar no tema da amizade com uma bordoada na cara: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos“. Ou seja: amigo é aquele que seria capaz de abrir mão das coisas mais importantes para ele em favor de você. Forte isso. Mas as palavras não dão margem a interpretação: amigo é o que dá a vida por quem lhe é caro. E nossa vida é nosso bem mais precioso. Então abrir mão de nosso tempo, de nosso dinheiro, de nosso descanso, de nossas facilidades e prioridades, de nossos planos em função daquele que chamamos de amigo não é nada. Ou pelo menos não deveria ser. Aí eu te pergunto: por quantas pessoas você faria isso? A resposta a essa pergunta vai te mostrar de quantas pessoas você é realmente amigo.



Mas Jesus não para aí, a coisa fica ainda pior: “Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando”. Claro que aqui temos de pôr em perspectiva. Não vamos sair por aí satisfazendo como escravos os desejos de nossos amigos. Numa aplicação humana, podemos transpor a obediência que Jesus pediu ao entendimento de que amizade pressupõe cumplicidade. Pois enquanto Jesus tinha mandamentos, nós temos anseios e desejos e atender os anseios dos que nos são caros é um grande gesto de amizade. Tomar iniciativas para deixá-los felizes, fazer por onde alegrá-los e mesmo sem que peçam nos pôr à disposição. Grandes provas de amizade.


O terceiro ponto está em “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer“. Aqui temos de levar em conta que o próprio Deus encarnado, a quem todo joelho se dobrará e que tem toda majestade e soberania sobre o universo volta-se para aqueles que Ele criou unicamente para sua glória e faz um upgrade de status extraordinário: de servos para amigos. E por quê?


Porque, em suas palavras, Ele revelou aos serviçais coisas que estavam claras e eram conhecidas apenas entre Ele e o Pai. “Tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer“, ou seja: deu a quem não tinha algo chamadointimidade. Essa é a palavra-chave: in-ti-mi-da-de. Ou seja: conhecimento do íntimo. Conhecimento daquilo que ninguém mais conhece. Só o Filho tinha ouvido do Pai, mas Ele resolve transmitir aos seus servos. Fabuloso. Jesus aqui revela o maior indicador de amizade de todos: dar-se a conhecer. Sem o conhecimento do oculto, não há real amizade. O amigo real, nas palavras do Messias, é aquele que vai na profundidade do outro, que não se contenta com a superfície.


Não é fácil ter amigos. Teremos poucos ao longo da vida. Pessoas que nos seguem no Twitter ou no Facebook teremos às centenas; conhecidos idem; montes de colegas de escola, faculdade, trabalho e igreja; gente interessada no que podemos oferecer e bajuladores serão vários. Mas Jesus nos dá a receita para desenvolver amizades reais, aquelas poucas que valem ouro: o amigo verdadeiro é o que abre mão das coisas mais importantes para ele em seu favor, que toma iniciativas para deixar você feliz mesmo que você não peça e, acima de tudo, que tem intimidade, que conheça você no íntimo, além das superficialidades.


Se você conhecer alguém que reúna essas características, esse é o tal amigo que a Bíblia diz que é mais apegado que um irmão. (Pv 18:24). E Pv 17:17 fecha com chave de ouro: “O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade”. E aqui algo essencial. O amigo verdadeiro não é aquele de quem gostamos com amizade, é aquele de quem gostamos com amor. Biblicamente, se você não pode virar para seu amigo e dizer “eu te amo”… saiba que ele não passa de um bom companheiro.


Paz a todos vocês que estão em Cristo.


Maurício Zágari - Apenas

DEPOIS DA PROPAGANDA PRÓ-HOMOSSEXUALISMO, AGORA A GLOBO FAZ PROPAGANDA PARA EDUCAR PAIS A NÃO DISCIPLINAREM SEUS FILHOS


A Globo, ao ver a sanha estatal de aprovar a Lei Anti-Palmada, tinha duas escolhas: ficar com os pais ou com sua antiga funcionária, que disse: “esse ‘direito’ de adulto bater em criança deveria ser cassado. É absurdo! É animal! É irracional! Vamos gritar juntos! Violência de pai, mãe e responsáveis contra criança não é educação, é crime”. A declaração de Xuxa, no jornal O Globo. 
Pode parecer que foi uma escolha difícil, mas não foi. A Globo nunca teve dificuldade de se alinhar com seus funcionários e com o governo. O resultado dessa decisão fácil foi a propaganda que a Globo agora está veiculando para “educar” os pais. (Assisti ao vídeo e aproveitei para registrar meu “não gosto” ali: http://youtu.be/a0MRsanwx-Q)
A propaganda, intitulada “Não Bata. Eduque”, foi feita em parceria com o CONANDA (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) e com a SEDH (Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República). O CONANDA, que comanda os conselhos tutelares do Brasil, foi alvo de denúncia em meu blog em 2009. A SEDH está sob o comando da radical feminista pró-aborto e pró-homossexualismo Maria do Rosário
Se os pais se recusarem a aprender com as “suaves” lições da Globo, terão de aprender com as lições pesadas do Conselho Tutelar, que não precisa de Lei Anti-Palmada para ameaçar os pais, bastando a denúncia de algum anônimo de “bom” coração, tal como a vizinha raivosa.
Sob a camuflagem maliciosa de “direitos das crianças”, o que a Globo está fazendo é defendendo e justificando a intrusão do governo nos lares para ameaçar e aterrorizar pais e mães que aplicam disciplina física para corrigir filhos em sua desobediência, rebelião e teimosia. É, em análise final, a propaganda dos direitos do Estado pisando nos direitos dos pais.
A Globo não teve escolha: sua antiga funcionária, Marta Suplicy, é relatora do PLC 122.
Nas duas propagandas, a Globo soube mostrar para o público seus próprios valores do que “é certo” e do que “é errado”. Se você desrespeitar o padrão global, você é pintado como um cara nervoso e desequilibrado, tanto na questão da correção física de filhos quanto na questão homossexual. Para ser pintado de bonzinho, você é obrigado a se submeter ao padrão global.
O que é mais necessário no Brasil é uma propaganda para não se matar bebês, e deveria ser dirigida primeiramente para o governo, para o PT e para outros radicais. O tema deveria dizer: “Não aborte. Defenda a vida!”
Mas a Globo não pode fazer tal propaganda por dois motivos:

1. Seus atuais e antigos funcionários não vão gostar.
2. O governo federal, que faz patrocínios milionários na Globo com comerciais pagos por empresas estatais gigantes como a Petrobras e Banco do Brasil, não vai gostar.

O povo não precisa ser consultado pela Globo. O papel do povo é apenas ser alvo das campanhas. O papel do povo é apenas ser passivo e submisso às campanhas.
Por isso, não temos esperança nenhuma de acabar com a pornografia no Brasil, enquanto milhões de crianças assistem, com suas mães e pais cegos, às novelas que mostram sexo explícito, adultério, imoralidade e homossexualidade com a maior naturalidade. Se nem a CPI da Pedofilia de Magno Malta conseguiu convocar a imperial Globo para dar explicações de seu longo histórico de pornografia, que podemos fazer nós?
Seja defendendo a pornografia de suas novelas, os “direitos” do governo contra os direitos dos pais ou simplesmente dando toques pró-aborto a fim de agradar a seus patrocinadores, a 
Globo não tem medo de fazer qualquer campanha para impor seus valores sobre os pais e mães que voluntariamente renunciam à moral e ao bom-senso para serem doutrinados pela telinha “educativa”.
A Globo sabe o que faz. Quem não sabe o que faz são as famílias que se sentam na frente da podridão global com seus filhos, acabando com o cérebro cheio de Globo, robotizados para pensar “globalmente”: “A Globo ensinou, e eu tenho de obedecer. Tenho de ver o homossexualismo como normal, não disciplinar os filhos, ver sexo explícito como normal, não defender a vida, apoiar o aborto”.
A Rede Globo é uma fábrica de mentes não-pensantes, adestradas para assistir e obedecer.
A sociedade está cheia robôs globais, feitos à imagem e semelhança de seu criador Plim-Plim, treinados para responder às mínimas programações globais pagas com o dinheiro de imposto que o governo investe por meio de patrocínios. Para o governo, esse é um bom investimento.
A única esperança agora é que na guerra entre Globo e Record (onde, no seu desespero, a Globo está aliciando estrelas evangélicas para uso estratégico), as duas se destruam mutualmente, livrando assim o Brasil de dois grandes esgotos sociais, morais e espirituais.
Resta agora esperar para ver se Silas Malafaia, Ana Paula Valadão e outros evangélicos que aceitaram convites da Globo terão a coragem de dizer: “A propaganda anti-palmada da Globo é uma agressão à família”.

4ª Conferência da Aliança Européia para o Domingo



A quarta Conferência da Aliança Européia para o Domingo tem como tema "Domingo - o nosso direito" e será realizada no dia 15/02/2012 em Fulda, na Alemanha.

Mal começou e o ano de 2012 promete, pelo menos no que diz respeito ao movimento detornar a guarda do domingo obrigatória em toda a Europa.

Sabemos que o decreto dominical profetizado será promulgado primeiramente nos EUA, no entanto as bases para esta lei espúria que será aceita por todo o mundo podem ser vistas em vários locais, principalmente nos países do leste europeu. Percebemos que o movimento está ganhando força e agora acontecerá na Alemanha, principal economia da Zona do Euro.

"O movimento dominical está agora abrindo caminho nas trevas. Os líderes encobrem a verdadeira questão, e muitos que se unem ao movimento não percebem para onde propende a tendência oculta. Eles estão agindo como cegos. Não vêem que se um governo protestante abandona os princípios que deles fizeram uma nação livre e independente, e, pela legislação, introduz na Constituição princípios que propaguem a falsidade e ilusão papal, eles estão se lançando nos horrores romanos da Idade Média." Review and Herald Extra, 11 de dezembro de 1888.
"Muitos há, mesmo entre os que se empenham neste movimento em favor da imposição do domingo, que se acham cegos aos resultados que seguirão a essa ação. Não vêem que golpeiam diretamente a liberdade religiosa. Muitos existem que jamais compreenderam as reivindicações do sábado bíblico e o falso fundamento sobre o qual repousa a instituição do domingo. ... Os que se empenham em conseguir uma emenda à Constituição, para obter uma lei que imponha a observância do domingo, mal compreendem qual vai ser o resultado. Uma crise está iminente." Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 318 e 352. 

Devemos, mais do que nunca, anunciar o breve retorno de Jesus e o preparo necessário para estarmos em pé no Grande Dia do Todo Poderoso. O livro A Grande Esperança deve ser espalhado como folhas de outono e cada sincero adventista deve resplandecer a gloriosa luz do Senhor, amém!