quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Frases Poderosas de Ellen G. White sobre a Bíblia



A escritora adventista do sétimo dia Ellen G. White, é reconhecida e premiada no mundo inteiro pela qualidade singular dos seus escritos. O livro “Caminho a Cristo”, por exemplo, já foi publicado em mais 150 línguas e o livro “Grande Conflito” já ultrapassou a casa dos 15 milhões de exemplares vendidos. São fatos como esses que a tornam especial para a juventude adventista da América do Sul.


Confira algumas citações espetaculares desta autora sobre este magnífico livro chamado – Bíblia Sagrada:


"Devem os jovens estudar a Palavra de Deus e entregar-se à meditação e à oração, e acharão que seus momentos vagos não poderão ser melhor empregados." O Senhor Vem - MM - 1977, de 4 de Março, p.69.


"A única segurança para o povo de Deus é estar completamente familiarizado com a Bíblia e conhecer os ensinamentos de nossa fé." No deserto da Tentação, p.106 e 107.


"A todo jovem de ambos os sexos, e aos de idade avançada, testifico que o estudo da Palavra é a única salvaguarda para a alma que quiser permanecer firme até ao fim." Mensagens Escolhidas. Vol. II, p. 326.


“Nunca houve tempo em que fosse tão importante que os seguidores de Cristo estudassem a Bíblia como agora. Influências enganadoras se acham de todos os lados, e é essencial que vos aconselheis com Jesus, vosso melhor amigo... Declara Davi: "Escondi a Tua Palavra no meu coração, para eu não pecar contra Ti." Sal. 119:11.” O Cuidado de Deus – MM – 1995, de 21 de Janeiro, p. 35. 


“O estudo da Bíblia dará vigor ao intelecto. Diz o salmista: "A exposição das Tuas palavras dá luz e dá entendimento aos símplices." Sal. 119:130. Muitas vezes tem-me sido perguntado: Deve a Bíblia tornar-se o livro mais importante em nossas escolas?" Ela é um livro precioso e admirável. É um tesouro que contém jóias de grande valor. É uma história que descerra perante nós os séculos passados. Sem a Bíblia estaríamos entregues a conjeturas e fábulas no tocante às ocorrências dos tempos antigos. Dentre todos os livros que têm inundado o mundo, por mais valiosos que sejam, a Bíblia é o Livro dos livros, e merece o mais profundo estudo e atenção.” Fundamentos da Educação Cristã, p. 129.


“Em uma época como a nossa, abundante de iniqüidade, e em que o caráter de Deus e Sua lei são igualmente olhados com desdém, especial deve ser o cuidado tomado em ensinar a juventude a estudar, reverenciar e obedecer à vontade divina relevada aos homens. O temor do Senhor está-se extinguindo no espírito de nossos jovens, devido à sua negligência de estudar a Bíblia.” Conselhos Aos Pais Professores e Estudantes, p. 89.


“No sistema de instrução usado nas escolas seculares, é negligenciada a parte mais importante da educação - a religião da Bíblia. A educação não afeta somente em alto grau a vida do aluno aqui na Terra, mas sua influência se estende para a eternidade.” Conselhos Sobre Educação, p. 66.


“Tanto adultos como jovens negligenciam a Bíblia. Não fazem dela seu estudo, a regra de sua vida. Os jovens, especialmente, são culpados dessa negligência. A maioria deles encontra tempo para ler outros livros, mas aquele que indica o caminho da vida eterna não é diariamente estudado. Histórias ociosas são lidas atentamente, ao passo que a Bíblia é negligenciada. Esse Livro é nosso guia para uma vida mais elevada e santa. Os jovens o declarariam o mais interessante livro que já leram, não estivesse sua imaginação pervertida pela leitura de histórias fictícias.” Conselhos Aos Pais Professores e Estudantes, p. 139.


“A Bíblia é o grande guia de Deus. É lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho. Ilumina adiante, para que possamos ver a senda pela qual jornadeamos; e seus raios se volvem para a história passada, mostrando a mais perfeita harmonia naquilo que para a mente em trevas parece erro e discordância. Naquilo que para os mundanos parece ser um mistério inexplicável, vêem os filhos de Deus luz e beleza.” Cristo Triunfante – MM – 2002, de 17 de Novembro, p. 327.


“A Bíblia é nosso guia nos caminhos seguros que conduzem à vida eterna. Deus inspirou homens a escreverem aquilo que nos apresentará a verdade, que atrairá e que, sendo praticado, habilitará o recebedor a adquirir força moral para ocupar um lugar entre as mentes mais altamente educadas.” Filhos e Filhas de Deus – MM – 1956, de 4 de Março, p. 70.


“Uma única frase da Escritura é de muito mais valor que dez mil idéias e argumentos humanos. Os que se recusam a seguir os caminhos de Deus receberão por fim a sentença: "Apartai-vos de Mim." Mat. 25:41.” Conselhos Sobre Saúde, p. 253.


“A religião da Bíblia é a única salvaguarda dos jovens. Moralidade e religião devem receber especial atenção de nossas instituições educativas.” Conselhos Sobre Educação, p.62.


“Nenhum outro livro pode satisfazer as indagações da mente e os anseios do coração.” Conselhos Sobre Educação, p. 62.


“É impossível a qualquer mente humana esgotar mesmo uma única verdade ou promessa da Bíblia.” Educação, p.171.


“A Bíblia é o grande padrão do que é certo e do que é errado, pois define claramente o pecado e a santidade. Seus vivos princípios, penetrando em nossa vida como fios de ouro, são a nossa única salvaguarda na provação e tentação.” Exaltai-O – MM – 1992, de 26 de Abril, p.131.


“A Bíblia é a espada do Espírito, que nunca deixará de vencer o adversário.” A Nossa Alta Vocação – MM – 19962, de 25 de Janeiro, p.29.


“A Bíblia é um mapa que nos mostra os marcos da verdade. Os que estão familiarizados com esse mapa serão habilitados a palmilhar com segurança o caminho do dever, seja para onde for que tenham de ir.” Exaltai-O – MM – 1992, de 26 de Abril, p.131.


“Quando examinamos a Palavra de Deus, anjos estão ao nosso lado, fazendo incidir brilhantes raios de luz sobre suas páginas sagradas.” Mente, Caráter e Personalidade, Vol. I, p.92.


Como você acabou de ver com os seus próprios olhos, que um dia verão a Jesus pessoalmente, por tudo isso, exaltado seja o nome de Deus.


Um abraço vivaz,

Pr. Otimar Gonçalves
Ministério Jovem DSA

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Os remidos no Céu verão a Deus Pai?



Algumas pessoas alegam que os remidos jamais verão a Deus Pai, pois o apóstolo Paulo diz que Deus “habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver” (1Tm 6:16), e o apóstolo João acrescenta que “ninguém jamais viu a Deus” (Jo 1:18; 1Jo 4:12). Se isolarmos o conteúdo desses textos do consenso das Escrituras, poderemos ser tentados a assumir indevidamente que Deus é invisível a todas as Suas criaturas, mesmo aos seres que nunca pecaram. Mas, para entendermos melhor o assunto, devemos reconhecer que, no Jardim do Éden, Adão e Eva mantinham plena comunhão com a Divindade, inclusive com Deus Pai. No entanto, “desde o pecado de nossos primeiros pais, não tem havido comunicação direta entre Deus e o homem”, pois “o Pai entregou o mundo nas mãos de Cristo” (Patriarcas e Profetas, p. 366). Portanto, os textos acima mencionados devem ser compreendidos no contexto do pecado. Como “Deus é fogo consumidor” para o pecado (Hb 12:29), se seres humanos pecaminosos O vissem, seriam por Ele destruídos.
Por outro lado, existem várias declarações bíblicas que falam a respeito de Deus como sendo visto pelos remidos no Céu. Por exemplo, o apóstolo João afirma que, quando Deus Se manifestar, “seremos semelhantes a Ele, porque haveremos de vê-lo como Ele é” (1Jo 3:2, 3); e que os servos de Deus “O servirão” e “contemplarão a Sua face” (Ap 22:3, 4). Embora a manifestação de Deus possa se referir à segunda vinda de Cristo, a contemplação da face de Deus parece algo mais amplo do que a comunhão apenas com Cristo. Mas, a
realidade da contemplação de Deus Pai é confirmada nas seguintes palavras de Cristo: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mt 5:8). Nessa declaração, Cristo não estava Se referindo apenas a Si mesmo, que já estava sendo visto pelos Seus discípulos, e sim a Deus Pai.
Nos escritos de Ellen G. White encontramos várias ocasiões em que ela se refere a Deus Pai como sendo visto pelos remidos no Céu. Por exemplo, no livro O Maior Discurso de Cristo, p. 27, ela afirma: “Os puros de coração vivem como na visível presença de Deus durante o tempo que Ele lhes concede neste mundo. E também O verão face a face no estado futuro, imortal, assim como fazia Adão quando andava e falava com Deus no Éden. ‘Agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face’ (1Co 13:12).” Já em O Grande Conflito, p. 676-677, aparece a seguinte declaração: “O povo de Deus tem o privilégio de entreter franca comunhão com o Pai e o Filho. ‘Agora vemos por espelho em enigma’ (1Co 13:12). Contemplamos a imagem de Deus refletida como que em espelho, nas obras da natureza e em Seu trato com os homens; mas então O conheceremos face a face, sem um véu obscurecedor de separação. Estaremos em Sua presença, e contemplaremos a glória de Seu rosto.” E em Testemunhos para a Igreja, v. 8, p. 268, a Sra. White comenta Apocalipse 22:4 de forma ainda mais explícita: “E qual é a felicidade do Céu senão a de ver a Deus? Que maior júbilo poderá ter o pecador salvo pela graça de Cristo do que contemplar a face de Deus, e tê-Lo por Pai?”
Além disso, a Sra. White nos adverte a respeito de distinções especulativas entre as Pessoas da Divindade: “Os sentimentos dos que andam em busca de avançadas idéias científicas, não são para confiar. Fazem-se definições como essas: ‘O Pai é como a luz invisível; o Filho é como a luz corporificada; o Espírito é a luz derramada.’ … Todas essas definições espiritualistas são simplesmente nada. São imperfeitas, inverídicas. … O Pai é toda a plenitude da Divindade corporalmente, e invisível aos olhos mortais (Evangelismo, 614).” Quaisquer distinções entre as Pessoas da Divindade, como as mencionadas acima, acabam distorcendo os atributos divinos. Portanto, existem suficientes evidências bíblicas e nos escritos de Ellen White para crermos que Deus Pai é “invisível aos olhos mortais”, mas não aos seres imortais, e que os remidos no Céu realmente “contemplarão a Sua face”.

Uma escola chamada Casamento



Há quanto tempo você está matriculado nesta escola?
Qual têm sido suas notas como marido/esposa?
Que nota o seu cônjuge daria à você hoje?
O que é necessário para ser bem sucedido nesta escola:

Reconhecer que não sabe. Ninguém que se casa pela primeira vez, casa sabendo tudo sobre marido, esposa, sexo, sexualidade, economia doméstica, relacionamento com a família de origem do outro, educação de filhos etc. Tudo é novo e tem que ser aprendido, por isso uma das chaves do sucesso no processo de aprendizagem é a humildade. Só aprende quem reconhece com humildade que não sabe.


O orgulho é o principal impedimento para que as pessoas não se libertem da ignorância. Toda pessoa que pensa que sabe tudo, ainda não sabe como convém saber. O caminho da humildade é o caminho do sucesso conjugal.
Estar aberto para aprender sempre. No casamento, um deve aprender com o outro a ser mais organizado, limpo, paciente, amoroso, prestativo, generoso, educado, gentil, disciplinado, justo etc. Os casais que atingem um nível de qualidade de vida marcado pela significância, são aqueles que nunca param de aprender.
Fazer a lição de casa. O segredo é estudar para praticar, isto tem a ver com ler bons livros sobre relacionamento, ouvir e assistir palestras sobre assuntos que tenham a ver com família, conversar com quem sabe mais e tem maior experiência. Quantas vezes quando eu termino de ler um livro no avião ou no hotel, volto para casa muito melhor do que sai. Alunos bem sucedidos, são alunos aplicados.

Estudar mais sobre aqueles assuntos em que você tem maior dificuldade.

Reveja com seu cônjuge aquilo em que tem mais dificuldade: temperamento, falta de romantismo…

Pare por um instante e responda para você mesmo: Qual é a sua maior dificuldade no seu casamento? Em que ponto você não está conseguindo ser aprovado pelo cônjuge?

Faça uma auto avaliação, escreva isso em um papel e comece a investir nesta direção. As áreas de dificuldades pode ser comunicação, finanças, sexual, confiança, tempo, educação dos filhos etc.
Quando damos uma pausa para fazer uma auto-avaliação e listamos os nossos pontos fracos, fica mais fácil trabalhar para melhorar. Não existe ninguém que possa afirma, não preciso melhorar em nada, todos nós, uns mais, outros menos, todos temos áreas que precisamos de tratamento.

Fonte: Novo Tempo

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Os sinais cósmicos mencionados em Mateus 24:29 ainda estão para se cumprir?



O texto bíblico declara que a segunda vinda de Cristo seria precedida por um grande terremoto, bem como por sinais cósmicos no Sol, na Lua e nas estrelas (ver Jl 2:31; Mt 24:29; Mc 13:24, 25; Lc 21:25; Ap 6:12, 13). Os adventistas creem que estes sinais se cumpriram respectivamente com o terremoto de Lisboa, no dia 1º de novembro de 1755; o escurecimento do Sol e a Lua em cor de sangue, em 19 de maio de 1780; e a queda das estrelas, na noite de 13 de novembro de 1833. Mas pelos menos três argumentos básicos têm sido usados contra tais identificações. 
Um dos argumentos é que esses acontecimentos não passariam de fenômenos naturais, reincidentes e explicáveis cientificamente, que não poderiam ser considerados cumprimentos proféticos. Devemos reconhecer, no entanto, que esses fenômenos são “sinais” (Lc 21:25) mais importantes pelo seu significado do que pela sua própria natureza. Além disso, em várias outras ocasiões Deus usou meios naturais com propósitos espirituais. Por exemplo, o dilúvio envolveu água e uma arca (Gn 6-8); e entre as pragas do Egito haviam rãs, piolhos, moscas, pestes, úlceras, saraiva, gafanhotos e trevas (Êx 7-12). De modo semelhante, os sinais cósmicos, mesmo podendo ser explicados cientificamente, apontavam para importantes realidades espirituais. 
Outro argumento usado contra as identificações acima mencionadas é que elas já estão demasiadamente distantes da segunda vinda de Cristo para ainda ser consideradas sinais desse evento. Mas Cristo deixou claro que esses sinais deveriam ocorrer “logo em seguida à tribulação daqueles dias” (Mt 24:29), ou seja, próximo ao término dos 1.260 anos de supremacia papal (Dn 7:25). Apocalipse 6:12-14 esclarece que a sequência terremoto;estrelas ocorreria no contexto da abertura do sexto selo, e não do sétimo selo, que é a segunda vinda de Cristo. William H. Shea, em seu artigo “A marcha dos sinais”, Ministério, maio-junho de 1999, p. 12-13, identifica a seguinte sequência profética: (1) o grande terremoto de 1755; (2) o dia escuro de 1780; (3) o juízo sobre a besta em 1798; (4) a queda das estrelas em 1833; e (5) o início do juízo investigativo pré-advento em 1844. Assim como o grande terremoto e o dia escuro precederam o juízo sobre a besta, a queda das estrelas antecedeu o início do juízo investigativo. 
Um terceiro argumento contra tais identificações é que o terremoto de Lisboa em 1755 não foi o mais intenso abalo sísmico já registrado. Independentemente de sua intensidade, o terremoto de Lisboa foi o mais significativo, em temos proféticos. Como prenúncio do término dos 1.260 anos de supremacia papal, o terremoto ocorreu em um domingo, Dia de Todos os Santos, quando os devotos católicos estavam reunidos em suas igrejas, e nenhum dos supostos santos os conseguiu proteger. Otto Friedrich, em sua obra O fim do mundo (Rio de Janeiro: Record, 2000), p. 227-271, afirma que alguns padres e freiras anteviram em sonhos e visões que Lisboa seria destruída. 
A posição tradicional adventista é confirmada em Nisto Cremos: as 28 Crenças Fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia, 8ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2008), p. 417-419; e Tratado de Teología Adventista del Séptimo Día (Buenos Aires: Asociación Casa Editora Sudamericana, 2009), p. 1015-1017. Ellen G. White, em O Grande Conflito, p. 636-637, reconhece que, por ocasião da segunda vinda de Cristo, “o Sol aparecerá resplandecendo” à meia-noite e um “grande terremoto” abalará a Terra (Ap 16:18). Mas na mesma obra (p. 304-308, 333-334), a Sra. White assegura que os sinais cósmicos mencionados especificamente pelo profeta Joel (Jl 2:31), por Cristo (Mt 24:29; Mc 13:24, 25; Lc 21:25) e pelo apóstolo João (Ap 6:12, 13) se cumpriram respectivamente em 1755, 1780 e 1833. Portanto, a Igreja Adventista do Sétimo Dia aceita os eventos ocorridos nessas datas como sendo os sinais preditos em Mateus 24:29. 


Revista do Ancião (outubro – dezembro de 2010) 
Dr. Alberto Timm

Quantidade de açúcar no refrigerante

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Podemos crer que Jesus ascendeu duas vezes ao Céu: uma, no próprio dia de Sua ressurreição e, outra, 40 dias mais tarde?



Após a ressurreição de Jesus, Maria Madalena O encontrou junto ao sepulcro e procurou estabelecer diálogo, mas Ele pediu para não ser detido, pois ainda não havia subido ao Pai (João 20:11-18). Depois disso, Jesus não apenas Se deteve com outras pessoas, como também dialogou demoradamente com algumas delas (ver Luc. 24:13-50; João 20:19-29; 21:1-23; Atos 1:3; I Cor. 15:3-8). O contraste entre o pedido inicial para não ser detido e a iniciativa posterior de Se deter com os discípulos sugere uma breve ascensão temporária de Cristo à presença do Pai nas cortes celestiais no próprio dia da ressurreição. 
O livro O Desejado de Todas as Nações descreve tanto a ascensão temporária de Jesus no dia da ressurreição (cf. João 20:17) quanto Sua ascensão definitiva 40 dias mais tarde (Mar. 16:19; Luc. 24:50 e 51; Atos 1:6-11). Em relação à primeira delas, encontramos na pág. 790 da referida obra a seguinte declaração: “Jesus recusou receber a homenagem de Seu povo até haver obtido a certeza de estar Seu sacrifício aceito pelo Pai. Subiu às cortes celestiais, e ouviu do próprio Deus a afirmação de que Sua expiação pelos pecados dos homens fora ampla, de que por meio de Seu sangue todos poderiam obter a vida eterna. O Pai ratificou o concerto feito com Cristo, de que receberia os homens arrependidos e obedientes, e os amaria mesmo como ama a Seu Filho. [...] Todo o poder no Céu e na Terra foi dado ao Príncipe da Vida, e Ele voltou para Seus seguidores num mundo de pecado, a fim de lhes comunicar Seu poder e glória.” 
Sobre a ascensão definitiva de Cristo, 40 dias após Sua ressurreição, O Desejado de Todas as Nações, págs. 833 e 834, afirma: “Todo o Céu estava esperando para saudar o Salvador à Sua chegada às cortes celestiais. Ao ascender, abriu Ele o caminho, e a multidão de cativos libertos à Sua ressurreição O seguiu [Mat. 27:51-53]. A hoste celestial, com brados de alegria e aclamações de louvor e cântico celestial, tomava parte na jubilosa comitiva. [...] Estão ansiosos por celebrar-Lhe o triunfo e glorificar seu Rei. Mas Ele os detém com um gesto. Ainda não. Não pode receber a coroa de glória e as vestes reais. Entra à presença do Pai. Mostra a fronte ferida, o atingido flanco, os dilacerados pés; ergue as mãos que apresentam os vestígios dos cravos. Aponta para os sinais de Seu triunfo; apresenta a Deus o molho movido, aqueles ressuscitados com Ele como representantes da grande multidão que há de sair do sepulcro por ocasião de Sua segunda vinda. [...] Ouve-se a voz de Deus proclamando que a justiça está satisfeita. Está vencido Satanás. [...] Os braços do Pai circundam o Filho, e é dada a ordem: ‘E todos os anjos de Deus O adorem’ [Heb. 1:6].” E o livro Atos dos Apóstolos, págs. 38-39, acrescenta que, tão logo essa cerimônia foi concluída nas cortes celestiais, o Espírito Santo foi derramado no Pentecostes como evidência da aceitação do sacrifício de Cristo. 
Alguém poderia ser tentado argumentar que a ascensão temporária de Cristo no dia da 
ressurreição seria inviável porque o tempo de duração da viagem entre a Terra e o Céu é de uma semana. É certo que Ellen G. White menciona em Primeiros Escritos, pág. 16, que os remidos ascenderão durante “sete dias” para o mar de vidro (Apoc. 15:2), mas isso não significa que Cristo e os anjos levem o mesmo tempo para fazer o percurso. O fato de Cristo ter ascendido ao Céu após o diálogo com Maria Madalena (João 20:11-18) e estar de volta mais tarde, naquele mesmo dia, para acompanhar dois de Seus discípulos no caminho de Emaús (Luc. 24:13-49) deixa claro que Cristo não mais estava limitado ao tempo. De modo semelhante, o anjo Gabriel veio das cortes celestiais em questão de minutos para atender à oração de Daniel (Dan. 9:20-23; cf. 9:1-19). 
Portanto, existem evidências suficientes para crermos que Cristo ascendeu, ligeiramente, ao Céu após Sua ressurreição e, definitivamente, 40 dias mais tarde. Em ambas as ascensões, houve uma ratificação da obra redentora de Cristo em favor dos pecadores. Após Sua primeira ascensão, Cristo retornou à Terra a fim de “comunicar Seu poder e glória” aos Seus discípulos. Após Sua segunda ascensão, Cristo permaneceu como Rei e Sacerdote nas cortes celestiais (ver Zac. 6:13; Heb. 4:14-16), mas enviou o Espírito Santo como Seu agente regenerador e santificador (ver João 14:16 e 17, 26; 16:7-15). 


Revista do Ancião (julho – setembro de 2006) 
Dr. Alberto Timm

domingo, 8 de janeiro de 2012

É verdade que os escravos não ressuscitarão dentre os mortos?



Ellen White aborda esse assunto no livro Primeiros Escritos, pág. 276, em que aparece a seguinte declaração: “Vi que o senhor de escravos terá de responder pela salvação de seus escravos a quem ele tem conservado em ignorância; e os pecados dos escravos serão visitados sobre o senhor. Deus não pode levar para o Céu o escravo que tem sido conservado em ignorância e degradação, nada sabendo de Deus ou da Bíblia, nada temendo senão o açoite do seu senhor, e conservando-se em posição mais baixa que a dos animais. Mas Deus faz por ele o melhor que um Deus compassivo pode fazer.
Permite-lhe ser como se nunca tivesse existido, ao passo que o senhor tem de enfrentar as sete últimas pragas e então passar pela segunda ressurreição e sofrer a segunda e mais terrível morte. Estará então satisfeita a justiça de Deus.”
O próprio texto deixa claro que a Sra. White está se referido aqui não a todos os escravos de forma generalizada, mas somente àqueles que foram mantidos “em ignorância e degradação, nada sabendo de Deus ou da Bíblia, nada temendo senão o açoite do seu senhor, e conservando-se em posição mais baixa que a dos animais”.
É interessante notarmos que, um pouco mais adiante, no mesmo livro Primeiros Escritos, pág. 286, são mencionados escravos entre os justos que receberão a vida eterna: “Vi o escravo piedoso levantar-se com vitória e triunfo, e sacudir as cadeias que o ligavam, enquanto seu ímpio senhor estava em confusão e não sabia o que fazer; pois os ímpios não podiam compreender as palavras da voz de Deus.”
Existe aqui um evidente contraste entre o escravo “conservado em ignorância”, que será deixado “como se nunca tivesse existido”, e o “escravo piedoso”, que receberá a vida eterna. Esse contraste nos impede de generalizarmos a questão como se todos os escravos fossem tratados da mesma forma. Portanto, apenas aqueles escravos que foram mantidos nas condições subumanas acima mencionadas, completamente destituídos de livre-arbítrio, é que não receberão nem a vida eterna, por não terem vivido em conformidade com os princípios do evangelho, e nem o castigo final, por não serem responsáveis pelos seus próprios atos.

Texto de autoria do Dr. Alberto Timm publicado na Revista do Ancião (abril – junho de 2005).Via SetimoDia