quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Sexo e a Supremacia de Cristo


A Sexualidade é Designada por Deus
como uma Maneira de se Conhecer a Deus mais Completamente

Deus criou seres humanos à Sua imagem – macho e fêmea Ele os criou, com capacidades para prazeres sexuais intensos, e com um chamado para compromisso no casamento e continência na vida de solteiro. E seu propósito em criar seres humanos com individualidade e paixão foi assegurar que houvesse linguagem e imagens sexuais que apontassem para as promessas e os prazeres do relacionamento de Deus com o Seu povo e de nosso relacionamento com Ele. Em outras palavras, a razão última (não somente a única) por que somos sexuais é para tornar Deus mais profundamente conhecível. A linguagem e as imagens da sexualidade são as mais gráficas e as mais poderosas que a Bíblia usa para descrever o relacionamento entre Deus e o Seu povo – tanto positivamente (quando somos fiéis), como negativamente (quando não somos).

Como tornar nossa sexualidade santificada, satisfatória e para o louvor de Cristo? De todos os meios que funcionam, eu mencionarei apenas dois.

Primeiro, conhecer a supremacia de Cristo esclarece tanto a alma que sexo e seus pequenos prazeres tornam-se tão pequenos quanto eles realmente são.

Almas pequenas fazem pequenos prazeres terem grande poder. A alma, como é, se expande para abrigar a grandeza de seu tesouro. A alma humana foi feita para ver e desfrutar da supremacia de Cristo. Nada mais é grande o bastante para expandir a alma como Deus planejou e que também faça pequenos prazeres perderem seu poder.

Imensos céus estrelados visto de uma montanha em Utah, quatro nuvens movendo-se em um espaço aparentemente sem fim em Montana, posicionar-se na beirada da mais profunda depressão do Grand Canyon – tudo isso pode ter um papel maravilhosamente suplementar no crescimento da alma, pela beleza. Mas nada pode tomar o lugar da supremacia de Cristo. Como Jonathan Edwards disse, se você abraça toda criação com boa-vontade, mas não Cristo, você está infinitamente solitário. Nossos corações foram feitos para serem alargados por Cristo, e toda a criação não pode substituir sua supremacia.

Minha convicção é que uma das maiores razões pelas quais o mundo e a igreja estão mergulhados em luxúria e pornografia (homens e mulheres – 30% da pornografia da internet atualmente é vista por mulheres) é que nossas vidas são intelectual e emocionalmente desconectadas da infinita e assustadora grandeza para o qual fomos feitos. Dentro e fora da igreja, a cultura ocidental está se afogando em um mar de trivialidade, superficialidade, banalidade e falta de bom senso. Televisão é trivial. Rádio é trivial. Conversas são triviais. Educação é trivial. Livros cristãos são triviais. Estilos de louvor são triviais. É inevitável que o coração humano, que foi feito para ser preenchido da supremacia de Cristo, mas que está se afundando no mar do entretenimento banal, procure pela melhor solução natural que a vida pode oferecer: sexo.

Portanto, a cura mais profunda para nossos vícios infelizes não são estratégias mentais – e eu acredito nelas e tenho minhas próprias. A cura mais profunda é ser intelectual e emocionalmente preenchido pela infinita, eterna e imutável supremacia de Cristo em todas as coisas. É isto que significa conhecê-Lo. Cristo comprou este dom para nós ao custo de sua vida. Portanto, eu digo com Oséias: Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR.

Finalmente, a outra visão que eu gostaria de mencionar é que este conhecer Cristo serve para salvar nossa sexualidade do pecado, e isto nos fortalece nos sofrimentos.

Conhecer tudo o que Deus prometeu para nós em Cristo, tanto agora quanto na eternidade vem com uma alegria sempre crescente, liberta-nos da compulsão de que nós devemos ignorar a dor e maximizar nosso conforto neste mundo. Nós não precisamos, e nós não ousaremos. Cristo morreu para fazer nosso futuro eterno radiante com a supremacia de sua glória. E a forma que Ele utiliza para isto acontecer agora é: sofrimento, mas com o coração pleno de alegria no caminho do amor.

Extraído do texto "Sexo e Supremacia de Cristo" de John Piper

Ética na Blogosfera Cristã



Primeiramente, digo que sou um mero observador, não tenho presunção de ditar regras.
Como blogueiro evangélico, eu proponho que façamos uma pequena reflexão sobre as razões de publicar o que publicamos em nossos blogs cristãos.
Com o passar dos dias, cada vez mais nós encontramos nas vitrines das lojas brasileiras computadores com mais avanços tecnológicos e preços menores. Resultado: as vendas vão de vento em popa. Então, é fácil prever que a tendência quanto à popularização da comunicação via Internet é aumentar a participação de cristãos na Blogosfera Evangélica.
Já ouvi alguém fazer um comparativo entre os anos anteriores à invenção de Gutemberg e a popularização dos blogs. Martinho Lutero, com bastante propriedade, fez uso da Imprensa para efetuar a Reforma Protestante. Mas, e os evangélicos do século 21? Qual reforma eles querem fazer ao blogar?
A web é o mundo em versão virtual. É uma janela aberta para o mundo, e o blogueiro acertadamente pressupõe que existe liberdade para se expressar. Mas tenho navegado e lido muitos artigos e às vezes sinto apreensão ao que leio. Infelizmente, tenho a impressão que alguns colegas estão digitando sem ter um editorial definido para comunicar e não estão levando em conta os parâmetros que Jesus Cristo nos deixou, pois os conteúdos parecem não condizer com a favorável condição evangelística que a Internet é para quem é evangélico.
Na Blogosfera Cristã não está surgindo apenas os blogs evangelísticos. Alguns blogs seguem a linha da apologética. As postagens são em tom crítico, são ousadas, mas os autores não levam em consideração que tais mensagens têm público-alvo definido e a Internet é um circuito amplo, é composta de internautas de todas as espécies. Ou seja, leitores que não têm nada a ver com o assunto trombam em icebergs e correm o risco de naufragar.
Em Provérbios 25:11, encontramos a observação de Salomão sobre relacionamento interpessoal. Ele escreveu que as palavras ditas na hora certa são como maçãs de ouro em salvas de prata. É algo elegante se situar no local ideal e agir em tempo oportuno.
Existem muitos usuários da Internet que ainda não tomaram posicionamento quanto a sua condição espiritual. Eles são almas espiritualmente famintas, confusas e sem rumo, são agnósticos e ateus. Necessitam do Pão da Vida, precisam saborear João 3:16 e Atos 4:10. E também há os inimigos da fé cristã.
Na Grande Comissão, a ordem que Jesus Cristo deixou aos discípulos foi evangelizar, fazer discípulos e batizá-los. Mas, infelizmente, alguns blogueiros usam a janela virtual para publicar composições com diversidades de temas, mas nunca criaram um artigo com pauta evangelística. Eles parecem não ter interesse de mostrar aos perdidos como se faz para entrar no céu.
Bogueiros que se intitulam como apologistas da fé, com ética cristã questionável, tão-somente, blogam com a finalidade de criticar irmãos. Qualquer um que se apresente dizendo que aceitou a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, mas não pertence à denominação evangélica que eles fazem para são alvos certeiros de suas palavras duras.
Minha impressão é que eles estão em êxtase, sentem o afã de se expressar às massas incalculáveis de prováveis leitores, almejam ganhar notabilidade e passam por uma onda de catarse. Porém, são blogueiros sem propósito evangelístico. É como aquela pessoa que recebeu uma hora cheia para falar ao microfone, não conhece o perfil dos ouvintes, e não tem nada claro para dizer a eles. Então, o conteúdo da mensagem entregue não é apropriado ao público-alvo. Mesmo que a mensagem seja importante, não será recebida com o grau de importância que possui. Não basta dizer algo acertado, é necessário que a mensagem seja entregue na hora certa e ao público certo também.
Para ser um blogueiro evangélico não basta possuir um computador plugado em banda larga e dominar os segredos das configurações do blog. É necessário ter o que dizer e se fiar sempre pela reta justiça ao falar a Palavra do Senhor. A comunicação constrói e destrói em grandes proporções. O apóstolo Tiago escreveu que a língua tem enorme poder avassalador. A consequência da palavra pronunciada sempre estará muito além do controle e noção de quem a pronuncia ou escreve. Então, no frigir dos ovos, antes de levar sua mão a pressionar a tecla “enviar” releia o texto que escreveu e pergunte-se:

- O que digitei irá salvar almas ou matá-las? 

- O que digitei é apropriado para a leitura pública ou apenas para uma reunião ministerial, em porta fechada, da turma de obreiros da minha igreja?

Eliseu Antonio Gomes -

Buscando paz nos lugares errados

 
Uma coisa eu tenho notado em todos esses anos que tenho sido uma cristã é que alguns conceitos parecem tomar vida própria. Isso é especialmente verdade quando esses conceitos são ensinados de tal forma que resulta em uma produção em massa de distorções de conceitos e verdades distantes de seu significado original. Eu acredito que “ter paz” é, dessa forma, um conceito que tem tomado vários significados que não deveriam.
A ideia de ter paz com Deus é correta e compreensivelmente tirada das seguintes passagens:
 
“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Romanos 5:1)
 
Porque somos reconciliados com Deus, já não estamos mais em guerra com Deus (Romanos 8:7), não mais condenados (Romanos 8:1) e então podemos descansar na certeza que pertencemos a Ele (I João 3:1). Claramente, pode haver grande conforto nisso.
Há também a ideia da paz tirada dessa passagem:
 
“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus. Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.” (Filipenses 4:7-8)
 
Essa passagem se refere ao fato que nós podemos ter paz com as coisas que pedimos ao Senhor em oração porque há uma certeza de que Ele cuidará disso. Temo que aqui é onde alguns devaneios começam a acontecer. Isso ocorre quando a paz se torna algo divergente do que as escrituras pretendiam, ao se tornar algo sempre necessário a se buscar ou ser guiado por uma tranquilidade que nos livra de qualquer conflito interno em relação ao que for que estamos enfrentando.
Veja bem, não estou dizendo que não devemos ter calma em nossas decisões internas. Mas eu temo que isso possa se tornar o fator primário em determinar no que acreditamos, a decisão que tomamos ou estilo de vida que levamos e possivelmente nos desviarmos. Em outras palavras, nos baseando na ausência de um conflito interno, nós podemos estar em perigo de aceitar o que não deveríamos aceitar simplesmente porque há uma paz nisso. É confiar em um sentimento subjetivo como um fator determinante.
Eu tenho encontrado muita gente que tem se desviado da doutrina cristã essencial, tomando decisões imprudentes ou abraçando estilos de vida pecaminosos simplesmente porque tem uma ‘paz’ sobre o que eles têm finalmente aceitado como verdade e uma equivocada noção da vontade de Deus. Eles estavam se aborrecendo com algum ponto doutrinário, questões, atitudes ou experiências da igreja, escolhas, hábitos pecaminosos ou estilo de vida. Eles têm afirmado orar sobre isso e acreditam que, porque têm uma paz sobre o que eles aceitaram, deve ser verdade e deve ser a vontade de Deus. Confiando na natureza subjetiva dos sentimentos, eles, enfim, abraçam o erro ou a apostasia.
A realidade é que na vida cristã, crer no que devemos crer ou fazer o que devemos fazer muitas vezes não vai gerar paz, mas conflito. Isso é especialmente verdade quando nossas crenças, ou escolhas, ou estilo de vida, são contrários ao que dizem as escrituras. O trabalho do Espírito Santo é convencer os cristãos quando isso acontece e certamente o resultado será um tumulto interno. Não podemos confiar no sentimento subjetivo de calma interna mas na realidade objetiva de Cristo e de Sua palavra. Os sentimentos subjetivos devem ser submetidos à realidade objetiva. Sim, nós podemos enfim ter paz quando nossos pensamentos, crenças e ações estão alinhados com a realidade objetiva do que é verdadeiro e adequado de acordo com o que Deus é e com o que Ele quer. Mas não podemos ditar o que é certo por meio de sentimentos subjetivos.
Além disso, eu acredito que há uma tensão inerente em viver uma vida cristã compromissada em meio à existência de um mundo caído. As crenças e os compromissos cristãos vão “contra a corrente” das inclinações dessa vida. A carne se opõe ao Espírito e um inimigo implacável está à espreita. Jesus disse que Ele não veio para trazer a paz, mas a espada. Teremos que sobreviver a uma tensão entre quebrantamento e redenção onde a esperança se junta aos gemidos da criação. Paz no meio disso não pode ser calmos sentimentos de euforia, mas a percepção de um alerta de Deus dizendo quem Ele é, está executando o Seu plano e ordena nossa confiança apesar da nossa inquietação.
Por outro lado, estamos dizendo que Deus apenas pode estar certo enquanto nos sentimos bem quanto a isso. Mas estamos apenas nos enganando em acreditar que Deus deve ser submetido à nossa harmonia interna. Se você nasceu do Espírito, você tem paz com Deus, embora talvez você possa não se sentir sempre bem nessa vida. Vamos parar de procurar paz em todos os lugares errados para que não entremos em lugares errados aonde, no final das contas, não haverá nenhuma paz.
Lisa Robinson | Traduzido por Marianna Brandão | iPródigo.com | Original aqui

O último capítulo do Gênesis

terra_maltratada



No começo era a Terra e a Terra tinha forma e beleza
E o homem habitou sobre a Terra em seus vales e pradarias. E disse o homem: vamos construir arranha-céus neste belíssimo lugar. E construíram cidades e a Terra se cobriu de cimento e aço. E as pradarias desapareceram.
E o homem viu que isso era bom.
No segundo dia o homem olhou para as águas da Terra.
E disse o homem: Coloquemos nossos detritos nas águas, e o lixo será destruído. E assim foi feito. As águas tornaram-se poluídas, e o seu fedor sufocante.
E o homem viu que isso era bom.
No terceiro dia o homem olhou para as florestas da Terra, e viu que elas eram luxuriantes. E disse o homem: cortemos as árvores para fazer casas e rachemos a madeira para nosso próprio uso. As árvores desapareceram e as terras se tornaram estéreis.
E viu o homem que isso era bom.
No quarto dia o homem viu que havia muitos animais correndo e brincando sob o sol. E disse o homem: prendamos os animais para nosso deleite, e matemo-los para nosso esporte. E não havia mais animais sob a face da Terra.
E viu o homem que isso era bom.
No quinto dia o homem respirou o ar da Terra. E disse o homem: espalhemos nossas ruínas no ar, e os ventos a dissiparão. E assim foi feito. O ar ficou cheio de fumaça que sufoca e queima.
E viu o homem que isso era bom.
No sexto dia o homem olhou para si mesmo. E viu muitas tribos que temia e odiava. E disse o homem: façamos grandes máquinas e destruamos todos antes que destruam a nós. O homem construiu grandes máquinas e a Terra foi convulcionada pela fúria das grandes guerras.
E o homem viu que isso era bom.
No sétimo dia o homem descansou de suas obras, e a Terra estava calma e vazia, pois o homem não mais habitava sobre a face da Terra.
E ISSO ERA BOM.
O último capítulo do Gênesis. O capítulo que não precisa e não deve ser escrito…
(dos meus arquivos – autoria desconhecida – na série Tempo de Refletir)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Existem outros mundos habitados?

 
 
Outros Mundos já Existiam Quando Satanás Se Rebelou — Satanás era grandemente amado pelos seres celestiais, era forte sua influência sobre eles. Alguma atitude deveria ser tomada para afastá-lo da simpatia dos seres celestiais. O governo de Deus incluía não somente os habitantes do Céu, mas de todos os mundos que Ele havia criado; e Satanás pensou que se ele pôde levar consigo os anjos do Céu à rebelião, poderia também levar os outros mundos. RH, 9 de mar. de 1886.
A Controvérsia Não Seria Levada a Outros Mundos — A controvérsia não deveria se espalhar a outros mundos do universo, mas ela deveria prosseguir no próprio mundo, na mesma esfera que Satanás reivindicava como sua. RH 9 de mar. de 1886.
A Existência do Universo na Criação do Mundo — Não teriam julgado a Deus se Ele tivesse destruído Satanás, ele que apropriou-se do próprio coração do universo e do mundo que foi criado? MS 8, 1888.
A Criação das Hostes Celestiais Antes da Terra — O Filho de Deus executara a vontade do Pai na criação de todos os exércitos do Céu; e a Ele, bem como a Deus, eram devidas as homenagens e fidelidade daqueles. Cristo ia ainda exercer o poder divino na criação da Terra e de seus habitantes. PP, pág. 36 (1890).

Lúcifer Semeou Dúvidas entre os Seres Celestiais — Ele [Lúcifer no céu antes da semana da criação começou a insinuar dúvidas com respeito às leis que governavam os seres celestiais, dando a entender que, conquanto pudessem as leis ser necessárias para os habitantes dos mundos, não necessitavam de tais restrições os anjos, mais elevados por natureza. PP, pág. 37.

Existência de Habitantes em Outros Mundos Quando a Rebelião Começou — O governo de Deus incluiu não apenas os habitantes do Céu, mas de todos os mundos que Ele tinha criado; e Lúcifer concluiu que, se ele pudesse levar os anjos do Céu consigo em rebelião, poderia levar também todos os mundos. PP, pág. 41. Ver Também GC, pág. 497.
Os habitantes do Céu e dos mundos, despreparados para compreender a natureza ou consequência do pecado, não poderiam ver a justiça de Deus na destruição de Satanás. PP, pág. 42. Ver também GC, pág. 499.
O Homem Foi Criado Como Um Ser Moral Livre Como Os Habitantes dos Outros Mundos — O homem foi criado como um ser moral livre como os habitantes de todos os outros mundos, devendo estar sujeito às mesmas provas da obediência. PP, págs. 331-332.
Deus Criou o Plano de Salvação para Beneficio de Todos os Mundos — Antes da criação do mundo determinou-se, conforme relato de Deus, que o homem deveria ser criado e dotado de poder para fazer a vontade divina. A queda do homem, com todas as suas consequências, não foi desconsiderada pela Onipotência e o plano da redenção foi um pensamento anterior, formulado antes da queda de Adão, com um propósito eterno, foi elaborado para remir pela graça, não apenas este mundo minúsculo, mas para o bem de todos os mundos que Deus criou. ST, 13 de fev. de 1893.
Declarações sobre Esta Terra e Outros Mundos

Milhões de Mundos São Habitados — Se todos os habitantes deste pequeno mundo recusassem obediência a Deus, Ele não seria deixado sem glória. Num momento, Ele poderia varrer da face da Terra todo mortal e criar uma nova raça para povoá-la e glorificar Seu nome. Deus não depende do homem para ser honrado. Ele poderia ordenar às constelações lá dos céus, aos milhões de mundos do alto, que elevassem um cântico de honra e louvor, e glória ao Seu nome. San, pág. 77.

Uma Visão Dada por Ellen White de Outros Mundos — O Senhor me proporcionou uma visão de outros mundos. Asas foram dadas a mim, e um anjo me acompanhou da cidade a um lugar magnífico e glorioso ... Os habitantes do lugar eram de todas as estaturas; nobres, majestosos e formosos ... Então fui levada a um mundo que tinha sete luas. Vi ali o bom e velho Enoque, que tinha sido transladado ... Pedi ao meu anjo assistente que me deixasse ficar ali ...
Disse então o anjo: “Deves voltar e, se fores fiel, juntamente com os 144.000 terás o privilégio de visitar todos os mundos e ver a obra das mãos de Deus”. PE, págs. 39-40 (1882).
O Fim do Trabalho Criador de Deus — Deus terminou Seu trabalho criativo, mas ainda exerce Seu poder para preservar os objetos de Sua criação. ST 20 de mar. de 1884.
A Terra é Pequena Comparada a Outros Mundos — Quão agradecidos deveríamos ser, pelo fato de que, apesar desta Terra ser tão pequena em comparação aos mundos criados, Deus ainda nos observa. Eis que as nações são consideradas por Ele como um pingo que cai dum balde, e como um grão de pó na balança. RH, 9 de mar. de 1886, 3ME, pág.309.

Seres Não Caídos Assistem à Controvérsia Neste Mundo — Cada olho no universo não caído está voltado para aqueles que manifestam ser seguidores de Cristo. Em nosso minúsculo mundo trava-se uma guerra intensa. RH, 29 de set. de 1891.
A Diversidade no Universo Forma um Todo Perfeito — O universo contém uma grande obra prima de Sabedoria infinita nas incontáveis diversidades da grande obra de Deus, que com suas diferentes variedades, forma um todo perfeito. YI, 19 de agosto de 1897.
O Mundo Não é Mais do Que um Átomo nos Domínios de Deus — Este mundo não é mais do que um pequenino átomo no vasto domínio sobre o qual Deus preside. TM, pág. 324. (Reimpresso em Sp. T., Series A, No. 8, 1897).

O Plano da Salvação Estabelecido Antes da Criação do Mundo — Desde o princípio, Deus e Cristo sabiam da apostasia de Satanás e da queda do homem mediante o poder enganador do apóstata. O plano da salvação foi elaborado para remir a raça caída, para dar-lhe outra oportunidade. Cristo foi designado para o cargo de Mediador da criação de Deus, destinado desde a eternidade a ser nosso substituto e penhor. Antes que o mundo fosse feito, estava combinado que a divindade de Cristo fosse envolta na humanidade. 1ME, pág. 250.

Este Mundo é Minúsculo se Comparado ao Universo — Ele carregou a cruz, suportou a vergonha e fez isso, tendo em vista os resultados do que Ele realizaria, em favor, não apenas dos habitantes deste pequeno mundo, mas do universo inteiro e de todos os mundos criados por Deus. RH, 4 de set. de 1900. (Citado em 5BC, pág. 1127). Este pequeno mundo não é mais do que um pontinho na criação de Deus. YI, 4 de abril de 1905. (Citado em 3BC 1154).

Deus Fez Todas as Estrelas — Não há sequer uma estrela das que embelezam os céus que Ele [Deus] não tenha feito. ST, 31 de mar. de 1909.

O jornalismo oculto da Superinteressante

A revista Superinteressante do mês passado uniu na matéria de capa (mais uma vez) dois temas que vendem muito: vida de Jesus e mistério. Como já ocorreu em situações semelhantes nessa publicação, a matéria peca pela parcialidade das fontes: via de regra, a Super recorre a teólogos liberais e a arqueólogos agnósticos e/ou ateus. Na matéria “Os anos ocultos de Jesus”, a fonte principal é John Dominique Crossan, co-fundador do controverso Jesus Seminar. Logo de cara, Crossan, com o tom polêmico de sempre, “informa” aos repórteres da Super que “os autores de Mateus e Lucas [!], que se basearam em Marcos, parecem ter ficado constrangidos com a baixa formação de Jesus. E deram um jeito de melhorar a coisa. Mateus (13:55) diz que o pai de Jesus é que era tekton [“pedreiro”, não necessariamente “carpinteiro”, segundo a matéria]. E Lucas omitiu todo o versículo”. Assim, somos “informados” categoricamente pela revista sobre o “fato” de Jesus ter sido pedreiro e não carpinteiro, conforme a Bíblia. Bem, aí está o tom que perpassa a matéria.

A reportagem de um ângulo só também nos avisa de que Jesus teria sido discípulo de João Batista, muito embora reconheça que “os evangelhos não falam de João como mestre de Jesus”. E precisam? Pra que Bíblia, se temos a Superinteressante para nos dizer o que realmente aconteceu e nos ajudar a fazer a verdadeira interpretação dos ensinos escriturísticos?

Que evidências a revista apresenta para sustentar essa suposta relação discípulo-mestre entre Jesus e João? Ei-las: “Tal como João Batista, Jesus via o mundo dividido entre forças do bem e do mal. E anunciava que Deus logo interviria para acabar com o sofrimento e inaugurar uma era de bondade. Em suma: tanto um como o outro eram o que os pesquisadores chamam de ‘profetas apocalípticos’. E se os Evangelhos jogam tanta luz sobre João Batista (Lucas fala inclusive sobre o nascimento do profeta, assim como faz com Jesus), a possibilidade de que a relação deles tenha sido mais profunda é real.”

Não ocorre aos autores do texto que Jesus e João foram ambos enviados de Deus e que, portanto, tinham mesmo uma mesma mensagem para dar ao mundo? Se João recebe destaque em Lucas, isso se deve ao fato de ter sido ele um profeta de destaque justamente por ter servido de arauto do Messias. E se a pregação deles fosse diferente, aí a Super afirmaria que Jesus contradisse João, como já sugeriu que Paulo teria feito em relação à mensagem de Jesus.

Além de considerar a ressurreição e os milagres de Jesus “mitologia cristã” (embora haja
boas evidências para a ressurreição) e logo em seguida afirmar o que inicialmente supôs (ou seja, que Jesus seria filho de pedreiro), Super menciona pelo menos uma diferença entre a mensagem de João e a de Jesus: como João anunciou a vinda do reino e acabou morrendo, Jesus teria ficado tão “abalado” com a não intervenção divina nesse caso que teria mudado sua visão/definição de reino. “João Batista havia imaginado uma intervenção unilateral de Deus. Jesus imaginou uma cooperação bilateral: as pessoas deveriam agir em combinação com Deus para que o novo reino chegasse”, diz Crossan.

Nada a ver! Jesus pregou a respeito do reino da graça e do reino da glória; um presente entre os humanos (no coração deles) e outro que ainda virá. Crossan bagunça tudo! Seria essa compreensão equivocada resultante dos resquícios teológicos de seu tempo de religioso (sevita) católico, misturada a sua visão cética adotada depois? Sei lá. Melhor pensar assim do que imaginar que Crossan estaria agindo com desonestidade intelectual abraçada e aplaudida pela Super. Ler os evangelhos com a mente aberta, sem preconceitos, não dói, pessoal! Ah, e jornalistas também podem ler a Bíblia por si mesmos, sem depender da interpretação desse ou daquele estudioso.

Confesso que, daqui em diante, tive que fazer muito esforço para ler o restante do artigo, afinal, para que perder tempo com ficção travestida de reportagem? Mas fui adiante e confirmei minha suspeita de enviesamento ideológico quando li outra declaração, desta vez do famoso agnóstico
Bart D. Ehrman, autor o livro Quem Foi Jesus? Quem Jesus Não Foi?: “Não há nenhum relato, em qualquer fonte antiga, sobre o rei Herodes massacrar crianças em Belém, ou em seus arredores, ou em qualquer outro lugar”, diz ele. Ok. Então é assim que funciona: quando a Bíblia não diz nada, eles inventam; quando diz alguma coisa, não aceitam. Difícil, né?

A matéria ainda lança suspeitas sobre a autoria dos evangelhos, cita outra liberal – Karen Armstrong < http://www.criacionismo.com.br/2008/05/uma-releitura-da-bblia.html > – para defender a tese de que os autores (mesmo João e Mateus) não teriam sido testemunhas oculares, e termina afirmando que mesmo “os anos considerados como os mais conhecidos da vida de Jesus também são cheios de episódios misteriosos”. [Leia também “Bíblia teria autores falsos?” http://www.criacionismo.com.br/2008/09/bblia-teria-autores-falsos.html ]

Ah, sim, mais um detalhe: Jesus pode não ter sido exatamente crucificado, mas “arvorificado”. É a teoria (controversa, é verdade, mas e daí) do arqueólogo Joe Zias, da Universidade Hebraica de Jerusalém.

O artigo termina assim (consegui chegar ao último parágrafo): “Só no século 2, quase 100 anos após a morte de Jesus, começam a aparecer relatos sobre ele no centro do Império. Um deles é uma carta do político romano Plínio ao imperador Trajano. Plínio cita pessoas conhecidas como ‘cristãs’ que veneravam ‘Cristo como Deus’. Outra fonte é o historiador romano Tácito, que menciona os ‘cristãos (...), conhecidos assim por causa de Cristo (...), executado pelo procurador Pôncio Pilatos’. Suetônio, que escreveu pouco depois de Tácito, informa sobre uma perseguição de cristãos, ‘gente que havia abraçado uma nova e perniciosa superstição’. Uma ‘superstição’ cuja mensagem convenceria cada vez mais gente, a ponto de, no século 4, o imperador romano em pessoa (Constantino, no caso) converter-se a ela. E o resto é história. Uma história que chega ao seu segundo milênio. Com 2 bilhões de seguidores.”

Ainda bem que historiadores romanos (e um judeu: a revista se esqueceu de Josefo) citam Jesus em seus escritos, caso contrário, Superinteressante diria que Jesus nem sequer teria existido.

Tenho certeza de que, com essa matéria com sabor de teoria da conspiração, a edição de julho da Super deve ter vendido bastante, afinal, sempre há os incautos que dão crédito a esse tipo de conteúdo – especialmente o público preferencial da revista: adolescentes que ainda mal tiveram tempo de formar uma visão crítica da mídia e sequer leram bons livros de apologética cristã que respondem satisfatoriamente as questões levantadas pelo artigo. Com todo o respeito aos adolescentes.

Michelson Borges

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Como descobrir um cristão fake


Recentemente assisti a uma entrevista de um blogueiro que criou uma personagem fake, com o objetivo de ridicularizar os evangélicos. Segundo ele, mais de trinta mil pessoas visitam diariamente seu blog, e mesmo com toda a zoação (abuso de clichês, palavras chulas e situações pouco prováveis para um cristão), muitos acreditam que tudo aquilo é real.
Como esta personagem, há milhares de fakes circulando na internet, alguns tão sutis que é quase impossível dar-se conta de que não sejam pessoas reais.
Pior do que os fakes cibernéticos, são os de carne e osso que circulam nossas igrejas e nossas vidas, fazendo-se passar por aquilo que não são. Como reconhecê-los? Será que existem pastores fakes? Gente que sobe ao púlpito descaradamente, fingindo ser o que não são? Infelizmente a resposta é sim. Não dá pra confiar em tudo o que vemos e ouvimos.
Também recentemente, um pastor brasileiro que tem sido convidado para pregar fora do País, foi desmascarado, por usar dados do perfil do Orkut das pessoas como se fossem revelações dadas por Deus.
Até quando seremos enganados por esses fakes?
Como perceber que alguém é o que de fato diz ser? Como saber se aquela pessoa realmente teve um encontro com Deus?
Uma sociedade baseada em aparência, facilmente se deixará enganar por aqueles que ostentam uma piedade de fachada. Basta que o sujeito use meia dúzia de jargões religiosos, e pronto. Já enganou metade das pessoas do seu convívio.
Escrevendo a Tito, Paulo denuncia os que "professam conhecer a Deus, mas negam-no pelas suas obras, sendo abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra" (Tt 1:16).
Discursar sobre teologia não significa conhecer a Deus. Tive um professor no seminário que se dizia ateu. E aí?
Tempo de casa também não significa nada. Conheço gente que abraçou a fé há tão pouco tempo, mas que já conhece a Deus com mais profundidade do que alguns que nasceram e foram criados no ambiente da igreja.
Então, como podemos inferir se alguém conhece ou não a Deus, ou ainda, se é um cristão legítimo ou um fake? Do ponto de vista de Deus, não há qualquer problema. Afinal de contas, "O Senhor conhece os que são seus" (2Tm 2:19a). Mas do ponto de vista do lado de cá, só há uma maneira de saber quem de fato conhece a Deus: "Qualquer que profere o nome do Senhor aparte-se da injustiça" (v.19b).
Vamos tentar entender melhor isso através de uma passagem não muito conhecida do Antigo Testamento:
"Eram os filhos de Eli, filho de Belial; não conheciam o Senhor" (1Sm 2:12).
Como pode alguém ser filho do Sumo-sacerdote, e não conhecer a Deus? Nem sempre filho de peixe, peixinho é. Embora fossem filhos de Eli, aos olhos de Deus eram filhos de Belial (nome usado no AT em referência a Satanás).
Como o escritor sagrado chegou à esta conclusão? Vejamos o relato:
"Ora, o costume desses sacerdotes para com o povo era que, oferecendo alguém um sacrifício, estando-se cozendo a carne, vinha o moço do sacerdote com um garfo de três dentes na mão ( o famoso ‘tridente’). Metia-o na caldeira, ou na panela, ou no caldeirão, ou na marmita, e tudo o que o garfo tirava, o sacerdote tomava para si. Assim faziam a todo o Israel que ia a Siló” (vv.13-14).
Este era o meio de subsistência dos sacerdotes. Eles se dedicavam integralmente ao culto, e dependiam das ofertas para sobreviver. Porém, havia um protocolo a ser seguido.
“Mas antes mesmo de queimarem a gordura, vinha o moço do sacerdote e dizia ao homem que sacrificava: Dá essa carne para assar ao sacerdote; ele não aceitará de ti carne cozida, senão crua. Se lhe respondia o homem: Queime-se primeiro a gordura, e depois tomarás o que quiseres, então ele lhe dizia: Não, hás de dá-la agora; se não, tomá-la-ei à força. Era muito grande o pecado destes moços perante o Senhor, pois desprezavam a oferta do Senhor” (vv.15-17).
De acordo com o protocolo, a carne dos animais sacrificados deveria ser colocada no caldeirão, até que a gordura se queimasse, e assim, o sacerdote meteria seu garfo e retiraria a sua parte. Mas a gordura tinha que queimar.
Os filhos de Eli não tinham paciência de esperar que a gordura se queimasse. A gordura representava a melhor parte, e esta pertencia ao Senhor. Mas eles não se satisfaziam com a parte que lhes cabia no caldeirão.
Eles foram enredados pela mesma proposta feita pela serpente ao primeiro casal no Éden. Abocanharam o que pertencia exclusivamente a Deus.
Quem conhece a Deus, ama a justiça e foge da injustiça.
Justiça é dar a cada um o que lhe é de direito. A Deus o que é de Deus, a César o que de César, ao empregado o que é direito seu, ao patrão, idem, ao cônjuge a sua parte (1Co.7:3-5), e assim por diante.
Em vez de lutar por lucro, quem conhece a Deus luta por justiça. Não importa quem vai ficar com a melhor parte do bolo, desde que isso seja justo.
Nas palavras do apóstolo, “dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo, a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra. A ninguém devais coisa algum, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros” (Rm 13:7-8a).

Dar honra é o inverso de querer tirar vantagem.

O que denunciava que os filhos de Eli eram na verdade “filhos de Belial”, e, portanto, sacerdotes fakes, era o fato de quererem tirar vantagem em tudo, até daquilo que pertencia ao Senhor.
É claro que temos direitos, porém o direito alheio vem sempre em primeiro lugar. Temos que esperar a gordura queimar, para tirar o que é nosso. É disso que Paulo fala em Romanos 12:10: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-os em honra uns aos outros.” Ser cordial é ceder a vez, é por o interesse do outro acima do nosso, como nos orientou Paulo em outra passagem: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade, cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros” (Fp 2:3-4).

Sempre haverá um caldeirão diante de nós, e nossa postura ao metermos nosso garfo vai revelar de quem somos filhos.
É simples assim:
 
“Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo: quem não pratica a justiça não é de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão” (1Jo 3:10).
Hermes C. Fernandes