segunda-feira, 12 de março de 2012

O que aconteceu com as pessoas que ressuscitaram quando Jesus ressuscitou?


Cristo mesmo havia declarado ser Ele ‘a ressurreição e a vida’ (João 11:25; 10:17 e 18) e ter poder para conceder a ‘vida eterna’ a todos quantos nEle cressem (João 3:14-16; 5:24-29; 17:2). O poder de Cristo sobre a morte evidenciou-se não apenas em Sua própria ressurreição, como ‘as primícias dos que dormem’ mas também na ressurreição de um grupo de ‘santos’ que ressuscitou com Ele (I Coríntios 15:20 e 23).

Os líderes judeus haviam subornado os guardas para negarem a ressurreição de Jesus (Mat. 28:11-15). A Bíblia menciona, porém, que esses santos ressuscitados entraram ‘em Jerusalém e apareceram a muitos’ como testemunhas autênticas da ressurreição de Cristo e do Seu poder sobre a morte (Mateus 27:53 e Apocalipse 1:18).

O texto bíblico não entra em detalhes a respeito do futuro daqueles que ressuscitaram com Jesus. Mas, se considerados como os ‘primeiros frutos’ da grande messe de salvos que ressuscitarão incorruptíveis por ocasião da segunda vinda de Cristo então eles só podem ter sido ressuscitados também incorruptíveis para receber o galardão da vida eterna. (Êxodo 23:16: 34:22 e 26; Levítico 23:9-14 e I Coríntios 15:51-55).

Comentaristas bíblicos declaram sobre esse assunto de Mateus 27:53 que ‘esta foi uma ressurreição uma vez por todas, para a vida eterna; e, desta forma, não existe lugar para dúvidas de que eles foram para a glória com o seu Senhor, como esplêndidos troféus da Sua vitória sobre a morte’. (Comentary on the Whole Bible, Grand Rapids, MI: Zondervan, 1961, pág. 948).

domingo, 11 de março de 2012

O Problema da Dor e do Sofrimento Humano




As seguintes perguntas nos devem levar à reflexão e a preparar o espírito para melhor compreensão deste tema.
a) É a dor um bem ou um mal?
b) Por que pessoas boas sofrem grandes males, enquanto maus e perversos, muitas vezes, estão livres de infortúnios?
c) O que nos ensina uma melhor lição: a dor, o sofrimento; ou a segurança, a prosperidade?
d) Por que Salomão diz em Ecles. 7:2 que é melhor ir à casa onde há morte, tristeza do que à casa onde há festa, alegria?
e) Se Deus é amor e bondade por que permite Ele o sofrimento em nosso mundo?
f) Sabemos dar uma resposta bíblica satisfatória para o problema da dor e do sofrimento?
Pregação é uma mensagem divina para uma necessidade humana. Creio sinceramente que há grande necessidade de compreender bem o problema da dor e do sofrimento entre nós.
Existem pelo menos quatro idéias apresentando razões para o sofrimento:
1ª) É a Vontade de Deus.
2ª) A pessoa está recebendo o castigo, por causa do seu pecado.
3ª) Sofremos porque Deus nos está disciplinando.
4ª) O sofrimento é causado por Satanás e pelo desobediência ou ignorância do homem.
Estas quatro explicações são apresentadas na Bíblia, especificamente no livro de Jó, mas três são respostas humanas, portanto erradas, enquanto a quarta é de origem divina, logo correta.
Queremos estudá-las para que todos tenhamos boa compreensão deste problema que nos preocupa e a todos atinge.
A finalidade do livro de Jó é apresentar uma solução correta para o problema da dor e do sofrimento.
É a dor um bem ou um mal?
Dor é advertência do perigo, dor é a guarda da vida.
Zenão, filósofo grego, do III século AC. foi o criador do estoicismo. O estoicismo é a doutrina que vê no sofrimento um benefício para o homem. O lema da escola era: Dor tu és uma bênção para nós. Os estóicos sofrem sem se queixarem.
1ª) É a vontade de Deus
Muitos afirmam que as tragédias e os dissabores da vida manifestam a vontade divina.
O poeta Magalhães Muniz expressa esta mesma idéia nestes dois versos:
O sofrimento é lâmpada sagrada,
Que a mão de Deus acende em nossa vida.
Esta é a idéia dos muçulmanos. Devem aceitar o sofrimento como a vontade de Deus. Islamismo significa submissão à vontade divina.
Esta afirmação é totalmente antibíblica.
Poderá Deus desejar que seres humanos criados à sua imagem sofram enfermidades e desgraças?
O próprio Jó, a exemplo de tantos hoje, pela estreiteza da mente era incapaz de compreender os planos divinos.
Jó 30:6 – “Sabei agora que Deus é que me oprimiu.”
Jó 30:11 – “Porque Deus afrouxou a corda do meu arco, e me oprimiu…”
Jó 30:19 – “Deus, tu me lançaste na lama…”
Este raciocínio é humano, mais do que humano é diabólico, jamais endossado na Bíblia.
Deus não foi o causador do sofrimento de Jó – foi Satanás com o objetivo de que o paciente Jó visse a Deus, como um tirano e dele se afastasse.
Não tem ele conseguido este objetivo com muitas pessoas em nosso mundo?
Certo professor duma grande Universidade nos Estados Unidos foi atropelado por um carro, que o atirou ao chão, fraturando-lhe a perna. Depois de restabelecido ao assistir a um serviço religioso disse: “Não creio mais num Deus pessoal. Se houvesse Deus, Ele me teria advertido para eu tomar cuidado com o perigo do carro que se aproximava e me teria salvo dessa desgraça.”
2ª) Com o sofrimento Deus está castigando a pessoa.
O livro de Jó nos parece contraditório, conflitante em algumas de suas afirmações. Fique bem claro que Deus não está aprovando afirmações de Jó e muito menos os conceitos errados dos seus amigos.
Os três amigos de Jó – Elifaz, Bildade e Zofar argumentavam que Deus o estava castigando por causa dos seus pecados.
Elifaz declara em Jó 4:7 – “Lembra-te: acaso já pereceu algum inocente? E onde foram os retos destruídos?”
No capítulo 5, verso 6 ele é mais enfático – “Porque a aflição não vem do pó, e não é da terra que brota o enfado.”
Bildade com suas catilinárias – Jó 8: 4, 10-13 prossegue afirmando que Deus o está castigando porque ele é um pecador.
Como afirmar isto se o próprio Deus havia declarado em Jó 1:1, 8 que ele era um homem íntegro, reto, temente a Deus e que se desviava do mal.
“Permitiu que a aflição sobreviesse a Jó, mas não o abandonou. . . . Deus sempre tem provado o Seu povo na fornalha da aflição. É no calor da fornalha que a escória se separa do verdadeiro ouro do caráter cristão.” – Patriarcas e Profetas págs. 129.
No capítulo 11 Zofar acusa Jó de iniquidade.
Quem está certo? Deus ou os homens?
Raciocínios humanos não se devem opor aos ensinamentos divinos. Os amigos de Jó eram pessoas boas e sinceras, mas com noções erradas a respeito do caráter de Deus.
Se passarmos ao Novo Testamento veremos que os discípulos também pensavam da mesma maneira. Encontrando o cego de nascimento perguntaram a Jesus: “Quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? A resposta de Cristo é enfática e elucidativa: “Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus”. João 9:1-3.
Calamidades e desastres não significam castigo por pecados pessoais. Bons e maus se acham juntos na Terra e as tragédias sobrevêm a uns e a outros.
Como harmonizar esta declaração com as afirmativas bíblicas de que Deus cuida de seus filhos, que os anjos são seres ministradores enviados a nosso favor?
Após a triste tragédia que atingiu o Pastor José Monteiro, o Pastor _Enoch de Oliveira faz mais ou menos a seguinte declaração perante a Mesa Administrativa do IAE: “Está havendo poucos desastres diante da maneira ousada e imprudente de nossos pastores dirigirem seus automóveis”.
Deus não vai intervir quando nós infringimos as leis do trânsito. Ele não vai operar um milagre, quando alguém cansado e vencido pelo sono, continua dirigindo o seu carro como muitos têm feito e como eu também já fiz. Da mesma maneira que Ele não pode intervir, ajudar-nos ao sermos desrespeitadores das leis da saúde, transgressores de leis criadas por Ele. Mas quantas vezes o povo de Deus não tem sido livrado da morte e dos sofrimentos que Satanás provoca como mundo.
Três vezes Cristo faz referências a Satanás como Príncipe deste mundo: João 12:31; 14:30; 16:11.
3ª) Sofremos porque Deus nos está disciplinando.
Não está esta idéia bastante arraigada em nosso meio?
O quarto acusador de Jó, o jovem Eliú parece ser o pai deste argumento. Isto está bem confirmado no capítulo 33:19 e 29. Há muitos Eliús em nossos dias, bem intencionados, mas totalmente equivocados quanto ao modo de Deus agir com o homem.
Muitos admitem que Deus em Sua infinita sabedoria e bondade submete o homem a uma tortura cruel para purificá-lo.
Alguém afirmou: “O sofrimento é a escada da purificação”.
Em um Estudo Bíblico estampado na Revista Adventista do mês de Abril de 1952 pág. 11, há esta afirmação: “Deus nos purifica mediante a aflição. Isa. 48:10; Jó 23:10.”
Se fosse assim não deveríamos abrandar o sofrimento, porque seria contrário aos planos divinos. Sabemos que é uma obra divina o aliviar a dor. Se a perfeição fosse adquirida pelo sofrimento teríamos a salvação pelas obras. As penitências teriam a aprovação divina. A salvação só é obtida pela graça de Cristo mediante a influência do Espírito Santo no coração.
Note bem: Se Deus usasse a dor, o sofrimento para nossa disciplina haveria uma incoerência com a teologia bíblica que ensina algo diferente. I Cor. 3:16-17. Ainda mais o apóstolo João, em sua terceira carta, verso 2 declara: “Desejo que tenhas saúde”.
Há uma íntima relação entre a saúde do corpo e da alma. A condição física afeta a condição da alma, portanto o sofrimento não pode purificar a alma. Lendo o livro Temperança, especialmente, o capítulo Fumo, notaremos a nítida relação entre a saúde do corpo e da alma.
Mas não diz a Bíblia que Deus corrige, admoesta, disciplina os seus filhos?
Apoc. 3:19 – “Eu repreendo e castigo a quantos amo.”
Heb. 12:6 – “Porque o Senhor corrige a quem ama, e açoita todo filho a quem recebe.”
Sempre que Deus tomou medidas disciplinares com os homens, quando a sua maldade era extrema como no Dilúvio e em Sodoma e Gomorra, antes de fazê-lo enviou mensageiros apelando para que as pessoas se arrependessem. Já o fez e o fará novamente no futuro, mas Isaías 28:21 nos diz que esta obra é uma obra estranha à personalidade divina.
Alguém estará raciocinando assim: “Se as idéias dos amigos de Jó estão relatadas na Bíblia, então elas são certas.”
A resposta a esta afirmação está em Jó 42:7 e 8. Deus repreendeu os amigos de Jó por havê-lo acusado injustamente, por haverem atribuído o sofrimento do patriarca à ira divina.
Através de perguntas que levassem Jó a raciocinar corretamente Deus o convence que tanto ele, quanto seus amigos, não compreendiam corretamente o trato de Deus com o homem. Nos capítulos 38 e 39 encontramos mais de 40 destas perguntas. Estas interrogaç6es, em última análise, visavam mostrar a Jó e a nós que Deus é o Criador e Mantenedor de tudo.
Jó havia lutado com um crocodilo e o havia vencido e domesticado. Jó 41:8. Se Deus se deleitava em cuidar de um animal perigoso e para nós até repulsivo como o crocodilo, quanto mais não cuidaria do homem criado à Sua imagem e semelhança? Deus não se esquecera de Jó, sofrera com ele. Como pois afirmar que Ele era o autor do castigo?
Estará Deus alheio, indiferente às nossas dores e sofrimentos? A Bíblia está repleta de afirmações que mostram a identificação divina com os que sofrem. Os exemplos são muitos, mas estes três são bastante enfáticos:
1º) Salmo 9:9 – “O Senhor é também alto refúgio para o oprimido, refúgio nas horas de tribulação.
2º) Salmo 41:3. O Senhor nos assiste no leito da enfermidade.
3º) II Cor. 1:4. É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação.
4ª) Qual a explicação bíblica, divina para a dor e o sofrimento?
A dor surgiu como conseqüência de um desvio das ordens divinas da parte dos nossos primeiros pais.
Prov. 26:2 última parte afirma: “Assim a maldição sem causa não se cumpre.”
A dor e sofrimento não podiam ser criados por Deus, pois são intrusos na criação divina. O culpado por estes males em nosso mundo é Satanás, e o homem que desobedeceu à ordem divina que preceituava – “mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais.”
Deus dotando o homem do livre arbítrio, da liberdade, responsabilizou-o pelos seus atos. Apesar de avisado o homem contrariou os desígnios divinos.
Como alguém escreveu muito judiciosamente:
Deus fez o bem – o homem escolheu o mal.
Deus fez o homem justo, o homem procurou a impiedade.
Deus o fez feliz – ele procurou a desgraça e a miséria.
Em essência as Escrituras nos relatam o seguinte:
1º) O homem foi criado perfeito e colocado por Deus num mundo ideal.
A criação original é descrita como muito boa (Gên. 1:31), harmoniosa e ordenada, isenta de sofrimento.
2º) A condição de felicidade era obediência à vontade divina.
3º) Desobedecendo à lei divina o homem acarretou sobre si: sofrimento, miséria e morte.
“A história de Jó mostrara que o sofrimento é infligido por Satanás, mas Deus predomina sobre ele, para fins misericordiosos.” – O Desejado de Todas as Nações, pág. 471.
A sentença divina foi bem explícita – “Com dor terás filhos. Maldita é a terra por causa de ti, com dor comerás dela todos os dias da tua vida.”
A dor apareceu devido à desobediência dos nossos primeiros pais.
O poeta patrício Francisco Otaviano tornou clara a realidade de que todo o ser humano deve sofrer, pois em sua poesia Ilusão da Vida disse:
Quem passou pela vida em branca nuvem,
e em plácido repouso adormeceu;
quem não sentiu o frio da desgraça;
quem passou pela vida e não sofreu,
foi espectro de homem, não foi homem;
só passou pela vida, não viveu.
Annie Johnson Flint escreveu um lindo poema que diz:
Deus não prometeu céus sempre azuis,
veredas semeadas de flores por toda a vida;
não prometeu sol sem chuva,
nem alegrias sem tristeza ou paz sem dor;
mas Deus prometeu forças para o dia,
luz para o caminho, graças para as tribulações,
auxílio de cima, compaixão inalterável e imorredouro amor.
O profeta Daniel, não foi guardado de ir para a cova dos leões; porém o anjo do Senhor esteve, com ele ali.
José era justo, mas foi da mesma maneira para a prisão. As Escrituras dizem: “O Senhor, porém estava com José”. Gên. 39:21.
Se tivermos de enfrentar dores e tribulações devemos estar confiantes que o Senhor estará conosco.
Heb. 13:6 – “Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?”
Deus tolera o sofrimento e pode ser até que por meio de aflições, dores e tribulações esteja nos ensinando algumas lições, que de outro modo não aprenderíamos, mas jamais olvidemos que em todas nossas angústias Ele é angustiado. Isa. 63:9.
“Paulo tinha um sofrimento corporal, tinha má vista. Pensava ele que por meio da oração fervorosa a dificuldade fosse removida. Mas o Senhor tinha o Seu próprio propósito, e disse a Paulo: Não fales mais deste assunto. Minha graça é suficiente. Eu te capacitarei para suportares a enfermidade”. – Comentários de E. G. White, SDABC, Vol. VI, p. 1117.
O sofrimento corporal foi permitido para que ele não se exaltasse. II Cor. 12:7.
Foi João Batista o culpado pelo seu sofrimento da prisão, pelo desfecho trágico de sua existência? Por que Deus permitiu que isto acontecesse é quase inexplicável por argumentos humanos.
Há algumas passagens na Bíblia que não podemos compreender muito bem.
• Salmos 116:15 – “Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos.”
• Isa. 57:1 – “. . . pois o justo é levado antes que venha o mal.”
O que nos ensina uma melhor lição: o sofrimento, o luto ou segurança e a prosperidade?
Há uma resposta na Bíblia para esta indagação.
Ela se encontra em Eclesiastes 7:2 e 3 – “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquela se vê o fim de todos os homens; e os vivos que o tomem em consideração. Melhor é a mágoa do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração.”
Segundo a Bíblia os discípulos de Cristo recebem de Deus a força para suportar os sofrimentos, mas em nenhum lugar ensina um comportamento estóico.
A obra de Cristo consiste em livrar o homem do sofrimento, da corrupção e da morte (Rom. 8:21; I Cor. 15:26), bem como do pecado (Mat. 1:21).
Qual deve ser a nossa atitude para com a dor e sofrimento?
A resposta se encontra em I Pedro 4:16, 19.
Devemos aceitar a dor e o sofrimento com espírito cristão. Eles nos devem levar a confiar mais em Deus.
As aflições aceitas com espírito cristão suavizam as asperezas da vida, controlam as ambições humanas, removem o egoísmo e o orgulho.
Os sofrimentos nos ensinam a paciência e enriquecem a nossa experiência.
Goethe escreveu: “Se tua dor te incomoda faze dela um poema”.
É interessante notar que muitas das mais belas páginas literárias, dos mais belos e sublimes hinos, das mais eloqüentes composições musicais foram inspirados em momentos de profunda tristeza. Foi a dor diante da morte do filho que levou Fagundes Varela a nos brindar com o Cântico no Calvário, uma das mais sublimes páginas da literatura brasileira.
Beethoven, Mozart e Haendel acometidos por cruéis sofrimentos compuseram músicas de imorredoura beleza.
Conclusão
Diante da dor e do sofrimento – os estóicos suportam, os epicuristas procuram o prazer como compensação; os budistas e os hindus, sem esperanças se retiram desiludidos; os maometanos se submetem, pois crêem ser a vontade de Deus. Mas nós firmados na palavra do Senhor os colocamos em seu devido lugar, e até podemos nos alegrar porque eles nos aproximam mais de Deus.
Graças a Deus pela declaração de O Grande Conflito, pág. 676:
“A dor não pode existir na atmosfera do Céu. Ali não mais haverá lágrimas, cortejos fúnebres, manifestações de pesar. ‘Não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, … porque já as primeiras coisas são passadas.’ Apoc. 21:4. ‘E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniqüidade.’ Isa. 33:24.”
Se no início da Bíblia há o relato da entrada da dor e do sofrimento, no seu final há promessas de um novo céu e uma Nova Terra, onde tudo isto estará no passado.
Demos Graças a Deus pela orientação segura da sua Palavra, porque esperamos uma Terra onde poderemos viver felizes, sem temor, decepções e sofrimentos.
Extraído da Apostila Explicação de Textos difíceis da Bíblia de Pedro Apolinário.

O que Jesus quis dizer quando afirmou que ‘Maria escolheu a melhor parte’?


Vamos ao texto bíblico de Lucas 10:38-42: ‘Indo eles de caminho, entrou Jesus num povoado. E certa mulher, chamada Marta, hospedou-o na sua casa. Tinha ela uma irmã, chamada Maria, e esta quedava-se assentada aos pés do Senhor a ouvir-lhe os ensinamentos. Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada em muitos serviços. Então, se aproximou de Jesus e disse: Senhor, não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a servir sozinha’ Ordena-lhe, pois, que venha ajudar-me.
Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada’. Ao Jesus falar que Maria escolheu a melhor parte, Ele estava se referindo a Ele mesmo, pois estar envolvido com o Senhor é melhor do que dedicar tempo somente aos afazeres diários.
Marta não deveria de cuidar somente das coisas da casa, mas sim cuidar em ‘estar na companhia de Jesus’ como fez sua irmã. Este exemplo Deus deixou na Bíblia para advertir as donas de casa hoje, que não dedicam tempo para estarem com o Senhor Jesus, através da guarda do Sábado – que se preocuparem apenas com o serviço doméstico.
A intenção de Jesus aqui não é dizer que os trabalhos domésticos não sejam importantes, mas sim ensinar às mulheres de hoje que elas devem separar um tempo diário (e também semanal, através da guarda do Sábado) para estarem em íntima comunhão com Jesus.
Não basta apenas cuidar da casa e não cuidar a vida espiritual. Deus deve ser o primeiro em nossas afeições e cuidados: ‘Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas’. (Mateus 6:33). Que maravilhoso seria se todas as mulheres seguissem o exemplo de Maria, que descansou um pouco de suas tarefas e ‘quedou- se assentada aos pés de Jesus para ouvir-lhe os ensinamentos!’. (verso 39).

sábado, 10 de março de 2012

Duas intervenções


Clame a Mim no dia da angústia; Eu o livrarei, e você Me honrará. Salmo 50:15, NVI

No fim de uma tarde, eu me sentia triste e desanimada com o meu trabalho. Tinha aulas para dar naquela noite. Tenho o hábito de começar a aula lendo um texto bíblico sobre o qual os alunos possam refletir, e depois faço uma oração. Mas nesse dia não tive vontade de fazer isso. Estava preocupada com o número de aulas que eu dava e com o fato de que a turma não estava reagindo bem ao material e atividades extras. Como posso orar? Como vou falar de Deus, se estou com um sentimento tão negativo?

Uma calçada passa entre a minha casa e o prédio de aulas, com grama e árvores dos dois lados. Gosto de andar por ela devagar, e sempre passo por essa área orando para que Deus coloque os sentimentos certos dentro de mim, e me dê a capacidade de falar dEle de modo apropriado com os alunos. Nesse dia, apresentei meu desânimo diante do Senhor e até minhas dúvidas acerca da Sua vontade para a minha vida. Estou no lugar certo?

É isto, realmente, o que desejas para mim? queria saber eu, em oração.

Entrei na sala de aula e cumprimentei os alunos, e nesse momento alguém bateu à porta. Era um grupo de alunos universitários cristãos. Pediram-me que lhes permitisse apresentar o culto para a classe e, agradecida, concordei imediatamente. Falaram acerca do Deus que opera milagres. Cantaram e oraram pela turma e por mim. Suas atividades foram como chuva para o meu coração, levando embora a tristeza e o desalento. Senti-me renovada.

Duas semanas mais tarde, a situação era semelhante. Eu havia tido um dia agitado, estressante. Considerei o que leria para meus alunos e como oraria, estando tão exausta. Uma vez mais, o grupo de universitários bateu à porta. Falaram, cantaram e oraram, além de cumprimentarem alguém que estava fazendo aniversário. Meus olhos se encheram de lágrimas, porque a mensagem supriu minha necessidade de sentir que Deus estava perto. No fim, quando estávamos falando, senti que a alegria retornava à minha vida, e pude dar as aulas com renovada vitalidade. No momento certo, Deus enviou auxílio através de instrumentos humanos, que se permitiram ser usados pelo Espírito Santo.

Benditas sejam essas pessoas que se preocupam em falar de Deus, e que promovem momentos de união com Ele!

Iani Dias Lauer-Leite

Tenho medo da volta de Jesus… o que devo fazer?





Você deve encarar a volta de Jesus da seguinte maneira: pensar em Quem virá, e não no que virá. O mais importante na vinda de Jesus será Sua presença conosco. Todas as vezes que você pensar na Volta de Jesus procure imaginá-lo como a Pessoa Maravilhosa que realmente Ele é: Aquele que te ama mais que todos, com “amor eterno” (Cf. Jeremias 31:3); não importa o que você tenha feito, Ele sempre te amará. Aquele que deu a vida para que você pudesse hoje ter vida, e que anseia muito poder ter-lhe no céu…
Em I João 4:18, lemos “No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor.”
Deus nos deu tempo para preparar-nos para esse grande dia, hoje é o dia de preparação. Essa preparação envolve comunhão, conhecimento e relacionamento íntimo com Deus (através do estudo da Bíblia e Oração). Hoje é o tempo de preparo, hoje precisamos conhecer ao máximo o Nosso Deus, para que por esse conhecimento venhamos a amá-lo e também confiar totalmente nEle.
Não podemos confiar, nem tão pouco amar uma pessoa que não conhecemos. Lembre-se que o Deus que você aguarda é a pessoa mais confiável no mundo. E Ele deixou bem claro na Bíblia que não precisamos ter medo. Encontramos a palavra NÃO TEMAS, 366 vezes em Sua Palavra, isto significa que a cada dia do ano Deus está nos dizendo que não precisamos temer, e se o ano for bissexto, ainda assim Ele estará a nos dizerNÃO TEMAS.
Imagine por um instante que ao você nascer aconteceu um problema e para que você não morresse seria necessário que alguém doasse o órgão necessário para que você pudesse viver. Com certeza você faria tudo para conhecer essa pessoa, não é ?
Imagine ainda, que embora more longe essa pessoa vai viajar para lhe visitar, e lhe levar para passar uns dias em sua casa. (Isso não é maravilhoso ?) Acontece que para que essa pessoa venha é necessário que você enfrente tempestades, e uma série de coisas nada agradáveis para chegar ao local em que irá recebê-la, e ainda se sua família não quiser ir com você, você terá que deixá-los para ir encontrá-la. Valeria a pena passar por essas coisas para poder encontrar essa pessoa tão especial, não é ?
Jesus além de nos dar a vida, ainda teve que sofrer muito, mais do que qualquer pessoa do mundo, e Ele é a única pessoa que nunca fez nada para merecer sofrer. Para Ele será uma alegria imensa saber que você estará aguardando-O com muita alegria!!
Oremos a Ele para que nos ajude a estarmos prontos para encontrá-lo com alegria. A seguir enumeramos algumas razões pelas quais não precisamos temer:
1º Não há necessidade de nos preocuparmos com aquilo que haveremos de comer ou vestir, pois Deus providenciará tudo que for necessário para nossa sobrevivência, assim como Ele fez com o povo de Israel durante os 40 anos de peregrinação no deserto, assim como fez com Elias durante a seca, assim como fez com Hagar quando fugia, etc…
2º Deus nos protegerá em qualquer lugar que estivermos, quer seja no campo, quer seja na cidade. Lógico que será bem mais fácil sobreviver longe dos grandes centros, mas nem todos terão condições para tanto.
3º Assim como os filhos de Israel foram preservados durante as pragas que incidiram sobre o Egito, o povo de Deus também será preservado durante as últimas pragas, de tal forma, que nenhuma conseqüência delas os assolará.
4º Os últimos acontecimentos que antecedem a volta de Jesus serão muito rápidos.
Confie em Deus, descanse em suas promessas e tenha coragem de entregar a Ele todos os seus sonhos, todos os seus planos e todo seu futuro – (I Pedro 5:6,7). Que Deus ilumine sua vida!

sexta-feira, 9 de março de 2012

A mulher pode usar calça comprida?Deuteronômio 21-23


Na leitura bíblica de hoje, há um questionamento que muitas pessoas fazem para nós da Escola Bíblica sobre Deuteronômio 22:5: “A mulher pode usar calça comprida?”
Por incrível que pareça, esse assunto é motivo de muita polêmica em alguns meios evangélicos. Veja o que diz o verso: “A mulher não usará roupas de homem, e o homem não usará roupas de mulher, pois o SENHOR, o seu Deus, tem aversão por todo aquele que assim procede.”
Ao analisarmos o contexto hebreu, vemos que essa proibição quanto ao uso de trajes masculinos para mulheres e femininos para os homens está relacionado, provavelmente, com o costume pagão que existia de uma mudança no jeito de se vestir, estimulada, consciente ou não, para propósitos imorais.
Parece que as coisas hoje, em muitos aspectos, não mudaram muito. Mas não que esse problema seja necessariamente com uma calça. Deus proíbe o uso de trajes masculinos em mulheres e femininos em homens, primariamente, se essa mudança estiver, consciente ou inconscientemente, cumprindo com esse propósito pecaminoso. Então, essa proibição da Bíblia tem a ver com homens se parecendo com mulheres (travestidos) e mulheres querendo parecer homens.
Agora, por outro lado, existe o aspecto cultural. Em algumas culturas como o oriente, por exemplo, tanto homens quanto mulheres usam roupas que chamaríamos de saia ou vestido. O próprio Jesus usou esse tipo de roupa, não é mesmo? E se um homem usasse essa roupa nos dias de hoje, não estaria usando o que, para nós, seria roupa de mulher? Percebeu que isso é, também, uma questão cultural? E na nossa cultura, aqui no Brasil? A saia é uma roupa só de mulher, e a calça é uma roupa tanto para mulher quanto para o homem. Podemos ver que a calça não se encaixa na discussão de Deuteronômio 22:5.
Porém, devemos considerar a modéstia e o decoro que os cristãos devem ter ao se vestir. Por exemplo: Mulheres, ajudem os homens a não pecarem, porque aquele que leva seu irmão a cair, também é digno de ser julgado. Homens, Jesus disse que quem olhar para uma mulher com intenção impura, já adulterou com ela.
Somos espetáculos ao mundo. Não adianta nada enquadrarmos a roupa dentro de uma regra e, ainda dentro dela, fazer com que a própria roupa “liberada” fique indecente. Ou você não concorda comigo que podem haver calças, saias, blusas, camisas, tanto decentes quanto indecentes?
Se você quer honrar seu cristianismo, vista uma roupa que não levará as outras pessoas a se escandalizarem. Não existe proibição bíblica para um tipo de roupa específico, no entanto: “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem.”

Pr. Valdeci Júnior

Algo maravilhoso aconteceu nessa manhã




Nesta manhã, eu tive a mais surpreendente experiência espiritual.

Eu estava sentado no meu sofá, tomando café, com a minha Bíblia de Estudo aberta no meu colo. Minha lareira estalava suavemente, proporcionando um ruído de fundo constante, e todos ainda estavam dormindo. Após alguns minutos lendo minha Bíblia, eu tirei um momento para orar. E então aconteceu:

Deus ouviu a minha oração.

Isso não é inacreditável? O Deus que fez o mundo, as estrelas, as galáxias e as águas, me ouviu! O Deus que comanda os anjos e as tempestades de neve inclinou seus ouvidos à minha fraca e hesitante oração. O Deus que amorosamente gerencia todas as facetas da minha vida não fechou os ouvidos à minha oração. Ele a ouviu. Ela foi diante dele. Ela afetou-o e mexeu com Ele.

Ainda mais surpreendentemente, Deus me disse que agiria com base nas minhas orações. Ei, ei, ei, calma aí. Volte e leia a frase novamente. Deus vai agir com base nas minhas orações. Deus vai agir com base nas minhas orações. Deus. Vai. Agir. Com. Base. Nas. Minhas. Orações.

O Criador do Universo está pronto para colocar seu infinito poder e sabedoria para trabalhar pelo meu bem. Em resposta às minhas orações. Em resposta ao simples ato de orar. O Rei dos Reis me convida a pedir e implorar. Isso é suficientemente estranho na minha cabeça. Mateus 7.7 diz que:

“Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta”

O Deus da impressionante glória e grandeza colocou todo seu poder e recursos disponíveis a mim. E tudo que eu preciso fazer é pedir. É solicitar. E humildemente me colocar diante dEle.

Porque eu não oro mais? Porque eu me submeto à angústia do medo, da dúvida e da preocupação quando faz muito mais sentido orar? E. M. Bounds estava certo quando disse:

"O pouco valor que damos à oração é evidenciado pelo pouco tempo que dedicamos a ela"

A razão pela qual eu oro tão pouco é porque dou pouco valor à oração. Eu não enxergo a verdadeira e poderosa natureza da oração. Eu falho em enxergar como Deus real e verdadeiramente age por meio da oração. Se eu tivesse uma visão clara de como Deus trabalha por meio das orações, eu iria orar constantemente. Eu estaria constantemente pedindo e suplicando perante o trono.

Você dá verdadeiro valor ao explosivo poder da oração?

Stephen Altrogge | Traduzido por Marianna Brandão | iPródigo.com | Original aqui