sábado, 12 de maio de 2012

O Homem que Deus não pode salvar




O título de nosso assunto de hoje é: O Homem que Deus Não Pode Salvar. Parece estranho esse pensamento! Não é Deus Onipotente? Não é Ele Todo-Poderoso? Não diz a Bíblia que para Ele tudo é possível? Como, então, imaginar que Ele não poder salvar a alguém?

Há três teorias sobre o assunto:
Os calvinistas afirmam que Deus pode salvar a todos, mas destinou muitos para a salvação e muitos para a perdição, independente de qualquer poder ou influência.

Os universalistas afirmam que não só Deus pode salvar, como de fato salvará a todos os homens e mulheres, no fim de todas as coisas.

Os agnósticos, entretanto, afirmam que Deus não pode salvar a ninguém, porque Ele Se encontra muito longe de nós.

O que a Bíblia diz sobre isso? De fato, a Bíblia sustenta que Deus é Onipotente. Para Deus todas as coisas são possíveis. 

Ele tudo pode:
– Ele criou todo o Universo.
– Ele mantém todo o Universo.
– Ele já salvou a muitos dos piores criminosos deste mundo.
Portanto, para Deus, tudo é possível.


I – MAS HÁ UM HOMEM QUE DEUS NÃO PODE SALVAR 

Você sabe qual é esse homem? O homem que Deus não pode salvar é o homem satisfeito consigo mesmo.

E temos aqui na Bíblia a prova dessa afirmação:
Luc. 18:9-12 – "Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. "

O fariseu estava satisfeito com a sua vida. Compareceu diante de Deus para mencionar os seus méritos, para gabar-se de quão bom ele era.

"Não sou como os demais homens." Quantos hoje nos seus dias pensam como este fariseu: "Não sou um homem mau, não mato, não roubo, não faço mal ao próximo." Como o fariseu de outrora, cantam um hino de louvor a si mesmos. Nada pedem a Deus, eles já são bons, Deus tem o dever de aceitá-los.

Há outras declarações do fariseu, que podemos ouvir hoje dentro da própria igreja cristã: Verso 12 – "Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho."

Em linguagem moderna: "Fui batizado, pertenço à igreja, freqüento os cultos, tomo parte nas atividades da igreja, contribuo para a causa do evangelho. Faço tudo isso. Graças a Deus que eu não sou como os outros tão negligentes nessas coisas tão importantes da vida cristã."

É possível fazer estas coisas, boas sim, necessárias, próprias de um cristão sincero – é possível fazê-las por mera formalidade e apresentá-las a Deus como prova de bondade e merecimento.

Perto do fariseu estava o publicano. Os publicanos homens desprezados pelos judeus porque eram coletores de impostos para os romanos. Esse homem não via nada de bom em si mesmo. Se fazia boas obras, não ousou mencioná-las a Deus; que eram as suas boas obras para comprar os bens do Céu?

O publicano viu que suas obras não podiam comprar o favor do Céu. O publicano sentiu sua pobreza, o seu pauperismo espiritual. Sentia nada ter para o recomendar a Deus. Se alguma coisa pudesse ganhar, seria imerecido, seria tudo baseado na misericórdia divina.

Ele, o publicano desprezado, olhou para si mesmo, vendo a sua profunda necessidade, e apresentou-se diante de Deus com apenas um argumento – o argumento da sua própria necessidade: "Ó Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador." (Luc. 18:13).

Como Jesus terminou a Sua história? Ele disse que o fariseu voltou vazio, enquanto que este publicano foi justificado.

Realmente, o fariseu representa o homem que Deus não pode salvar porque ele está satisfeito consigo mesmo, cheio de justiça própria, não sente a sua necessidade.


II – QUAIS OS CARACTERÍSTICOS?


Quais são os característicos do homem satisfeito consigo mesmo, o qual Deus não pode salvar?

1) O homem satisfeito consigo mesmo é o homem que não se arrepende.


Lemos estas palavras de Jesus em Luc. 5:31-32 – "Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento."

Levi Mateus dera um grande banquete em sua casa, e convidou a Jesus e aos seus amigos que também eram publicanos como ele era, e havia sido distinguido por Jesus.

Entretanto, os fariseus começaram a murmurar e acusar os discípulos de Jesus, dizendo que comiam e bebiam com os publicanos e pecadores.

Foi aí que Jesus, não podendo deixar passar essa oportunidade para lhes dar mais uma lição, defendendo os publicanos, justificando sua atitude para com eles, e ao mesmo tempo ensinando e advertindo por que muitos jamais se salvarão.

"Os sãos não precisam de médico", ou seja, os que se consideram sãos, os que a si mesmos se julgam bons, justos – estes não precisam de Sua ajuda, ou melhor: é impossível ajudá-los. Apenas os doentes, os que reconhecem, os que reconhecem a sua enfermidade é que precisam do Médico dos médicos.

E Ele acrescenta: "Não vim chamar justos, e sim, pecadores ao arrependimento", porque os justos não precisam de arrependimento, os que se julgam justos, eles não se arrependem; na realidade, eles não podem se arrepender enquanto estão nessa condição de justiça própria.

O 1º característico – falta de arrependimento – porque não há reconhecimento do pecado.

E Cristo contou noutra passagem a necessidade de arrependimento: Luc. 13:4, 5 – "Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis."

Os judeus diziam que aqueles homens que foram acidentados pela torre de Siloé eram grandes pecadores e culpados diante de Deus e que era por isso que eles foram castigados. Mas Jesus corrigiu esse conceito e ensinou que não há salvação sem arrependimento: "Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis."

E não basta apenas confessar o pecado, externamente, sem reconhecê-lo. Há no Antigo Testamento dois exemplos marcantes que ilustram esta verdade: 1) Lemos em 1Sam. 15:24, que Saul proferiu estas palavras: "Pequei, pois transgredi o mandamento do Senhor!" 2) e também lemos acerca de Davi que ele disse em 2Sam. 12:13: "Pequei contra o Senhor!" 
Ambos confessaram as mesmas palavras. Saul pecou porque não matou. Davi pecou porque matou. Um foi aceito, o outro foi rejeitado. Um foi destronado e se perdeu; o outro, Davi, continuou no trono e se salvou.

Por quê? A diferença está no fato de que Davi se arrependeu, Saul não. Saul era um homem satisfeito consigo mesmo: achava que não necessitava de arrependimento. Davi, porém, experimentou um profundo arrependimento.


2) 2º característico: O homem satisfeito consigo mesmo não crê em Jesus.


Gên. 4:3-5 nos apresenta a triste história de Caim e Abel. De acordo com o plano divino, os dois irmãos deveriam trazer ofertas de animais. Devia haver derramamento de sangue. Isso representava o sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus.

Abel mostrou sua fé no vindouro Messias, quando apresentou sua oferta de animal, imolando o cordeiro, derramando o sangue, e crendo que Deus haveria de prover o sangue que purifica de todo pecado.

Caim, porém, ao trazer os seus frutos, revelou em sua oferta, que não possuía fé para crer em Jesus, o Messias vindouro. Ele estava satisfeito consigo mesmo e com suas realizações.

E não basta, aparentar ser um seguidor de Cristo. É preciso crer nEle de fato.

No Novo Testamento, temos outros dois exemplos: Pedro, que negou a Jesus. (Luc. 22:62) e Judas, que O traiu. (Mat. 27:35). Judas representa o homem que Deus não pode salvar: ele não crê em Jesus Cristo.

Judas não se submeteu a Cristo, porque não acreditava nEle como seu Salvador pessoal. Ele O seguia como um dos Doze discípulos, a fim de conseguir vantagens temporais. Nunca quis se arrepender; nunca aceitou a Jesus, não cria nÊle. Também estava satisfeito consigo mesmo: para que deveria ele crer em Jesus?

Entretanto, Pedro representa ao homem que Deus pode salvar completamente, embora tenha cometido graves e hediondos pecados, em muitas vezes e de muitas maneiras. Pedro nunca estava satisfeito, ele sempre ansiava por Jesus e cria nÊle como o seu Salvador.

Ele disse, apesar de errar muitas vezes: "Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus." (João 6:68-69). 
Aqui está o segredo: Não importa a nossa vida passada, não importa quão pecadores nós fomos um dia, não importa se nos tornamos grandes pecadores. O que importa é a nossa fé para crer que Jesus Cristo é o nosso poderoso Redentor, que derramou o Seu sangue para nos purificar, e que Ele nos libertará dos nossos pecados, aqui e agora, se tão somente nós o aceitarmos como o nosso suficiente Salvador.

3) 3º característico: O homem satisfeito consigo mesmo não tem amor pela verdade.

O apóstolo Paulo fala desta classe de pessoas desse modo, em 2Tess. 2:10 – "e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos." Por que perecem? Porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.

Os ímpios não só rejeitam a verdade, como também não acolhem o amor pela verdade para serem salvos. Eles não podem ser salvos enquanto não amarem a verdade. Mas se estão satisfeitos consigo mesmos, eles não crerão na verdade, eles não amarão a verdade e não serão salvos, Deus não pode salvá-los por isso.

Tal atitude não se relaciona à verdade no sentido geral, mas se refere à verdade salvadora do Evangelho, que eles não amam tanto a ponto de buscarem a salvação com todo o seu empenho e serem beneficiados.
O cristão nunca está satisfeito consigo mesmo. Por isso, ele crê em Deus e na Sua verdade, e ele a aprecia mais e mais, a ponto de sempre buscar a verdade, conhecer a verdade e praticá-la em sua vida. Ele vê que a verdade do Evangelho é poderosa para salvá-lo, e ele a ama.

Os ímpios estão satisfeitos consigo mesmos. Portanto, não acolheram o amor da verdade para serem salvos. 
– Eles poderiam ser salvos pela verdade do Evangelho, porque o Evangelho tem poder para salvar.
– Eles poderiam se regozijar pela verdade, e pelos excelentes resultados do Evangelho em sua vida.
– Eles poderiam crer na verdade, porque essa possibilidade existe para todos os seres humanos.

No entanto, os ímpios têm outra atitude:
– Eles crêem na mentira.
– Eles amam a apreciam o erro.
– Eles se regozijam na injustiça.
– Eles se permitem iludir pelos enganos de Satanás.
– Eles não têm nenhum amor pela verdade salvadora do Evangelho, porque estão satisfeitos consigo mesmos e desse modo não podem ser salvos, a menos que mudem sua atitude.

III – COMO PODE O HOMEM DESPERTAR?

Como podemos ver nossa condição espiritual? Como podemos sentir nossa necessidade de Deus?

Ninguém por si reconhece os seus erros e pecados. "Enganoso é o coração ...", diz a Bíblia.

Como é que fala uma pessoa satisfeita consigo mesma? Apoc. 3:17 – "Dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu." O diagnóstico divino é: "Nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu."

Como pode ser mudada essa atitude de justiça própria e auto-satisfação? Apoc. 3:18-19 – "Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. "

Jesus Cristo dá esse conselho. Necessitamos de:
1. Ouro refinado – a fé que opera por amor.
2. Vestiduras brancas – a justiça de Cristo.
3. Colírio – a graça do Espírito Santo.

E no verso 19 temos a certeza do amor de JC, e o apelo ao arrependimento. O verso 20 apresenta o quadro de JC à porta do nosso coração esperando que Lhe demos entrada.
Como reconhecer nossa necessidade? Necessitamos do colírio do Espírito Santo e: 
– Ele nos revelará a verdade. 
– Ele nos convencerá do pecado, da justiça e do juízo.
– Ele nos mostrará a Jesus.
– 
"O desconhecimento dEle é que dá aos homens uma tão alta idéia de sua própria justiça. Ao contemplarmos Sua pureza e excelência, veremos nossa pobreza e defeitos, como realmente são.." – Parábolas de Jesus, página 159.

"Quanto mais nos achegarmos a Jesus e mais claramente discernirmos a pureza de Seu caráter, tanto mais claramente discerniremos a extraordinária malignidade do pecado, e tanto menos teremos a tendência de nos exaltar." – Parábolas de Jesus, página 160.

Paulo disse em 1Tim. 1:15 – "Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal."

Conta-se que Lady Hamilton muitas vezes visitava as prisões a fim de animar e ajudar os reclusos. Um dia ela encontrou um homem que estava completamente arrasado, cheio de pessimismo e sinistros pensamentos.

Ela procurou consolá-lo, mas ele respondeu:
– Sou um grande pecador.
– Louvado seja Deus – a Lady respondeu.
Então o prisioneiro acrescentou:
– Sou o mais ímpio de todos os pecadores.
– Louvado seja o Senhor – disse outra vez Lady Hamilton.

Não compreendendo o que ela queria dizer, o prisioneiro perguntou:
– Por que diz a senhora assim, visto que professa ser cristã?

Então ela tomou a Bíblia e calmamente leu para ele este verso: "Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal." 

Entreguemo-nos inteiramente a Jesus, contemplemos o Seu maravilhoso caráter, toda a Sua perfeição. Só, então, teremos um vislumbre de nossa necessidade.

"Fiel é a palavra" de que realmente Jesus Cristo veio salvar pessoas tão pecadoras como nós somos. "Se, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo." (Apo. 3:19-20).

Se você não está satisfeito consigo mesmo, se pelo Espírito Santo você sente o seu pecado, você pode ser completamente salvo. Entregue-se agora mesmo a Jesus, que disse: "O que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora" (João 6:37). Portanto, vamos a Ele.


Pr. Roberto Biagini

sexta-feira, 11 de maio de 2012

O Segredo da Felicidade



Em 1943, as forças de ocupação japonesas ordenaram que centenas de “inimigos nacionais” de origem americana e européia se dirigissem a um campo de concentração na província chinesa de Shantung. Eles tiveram que suportar meses de enfado, frustração, superpopulação e medo. Estilos de personalidades se estranharam e temperamentos se chocaram. Brigas insignificantes se multiplicaram.
Contudo, um homem foi descrito por um prisioneiro como “sem dúvida nenhuma a pessoa mais controlada, mais respeitada e amada do campo de concentração”. Essa pessoa era Eric Liddell, um missionário vindo da Escócia.
Uma prostituta russa que também estava no acampamento disse que Liddell era o único homem de todos os que ela já tinha encontrado na vida que fazia algo por ela e não pedia nada em troca como pagamento. Quando ela foi a primeira vez ao campo de concentração, sozinha e desprezada, ele preparou algo com o que ela pudesse se abrigar.
Outro prisioneiro lembra: “Ele tinha uma maneira gentil e bem humorada de acalmar os temperamentos agitados”.
Numa reunião na qual os prisioneiros estavam bastante irritados, todos estavam exigindo que alguém fizesse alguma coisa com os adolescentes desocupados do grupo, que estavam se colocando em problemas. Liddell trouxe uma solução. Ele organizou times esportivos, artes manuais e aulas para as crianças, e começou a passar suas noites com eles.
Liddell havia ganhado fama e glória nas Olimpíadas de 1924 por ter obtido a medalha de ouro na corrida dos 400 metros rasos. Mas, naquele rígido ambiente, ele também se mostrou um vencedor na corrida cristã, obtendo a admiração dos mais secularizados prisioneiros.
O que o tornou alguém especial? Você poderia ter descoberto o segredo dele às 6 da manhã, cada dia. Era naquele momento que ele passava na ponta dos pés pelos companheiros que ainda dormiam, se sentava à mesa, e acendia uma pequena lanterna para iluminar seu livro de anotações e sua Bíblia. Eric Liddell tirava graça e forças a cada dia das riquezas da Palavra de Deus.
1. O LIVRO GUIA PARA O ESTILO DE VIDA DO CRISTÃO
A Bíblia foi escrita como um manual para os cristãos. Ela está cheia de histórias de pessoas reais, como nós, que experimentaram os mesmos desafios que enfrentamos a cada dia. Conhecer esses personagens bíblicos, suas alegrias e tristezas, seus problemas e oportunidades, tudo isso nos ajuda a amadurecer como cristãos.
O salmista Davi retrata nossa dependência diária da Palavra de Deus comparando-a a uma lâmpada [lanterna].
“A Tua Palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho”. Salmo 119:105 (A não ser quando indicado, todos os textos bíblicos da série DESCOBERTAS BÍBLICAS são da Nova Versão Internacional da Bíblia [NVI].).
A iluminação que recebemos da Bíblia a cada dia clareia as qualidades de que necessitamos em nossa vida e os princípios de crescimento espiritual. Acima de tudo, a Bíblia nos mostra Jesus, a Luz do Mundo. A vida apenas faz sentindo se Jesus estiver brilhando sobre ela.
2. UMA AMIZADE QUE TRANSFORMA
Cristo deseja que a Bíblia seja tão real para você quanto uma carta pessoal de um amigo íntimo.
“Eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido”. João 15:15
Jesus quer o nosso melhor Amigo. Sua Palavra nos traz ao círculo mais íntimo da presença de Deus, nos coloca entre aqueles em quem Ele confia e instrui pessoalmente.
“Eu lhes disse essas coisas para que em Mim vocês tenham paz”. João 16:33
A fim de experimentar essa paz, esse relacionamento seguro com Cristo, precisamos ler as cartas que Ele nos enviou. A Bíblia é exatamente isso: correspondência vinda do céu. Não deixe essas cartas fechadas. A mensagem transformadora de que você precisa está na Palavra.
Aqui está um testemunho típico do impacto da Bíblia na vida: “Eu necessitava de auxílio, e o encontrei em Jesus. Toda necessidade foi suprida, satisfeita a fome de minha alma; a Bíblia é para mim a revelação de Cristo. Creio em Jesus porque Ele me é um divino Salvador. Creio na Bíblia porque achei nela a voz de Deus a minha alma”. Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2001), pág. 461.
3. DIRETRIZES PARA VIVER DE ACORDO COM A BÍBLIA E OS DEZ MANDAMENTOS
Um breve olhar sobre os Dez Mandamentos nos ajuda a entender porque eles e a Bíblia são fundamentos indispensáveis para viver corretamente.
Os Dez Mandamentos se dividem em duas categorias principais: os primeiro quatro definem nosso relacionamento com Deus, e os últimos seis definem nosso relacionamento com as outras pessoas. Eles se encontram em Êxodo 20:3-17.
Os primeiros dois mandamentos esboçam nossa relação com Deus e com a adoração devida a Ele.
I. “Não terás outros deuses diante de mim”.
II. “Não farás para ti nenhum ídolo… Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto…”.
O 3o e 4o mandamentos tratam da nossa relação com o nome e o dia santo de Deus.
III. “Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus…”.
IV. “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor, teu Deus…”.
Os mandamentos de 5 e 7 protegem os laços familiares:
V. “Honra teu pai e tua mãe…”.
VII. “Não adulterarás”.
Os mandamentos 6, 8, 9 e 10 protegem nossas relações sociais.
VI. “Não matarás!”.
VIII. “Não furtarás!”.
IX. “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”.
X. “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo… nem coisa alguma que lhe pertença”.
Os Dez Mandamentos definem nosso relacionamento tanto com Deus quanto com as outras pessoas. Eles são os sinais que indicam um estilo de vida cristão.
4. O QUE JESUS DISSE ACERCA DOS DEZ MANDAMENTOS
Um dia, enquanto Jesus ensinava, um empolgado jovem foi até Ele e perguntou: “Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna?” (Mateus 19:16). Cristo podia ver que ele estava lutando contra o problema do amor ao dinheiro, e o aconselhou a se livrar de suas posses e “obedecer aos mandamentos” (verso 17).
O jovem tentou despistar o diagnóstico de Cristo de seu problema ao perguntar de quais mandamentos Ele estava falando. Jesus listou alguns dos Dez Mandamentos (versos 18, 19).
Finalmente, o “jovem rico” se virou e foi embora com tristeza (versos 20-22). Ele conseguia concordar mentalmente com os Dez Mandamentos, mas ele não conseguiria obedecer ao espírito da lei e com isso abandonar seu modo de viver egoísta.
Os Dez Mandamentos nos mostram as fronteiras dentro das quais relacionamentos saudáveis, com Deus e com os outros, podem se desenvolver. Jesus ressaltou o fato de que a obediência é a maneira de ter real felicidade:
“Se vocês OBEDECEREM AOS MEUS MANDAMENTOS, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. TENHO LHES DITO ESTAS PALAVRAS para que a minha alegria esteja em vocês e A ALEGRIA DE VOCÊS SEJA COMPLETA”. João 15:10, 11
5. UM GUIA PARA UMA VIDA FELIZ
O livro de Eclesiastes é um relatório da busca de Salomão pela felicidade. Ele registra sua busca por felicidade nas riquezas do mundo: em casas magnificentes, em vinhas produtivas, em maravilhosos jardins, e em pomares de frutos suculentos. Ele multiplicou seus servos. Ele se encontrou rodeado de qualquer coisa material que uma pessoa poderia desejar. Mas a felicidade o iludiu e ele escreveu:
“Quando avaliei tudo o que as minhas mãos haviam feito e o trabalho que eu tanto me esforçara para realizar, percebi que tudo foi inútil, foi correr atrás do vento”. Eclesiastes 2:11.
Salomão, então, se voltou para buscar os prazeres desse mundo com esperança de encontrar a felicidade. Ele foi tomado pelos prazeres do vinho, de mulheres e da música. Sua conclusão:
“Tudo sem sentido! Tudo sem sentido!… Nada faz sentido!” Eclesiastes 12:8
Salomão já tinha provado e visto que o Senhor é bom. Ao comparar sua vida anterior de obediência ao Senhor que uma vez ele já tinha usufruído, com sua busca incessante pela felicidade nas coisas do pecado, ele dá o veredicto:
“Aqui está a conclusão: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos”. Eclesiastes 12:13
Salomão achou que poderia encontrar um atalho para a felicidade na vida libertina. Próximo ao fim de sua vida, ele foi homem o suficiente para admitir seu erro. Para salvar outros do mesmo erro ele escreveu:
“O que guarda a Lei, esse é feliz”. Provérbios 29:18, Versão Almeida Revista e Atualizada, 2a edição.
6. OS DEZ MANDAMENTOS – GUIA INDISPENSÁVEL PARA O NOVO TESTAMENTO
No Novo Testamento, Tiago testifica:
“Pois quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente. Pois aquele que disse: ‘Não adulterarás’, também disse: ‘Não matarás’. Se você não comete adultério, mas comete assassinato, torna-se transgressor da Lei”. Tiago 2:10-12
Charles Spurgeon, o grande pregador Batista do século passado, declarou: “A lei de Deus é lei divina: santa, celestial, perfeita… Não há um mandamento muito grande; não há um mandamento muito pequeno, todos são tão incomparáveis que sua perfeição é prova de sua divindade”.
John Wesley, um dos fundadores da igreja Metodista, escreveu sobre a natureza duradoura da lei: “A lei moral contida nos Dez Mandamentos… não foi cancelada por Ele [Cristo]… Cada parte dessa lei deve permanecer irredutível para toda a humanidade e em todas as eras”. Sermões, vol. 1, págs. 221, 222 (tradução livre).
Billy Graham, o mais respeitado evangelista do mundo, considera os Dez Mandamentos tão importantes que escreveu um livro inteiro sobre a relevância dos mesmos para o cristão.
7. PODER PARA OBEDECER
A Bíblia e os Dez Mandamentos são imutáveis, indispensáveis e guia perfeito para uma vida feliz. Ainda assim, vários corações estão em conflito. Uma mulher expressou isso da seguinte forma: “Eu creio que os Dez Mandamentos estão ligados entre si, tenho certeza que guardá-los leva à felicidade. Já tentei o máximo que posso para cumprir tudo à risca, mas eu simplesmente não consigo. Estou começando a crer que ninguém mais pode fazer isso”.
A tendência natural do ser humano é tentar viver uma vida de obediência aos mandamentos de Deus. Mas, como resultado de tal tentativa, vez após outra, das profundezas do coração de uma pessoa vem a resposta frustrada: “Eu não consigo ser sempre obediente!” Por quê? Porque:
“A mentalidade da carne é inimiga de Deus, porque não se submete à Lei de Deus, nem pode fazê-lo”. Romanos 8:7
Qual é o propósito dos Dez Mandamentos?
“É mediante a lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado”. Romanos 3:20.
O papel da lei é nos levar ao total reconhecimento de que somos pecadores sem esperança, necessitados de um Salvador.
“Assim, a lei ficou tomando conta de nós até que Cristo viesse para podermos ser aceitos por Deus por meio da fé”. Gálatas 3:24.
Jesus é a resposta! Quando estamos aos pés de Jesus em estado de absoluta desesperança, pela fé podemos receber o perdão de nossos pecados e poder dEle para obedecer Seus mandamentos.
8. A OBEDIÊNCIA AOS DEZ MANDAMENTOS MOTIVADA PELO AMOR
Jesus nos diz que a obediência é resultado do amor:
“Se vocês me amam, obedecerão aos Meus mandamentos”. João 14:15.
Se amarmos a Deus, obedeceremos aos primeiros quatro mandamentos que definem nossa relação com Deus; e se amamos os outros, obedeceremos aos últimos seis que definem nossa relação com os outros.
A pessoa que passa por cima dos Dez Mandamentos, peca:
“Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei”. I João 3:4
Mas, graças a Deus, temos um Salvador que veio a este mundo e morreu, ressuscitou, e agora vive com um propósito:
“Vocês sabem que Ele se manifestou PARA TIRAR OS NOSSOS PECADOS”. Verso 5.
Nosso Salvador perdoa e remove nossos pecados (I João 1:9). Ele, então, promete nos dar seu amor para que possamos amar os outros – e esse é o grande antídoto contra uma vida de egoísmo e pecado:
“DEUS DERRAMOU SEU AMOR EM NOSSOS CORAÇÕES, por meio do Espírito Santo que Ele nos concedeu”. Romanos 5:5
Não temos nenhuma habilidade inata para mantermos a lei de Deus. O amor de Deus derramado em nossos corações é nossa única esperança.
9. A GRAÇA DE DEUS E A OBEDIÊNCIA À LEI
A salvação é um dom. Não podemos obtê-la por nossos próprios méritos. A única coisa que podemos fazer é aceitá-la pela fé. Recebemos justificação (o direito de ficarmos com Deus) como um dom, somente através da fé na graça de Deus.
“Pois VOCÊS SÃO SALVOS PELA GRAÇA, por meio da FÉ, e isto não vem de vós, é DOM DE DEUS”. Efésios 2:8
Mesmo se tentarmos, nós não conseguiremos guardar os mandamentos por nossos próprios esforços. Não conseguiremos guardar os mandamentos com o fim de sermos salvos. Todavia, quando vamos a Jesus com fé e submissão, somos salvos e Seu amor enche nosso coração. Como resultado dessa graça e aceitação divinas, temos o desejo de seguir e obedecer a Cristo pelo poder de Seu amor em nosso coração (Romanos 5:5).
Paulo ressalta a futilidade do esforço humano e indica que não estamos sob o regimento da lei para sermos salvos, mas “debaixo da graça”.
“Vamos pecar porque não estamos debaixo da Lei, mas debaixo da graça? De maneira nenhuma!” Romanos 6:15
Por quê? Porque um coração motivado pelo amor produz uma vida de obediência baseada no amor! (Romanos 13:10). Amar a Cristo é obedecê-lO:
“Quem tem os Meus mandamentos, e lhes obedece, esse é o que me ama”. João 14:21
Eric Liddel demonstrou que, mesmo nas piores circunstâncias, o crente que está ligado ao poder de Deus pode viver uma vida obediente e feliz. Liddell demonstrou uma graça encantadora num momento de medo e estresse. Seu relacionamento de amor com Cristo deu-lhe o poder do Espírito Santo, e com isso deu oportunidade para que Jesus suprisse dos “justos reclames da lei” (Romanos 8:1-4). Um relacionamento de amor com o Salvador crucificado e ressurrecto produz essa qualidade de vida.
Você já descobriu esse segredo por você mesmo? O amor de Jesus fez com que Ele pagasse com a vida o preço do seu pecado. Ele se oferece para melhorar todos os seus relacionamentos através de Seu amor e do aperfeiçoamento de sua vida em todo o bem para fazer a vontade dEle (Hebreus 13:21). Qual é sua resposta?
Lição 15. Copyright © 2004 The Voice of Prophecy Radio Broadcast
Los Angeles, California, U.S.A

terça-feira, 8 de maio de 2012

Verdadeiro poder na vida



Em 1929, Frank Morris embarcou num navio com destino à Suíça. Ele tinha esperado ansiosamente por essa viagem já há algum tempo. Todavia, aquela se transformou numa experiência humilhante. Uma senhora que era responsável por cuidar dele trancava Frank em sua cabine a cada noite. Depois de um rápido desjejum, Frank podia se exercitar um pouco, mas se sentia um tolo por ser conduzido pelo convés do navio como um animal numa coleira. Então, a senhora colocava Frank numa cadeira de sol. Sempre que ele encontrava algum passageiro amistoso, que o convidava para um passeio pelo convés, a senhora objetava, dizendo que tinha que ficar sempre de olho nele.
Frank era um adulto, com curiosidades e desejos normais para um adulto. Mas ele também era cego. A senhora que cuidava dele acreditava que ele não conseguiria tomar conta de si mesmo. Frank era tratado como se fosse um pacote que tinha que ser carregado de um lado para o outro.
No entanto, ao chegar na Suíça, a vida de Frank mudou drasticamente. Enquanto estava ali, ele aprendeu sobre cachorros que eram treinados para guiar cegos. Quando voltou aos Estados Unidos, ele trouxe consigo um pastor alemão chamado Buddy. Depois de algum tempo, Frank fundou uma organização mundial chamada Seeing Eye (“Olho que Vê”).
Agora, com Buddy ao seu lado, Frank podia ir a qualquer lugar, em qualquer hora, com qualquer pessoa. Ele finalmente se sentiu livre. Durante uma demonstração para um grupo de repórteres, numa movimentada rua da cidade de Nova Iorque, Buddy guiou seu amigo de maneira muito sábia para cruzar a rua de um lado para o outro, enquanto os carros passavam apressados por eles. Por confiar em Buddy, Frank facilitou muito essa travessia. Os repórteres que tinham visão tiveram uma dificuldade muito maior; um chegou inclusive a pegar um táxi para fazer essa travessia.
Nessa lição, iremos aprender sobre o Espírito Santo, um Guia que deseja que coloquemos nossa vida em Suas mãos. Todos nós somos portadores de necessidades por causa de nossa natureza humana. Somos cegos para o que é realmente importante. A vida passa por nós de maneira tão veloz que freqüentemente nos encontramos apenas sendo levados, ao invés de ativamente irmos para algum lugar. Ainda assim, hesitamos em confiar nossa vida completamente a esse Guia. A descoberta que nos espera nessa lição é: encontraremos verdadeira liberdade e poder caso dependamos inteiramente do Espírito Santo para nos guiar pela vida.
1. O REPRESENTANTE DE CRISTO NO MUNDO
Quando Cristo estava perto de ascender ao céu, Ele prometeu aos Seus discípulos um dom inestimável:
“Mas eu lhes afirmo que é para o bem de vocês que Eu vou. Se Eu não for, O CONSELHEIRO não virá para vocês; mas se Eu for, Eu O enviarei… Mas, quando o ESPÍRITO DA VERDADE vier, ELE OS GUIARÁ a toda a verdade… ELE ME GLORIFICARÁ, porque receberá do que é Meu e o tornará conhecido a vocês”. João 16:7, 13, 14. (A não ser quando indicado, todos os textos bíblicos da série DESCOBERTAS BÍBLICAS são da Nova Versão Internacional da Bíblia [NVI].).
No plano divino, Jesus precisava voltar para o céu como nosso representante diante de Deus, e “se apresentar diante de Deus em nosso favor” (Hebreus 9:24). Enquanto nosso crucificado Senhor nos representa no céu, nós também temos o Espírito Santo como nosso CONSELHEIRO e GUIA aqui na terra. Ele é o representante direto de Jesus.
Enquanto estava aqui, a atuação de Jesus era confinada ao corpo humano, e Ele não conseguia estar presente em todos os lugares. O Espírito Santo não tem tais limitações; Ele pode servir como um Conselheiro e Guia pessoal para incontáveis pessoas, em muitos lugares ao mesmo tempo. Cristo supre nossas necessidades através do Espírito Santo.
2. QUEM É O ESPÍRITO SANTO?
A maioria de nós consegue se relacionar com Deus o Pai se o imaginamos como o pai mais cuidadoso e bondoso que já conhecemos. E podemos imaginar Jesus, o Filho, porque Ele viveu entre nós como uma pessoa. Mas quanto ao Espírito Santo, temos dificuldades de imaginá-lo e nos relacionarmos com ele. Não temos nenhuma comparação humana para facilitar. A Bíblia, contudo, nos dá informações específicas sobre o Espírito Santo:
Uma Pessoa. Jesus se referiu ao Espírito Santo como uma pessoa, um membro da Trindade, juntamente com Deus o Pai e Deus o Filho:
“Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Mateus 28:19
O Espírito tem características pessoais: uma mente (Romanos 8:27); sabedoria (I Coríntios 2:10); sentimentos de amor para conosco (Romanos 15:30); sentimentos de aflição quando pecamos (Efésios 4:30); a habilidade de nos ensinar (Neemias 9:20); e poder para nos guiar.
Envolvimento na Criação. O Espírito Santo participou na formação de nosso mundo com o Pai e o Filho.
“No princípio criou Deus os céus e a terra… e o ESPÍRITO DE DEUS pairava sobre as águas”. Gênesis 1:1, 2. Edição Revista Almeida e Atualizada, 2a edição.
3. AS ATIVIDADES DO ESPÍRITO SANTO
(1) TRANSFORMA O CORAÇÃO HUMANO. Em Seu encontro com Nicodemos, Jesus enfatizou o papel do Espírito Santo em transformar o coração humano:
“Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito”. João 3:5
“Nascer do Espírito” significa que o Espírito nos dá a chance de recomeçar. É mais do que uma mudança de comportamento. O Espírito nos transforma de dentro para fora, cumprindo a promessa: “Darei a vocês um coração novo” (Ezequiel 36:26).
(2) NOS ALERTA SOBRE O FAZER O MAL E NOS DÁ UM DESEJO DE SANTIDADE:
“Quando Ele [o Espírito Santo] vier, CONVENCERÁ o mundo do PECADO, DA JUSTIÇA e do juízo”. João 16:8
Quando você ouve a história da transformação de uma pessoa que deixa um estilo de vida imoral e se volta para Deus, tornando-se assim um cônjuge fiel e um pai provedor, lembre-se de que cada passo dado na direção dessa completa transformação veio como resultado da motivação do Espírito Santo.
(3) NOS GUIA EM NOSSA VIDA CRISTÃ. Cristo fala diretamente a nós através da suave voz do Espírito.
“Quer você se volte para a direita quer para a esquerda, uma voz atrás de você lhe dirá: ‘Este é o caminho, siga-o’”. Isaías 30:21
Através da transmissão por satélite, nossas TVs regularmente trazem imagens e rostos provenientes de um país estrangeiro até o centro de nossa própria sala de estar. O Espírito Santo age como um pequeno satélite de Deus, trazendo a presença de Cristo do céu à terra, aproximando-O de nós quando mais precisamos dEle. (João 14:15-20).
(4) AJUDA NOSSA VIDA DE ORAÇÃO.
“Não sabemos como orar, MAS O PRÓPRIO ESPÍRITO INTERCEDE POR NÓS com gemidos inexprimíveis”. Romanos 8:26, 27
Quando estamos lutando para encontrar as palavras certas, o Espírito está orando em nosso favor. Quando ficamos tão desencorajados que conseguimos apenas murmurar a Deus algumas palavras, o Espírito amplifica nosso débil clamor por ajuda e o transforma numa poderosa oração a ser apresentada diante do trono de Deus, onde Jesus agora ministra.
(5) DESENVOLVE QUALIDADES E CARÁTER CRISTÃOS. O Espírito transforma indivíduos espiritualmente estéreis em pessoas tão férteis como árvores que produzem todos os tipos de frutos:
“MAS O FRUTO DO ESPÍRITO é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio”. Gálatas 5:22, 23
Ter o fruto do Espírito demonstra que estamos ligados à videira verdadeira, Jesus (João 15:5). Jesus, na verdade, pode viver Sua vida abundante através de nós pelo poder do Espírito.
(6) NOS PREPARA PARA TESTEMUNHAR. Jesus promete:
“MAS RECERÃO PODER quando o ESPÍRITO SANTO descer sobre vocês, e serão MINHAS TESTEMUNHAS… até os confins da terra”. Atos 1:8
Todos os que desejam podem se tornar testemunhas pelo Espírito. Talvez não tenhamos todas as respostas, mas o Espírito pode nos dar uma história para contar que toque corações e mentes. Os apóstolos tinham dificuldades de se comunicar antes do Pentecostes, mas depois que o Espírito desceu, eles proclamaram a Cristo com tanto poder que “transtornaram o mundo” (Atos 17:6, Almeida Revista e Atualizada, 2a edição).
4. OS DONS DO ESPÍRITO
As Escrituras fazem distinção entre o dom da presença do Espírito Santo, dado por Deus a todos os crentes para que tenham uma vida cristã vitoriosa, e os vários dons do Espírito distribuídos entre os crentes para que exerçam um ministério eficiente de diferentes maneiras.
“‘Quando Ele [Cristo] subiu em triunfo às alturas, levou cativos muitos prisioneiros, e DEU DONS aos homens’… E Ele designou alguns para APÓSTOLOS, outros para PROFETAS, outros para EVANGELISTAS, e outros para PASTORES e MESTRES, com o fim de preparar os SANTOS para a obra do ministério”. Efésios 4:8, 11, 12.
Os cristãos não recebem a totalidade dos dons; alguns recebem mais que outros; o Espírito os “distribui individualmente, a cada um, como quer”. (I Coríntios 12:11).
O Espírito capacita cada crente para desempenhar de maneira especial sua função no plano de Deus. Deus sabe quando e onde dar os dons para que Seu povo e Sua igreja sejam mais bem abençoados.
Outra lista de dons espirituais encontradas em 1 Coríntios 12:8-10 inclui sabedoria, conhecimento, fé, cura, profecia, falar em línguas diferentes, e a interpretação das línguas (versos 8-10).
Paulo nos aconselha a buscar “com dedicação os melhores dons”, e então acrescenta: “Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente”. (I Coríntios 12:31). O capítulo do amor (I Coríntios 13) que se segue a esse verso enfatiza que o “caminho mais excelente” é o caminho do amor. E o amor é fruto do Espírito (Gálatas 5:22).
Nossa preocupação deveria ser buscar o fruto do Espírito e então deixar que o Espírito distribua Seus dons entre nós como quiser (I Coríntios 12:11).
5. A ABUNDÂNCIA DO ESPÍRITO NO PENTECOSTES
No dia de Pentecostes, o Espírito foi derramado de maneira ilimitada, cumprindo a promessa de Jesus:
“Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas… até os confins da terra”. Atos 1:8
Naquele dia, o Espírito capacitou os apóstolos a comunicarem o evangelho de maneira clara no idioma das pessoas vindas “de todas as nações do mundo” (Atos 2:3-6).
Alguns estudiosos da Bíblia comparam a vinda do Espírito à temporada das chuvas do princípio do outono e no final da primavera na Palestina (Joel 2:23). O Espírito descendo no Pentecostes foi como a “chuva temporã” do outono, que fazia as sementes brotar e proveu nutrição vital para a igreja cristã em seus primórdios.
6. A CHUVA SERÔDIA DO ESPÍRITO
A profecia bíblica fala de um dia vindouro no qual o Espírito de Deus será derramado como abundantemente sobre a igreja, dando poder aos membros da igreja para testemunharem (Joel 2:28, 29). Séculos já se passaram e a história da salvação foi espalhada pela maior parte da terra. Agora é o tempo para a “chuva serôdia”, para amadurecer o grão, deixando-o pronto para a colheita.
À medida que a história ruma para o seu clímax, precedendo a segunda vinda de Cristo, Deus preparará cada crente sincero para céu através de um grande derramamento do Seu Espírito. Está você experimentando atualmente a “chuva temporã” que está preparando a igreja para a “chuva serôdia” do Espírito? Está você vivendo uma vida cheia do Espírito? À medida que você for recebendo poder do Espírito, está você disposto a deixar Deus usar você para comunicar as novas do Seu incrível amor e do Seu breve retorno?
7. CONDIÇÕES PARA RECEBER O ESPÍRITO SANTO
No Pentecostes, o Espírito Santo impulsionou aqueles que ouviram o evangelho a clamarem: “Irmãos, que faremos?” (Atos 2:37).
“Pedro respondeu: ‘ARREPENDAM-SE E cada um de vocês SEJA BATIZADO em nome de Jesus Cristo para perdão dos seus pecados, e RECEBERÃO O DOM DO ESPÍRITO SANTO”. Atos 2:38
Arrepender-se – deixar o caminho de uma vida pecaminosa e se voltar para Cristo – é uma condição para receber o dom do Espírito. Para ter o derramamento do Espírito em nossa vida, precisamos primeiramente nos arrepender e comprometer nossas vidas com Cristo. Jesus também enfatizou que o desejo de seguí-lO e obedecê-lO era uma condição para o recebimento do dom do Espírito Santo (João 14:15-17).
8. UMA VIDA CHEIA DO ESPÍRITO
Antes de deixar este mundo, Jesus deu as seguintes instruções a Seus seguidores:
“Não saiam de Jerusalém, mas esperem pela promessa de meu Pai… Pois João BATIZAVA COM ÁGUA, mas dentro de poucos dias vocês serão BATIZADOS COM O ESPÍRITO SANTO”. Atos 1:4, 5
Vez após outra as Escrituras indicam que o cristão deve ser “cheio do Espírito Santo” (Atos 2:4; 4:8; 4:31; 6:3; 7:55; 9:17; 13:9; 13:52; 19:6). O Espírito Santo dá realização e beleza à vida do cristão, pois viver uma vida cheia do Espírito atinge o ideal de Cristo para nós.
Ao descrever a vida cristã cheia do Espírito, Paulo fez a seguinte oração pelos crentes da igreja:
“Oro para que com as Suas gloriosas riquezas, ELE OS FORTALEÇA NO ÍNTIMO DO SEU SER COM PODER, POR MEIO DE SEU ESPÍRITO, para que Cristo habite no coração de vocês mediante a fé… Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, DE ACORDO COM O SEU PODER QUE ATUA EM NÓS”. Efésios 3:16, 17, 20.
Da mesma forma que Frank Morris, com seu cão guia Buddy, podemos, com a guia do Espírito Santo em nossa vida, fazer muito mais do que éramos capazes anteriormente. Com novos desejos e novas capacidades, somos capacitados a andar confiantemente para frente ao invés de apenas tentar lidar com os problemas da vida.
Essa experiência de ser cheio do Espírito é renovada a cada dia, através da oração e do estudo da Bíblia. A oração nos mantém em contato íntimo com Cristo, e estudar a Palavra de Deus nos mantém concentrados em Seus recursos. Isso quebra qualquer barreira entre nós e Cristo que possa evitar que Ele derrame sobre nós Seu incomparável dom do Espírito. É assim que crescemos e substituímos hábitos e atitudes maus por qualidades saudáveis.
Romanos 8 oferece uma descrição empolgante da vida cheia do Espírito. Leia esse capítulo quando você puder, e atente para a quantidade de vezes que Paulo aponta para o “Espírito” como a fonte do poder por trás da vida cristã.
Você já descobriu como é maravilhosa a vida cheia do Espírito? Está você consciente da presença do Espírito em sua vida? Está você experimentando Seu poder? Que você possa abrir sua vida ao maior poder do universo hoje mesmo.
Lição 11. Copyright © 2004 The Voice of Prophecy Radio Broadcast
Los Angeles, California, U.S.A

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Livre Arbítrio: Um Presente Maravilhoso




“O homem não é guiado simplesmente por instintos, ele é livre”. 

Toda formiga sabe o que tem de fazer tão logo nasce. Assim como todos os animais, ela tem um programa fixo, segundo o qual passa a viver; dotada de instinto próprio, reage a todos os estímulos de maneira lógica, diferentemente do homem, que não segue esse esquema.

O Homem – o ser humano – não é guiado simplesmente por instintos, mas é livre, isto é, pode escolher como se comportar em determinadas situações. De fato, um presente maravilhoso, ou não?

O problema é que a maioria das pessoas esqueceu que elas escolhem, até mesmo diariamente. Elas também esquecem que podem abolir decisões anteriores, se assim desejarem, e não o fazem por motivos pelos quais elas mesmas são responsáveis. 

Sempre encontramos outro meio de realizar alguma coisa e, na maioria das vezes, mais do que um meio; muitos, todavia, agarram-se a um [único] método para alcançar seus objetivos ou resolver problemas e não lhes ocorre a idéia de adotar outro caminho.

Em vez de seguir uma alternativa mais sábia, dobram seus esforços e, se ainda não funcionar, desistem, entregando os pontos. Mas o poder da decisão está em suas mãos. 


Os Baldes de Água Fria 

Muitas vezes, nada parece ser mais complexo do que tomar uma decisão clara e consciente, e dificilmente podemos avaliar por antecipação todas as conseqüências de nossas decisões. Ou, como afirmou o filósofo Immanuel Kant: “A necessidade de escolher transpõe a possibilidade de reconhecer”.

Pode haver mais problemas nos aguardando posteriormente do que antes de nossa decisão? É evidente também que, além disso, estamos expostos a influências externas, pois somos seres sociais e precisamos dos outros para alcançar nossos objetivos.

Além disso, sucedem-nos situações que não estão sob o poder de nosso controle, tais como políticas, econômicas, de saúde; sim, há as duchas de água fria da vida. E então protestamos: “Não escolhi isso: Impuseram-me isso!”

Pode ser que você não tenha escolhido essa ducha de água fria para agora; entretanto, num sentido mais amplo, na hora da escolha e na medida do possível, você optou por todas as conseqüências. 

A vida é sempre um fator de perigo. O filósofo Martin Heidegger assim escreve: “O homem, ao nascer, está preparado para morrer”. 

Se, em um terremoto, eu for morto por um teto desabado, por mais absurdo que possa parecer esta afirmação, havia a escolha anterior de viver em um lugar à prova desse fenômeno e, por esse motivo, algumas civilizações se negam a viver em edificações. 

Ou a lamentação pelo “acaso” de que alguém fora atropelado na esquina mais próxima: por mais trágico e triste que possa ser o caso isoladamente, se alguém optou por inserir-se no trânsito, basicamente, também escolheu a possibilidade de ser atropelado.

Para algumas tribos norte-americanas, não há dúvida de que tudo o que acontece no mundo é influenciado por seus atos e negociações. Alguns pensadores modernos afirmam que as guerras acontecerão enquanto elas existirem em nossas cabeças [isso é bíblico: Tiago 4:1-3]. 

C.G. Jung, com sua idéia de inconsciente coletivo. Rupert Sheldrake, com suas espantosas experiências e teses em memória da natureza; o povo judeu, que, segundo Theodor Lessing, foi o primeiro a procurar junto de si a responsabilidade pelos acontecimentos do mundo – todos eles assumem a responsabilidade pela realidade das coisas e não apenas pelo como e por que de nossa reação.

Lembre-se: Os imprevistos podem não ser escolha nossa, já o modo de reação a eles, sim! 


- Texto extraído e adaptado do livro “Toda Mudança Começa Em Você”, do Dr. Reinhard K. Sprenger.

domingo, 6 de maio de 2012

Salvação Para os Apóstatas?


Como se explica Hebreus 6:4-6?
Parece dizer que quem abandona a verdade jamais será salvo. Será assim?


Diz a passagem: “É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados e provaram o dom celestial e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que de novo estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus, e expondo-O à ignomínia”.

O texto refere-se, sem dúvida, à pessoa que tenha apostatado da fé cristã. Poderá ela ser restabelecida na fé? De uma leitura superficial tem-se a impressão de que todos os que se afastam de Cristo estão irremediavelmente perdidos. Tal conclusão, porém, não se justifica à luz dos ensinamentos de Cristo. Não se pode fixar uma posição doutrinária com base somente num texto. Cumpre comparar os demais textos e narrativas bíblicas sobre o mesmo assunto.

Nas parábolas da ovelha perdida, da dracma perdida e do filho pródigo, Jesus ensina claramente que o apóstata pode ser recuperado (Ler S. Lucas 15). A ovelha havia-se desgarrado, mas o filho pródigo escolheu deliberadamente deixar a casa paterna. Entretanto, também ele encontra o perdão quando, arrependido, torna ao lar. 

Considerando-se as declarações de Cristo, a passagem de Hebreus 6:4-6 pode ser entendida de dois modos:

1. O apóstolo, autor da carta aos Hebreus, está falando do pecado imperdoável, que Cristo definiu como sendo “blasfêmia contra o Espírito Santo” S. Mateus 12:31 e 32. É obra do Espírito Santo convencer do pecado, conduzir o homem à verdade e a Cristo, e transformar a vida. 8. João 16:7-13; 15:26; 3:5-8. Sendo o arrependimento um dom de Deus, concedido por obra do Espírito, só se pode, pois, arrepender-se pelo incitamento do Espírito. Atos 5:31; Romanos 2:4; Atos 2:37 e 38.

A “blasfêmia” contra o Espírito Santo não é tanto um ato único, mas, sim, um comportamento de contínua resistência à intercessão do Espírito. Com o tempo, a consciência endurece, insensibiliza-se e não pode mais ser despertada. Não reage aos apelos do Espírito. 

A pessoa que tenha chegado a este triste estado não pode mais provar o arrependimento porque sua consciência foi completamente sufocada e ficou cauterizada. Ou, para exemplificar, os fios do telefone espiritual foram cortados, e a voz do Espírito não pôde mais ser ouvida. E o pecador, inerte, petrificado espiritualmente, é dessa forma deixado sem perdão, e em seus pecados.

Deve-se ficar otimista quando o apóstata sente angústia pelo pecado e deseja sinceramente fazer o bem. Mesmo deslizando aqui e ali, continua lutando. Isto prova que o Espírito de Deus também está lutando com ele. Prova que seu estado não chegou ao ponto de anular a possibilidade de ser de novo alcançado pela graça. Ainda há esperança para ele. Poderá firmar-se, com o poder de Deus.

2. Outra explicação é que o apóstolo está falando do pecador que peca continuamente. A palavra traduzida “crucificando”, no grego, está no particípio presente. Do ponto de vista gramatical, esta construção permite traduzir desta forma o pensamento: “Em princípio, é impossível um arrependimento enquanto continuam crucificando o Filho de Deus”. 
Assim traduzido, o versículo diz ,que o pecador, que despreza sua experiência anterior como cristão, não pode ser perdoado enquanto persistir na senda do pecado (ver Ezequiel 18:24). É a rebelião deliberada e persistente que conduz finalmente ao pecado imperdoável.

O Céu, porém, espera que os filhos pródigos caiam em si antes que ultrapassem o ponto donde não haja mais retorno. Enquanto vige o tempo da graça, o penitente pode encontrar misericórdia e abundante perdão no Senhor (Isaías 55:6-7). 

Cristo veio à Terra como Redentor e, agora, continua desenvolvendo no Céu Sua obra de mediação em favor do homem pecador, movido pelo amor, intenso e profundo gozo de “salvar totalmente” (Hebreus 7:25). 


- Extraído e adaptado de “Consultoria Doutrinária”.