quarta-feira, 18 de abril de 2012

A Igreja Adventista é Babilônia?


Enquanto a Sra. Ellen White esteve na Austrália, A. W. Stanton, um irrequieto leigo de Montana, publicou uma compilação das declarações da Sra. White, que pareciam apoiar sua opinião de que a Igreja Adventista havia apostatado e se tornado Babilônia.


Ele entendeu que chegara o tempo de parar de patrocinar financeiramente a igreja organizada e “sair dela”. De maneira direta, a Sra. White escreveu para ele:


“Se você está ensinando que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é Babilônia, você está errado. Deus não lhe deu nenhuma mensagem assim para proclamar… presumo que algumas pessoas poderão ser enganadas por sua mensagem, porque estão cheias de curiosidade e do desejo de alguma coisa nova.” Carta Publicada na Review and Herald, 12 de setembro de 1893.


Ela também escreveu para a Review quatro artigos intitulados: “A Igreja Remanescente Não é Babilônia.” Estes foram republicados depois em “Testemunhos Para Ministros.”


Nessa série de artigos, a Sra. Ellen White deixa claro sua angústia em relação àqueles que apanham seleções de seus escritos e fazem com que pareçam apoiar os pontos de vista pessoais do compilador, leia você mesmo o que ela escreveu:


“Ao tomarem desautorizadas liberdades”, escreveu ela, “apresentam ao povo uma teoria que engana e destrói. Em tempos passados, muitos outros fizeram a mesma coisa, e deram a parecer que os Testemunhos apoiavam posições que eram insustentáveis e falsas…”. – Testemunhos para Ministros pág. 33


“No folheto publicado pelo irmão Stanton e seus companheiros, ele acusa a igreja de Deus de ser Babilônia, e insiste em que haja uma separação da igreja. Esta é uma obra que não é honrosa nem justa…


“…desde anos tenho apresentado meu testemunho dizendo que, em surgindo quaisquer pessoas pretendendo possuir grande luz e não obstante advogando a demolição daquilo que o Senhor por Seus agentes humanos tem estado a edificar, acham-se eles muito enganados, e não trabalham em cooperação com Cristo.


“Aqueles que afirmam que as igrejas adventistas do sétimo dia constituem Babilônia, ou qualquer parte de Babilônia, deveriam antes ficar em casa. Que eles se detenham e considerem qual é a mensagem que deve ser pregada presentemente…. eles se puseram ao lado daquele que é um acusador dos irmãos, que os acusa dia e noite perante Deus. Agentes satânicos têm vindo das profundezas, inspirando os homens a unir-se numa confederação do mal, para perturbarem e atormentarem o povo de Deus causando-lhes grande aflição…” – Idem, pág. 36.


Existe Pecado entre o Povo de Deus?


“Embora existam males na igreja, e tenham de existir até ao fim do mundo, a igreja destes últimos dias há de ser a luz do mundo poluído e desmoralizado pelo pecado. A igreja, débil e defeituosa, precisando ser repreendida, advertida e aconselhada, é o único objeto na Terra ao qual Cristo confere Sua suprema consideração”. Idem pág. 49.


Ela continua: “Deus tem na Terra uma igreja que está erguendo a lei pisada a pés, e apresentando aos homens o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo a igreja é depositária das abundantes riquezas da graça de Cristo, e pela igreja será finalmente exibida a última e plena manifestação do amor de Deus ao mundo.. no mundo só existe uma igreja que presentemente se acha na brecha, tapando o muro e restaurando os lugares assolados, e todo homem que chamar a atenção do mundo e de outras igrejas para esta igreja, denunciado-a como Babilônia, está trabalhando de acordo com aquele que é o acusador dos irmãos.


“Será possível que dentre nós se levantem homens que falem coisas perversas, propagando os mesmos sentimentos que Satanás deseja disseminados no mundo, com referência aos que guardam os mandamentos de Deus, e têm a fé de Jesus?” – Idem págs. 50-51.


Como os Sinceros Devem Agir Diante dos Erros de Irmãos?


“Os que tiverem alguma compreensão do que significa esse conflito, (entre o bem e o mal) não voltarão suas armas contra a Igreja militante, mas com todas as suas forças, hão de lutar pelo povo de Deus, contra a confederação do mal.


“Os que se põem a proclamar uma mensagem sob sua responsabilidade pessoal, e que, ao mesmo tempo em que declaram ser ensinados e guiados por Deus, constituem sua obra especial derribar aquilo que Deus durante anos tem estado a erguer, não estão cumprindo a vontade de Deus.


“Saiba-se que esses homens se encontram do lado do grande enganador. Não os creiais. Estão-se aliando com os inimigos de Deus e da verdade. Porão a ridículo a ordem estabelecida no ministério, considerando-a um sistema eclesiástico imperialista. Afastai-vos desses; não os recebais; pois Deus não os incumbiu dessa obra. O resultado de semelhante obra será incredulidade nos Testemunhos, e nos limites do possível, tornarão sem efeito a obra que por anos tenho estado a fazer.


“Quase toda a minha vida tem sido dedicada a esta obra, mas meu encargo muitas vezes se tem tornado mais pesado pelo surgimento de homens que saíram a proclamar uma mensagem que Deus não lhes dera. Esta classe de obreiros maus tem escolhido porções dos Testemunhos, e tem-nas colocado numa moldura de erro, a fim de que por esse meio de influência a seus testemunhos falsos”. – Idem págs. 51-52.


Um Ministério Divinamente Designado


“Deus tem uma igreja, e ela tem um ministério designado por Ele… O Senhor tem Seus agentes designados, e uma igreja que tem sobrevivido a perseguições, conflitos e trevas. Jesus amou a Igreja, e por ela Se deu a Si mesmo, e Ele a há de aperfeiçoar, refinar, enobrecer e elevar, de maneira que ela fique firme em meio das corruptoras influências deste mundo.


“Homens designados por Deus foram escolhidos para vigiar com zeloso cuidado, com vigilante perseverança a fim de que a Igreja não seja subvertida pelos malignos ardis de Satanás, mas que ela esteja no mundo para promover a glória de Deus entre os homens…


“Os que estão levando esta mensagem errada, denunciando a igreja como sendo Babilônia, negligenciam a obra que Deus lhes determinou fazer, estão em oposição à organização, opõem-se à clara ordem de Deus pronunciada por Malaquias com relação a trazer todos os dízimos ao tesouro da casa de Deus…


“Deus fala por meio dos agentes por Ele designados, e que nenhum homem, nem grupo de homens, insultem o Espírito de Deus recusando-se a ouvir a mensagem da Palavra divina dos lábios de Seus mensageiros escolhidos. Recusando-se a ouvir a mensagem de Deus, fecham-se os homens num aposento de trevas, excluem sua própria alma das grandes bênçãos e roubam a Cristo da glória que Lhe deveria ser dada, mostrando desrespeito para com os agentes que designou”. – Idem, págs. 52-54.


Cuidado com os Falsos Mestres


“Falsos mestres podem parecer muito zelosos da obra de Deus, e podem despender meios para apresentar ao mundo e à igreja as suas teorias. Mas como misturam o erro com a verdade, sua mensagem é de engano, e levará almas para veredas falsas. Deve-se-lhes fazer oposição, não porque sejam homens maus, mas porque são mestres de falsidades e procuram colocar sobre a falsidade o sinete da verdade.


“Que lástima, darem-se homens a tais trabalhos para descobrir alguma teoria errônea, quando existe abundância de preciosas gemas da verdade, pelas quais o povo pode ser enriquecido da mais santa fé…


“Os que têm proclamado ser a Igreja Adventista do Sétimo Dia, Babilônia, têm feito uso dos Testemunhos para dar à sua atitude um aparente apoio; mas por que é que não apresentaram aquilo que por anos tem sido a preocupação de minha mensagem – unidade da igreja? Por que não citaram as palavras do anjo: “Uni-vos, uni-vos, uni-vos”? Por que não repetiram a advertência nem declararam o princípio de que “na união há força, na divisão há fraqueza”?


“São mensagens como as que esses homens têm proclamado que dividem a igreja e trazem sobre nós opróbrio perante os inimigos da verdade; e nessas mensagens se revelam claramente a astuta operação do grande enganador, que quer impedir a igreja de alcançar a perfeição na unidade. Esses mestres seguem as labaredas de seu próprio fogo, agem segundo seu próprio juízo independente, e embaraçam a verdade com falsas noções e teorias. Rejeitam o conselho de seus irmãos, e avançam em seu próprio caminho até se tornarem justamente o que Satanás deseja – de espírito desequilibrado”. – Idem págs. 55 e 56.


terça-feira, 17 de abril de 2012

10 Perguntas Específicas Sobre a Criação do Homem e Sua Natureza





1 - Por que Moisés, no seu detalhado relato da criação do homem, não deixa a mínima pista de uma “alma imortal” como componente essencial da vida humana, exclusivo de sua existência, na criação?


Obs.: Seria esse o momento certo de tratar do assunto, sendo que Moisés oferece tantos detalhes dos atos divinos na obra da Criação em geral, e do homem, em particular.


2 - Por que Moisés emprega a mesma linguagem (palavras exatas) para “alma vivente” tanto em relação ao homem quanto aos animais (comparar Gên. 2:7 com 1:20 e Levt. 11:46)?


Obs.: Tradutores de algumas versões da Bíblia traduziram as palavras hebraicas nephesh hayyah como “criatura vivente” quando referindo-se aos animais, contudo, não há a mínima variante. É exatamente a linguagem de que Moisés se vale para tratar de “alma vivente” referindo-se ao homem.


3 - Por que Moisés não diferencia o fôlego de vida do homem com o dos animais, tratando-os na mesma base, utilizando as mesmas palavras (Gên. 2:7; 1:30, 6:17)?


Obs.: O fôlego de vida não pode equivaler a algo imaterial, imortal, que sobrevive à matéria porque não há essa definição bíblica para “alma”, e nunca tal palavra vem modificada pelos adjetivos “imortal” ou “eterno” por toda a Bíblia.


4 - Como prova que o fato de Deus ter soprado particularmente o fôlego de vida no homem faz com que tal fôlego seja uma “alma imortal”, quando não há a mínima informação sobre isso transmitida pelo autor, o que seria algo de muitíssima importância para definir a natureza humana?


Obs.: O detalhe da criação “separada”, “particular” do homem em relação à dos animais é “prova” fragilíssima em favor da visão dualista porque o detalhamento da criação do homem envolve o personagem principal da criação, além da criação da mulher. Os animais são meros coadjuvantes no cenário que retrata a preocupação divina com o ser criado à Sua imagem e semelhança, algo que não caracteriza os animais.


5 - Como prova que o fato de Deus ter soprado particularmente o fôlego de vida no homem faz com que tal fôlego seja uma “alma imortal”, quando há clara informação de que “o mesmo fôlego de vida do homem é atribuído aos animais, tanto no relato da criação, quanto milênios depois, nas palavras do sábio Salomão?


Obs.: Salomão dedica-se a uma profudna reflexão da vida humana e mostra que “tudo é vaidade”, já que nem mesmo na morte o homem leva vantagem sobre os animais. Se ele cresse na imortalidade da alma, não empregaria tal linguagem para evitar ambigüidade e/ou não transmitir noções materialistas. Mas até a descrição dele da morte do homem, com a retirada do fôlego de vida, se assemelha à forma como o salmista se refere à morte dos animais (comparar Ecl. 12:7 com Salmo 104:25-29).


6 - Por que o homem precisaria de uma alma imortal, já que não iria morrer, segundo o projeto original da criação divina, e sim viver eternamente como um ser físico, num paraíso físico (aliás, como também se daria com os animais. . .)?


Obs.: O pecado é um intruso neste planeta que trouxe morte física e espiritual ao homem. Mas o “plano de contingência” divino é a ressurreição final, uma providência tomada APÓS o pecado, como parte de Seu plano restaurador. A ressurreição integra o “esmagar a cabeça” da serpente no conflito entre o bem e o mal (Gên. 3:15), já que a vitória sobre a morte ocorre em função da ressurreição dos mortos, não de o indivíduo superá-la por contar com algum elemento espiritual que prevalece sobre a morte (ver 1 Cor. 15:52-55).


7 - Quando exatamente a “alma imortal” é introduzida no ser vivo? Quando o óvulo é fecundado? Quando o bebê sai do ventre materno e respira por primeira vez, já que se estabelece o paralelo fôlego de vida/alma imortal?


Obs.: A dificuldade de estabelecer o início da posse dessa “alma imortal” é imensa, sobretudo quando os dualistas fazem a ligação fôlego de vida/alma imortal. Pois o feto NÃO RESPIRA na bolsa maternal, estando envolvido por fluídos até ser dado à luz.


8 - Sendo que consta ser Moisés o autor do antiqüíssimo livro de Jó, não parece estranho que em tal livro ele não deixe a mínima pista de uma noção dualista, pois retrata o patriarca expressando uma visão holista, não dualista (ver observação a seguir)?


Obs.: O livro de Jó é um golpe de morte sobre a noção dualista. O patriarca compara a morte a um rio que se seca e um lago cujas águas são drenadas, e quando se refere diretamente ao estar com Deus, fala do tempo quando o Redentor “Se levantará sobre a Terra”, sem deixar a mínima pista de uma alma indo ao Seu encontro (ver 14:7-14 e 19:25-27).


9 - Onde exatamente se situa a “alma imortal”? Já que estabelece o paralelo fôlego de vida/alma imortal, e Jó declara a certa altura, “enquanto em mim houver alento, e o sopro de Deus no meu nariz” (Jó 27:3), é aí que se situa essa “alma imortal”, no nariz de cada um?


Obs.: Se o paralelo fôlego de vida/alma imortal for válido, realmente essa alma entra e sai no organismo, pelo menos em boa quantidade, o tempo todo, saindo “contaminado” (gás carbônico) e entrando novo fôlego de outra substância (oxigênio para “purificar” o sangue. Coisa bem estranha para parecer algo fluídico que tem consciência e para sempre permanece após a morte.


10 - Não parece muita coincidência que todos os povos pagãos sempre tiveram como característica a crença na imortalidade da alma, até atribuindo almas e espíritos a animais ou coisas inanimadas, como florestas, rios, lagos, vulcões?


Obs.: Não se sabe de nenhum povo pagão, do presente ou do passado, que tenha deixado de crer em “almas” e “espíritos”, para crer que “vem a hora . . . em que os que estão nas sepulturas ressuscitarão; os que fizeram o bem, na ressurreição da vida; os que fizeram o mal, na ressurreição da condenação” (João 5:28, 29).


ADENDO


Adicionalmente diríamos que a tentativa de ligar os epicureus à visão holista é inteiramente falsa, um paralelo totalmente artificial, porque estes eram meros hedonistas, materialistas, e sua filosofia em nada contemplava uma vida no além, sob qualquer forma. Paulo refere-se a tal filosofia em 1 Cor. 15:30-32, mas numa forma totalmente destrutiva à crença na imortalidade da alma. Não faria sentido dizer o que disse em tal passagem se ele fosse adepto da visão dualista–”Se os mortos não são ressuscitados, comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”.


Se Paulo tivesse dito, “Se não temos uma alma imortal, comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”, os dualistas estariam cobertos de razão, mas para o desconsolo destes, ele reforça exatamente essa visão de que a eternidade existirá em função da ressurreição nos vs. 16-19:


“Porque, se os mortos não são ressuscitados, também Cristo não foi ressuscitado. E, se Cristo não foi ressuscitado, é vã a vossa fé, e ainda estais nos vossos pecados. Logo, também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se é só para esta vida que esperamos em Cristo, somos de todos os homens os mais dignos de lástima”.


Claramente, não fosse pela ressurreição final, confirmada e garantida pela do próprio Cristo, os mortos cristãos “estão perdidos”. Notem bem, PERDIDOS, e não com suas almas salvas no céu!


segunda-feira, 16 de abril de 2012

A Onisciência de Jesus





Parece haver contradição entre Marcos 13:32 e João 21:17. O último texto proclama a onisciência de Jesus, e o primeiro a nega. Como explicar isto?

O primeiro texto declara: “Mas a respeito daquele dia ou da hora n i n g u é m sabe; nem os anjos no Céu, nem o Filho, senão somente o Pai”. O outro diz: “Senhor, Tu sabes todas as coisas. Tu sabes que eu Te amo” (resposta de Pedro). 

Afinal, Jesus “sabe todas as coisas” (é onisciente, como diz Pedro), ou Ele apenas tem um conhecimento parcial das coisas, do presente, passado e futuro? Como explicar a aparente contradição entre o que os dois textos afirmam sobre Ele? 

Em primeiro lugar, é preciso situar bem a ocasião em que essas declarações foram feitas. Quando o apóstolo Pedro declarou que Jesus conhecia todas as coisas, Jesus já havia ressuscitado. Havia passado a fase de Sua humanidade, Sua humilhação já havia terminado bem como Seu ministério e Seu sacrifício em favor dos homens. 

Quando, porém, Ele próprio (Jesus) declarara não saber o dia e a hora de Sua vinda em majestade e glória, estava vivendo em Sua humilhação, em forma de servo, na condição de pessoa humana.

É verdade que Jesus, mesmo nos dias de Seu sofrimento e morte, achava-Se investido de todos os atributos divinos, mas em todo esse período de humilhação, jamais fez uso integral da Sua divindade. 

Possuía, sem dúvida, também a onisciência, mas, dentro de Sua natureza humana, abria mão de seu uso, a não ser em poucas e determinadas ocasiões. Vemos, por aí, a que ponto Jesus Se humilhou: não exercer os poderes divinos que possuía.

Quando a turba armada de espadas e varapaus viera prendê-Lo, e Pedro desembainhou a espada, Jesus declarou: “Acaso pensas que não posso rogar ao Pai, e Ele Me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos?” (Mateus 26:53). 

Nesta declaração se vê como Cristo abdicou temporariamente do Seu poder – comportando-Se como um ser humano comum, mesmo sendo Deus.

- Extraído e adaptado do livro “Consultoria Doutrinária”.

domingo, 15 de abril de 2012

Existe incompatibilidade de gênios para casais cristãos?


Para começarmos vamos definir segundo o dicionário Priberam, o que significa incompatibilidade. Encontramos várias acepções quanto ao vocábulo, mas o essencial são duas: “diferença essencial que faz com que duas coisas não possam estar juntas e impossibilidade legal de exercer conjuntamente certas funções”. 


Pelo olhar científico poderíamos perdoar as separações no meio cristão por conta da incompatibilidade. Contudo, sabemos que a história da psicologia divina é trabalhada de maneira e lógica diferentes. Na visão divina pode dar certo aquilo que para o homem é impossível ser. 


O Evangelho ultrapassa a ciência, pois é a sabedoria divina contraposta aos dilemas e teorias seculares, e quando colocado em prática é poderoso para fazer infinitamente mais pelo homem do que qualquer diploma renomado. 


Pode-se apresentar as facetas da incompatibilidade em várias situações cotidianas. Segundo o que vimos acima do dicionário poderíamos dizer que : a essência da primeira opção é que a incompatibilidade impede das pessoas estarem juntas, e a segunda diz que em já estando juntas elas não conseguem realizar atividades conjuntamente. Mas a incompatibilidade para Deus só existe quando se percebe as diferenças antes do relacionamento, porém, depois de assumido, o evangelho pode tomar conta do que está desarmonioso. Se o casal percebe as diferenças que poderiam em potencial causar divisão e ainda assim entram no relacionamento, deixam claro a sua capacidade de manterem-se apesar das diferenças. 
Deus não permite que usemos como desculpa a tal da incompatibilidade porque não estamos dispostos a admitir nossos erros, a pedir desculpas, a dar perdão e a ceder quando necessário. 


Conclui-se, portanto, que a incompatibilidade tira a legalidade do relacionamento como fato constatado pela ciência, permitindo aos indivíduos envolvidos reclamarem sua individualidade e razão em face da falta de capacidade ou disposição de continuar a aliança firmada. 


A palavra de Deus é direção para todos os caminhos, inclusive para problemas de ordem pessoal e emocional. Se todos se lembrassem disso teriam menos tristezas nos relacionamentos e consequentemente menos separações. 
Pensando nessa direção divina, apontamos alguns caminhos que irão desvanecer o monstro da “incompatibilidade” para aqueles que não aceitam a sugestão secular de fim da linha e que desejam salvar –se da crise existente ou um desajuste futuro.


Eis os princípios básicos de relacionamento dados por Deus para nossa felicidade:


Amar incondicionalmente o outro.
Um ponto forte do evangelho é o amor ao próximo. Amor não se pede, se dá. Somos falhos, pois somos humanos ,mas quem consegue amar o outro independente de seus erros e contrariedades, constrói um império, paulatinamente. Ainda que não seja fácil, é recompensador , pois isso cria laços fortes e desenvolve virtudes que solificarão o futuro."Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” Romanos 12:10 .


Não seja egoísta.
O egoísmo é um amigo do solteiro e inimigo dos relacionamentos. A vontade de satisfação própria e o medo de perder algo faz com que uma pessoa busque seus interesses em detrimento do interesse dos outros. O antônimo do amor não é o ódio como se ouve por aí, e sim o egoísmo.
Esse princípio divino de relacionamento começou no céu. Jesus se privou das mordomias de ser Deus e veio aqui passar privações por nossa causa, para que hoje nos relacionássemos com Ele. Se Jesus tivesse sido egoísta não haveria nenhum relacionamento e nem salvação. Grande exemplo que precisamos aprender e crescer. Repartir o que você é e o que tem te une mais a quem você ama.
Também se interesse pela pessoa amada, olhe para ela e se esqueça de você por um tempo."Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros.” Filipenses 2:4


Seja humilde. 
Deixar o orgulho de lado alimenta a longevidade do casamento. A humildade abre o coração do outro para a atenção, o cuidado e o amor . Você não vai perder nada sendo humilde, porém deposita créditos para a felicidade conjunta. 
“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.” Filipenses 2:3


Perdoem-se
Perdão é uma palavra que contém muita emoção e mágoa. Ela existe para encurtar a distância sentimental das pessoas, construir pontes onde há abismos. Se você acreditar nele vai se sentir melhor e vai fazer a outra pessoa se sentir feliz, pois quem é perdoado aprende a amar, e quem perdoa já ama. Assim você não perde a pessoa que ama e não se perde na mágoa. Não hesite em viver essa ação, você verá muita coisa mudar, pois o mundo só muda quando seu coração ama. 
“Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete. “Mateus 18:21-22
“Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.” Lucas 7:47


by Cris Viana, parceira do Site Bíblia e a Ciência

sábado, 14 de abril de 2012

Leu seu Horóscopo Hoje?



Horóscopo é o prognóstico acerca da vida de uma pessoa, tirado, segundo pretendem os astrólogos, da situação de certos astros na hora do nascimento dessa pessoa.

Mas o que diz a Bíblia sobre os que consultam astrólogos e usam astrologia para receber direção para as suas vidas? A Bíblia diz em Isaías 47:13-15 “Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora e te salvem os astrólogos, que contemplam os astros, e os que nas luas novas prognosticam o que há de vir sobre ti. Eis que são como restolho; o logo os queimará; não poderão livrar-se do poder das chamas; pois não é um braseiro com que se aquentar, nem fogo para se sentar junto dele. Assim serão para contigo aqueles com quem te hás fatigado, os que tiveram negócios contigo desde a tua mocidade; andarão vagueando, cada um pelo seu caminho; não haverá quem te salve.”

Astrologia é uma arte de adivinhação, que ensina que as posições relativas do Sol, da Lua e dos Planetas no céu têm uma influência nos indíviduos e nos afazeres humanos. A palavra atual para astrologia na lingua Hebraica, significa literalmente ‘divinar os céus’. Adivinhação é a arte de predizer os acontecimentos futuros, ou de revelar informação secreta, através de sinais ou agoiros ou outras atividades supernaturais. Deus proíbe o ato de adivinhação. A Bíblia diz em Levítico 19:26 “Não usareís de encantamentos, nem de agoiros.”

Quando os Israelitas estavam quase a entrar em Canaã, a Terra Prometida , Deus advertiu-os para não usar o acto de adivinhação. A Bíblia diz em Deuteronômio 18:9, 12, 14 “Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os advinhadores; porém, quanto a ti, o Senhor teu Deus não te permitiu tal coisa.”

Adivinhação é na realidade considerada um pecado grave. A Bíblia diz em1 Samuel 15:23 “Porque a rebelião é como o pecado de adivinhação, e a obstinação é como a iniqüidade de idolatria.”

Quando o Rei Nabucodonozor teve um sonho, ele mandou chamar os magos, os feitiçeiros e os astrólogos para que lhe contassem o que ele tinha sonhado. Como é que eles responderam? A Bíblia diz em Daniel 2:10 “Responderam os caldeus na presença do rei, e disseram: Não há ninguém sobre a terra que possa cumprir a palavra do rei; pois nenhum rei, por grande e poderoso que fosse, tem exigido coisa semelhante de algum mago ou encantador, ou caldeu.”

Os astrólogos da Babilônia não foram capazes de ajudar o rei com o seu sonho perturbador. Todavia, Deus abençoou o seu profeta piedoso Daniel com os dons verdadeiros dos Espírito Santo, e ele foi levado à presença do rei para interpretar o sonho. A Bíblia diz em Daniel 2: 27-28 “Respondeu Daniel na presença do rei e disse: O mistério que o rei exigiu, nem sábios, nem encantadores, nem magos, nem adivinhadores lhe podem revelar; mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonozor o que há de suceder nos últimos dias. O teu sonho e as visões que tiveste na tua cama são estas …” Com a unção de Deus, Daniel pode descrever e explicar ao rei o seu sonho profético.
Via Sétimo Dia

sexta-feira, 13 de abril de 2012

15 motivos para orar




1 – Para buscar a face do Senhor e conhece-Lo melhor (Salmo 27:8)
2 – Para não olhar para os problemas, e sim para o Senhor (Salmo 121:1)
3 – Para falar com Deus (I Pedro 3:12)
4 – Para se derramar diante dEle (Salmo 142:1-2)
5 – Para apresentar seus pedidos a Deus (Mateus 21:22)
6 – Para ouvir a Deus (Provérbios 8:34)
7 – Para se libertar do sofrimento (Tiago 5:13)
8 – Para resistir a tentação (Mateus 26:41)
9 – Para ser resgatado na angústia (Salmo 107:19)
10 – Para receber a recompensa do Senhor (Mateus 6:6)
11 – Para resistir ao mal (Efésios 6:13)
12 – Para ter alegria (João 16:24)
13 – Para achegar-se a Deus (Isaías 64:7)
14 – Para receber cura emocional (Tiago 5:13)
15 – Para ter paz (Filipenses 4:6-7)
E se você gosta de orar, uma dica final: participe do projeto mundial de oração intercessora. Uns orando pelos outros. Conheça o OROPORVOCE.COM Deixe lá os seus pedidos e ore pelos demais.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Entenda porque o pão integral é melhor para a saúde



Com certeza você já ouviu falar que comer pão integral faz bem para a saúde.
Mas como saber se o pão que você compra por aí é realmente integral? Quais são as principais diferenças entre os pães? Que benefícios eles trazem para a saúde.
A nutricionista Odete Santelle, da Universidade Adventista de São Paulo, explica as diferenças entre o pão branco e integral.
Acompanhe e tire dúvidas:
Diferenças básicas entre pão branco e integral.
A diferença principal está no tipo de farinha de trigo utilizada na fabricação do pão. O integral é feito geralmente com uma mistura de farinha integral (40-70%) e farinha branca, enquanto o pão branco é feito apenas com a farinha resultante do grão de trigo polido, processo onde a indústria retira o germe do trigo e a película que reveste o grão. Esse processo é feito para a farinha ter mais tempo de vida de prateleira, isso é, demora mais para estragar.
Porque o pão integral é melhor para a saúde.
O pão integral tem na sua composição vitaminas e minerais importantes para o funcionamento do nosso organismo, como a Vitamina B1 que é importante para nutrir as células dos músculos e do sistema nervoso; a Vitamina B2 que é muito importante para o desenvolvimento e renovação das células; a Vitamina E, que está presente no germe do trigo, e é um nutriente importante no retardamento do envelhecimento celular. O trigo integral ainda contém minerais como o cálcio, o magnésio e outros. Outro ponto importante é a riqueza de fibras, que vai ajudar no funcionamento intestinal e na eliminação de resíduos de gordura da digestão presentes no intestino.
O pão integral tem um tempo de liberação das moléculas de açúcar de forma mais lenta, o que chamamos de baixo índice glicêmico. Isso é bom para os diabéticos, para evitar picos de elevação da glicemia após a ingestão do pão branco.
O pão branco é mais calórico?

A proporção de amido presente em 100 gramas de farinha branca é maior do que o amido presente em 100 gramas da farinha integral, o que deixa o pão branco com uma concentração maior de carboidrato.
Como saber se o pão é integral de verdade?
Existem muitos tipos de pães fabricados apenas com a adição de uma porção de farelo de trigo, o que vai enriquecer o pão com as fibras, mas o pão fica sem a presença do germe do trigo. Então para ser considerado integral, o pão tem que ter a presença de todos os componentes do grão de trigo original, que é a película mais o germe do trigo.
O ideal é que toda embalagem tivesse o rótulo com a composição dos ingredientes que foram utilizados na sua composição. Se tiver apenas a adição de farelo, não dá para ser considerado pão integral, mas sim pão enriquecido com fibra.
Um é mais fácil de digerir que o outro?
O pão branco é digerido mais rapidamente, o que não significa que seja uma coisa boa, pois a liberação de glicose para o sangue também é feita de uma forma mais rápida. Então se a gente pensar no benefício é preferível a digestão mais lenta do pão integral. Agora é bom lembrar que os pães precisam estar bem assados e conservados em embalagens que preservem suas propriedades nutritivas. Não é bom embalar em plástico o pão ainda quente, pois a embalagem vai suar e deixar o pão molhado.
Quero emagrecer, preciso deixar de comer pão? 
Quem precisa emagrecer deve pensar na alimentação como um todo. Não precisa deixar de comer pão, mas vai precisar reduzir a quantidade de pão que está acostumado a comer. Essa recomendação vale para a redução do açúcar, redução na quantidade de sucos que apesar de saudáveis são concentrados em açúcar, eliminar as frituras. Não precisamos colocar o pão como vilão, mas rever nossos hábitos de atividade física e também nossa rotina alimentar.