quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O abismo chamado hipocrisia


Um dos predicados que Jesus mais usou para (des)qualificar as pessoas durante seu ministério terreno foi “hipócrita”. Era o adjetivo principal que Ele utilizava para se referir aos escribas e fariseus, por exemplo. Nas minhas leituras da Bíblia acabei atentando para essa palavra e acabei me entregando à reflexão acerca da hipocrisia. E tenho pensado tanto sobre a minha hipocrisia quanto a das pessoas que me cercam. Não se espante de eu dizer “a minha”, porque quando se é honesto consigo mesmo é impossível não reconhecer que todos temos um pouco (ou muito) dela. Uns mais, outros menos, mas todos temos nossa dose desse mal, nem que seja em nome do bom convívio social. Não virar a mão na cara de uma pessoa que você sabe que está mentindo para você e ficar sorrindo para ela não deixa de ser um ato hipócrita, se você parar para pensar. Então, eu e você temos nossa cota de hipocrisia, admitamos. Afinal, não admitir isso seria… hipocrisia.


“Hipocrisia” vem do grego hupokrisía, vocábulo que tem o sentido de “alguém que desempenha um papel”. Ou seja, em resumo, hipocrisia tem a ver com fingimento. É uma coisa meio teatral, quando você finge ser, sentir ou pensar algo que não condiz com a realidade. Mas, mesmo sendo uma característica tão presente no ser humano como qualquer outro pecado, preciso reconhecer que ultimamente tenho visto tanta hipocrisia que chega a gerar em mim uma certa repulsa.


Algo que detectei no trato com pessoas que têm agido de forma hipócrita é que há quatro estágios de reação da sua parte quando você se depara com um ato de hipocrisia perpetrado por alguém que você conhece e com quem se preocupa:


1. Revolta
2. Exortação
3. Conformismo
4. Anestesia (esta geralmente vem acompanhada de um consequente afastamento).


É mais ou menos assim que ocorre quando alguém por quem você se importa embarca num comportamento hipócrita perene: primeiro você se revolta, acha um absurdo. “Como fulano consegue ser tão fingidor?! Como ele aguenta viver assim?!”. Depois vem a fase da exortação, quando você tenta chamar a pessoa à responsabilidade, faz o que está ao seu alcance para que ela abandone seus atos hipócritas e que vão acabar por machucá-la ou machucar terceiros, aconselha, fala, adverte, alerta para os problemas que aquilo causará. Mas, no instante em que você percebe que de nada adiantou admoestar e que a pessoa persiste em sua trajetória de hipocrisia, começa a etapa do conformismo. “É… fulano escolheu ser hipócrita mesmo, fazer o que, né?! Deixa estar”. Por fim, chega a anestesia. É quando você já se esforçou tanto e fez tudo o que estava ao seu alcance para libertar a pessoa com quem você se importa dos grilhões de seu fingimento que literalmente fica exausto. E percebe, enfim, que a pessoa tomou a decisão definitiva: viver a hipocrisia até o fim. É quando você desiste.


Infelizmente, isso acaba despertando em você uma boa dose de asco por tamanho fingimento, a ponto de te deixar meio anestesiado ao fato – talvez como uma casca protetora para proteger você de sentir o sentimento ruim que está sentindo. Se você assistiu ao filme Pink Floyd – The Wall vai entender um pouco do que estou falando: você se torna Comfortably Numb. É nessa hora que você larga a mão de quem insiste em pular no abismo e deixa pra lá. Como se dissesse: “Você persiste nessa atitude? Então quer saber? Azar o seu, colha os frutos amargos das suas ações”. Nesse ponto se dá a ruptura e a gente simplesmente sai de cena, entregando o ente querido à propria sorte. “Que Deus o ajude”, é o que resta dizer. E vamos cuidar da vida, esperando só o dia em que chegarão as inevitáveis notícias dos desastres ocorridos por causa daqueles persistentes atos hipócritas (é claro que oramos muito pedindo a Deus que isso não ocorra, mas é como a Bíblia diz: “Quem semeia corrupção na carne colhe corrupção na carne”. É inevitável.). Ou você acha que uma hipocrisia perene não traz infelicidade ao hipócrita? Ou você acha que hipocrisia passa impune?


Todos somos hipócritas, logo, não serei eu a atirar a primeira pedra. Mas há uma grande diferença entre os tipos de pessoas que praticam a hipocrisia: há o hipócrita que percebe suas escorregadas e se corrige e o hipócrita que, por mais que você advirta, persiste em levar adiante seu erro. Só que Deus não nos chamou para sermos hipócritas. E se você percebe que está vivendo atrás de máscaras, sorrindo quando queria chorar, dizendo “sim” quando deveria dizer “não”, fingindo ser quem você não é… meu irmão, tome uma atitude. Por quê?


Porque senão o seu modo de proceder em nada será diferente do modo dos escribas e fariseus que Jesus tanto condenou. E a quem chamou de sepulcros caiados.


Paz a todos vocês que estão em Cristo.


Maurício Zágari

O que é beleza?


O que é belo para Jesus não vai parar na capa da Vogue


"Ao contrário, esteja no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranquilo, o que é de grande valor para Deus." 1 Pedro 3:4


Beleza tem um custo. Entre cremes para rugas, pomada para manchas da idade e tinta para cabelos grisalhos, meu carrinho transborda de produtos de beleza que eu não posso pagar. Beleza interior tem um custo também. À medida que fico mais velha e a guerra da beleza torna-se mais declarada, me pego fazendo perguntas sobre a beleza. O que significa ser bonita? Quem define a beleza?

Redefinindo a beleza
Homens, o que é beleza para vocês? Em que ponto uma mulher bonita que prende o seu olhar se tornam velhas ou desgastadas o suficiente para perder esse rótulo? Maridos, a sua esposa tem se tornado mais bonita para você à medida que você a vê imitando Jesus? A beleza não começa ou termina com a mera idade, roupas, ou habilidade de estimular os sentidos.


Considere uma mulher que é, em sua beleza, mais parecida com Jesus do que com uma modelo da Victoria’s Secret. Se Deus amorosamente instrui as mulheres a se embelezarem de dentro para fora, você deve certamente considerar que a beleza de uma mulher tem origem, e emana, de seu coração. Um coração vivificado por Jesus é algo bonito de fato.

Jesus = Beleza
A beleza tem mil faces. É difícil defini-la objetivamente. Qualquer coisa bonita reflete a glória de Deus de alguma forma e nos inspira à adoração. Com essa descrição em mente, o objeto mais óbvio de beleza que vem à mente é Cristo. Ele define e demonstra a verdadeira beleza. E não porque ele era agradável aos olhos… Seu amor e serviço sacrificiais, seu coração humilde e sua justiça são a fonte de sua beleza. Porque ele é bonito, nós podemos ser também. Nossa habilidade de ter a beleza interior custou a vida de Jesus.

Dirija-se à pessoa escondida no coração
Assim como nós algumas vezes perguntamos a nossos amigos ou marido se nós estamos bonitas, nós deveríamos fazer para Jesus a mesma pergunta. Ele é fiel às constantes transformações internas de suas filhas. Ele vai responder. Em um daqueles momentos especialmente complicados em que me senti feia depois de uma semana difícil com a minha família, clamei a Deus e perguntei de que forma ele queria que a sua beleza se manifestasse na minha vida. A resposta? Alegre serviço e gentil correção.


Servir aos outros pode ser uma bela demonstração de piedade na vida de uma pessoa. Mas também pode ser um disfarce piedoso para a murmuração e um coração amargo que quer que os outros pensem o melhor sobre si. Ao se dirigir à pessoa escondida em meu coração, Deus quer que eu pare com a falsa beleza e alegremente sirva com disposição àqueles que ele trouxe para a minha vida.


Palavras duras facilmente brotam de meus lábios. Há uma certa sensação de poder e controle que vem ao corrigir meus filhos desobediente em um tom mais duro. Deus continua a me lembrar carinhosamente que é a bondade dEle que me leva ao arrependimento (Romanos 2:4) e que a bondade ao corrigir o outro é um belo espetáculo de se ver.


Como Deus deseja ver a sua beleza brilhando em nossas vidas? Nosso amor pela beleza deve nos levar a desejar aquilo que é verdadeiramente bonito. A beleza flui de um coração arraigado na beleza de Cristo. Na próxima vez que você for tentada a se comparar com uma top model de capa de revista, lembre-se das palavras do Senhor a Samuel, a milhares de anos atrás, e que ainda valem para os dias de hoje: 


“O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração.” 1 Samuel 16:7


Jennifer Smidt | Traduzido por Marianna Brandão | iPródigo.com | Original aqui

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Natal, uma festa injusta?

(adaptado do texto do Pr. Márlon Hüther Antunes)


“Bom é render graças ao Senhor, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo, anunciar de manhã a tua benignidade, e à noite a tua fidelidade”
(Salmos 92:1-2)


As vésperas de mais um Natal, as pessoas correm freneticamente para os últimos preparativos da ceia, compram presentes, reúnem familiares e amigos; uma festa para se gastar o que durante o ano todo não se gastou, afinal é natal! Os sentimentos de amor, perdão e bondade das pessoas afloram nestes dias, logo serão esquecidos, uma vez que, restarão só sobras, ressaca, dívidas do cartão de crédito, vazio porque todos já se foram. Assim, o ano novo trará o anonimato da rotina. Pessoas perceberão o quanto estão a sós, enganadas, maculando algo. Então, mais um natal comprovou sua rotina, sem novidades, um desencanto.


Se forem levados em conta apenas estes fatos, então é verdade que o Natal é uma festa injusta, e também, Deus é injusto, pois enquanto alguns recebem os presentes mais doces, outros amargam mesa sem ceia, árvore sem luz e os embrulhos com outros presentes desagradáveis que a vida oferece. O que dizer daqueles que passam num leito hospitalar, longe da família, sem condições financeiras para presentear? Será uma festa injusta, se fundamentarmos o que o papai Noel tem a oferecer, e o pressuposto que ele se utiliza: “Só aos que foram bonzinhos”.


Ainda bem que o Natal não é só isso! Natal não pode ser comprado nem merecido, e se presentes são dados e recebidos, antes de tudo lembram que Deus na sua justiça e misericórdia presenteou a todos, com uma roupagem e maneira simples, nada de shoppings ou mesa farta, mas na simplicidade de uma manjedoura, no nascimento do Emanuel – Deus conosco.


Natal tornou-se vazio, porque ninguém quer parar um pouco, deveria ser antes de tudo um tempo de reflexão, mas quem quer diminuir o ritmo, olhar para sua realidade? Sem a simplicidade de uma criança não há como viver o verdadeiro encanto do Natal, afinal: “quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele” (Lucas 18.17). Através de uma criança Deus enviou o verdadeiro e real presente, útil não só num mês do ano, mas permanente por toda a vida e mais decisivo no final dela.


O Natal pode ser injusto, quando olhamos para nós e vemos que mesmo assim, Deus se compadeceu de todos se presenteando, independente daqueles que podem ter um Natal gordo ou mesmo aparentemente miserável; Será loucura para alguns, salvação para outros (1ª Coríntios 1.18). Todos podem celebrar o mesmo sentido, receber o mesmo presente! Injusto? Injusto é receber um presente e deixá-lo jogado embaixo da árvore de Natal, ignorado, petrificado como o menino Jesus no presépio, guardado em caixas durante o ano! Natal é Deus conosco, tempo de agradecer, tempo de louvar! Feliz Natal!


REFLEXÃO: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lucas 2:14)

Fonte:Bíblia e a Ciência

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Qual é a origem do Arco-Íris?




No dicionário lemos que se trata de um fenômeno atmosférico que se observa, às vezes, no lado oposto ao Sol, quando chove. O arco-íris consiste na formação de um grupo de arcos concêntricos onde se escalonam as cores do espectro solar, devido a fenômenos de refração e reflexão dos raios solares nas gotas de água da atmosfera.
Esse fenômeno físico foi criado por Deus, logo após o dilúvio, como um sinal de que nunca mais a terra ficaria totalmente submersa da forma que ficou (Gênesis 9:13-16). Cada vez que olhamos para um arco-íris podemos lembrar do amor de Deus em salvar a raça humana do dilúvio.
No Novo Testamento também encontramos uma referência ao arco-íris. Está relacionada ao trono de Deus (Apocalipse 4:3, 10:1; Ezequiel 1:26-28). Podemos dizer que “o arco-íris da promessa, circundando o trono de Deus no alto, é um perpétuo testemunho de que ‘Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna’. João 3:16. Ele testifica diante do Universo que Deus nunca abandonará Seus filhos na luta com o mal. É para nós uma garantia de força e proteção enquanto durar o próprio trono.”
Portanto, temos o arco-íris como um sinal, um símbolo de que “a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente” (Primeira carta de Pedro, capítulo um, verso 25). Nós podemos crer que o mesmo Deus que enviou a destruição do Dilúvio e logo após a promessa do arco-íris, nos promete que após a destruição do juízo final dará a vida eterna a todos que nEle crerem. Que possamos estar preparados, pois Cristo logo vai voltar.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Os nossos pecados ainda estão registrados no céu?


A Bíblia ensina que Deus tem nos céu registros da vida dos seres humanos: o livro da vida (Apocalipse 3:5); o livro das Memórias (Malaquias 3:6) e os livros de registro (Apocalipse 20:12). Os pecados dos seres humanos estão registrados em livros; as boas ações também.
Por que chegamos a esta conclusão? Ao estudar o sistema pelo qual era feita a expiação dos pecados na época do antigo Israel pelo Sacerdote no Santuário Terrestre, poderemos entender o que Jesus está fazendo por nós no Santuário Celestial.
“O serviço realizado na terra simbolizava o verdadeiro serviço no céu. O santuário terrestre era uma cópia e uma “sombra das coisas celestes”. Hebreus 8:5. O animal morto simbolizava a Jesus, “o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. João 1:29. Para onde Ele leva nossos pecados? Sabemos que Jesus carregou nossos pecados “em seu corpo”. I Pedro 2:24. Depois Ele foi até o céu, onde ministra como nosso Sumo Sacerdote. E, assim como a intercessão em favor de Israel envolvia a retirada dos pecados deles, levando-os ao santuário, a intercessão de Jesus em nosso favor, no Céu, está fazendo a mesma coisa. “Possuímos tal Sumo Sacerdote, que Se assentou à destra do trono da Majestade nos Céus, como ministro do santuário de do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem”. Hebreus 8:1 e 2.
Quando confessamos nossos pecados, os mesmos são perdoados, retirados de nossa vida e marcados no santuário celeste como tendo sido perdoados – assim como eram simbolicamente colocados no santuário terrestre, onde também eram perdoados. E, como o terrestre, o santuário no céu também será purificado dos pecados que um dia recairão sobre aquele que é responsável por eles – satanás – simbolizado pelo bode emissário. “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs, e o santuário será purificado”. Daniel 8:14. “Era necessário, portanto, que as figuras das coisas celestiais que se acham nos Céus [santuário terrestre] se purificassem com tais sacrifícios [animais], mas as próprias cosas celestiais, com sacrifícios a eles superiores [Jesus]”. Hebreus 9:23”.
Isto não quer dizer que o sacrifício de Cristo não tenha nos purificado de todo o pecado; na cruz do calvário Jesus proporcionou a oportunidade de total purificação à todo aquele que o aceita como Salvador pessoal. Mas se os pecados estão registrados, como então podem estar perdoados? Isto porque ao aceitarmos a Cristo como nosso salvador e nos arrepender dos pecados, temos o perdão acrescentado em nosso nome. Não somos mais culpados. Em seguida, nosso nome é escrito no livro da vida.

Por que as nuvens são brancas?




As nuvens contêm uma grande quantidade de gotículas e pequenos cristais de gelo, que agem como pequenos prismas, decompondo a luz solar nas sete cores do arco-íris: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. As gotas de água são de diferentes tamanhos. O vapor se condensa na forma de gotas em torno de partículas de poeira, fumaça e sal, suficientemente leves para permanecerem suspensas no ar. A grande maioria das gotas tem dimensões microscópicas (na ordem de um milésimo de milímetro). Como há uma grande diversidade de tamanhos, cada gota espalha a luz proveniente do Sol de uma maneira diferente. A luz solar é composta por todas as freqüências do chamado espectro visível (que vai do vermelho ao violeta). Dependendo do seu tamanho, a gota de água espalha uma determinada freqüência. As gotas maiores espalham as baixas freqüências (vermelho, amarelo etc) enquanto as gotas menores espalham as de altas freqüências (azul, violeta etc). A combinação do espalhamento de todas as cores tem como resultado a cor branca. Pode-se verificar isso, quando misturamos tintas com todas as cores do arco-íris.


A “espuma” que aparece na crista das as ondas no mar também é branca devido ao efeito do espalhamento da luz por partículas de água com diferentes tamanhos.


A nuvem fica escura quando as gotas de água se tornam maiores. Neste caso ocorre a absorção da luz incidente e o espalhamento é menor. Quanto mais escura for a nuvem, maiores são as gotas e, portanto, maior a chance de chover.

domingo, 27 de novembro de 2011

Quando “paquerar” é pecado




Se em sua região a palavra “paquera” é pejorativa ou não é muito bem vista, perdoe-nos e aceite esta explicação: usaremos a palavra “paquera”, como é entendida na maior parte do Brasil. (o ato de observar alguém “interessante”, visando uma possibilidade de namoro).
Um sentimento especial
Homem e mulher sentem-se atraídos um pelo outro, algo diferente ocorre, uma certa sensação de conquista, que tem um aspecto interessante: O OLHAR !
Olhos se cruzam, um certo charme “paira no ar”, e aquele sorriso discreto, traz um clima de expectativa e surpresa. Tudo acontece muito intensamente.
Paquera “saudável”
A paquera saudável é aquela onde tudo acontece naturalmente. Você está com um grupo de amigos conversando e de repente, alguém interessante aparece! Você começa a dar uma atenção especial à pessoa. Papo vai, papo vem… e como você está “solteiríssimo(a)” acaba gostando da história.
É o momento para conversar, conhecer o outro, encontrar afinidades, saber seus sonhos e alvos. Mas sempre de uma forma discreta, pura e sem malícia.
Este primeiro momento é decisivo, para continuar ou não com a ideia. Algumas vezes, acontece do outro nem perceber que foi alvo de suas intenções. Numa pequena conversa você já percebe que não daria certo, um namoro entre vocês.
Por outro lado, você também pode se surpreender. A cada momento que o papo se prolonga, o entusiasmo toma conta. Você dá a entender que gostaria de conversar novamente e convida para no próximo Sábado, ir à reunião de jovens da sua Igreja.


A “prejudicial”
Pode um momento tão emocionante como este, ser prejudicial? Deus faz um comentário “preocupante”, sobre o coração do homem, quando fala ao profeta Jeremias:
Jr 17:9-10 : “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá ? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração e provo os pensamentos; e isto para dar a um segundo o seu proceder, segundo o fruto de suas ações.”
O coração do homem é enganoso. Uma coisa simples pode transformar-se em algo negativo, que pode magoar e deixar marcas. Analisando a paquera, à luz de alguns textos e princípios bíblicos, podemos dizer que ela é prejudicial, nestas situações:
1) quando não tem um ideal : desperta expectativas no outro e na hora “H”, pula fora sem assumir o que fez e ainda diz: “Foi uma brincadeira, você é que entendeu mal, você leva tudo a sério…”.
Pv 26:18-19 : “Como louco que lança fogo, flecha e morte. Assim é o homem que engana o seu próximo e diz : fiz isso por brincadeira”.
2) quando há uma intenção impura : quando a pessoa começa a paquera, com o principal pensamento na atração e sedução física, no desejo sexual e na malícia.
Mt 5:27-28 : “Ouvistes o que foi dito: Não adulterarás. Eu porém vos digo : qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela.”
3) quando envolve defraudação : cria-se uma ilusão, desperta-se um desejo físico no outro, que você sabe que não poderá ir adiante, por não ser namorado da pessoa. Isso é o que a Bíblia condena e chama dedefraudação.
1Ts 4:6-7 : “e que nesta matéria, ninguém ofenda, nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus, não nos chamou para a impureza e sim para a santificação.”
Todo o cuidado é pouco
Já dizia o poeta : “a maior covardia de um homem, é despertar o amor de uma mulher, sem a intenção de amá-la.” Esta frase diz respeito aos homens, mas também é valida para as mulheres. Portanto, todo cuidado é pouco.
A sensatez é uma das grandes virtudes. Usar a paquera para enganar, afirmar-se e sentir-se seguro, é covardia e egoísmo. Não condiz com a integridade de alguém que quer levar Deus a sério.
O importante nos contatos e relacionamentos é desenvolver uma amizade sadia. Buscar conhecer o outro sem malícia e “segundas intenções”. Aí sim, valerá a pena !
Pv 15:3 : “O Deus eterno vê o que acontece em toda a parte; ele está observando todos, tanto os bons, como os maus.”(BLH)
Percebeu a responsabilidade? Não adianta querer trapacear. Deus conhece o seu coração e está observando suas atitudes.
Fonte: BibliaWorldNet.