quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Uma aurora completa sobre o céu da Noruega




Auroras raramente atingem menos de 60 quilômetros, e podem variar até 1.000 quilômetros. A luz desse fenômeno lindo resulta de elétrons energéticos e prótons acertando moléculas na atmosfera da Terra.
Frequentemente, quando vista do espaço, uma aurora completa é exibida como um círculo em torno de um dos polos magnéticos da Terra. [NASA]

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Inscrição em pedra é projeto da Torre de Babel



A forma original da estela

Especialistas que analisaram uma inscrição de 2.600 anos dizem que ela é uma espécie de placa comemorativa da inauguração da Torre de Babel, com detalhes do projeto celebrizado pela Bíblia.


A conclusão está num novo livro de título indigesto, “Cuneiform Royal Inscriptions and Related Texts in the Schoyen Collection” (“Inscrições Reais em Cuneiforme e Textos Relacionados da Coleção Schoyen”).


Martin Schoyen é um empresário norueguês, dono de uma coleção de antiguidades que inclui, entre outras coisas, inscrições em cuneiforme (difícil sistema de escrita do antigo Oriente Médio) feitas a mando dos reis da Mesopotâmia, no atual Iraque.



Entre essas inscrições está a estela –essencialmente um poste de pedra– erigida quando Nabucodonosor 2º governava a Babilônia, entre 605 a.C. e 562 a.C. Coberta com textos e desenhos, a estela relata a construção de uma obra que, se fosse egípcia, teria porte faraônico.


TERRA E CÉU
Seu nome era Etemenanki. Em sumério, idioma que já era arcaico nos tempos de Nabucodonosor 2º, a palavra significa “templo das fundações da terra e do céu”. E o rei da Babilônia carrega nas tintas propagandísticas ao descrever como construiu a estrutura, cuja altura, segundo relatos posteriores, chegava a mais de 90 m.


“[Para construí-la] mobilizei todos em todo lugar, cada um dos governantes que alcançaram a grandeza entre todos os povos do mundo. Preenchi a base para fazer um terraço elevado. As estruturas construí com betume e tijolo. Completei-a erguendo seu topo até o céu, fazendo-a brilhar como o Sol”, diz a inscrição na pedra.


O templo era dedicado ao deus Marduk, patrono da dinastia de Nabucodonosor.


ZIGURATE
A estrutura, que lembra um pouco uma pirâmide com degraus, encaixa-se na categoria dos zigurates, comum na arquitetura dos templos da antiga Mesopotâmia.


A equipe liderada por Andrew George, especialista em babilônio do University College de Londres, publicou pela primeira vez a descrição detalhada da estela no livro.


Para eles, a probabilidade de que o zigurate gigante tenha sido a inspiração para o relato bíblico da Torre de Babel é considerável. Para começar, já se sabia que “Babel” (“A Porta do Deus”) é apenas o nome dado pelos antigos hebreus à Babilônia.


Em segundo lugar, foi Nabucodonosor 2º o responsável por destruir o último reino israelita independente, o de Judá, arrasando o templo de Jerusalém e deportando milhares de pessoas da terra de Israel para a Babilônia no ano 586 a.C.


Os deportados israelitas, portanto, teriam tido a chance de ver de perto a maior das obras de seu opressor, justamente no período em que, segundo a maior parte dos estudiosos atuais, o texto da Bíblia estava sendo editado e consolidado no exílio.


A inspiração para a história do rei que tentou construir uma torre até o céu, portanto, teria vindo nessa época.


Se a hipótese de George e seus colegas estiver correta, a imagem na estela é a mais antiga representação da Torre de Babel, que acabaria inspirando inúmeros artistas da Idade Média até hoje. Uma identificação definitiva, contudo, é difícil de provar sem evidências mais diretas.


Reinaldo José Lopes - Folha.com

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O Espírito Santo e o Trono


Como explicar o fato de que o trono apocalíptico é chamado apenas de “trono de Deus e do Cordeiro” (Apoc. 22:1 e 3), sem qualquer alusão ao Espírito Santo?


Um dos argumentos mais comuns contra a doutrina da Trindade é a alegação de que o livro do Apocalipse não apresenta qualquer alusão a um “trono” do Espírito Santo. Para entendermos essa questão, é importante considerarmos primeiro o significado do “trono” de Deus nas Escrituras. Quase todos os textos bíblicos falam desse “trono” no singular. Por exemplo, o profeta Isaías teve o privilégio de ver “o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono” (Isa. 6:1; ver também Sal. 9:7; Apoc. 4:2; 22:1 e 3; etc.). Mas, alguns textos mencionam a existência de “tronos” nas cortes celestiais, especialmente quando outros seres celestiais participam de uma sessão de julgamento. Por exemplo, o profeta Daniel diz que continuou olhando “até que foram postos uns tronos” no Céu (Dan. 7:9). Também o apóstolo João afirma ter visto em visão “tronos” sobre os quais se assentavam “aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar” (Apoc. 20:4).


As visões e descrições de Deus assentado em Seu trono revelam, primariamente, Sua soberania e majestade sobre o Universo. Por exemplo, no Salmo 45:6, é dito: “O Teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de eqüidade é o cetro do Teu reino.” Mas, em muitos casos, Deus Se assenta em Seu trono para julgar as nações. Um exemplo disso, é encontrado no Salmo 9:7 e 8: “Mas o Senhor permanece no Seu trono eternamente, trono que erigiu para julgar. Ele mesmo julga o mundo com justiça; administra os povos com retidão.” Outra cena judicial, já mencionada, aparece em Daniel 7:9 e 10, onde é dito que “foram postos uns tronos, e o Ancião de dias Se assentou”, e que “assentou-se o tribunal, e se abriram os livros”. Independentemente da ocasião e das circunstâncias envolvidas, a expressão “trono”, quando usada em relação a Deus, geralmente possui conotação mais funcional do que essencial.


É interessante observarmos que Cristo exerce ao mesmo tempo os ofícios sacerdotal e real em Seu trono. Já, em Zacarias 6:13, encontramos a seguinte profecia messiânica: “Ele mesmo edificará o templo do Senhor e será revestido de glória; assentar-Se-á no Seu trono, e dominará, e será sacerdote no Seu trono; e reinará perfeita união entre ambos os ofícios.” Como rei, Cristo exerce também a função de juiz. Em João 5:22, é dito: “E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento”. Portanto, é plenamente evidente que Cristo deva compartilhar com o Pai o trono do Universo.


O Espírito Santo, por Sua vez, exerce funções diferentes nos planos divinos. Entre elas, estão as de representar a Deus no Universo (Sal. 139:7-12), convencer os seres humanos “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16:8), glorificar a Cristo (João 16:14), derramar “o amor de Deus” no coração dos crentes (Rom. 5:5), edificar internamente a igreja (I Cor. 12) e capacitá-la para o testemunho (Atos 1:8). Mesmo depois da final erradicação do pecado, o Espírito Santo continuará exercendo a função de Mantenedor do Universo (cf. Gên. 1:2). Não é de surpreender, por conseguinte, que Ele não seja mencionado como soberano ou juiz sobre o trono do Universo.


Alguns indivíduos não se constrangem em usar a expressão “trono de Deus e do Cordeiro” (Apoc. 22:1 e 3) para alegar que, como o Espírito Santo não aparece nesse trono, Ele não pode ser considerado uma Pessoa divina. Mas esse tipo de argumento envolve pelo menos dois problemas fundamentais: Primeiro, ele desconhece a conotação funcional da expressão “trono”, que descreve mais o status e o ofício de Deus do que Sua natureza essencial. Em segundo lugar, esse argumento está baseado em uma espécie de raciocínio generalizante, sugerindo que alguém só existe se for mencionado em todas as alusões aos demais componentes de seu grupo de pares. Neste caso, se o nome do Espírito Santo não aparece sempre que o Pai e o Filho são mencionados juntos, então, o Espírito Santo não pode ser considerado parte da Divindade.


Na Bíblia encontramos vários textos que mencionam ao mesmo tempo o Pai, o Filho e o Espírito Santo (ver Isa. 48:16; Mat. 28:19; Luc. 3:21 e 22; I Cor. 12:4-6; II Cor. 13:13; Efés. 4:4-6; Tito 3:4-7; etc.). Embora o Espírito Santo não seja mencionado explicitamente em Apocalipse 22:1 e 3 com o Pai e o Filho no trono do Universo, esse fato jamais deveria ser usado para invalidar os demais textos bíblicos que mencionam o Espírito Santo como exercendo funções distintas do Pai e do Filho.


Texto de autoria do Dr. Alberto Timm publicado na Revista do Ancião (abril – junho de 2006)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Onde estava Daniel quando seus três amigos foram jogados na fornalha de fogo?


Por que Daniel não é mencionado na narrativa, é uma pergunta que não se pode responder. Não se sabe se estava doente, ou ausente em alguma missão importante. Alguns estudiosos têm conjeturado que por causa do embaraço por ter rejeitado a mensagem do sonho, o rei dispôs ter Daniel ausente em importantes negócios da coroa. Contudo, de uma coisa podemos estar seguros: tivesse a prova chegado até ele, e Daniel permaneceria tão firme como os seus três companheiros.
É provável que, a fim de preservar a Daniel daquela situação, (pois o rei o estimava muito) Nabucodonosor o tivesse enviado para cuidar de seus negócios.
Nós, cristãos do século 21, temos que seguir esse exemplo de fidelidade a Deus manifestado pelos três amigos de Daniel. Mesmo que nossa vida esteja em risco, devemos escolher permanecer ao lado de Deus. Este tipo de fé só se desenvolve pela comunhão constante com o Criador. Que a nossa disposição seja a mesma de Pedro e os demais apóstolos: … antes, importa obedecer a Deus do que aos homens. (Atos 5:29)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

As respostas de Deus para perguntas difíceis

Onde Deus estava quando isso aconteceu comigo?
Ele estava lá e Ele vê tudo (Pv 15:3)

Ele não se importou?
Sim, Ele se importou e continua se importando (Na 1:7; 1 Pe 5:6-7)

Como um Deus amoroso pôde permitir que algo assim acontecesse?
Deus deu à sua criação a liberdade de escolher. Ele não criou as pessoas para serem marionetes.( DT 30:15-20)

O Senhor entende como eu me sinto?
Sim, mais do que qualquer outra pessoa. (Isaías 53:3; Hb 4:15)

Posso me recuperar?
Todas as coisas são possíveis para Deus. (Mt 19:26)
Ele deseja curar você. (Jr 17:14)

Como posso ser curado?
Confiando que Deus é fiel em cumprir sua palavra.(Sl 18:25)

Por onde começo?
Deus ouve você - Confesse sua mágoa (Sl 34:17-18), coloque a mágoa nas mãos Dele (1Pe 5:7), e perdoe a pessoa que magoou você (Cl 3:13).

Não é difícil perdoar?
Sim, é difícil perdoar. No entanto, Deus capacitará você a obedecer aquilo que Ele ordenou. ( 1Ts 5:24), compreenda que Deus perdoou você. ( Ef 4:32)

O que devo fazer, então?
Não se vinge - Deus tratará da pessoa que ofendeu você. (Rm 12:19).
Não guarde rancor - Prossiga com sua vida (Is 43:18-19).
Procure o bem que resultará dessa situação difícil ( Rm 8:28)

Quando serei curado?
A cura de mágoas profundas leva tempo (Ec 3:3).
Nesse processo, é preciso encarar o mal que foi feito ( Sl 51:6); reconhecer os seus sentimentos ( Ec 3:4-8); Aplicar a verdade de Deus expressa em Sua palavra( Sl 107:20).

Texto extraído da Bíblia da Mulher no quadro da pág. 1024pelo Site Bíblia e a Ciência.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Forever Alone


Quem tem internet (e usa) provavelmente já conhece o tal ‘Forever Alone’, uma piadinha de internet que é a personificação da pessoa solitária. 


Em todas as situações, ele está sozinho. Mais do que isso: quem está sozinho é um ‘Forever Alone’. Se você nunca ouviu falar, dá uma pesquisada no Google e depois volta aqui. Pronto.

Será que a Palavra de Deus fala algo a respeito de solidão? Será que nós, usuários da internet, essa enorme multidão de pessoas solitárias, podemos aprender algo sobre esse assunto na Bíblia?

Foi pensando nisso (em um momento bem solitário) que resolvi tentar escrever essa série de pequenas reflexões a respeito da solidão à luz da Bíblia. Se você é uma pessoa solitária, não fique com medo: a ideia não é fazer um monte de piadinhas sobre o fato de você estar só. Sei que é um assunto sério, então vou tentar tratar de forma (mais ou menos) séria.

Então, pra começar colocando as coisas numa perspectiva Bíblica, vamos ler alguns textos:

“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e Ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco).” (Mateus 1:23 e Isaías 7:14)

Jesus Cristo é a plena revelação de Deus. Em Hebreus 1:1-2 aprendemos que Deus revelou-se de várias formas no passado, mas, nos últimos dias, revelou-se por meio de Jesus, o Filho de Deus, o Deus-homem, semelhante a nós. Anunciando a vinda do Messias, o nome que Deus escolheu foi esse: ‘Deus conosco’. A ideia central do Evangelho é que o perfeito Filho de Deus morre em nosso lugar e, assim, não precisamos mais sofrer a merecida condenação pelos nossos pecados. E parte dessa missão do Filho é também uma das características do nosso Deus: Deus conosco. Deus aqui, durante a encarnação, sofrendo as mesmas dores e dificuldades que nós, sendo tentado, passando frio, fome e dor. Mas Deus não esteve “conosco” somente durante a encarnação.


“E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.” (Mateus 28:20)

Como o C. S. Lewis disse uma vez, temos somente duas alternativas: ou Jesus é um louco varrido, que mentia e enganava todo mundo o tempo todo e formou um grupo de gente mais louca do que Ele, malucos dispostos a enfrentarem a morte por causa de um monte de mentiras sem o menor sentido… ou Jesus é Deus e falou a verdade em tudo o que Ele disse.

Se Jesus é Deus e falou a verdade, então temos o dever de confiar nessa promessa. Podemos estar sem a companhia de outras pessoas, podemos não ter a companhia que gostaríamos de ter, mas Jesus continua conosco, todos os dias. Não estamos sozinhos quando estamos sozinhos.

Se você se sente solitário, mesmo ‘sabendo’ dessas coisas, você não está sozinho nisso. O texto de 1 Pedro 5:9 nos ensina que sofrimentos iguais aos nossos estão acontecendo com os nossos irmãos ao redor do mundo. No entanto, temos que lutar contra a incredulidade, da mesma forma que lutamos contra outros pecados. Em João 14:1, vemos Jesus nos dizendo ‘Acreditem em mim’ e, em Marcos 9:24, vemos Quem é o único que pode nos ajudar na luta contra a incredulidade.

Da mesma forma que lutamos contra nossa tendência pecaminosa à lascívia, à preguiça, à mentira, à inveja, temos que lutar contra a nossa incredulidade. Temos que crer em Deus quando Ele diz de Si próprio que é Deus Conosco, devemos acreditar em Jesus quando Ele promete estar conosco todos os dias. Aquilo que cremos molda tudo o que somos.

Daniel Torres Cavalcante – Nisso Pensai