sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Indústria da Religião - Principais negócios do mercado evangélico


Mercado bilionário crescente, mas ainda pouco estudado, o segmento de produtos cristãos movimenta estimados R$ 12 bilhões por ano no Brasil, segundo cálculos de Mário René, professor de Ciências do Consumo Aplicadas na ESPM e doutor em teologia prática.

Grande parte desses negócios é destinada principalmente aos evangélicos, que crescem em número e em importância econômica no país.

Em paralelo, algumas igrejas evangélicas adquirem espaços milionários na grade de TV aberta brasileira e tomam parte em empreitadas que vão desde a construção de grandes templos até participação em empresas de engenharia e de telecomunicações.

Conheça abaixo alguns dos elementos que compõem esse mercado:

TEMPLO DE SALOMÃO

Um terreno de 28 mil metros quadrados - área superior à do Parque Buenos Aires, em São Paulo - vai abrigar o Templo de Salomão, a maior construção da Iurd (Igreja Universal do Reino de Deus).

Trata-se de uma reprodução de um histórico templo israelense, que está em fase inicial de construção na Avenida Celso Garcia, no Brás (zona leste de São Paulo). Terá, segundo material de divulgação da própria Iurd, altura equivalente a um prédio de 18 andares, poderá abrigar até 10 mil pessoas sentadas e custará entre R$ 300 milhões e R$ 350 milhões.

O recurso virá de fiéis e "admiradores" do projeto, também de acordo com a Igreja Universal.

TELECOMUNICAÇÕES E MÍDIA

Igrejas e pastores evangélicos detêm dezenas de concessões de emissoras e rádios de TV, além de participação na mídia impressa - um exemplo é a Folha Universal, jornal semanal da Iurd com tiragem declarada de 2,3 milhões de exemplares.

Mas o mais proeminente negócio midiático relacionado aos evangélicos é a Rede Record, controlada desde 1989 por Edir Macedo, fundador da Universal.

Embora tanto a igreja como o grupo midiático sejam do mesmo dono, a Record diz que não sofre interferências da igreja, que é considerada apenas "um cliente" pela emissora.

As evangélicas também adquirem cerca de 130 horas semanais nas grades de algumas das principais emissoras de TV abertas do país - RedeTV!, Record, Band e Gazeta.

Relatos na imprensa dão conta de que o SBT negocia a venda de seu horário da madrugada para a Igreja Mundial; a assessoria da emissora diz que não há nada confirmado.

PRODUTO DE CONSUMO

A Assembleia de Deus oferece dois tipos de cartão de crédito, o Missionário e o Gold, este último dono de um perfil próprio no Twitter. A Igreja Internacional da Graça de Deus lançou o seu cartão de crédito Igreja da Graça. São exemplos de produtos destinados especialmente para o público evangélico.

A empresa Z3, do interior de São Paulo, se especializou em atender esse público, com livros e jogos infantis com histórias religiosas. "Nossa rede tem crescido, então acredito na expansão desse mercado", diz Kátia Vieira, funcionária da Z3. "Todos os dias recebemos clientes novos, quase exclusivamente do público evangélico. Estão sempre à procura de coisas novas."

RUA ESPECIALIZADA

Uma pequena ladeira no Centro de São Paulo se tornou um ponto de encontro de consumidores e fornecedores de produtos cristãos. A Rua Conde de Sarzedas tem dezenas de lojas especializadas, que oferecem de Bíblias e CDs a jogos infantis, óleos de unção, produtos com frases que remetem a Deus e pacotes de viagem.

É ali que a cantora Mara Maravilha mantém uma loja, que vende seus CDs e DVDs de música gospel. No andar de cima da mesma galeria, funciona a Terra Santa Viagens, que fecha cerca de uma caravana por mês (com cerca de 50 pessoas) para turismo em cidades como Jerusalém, em Israel, e Belém, na Cisjordânia.

"A procura tem sido constante", diz Fernanda, uma das funcionárias. O principal público, ela acrescenta, é o evangélico.

FEIRAS SETORIAIS

O empresário Eduardo Berzin Filho trabalha há 15 anos para o público evangélico, com a produção de revistas, sites e programas de TV. Há dez anos, lançou a ExpoCristã, que levou, segundo ele, 160 mil visitantes em 2010 ao centro de eventos do Anhembi, em São Paulo.

O evento reuniu atrações da música gospel, exposição de arte cristã e a venda de livros, produtos especializados e mobiliário para templos. A edição de 2011 da ExpoCristã está marcada para setembro.

Evento semelhante é realizado há sete anos em Curitiba por Jôfran Alves, que com sua esposa criou a ExpoCristo. A edição mais recente ocorreu em julho, também com atrações musicais, editoras, gravadoras, e até empresas que prestam serviço de segurança para templos. A ideia é atender bem a um "público que consome de tudo", como o cristão, segundo Alves.

MERCADOS FONOGRÁFICOS E EDITORIAL

Há poucos dados disponíveis sobre os segmentos de livros evangélicos e de música gospel, mas há indícios de crescimento e alta no consumo.

A CBL (Câmara Brasileira do Livro) diz que a produção de livros religiosos cresceu 39,2% em 2010 em comparação com número anterior, dado que inclui livros católicos - o crescimento, inclusive, foi puxado por um livro do padre Marcelo Rossi.

A CBL não tem dados específicos sobre o mercado editorial evangélico, mas percebe crescimento.

"Nossa percepção é de que o público evangélico tem grande participação, e é crescente", diz à BBC Karine Pansa, presidente da Câmara. "Isso se dá pela cultura de ter uma bíblia para cada pessoa, de ter bíblias específicas, e pela vontade que esse público tem de aprender."

Sobre o mercado fonográfico gospel, a Associação Brasileira de Produtores de Discos diz não ter dados específicos, mas alguns dados confirmam a força do segmento.

Aline Barros, uma das mais conhecidas cantoras gospel, contabiliza 3,6 milhões de acessos em seu canal no YouTube. Damares, outro nome famoso desse mercado, vendeu 170 mil cópias de seu último CD e recebeu discos de ouro e platina. André Valadão tem nove CDs e cinco DVDs gravados em sete anos de carreira solo.

SERVIÇOS DE APOIO

Para amparar a construção de templos e sua gestão, foram criadas empresas e entidades que prestam serviços especializados.

Algumas têm elos com as próprias igrejas - caso do Engiurd, o Departamento de Engenharia da Igreja Universal do Reino de Deus, criado para "otimizar recursos em nossos processos de construção, reforma e manutenção de templos", segundo o site da empresa.

Outras entidades prestam serviços para diferentes congregações. É o caso da Sepal (Servindo aos Pastores e Líderes), que ensina técnicas de liderança e gestão de negócios para pastores e líderes religiosos e comunitários, além de realizar pesquisas para identificar regiões "com necessidades missionárias e sociais" que podem ser atendidas por congregações.

Fonte:BBC Brasil

“Rendam graças ao Senhor por Sua bondade e por Suas maravilhas para com os filhos dos homens!” Salmo 107:15


Na manhã do dia 10 de janeiro de 1948 o húngaro Marcel Sternberger entrou no trem habitual das 9h09, em Long Island, Nova York. De repente, decidiu visitar Laszlo Victor, um amigo húngaro que morava no Brooklyn e estava doente. Assim, no Parque Ozone, Sternberger trocou de metrô para ir ao Brooklyn, foi à casa de seu amigo e ficou lá até o meio da tarde. Depois tomou o metrô para seu escritório na Quinta Avenida, em Manhattan. A seguir, a incrível história de Marcel.


"O vagão estava lotado e não parecia haver a menor chance de eu me sentar. Mas quando entrei, um senhor sentado perto da porta levantou-se subitamente para sair e eu tomei seu assento.


Os traços do homem à minha esquerda me chamaram a atenção. Ele provavelmente beirava os 40 anos, e quando levantou o olhar, parecia haver em seus olhos uma expressão de dor. Ele lia um jornal húngaro e algo me compeliu a dizer-lhe em húngaro: “Espero que não se importe se eu der uma olhada no seu jornal.”


O homem pareceu surpreso por alguém falar com ele em sua língua nativa. Mas apenas respondeu educadamente: “Pode lê-lo agora. Terei tempo mais tarde.”


Durante a meia hora que durou a viagem à cidade, conversamos muito. Ele se chamava Bela Paskin. Era estudante de direito quando começou a II Guerra Mundial, e então os alemães o enviaram à Ucrânia. Foi capturado pelos russos, que o forçaram a trabalhar enterrando alemães mortos. Depois da guerra, ele andou centenas de quilômetros a pé até chegar a sua casa em Debrecen, uma grande cidade no leste da Hungria.


Quando foi ao apartamento onde antes moravam seus pais e irmãos, só encontrou estranhos morando lá. Foi então ao segundo andar, ao apartamento que antes era seu e de sua esposa. Também estava ocupado por estranhos. Ninguém ouvira falar de sua família. Ao sair, cheio de tristeza, um garoto correu até ele chamando: “Tio Paskin, tio Paskin!” A criança era filho de seus antigos vizinhos.


Ele foi à casa do garoto e conversou com seus pais, os quais lhe contaram que os nazistas haviam levado sua esposa e toda a família dele para Auschwitz, onde morreram. Paskin perdeu as esperanças.


Poucos dias mais tarde, triste demais para permanecer na Hungria, saiu novamente a pé, cruzando fronteira após fronteira até chegar a Paris. Conseguiu imigrar para os Estados Unidos apenas três meses antes de eu conhecê-lo.


Durante toda a conversa, parecia haver algo de familiar nesta história. Uma jovem senhora que eu conhecera recentemente na casa de amigos também era de Debrecen. Ela estivera em Auschwitz e de lá havia sido transferida para trabalhar em uma fábrica de munição.


Seus parentes morreram todos nas câmaras de gás. Mais tarde, foi liberta pelos americanos e veio aos Estados Unidos no primeiro navio de imigrantes, em 1946.


A história dela me comoveu tanto que resolvi anotar seu endereço e telefone, com o intuito de convidá-la para conhecer minha família, e assim ajudar a aliviar o terrível vazio de sua vida.


Parecia impossível haver qualquer conexão entre essas duas pessoas, mas, ao me aproximar de minha estação, folheei ansioso minha agenda de endereços. Então lhe perguntei se o nome de sua esposa era Marya.


Ele empalideceu. “Era! Como sabe?”


Agarrei-o pelo braço, descemos na estação seguinte e procuramos um telefone. Disquei o número dela, o telefone chamou várias vezes e, por fim, Marya Paskin atendeu.


Apresentei-me e lhe pedi para descrever seu marido. Ela o descreveu e quando lhe perguntei se já havia morado em Debrecen, ela me deu o endereço. Pedi-lhe que aguardasse na linha, me virei para Paskin e perguntei: “Você e sua esposa moravam em tal e tal rua?”


Ele tremia todo e disse que sim. “Tente se manter calmo, pois um milagre está para acontecer com você. Pegue o telefone e fale com sua esposa!”


Seus olhos brilhavam em lágrimas. Pegou o telefone, ouviu por um momento a voz da esposa, e então disse: “Aqui é o Bela! Aqui é o Bela!” e começou a balbuciar histérico.


Peguei o telefone de suas mãos e disse a Marya: “Fique onde está. Estou enviando seu marido a você.”


Bela chorava como um bebê e não parava de repetir: “É minha esposa. Vou ver minha esposa!” Pensei em acompanhá-lo, mas depois achei que não seria um momento próprio para a presença de um desconhecido. Coloquei-o num táxi, dei o endereço de Marya ao motorista, paguei a corrida e me despedi.


O encontro de Bela Paskin com a esposa foi um momento tão comovente que eles não conseguiam se lembrar do que aconteceu. Mais tarde, Marya me disse que quando desliguei o telefone, ela foi se olhar no espelho para ver se os seus cabelos já estavam grisalhos. E então um táxi parou à porta de sua casa e seu marido veio em sua direção.


Teria sido tudo isso uma incrível sucessão de acasos e coincidências, ou Deus interferiu para que esse casal se reencontrasse"


Paul Deutschman (Extraído do livro “Com a Eternidade no Coração” de Rubem M. Scheffel)

Auto-sabotagem: Eu contra mim mesmo!


“Já enfrentei muitas dificuldades na minha vida. A maioria delas nunca existiu.” Mark Twain

Em 1916, Freud escreveu um artigo de grande repercussão no mundo científico intitulado: “Os que Fracassam ao Triunfar”. Ele tratava de pessoas que possuíam medo de ter satisfação e, por isso, sentiam-se aliviadas quando o que estavam fazendo, ou intentavam fazer, não dava certo.

Com o avanço da psicologia a patologia pôde ser cada vez mais estudada e, em 1978, surgiu à designação “auto-sabotagem”, estabelecida pelos psicólogos Steven Berglas e Edward Jones, os quais haviam feito pesquisas neste campo com comprovado resultado científico.

De forma simplista, quem sabota a si mesmo não consegue usufruir das dinâmicas da vida que geram alegria e prazer porque, cada vez que elas surgem na existência, vêm associadas a um profundo conflito com as crenças primordiais do sujeito. Em síntese, é como se alguém tivesse tudo para ser feliz e, de alguma forma, conseguisse arrumar um jeito para fugir da felicidade. É o famoso “medo de ser feliz”. Mas, como já citava Dostoievski, “A maior felicidade é saber por que se é infeliz”.

Do ponto de vista clínico, a psicopatologia é tão grave que pode provocar obesidade, depressão, cardiopatias, transtornos de ansiedade, pensamentos suicidas, diabetes e, em casos mais graves, até a auto-mutilação, que é quando a pessoa cria flagelos físicos em si mesma para se punir.

Apesar de parecer algo bizarro – não esqueçamos que se trata de uma doença – quem se auto-boicota sente prazer pelo desprazer, ou seja, quanto mais a vida se torna difícil, através de situações adversas e portadoras de sofrimento, tanto mais a pessoa se satisfaz, chega a ter prazer em ser maltratada ou sentir dor. É uma reação provocada pelo inconsciente que faz com que o sujeito sinta atração por tudo o que produz destrutividade, um comportamento ativado por uma forte negatividade e um complexo de inferioridade crônico.

Como bem citou Kelly Young “O problema não é o problema – o problema é a atitude com relação ao problema”. A grande maioria dos “dramas” da alma humana, como a auto-sabotagem, tem cura, mas exige determinação e, particularmente neste caso, uma mudança significativa em hábitos e atitudes.

Nas Escrituras nós encontramos um caso que, ao meu ver, aplica-se ao que estamos falando. Trata-se do aleijado do tanque de Betesda, descrito no capítulo 5 do Evangelho de João. Sua atitude de auto-sabotagem fica muito clara quando Jesus lhe pergunta: “queres ser curado?”, e ele responde: “Senhor, não tenho quem me coloque no tanque”. Era o paradoxo de quem desejava a cura e, ao mesmo tempo, tinha medo dela. A pergunta de Jesus era objetiva, a resposta do aleijado subjetiva. A questão é que já havia se instalado em sua alma, pelas dores e pelo tempo, os mecanismos inconscientes de auto-sabotagem.
Quando Jesus encontrou-se com aquele homem, que se arrastava por aquela casa de agonia havia 38 anos, Ele “scaneou” sua alma, discerniu todas as suas desconformidades e doenças. Seu aleijão já se projetara do físico para o emocional, por isso, duas coisas eram necessárias ser feitas: 1- Jesus precisou quebrar o “padrão de pensamento” daquele moribundo – “levanta-te, toma o teu leito e anda”; 2- com a mudança instantânea das crenças subjacentes que haviam se acumulado em sua alma ele finalmente liberou a fé necessária para ser curado.


Os psicoterapeutas são unânimes em afirmar que o processo de cura para este tipo de doença emocional passa, irremediavelmente, pela tomada de consciência de que, não só estamos nos auto-sabotando, como também dos danos que tais atitudes demandarão. Eles descrevem que, quando o paciente descobre os “padrões” que estão embutidos nestes “mecanismos intra-subjetivos”, torna-se possível reformular a matriz cognitiva de valores e crenças que desencadeia as atitudes destruidoras. Como bem afirmou Albert Schweitzer: “A maior descoberta de uma geração é que os seres humanos podem mudar sua vida modificando seus pensamentos”, ou, como disse o apóstolo Paulo, numa outra “versão”, “transformai-vos pela renovação da vossa mente”.

Não raro tenho encontrado na caminhada pastoral pessoas com este tipo de problema. Elas precisam ser amadas e tratadas, entendidas e confrontadas. O processo de cura, nesses casos específicos, necessita do apoio do trinômio: psicoterapia, ação medicamentosa e discipulado.

Ora, afirmar isto não significa que estou eliminando o poder exclusivo que há no Sangue de Jesus para a remissão de pecados e a salvação para todo aquele que crer, mas apenas adicionando alguns elementos que julgo necessários em tais situações os quais pôs Deus a nossa disposição através do apoio da ciência. Nossa única regra de prática e fé são as Escrituras, e elas afirmam que é o arrependimento - mudança no pensamento seguida de mudança de comportamento - produzido pelo Espírito Santo, que nos conduz a convicção de pecado e a necessidade de nos reconciliarmos com Deus. Isso reforça ainda mais o que afirmamos acima.

Deixo como ponto de reflexão final a frase de Frank Outlaw: “Cuide de seus Pensamentos, porque eles se tornam Palavras. Escolha suas Palavras, porque elas se tornam Ações. Compreenda suas Ações, porque elas se tornam Hábitos. Entenda seus Hábitos, porque eles se tornam seu Destino.”


Carlos Moreira –
A Nova Cristandade

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Ósculo Santo


Inúmeras vezes a Casa Publicadora Brasileira recebe cartas, consultando por que os adventistas não praticamos o ósculo santo, como recomendado por Paulo e Pedro em suas epístolas.
Definição: Ósculo é o termo erudito, derivado do latim osculum correspondente a nossa forma popular beijo.
É do conhecimento de todos, que o beijo era no passado e ainda continua sendo na presente, em alguns países do Oriente, a maneira mais afetiva de cumprimentar. Presidentes e demais autoridades que visitam países, como a Rússia, são saudados desta maneira, como nos mostram os meios de comunicação.
Vejamos o uso do beijo em várias circunstâncias no Antigo Testamento:
a) Indicativo de profunda afeição. Gên. 27:26-27; 31:28; 50:1; I Sam. 20:41.
b) Sinal de reconciliação. Gên. 45:15.
c) Manifestação de despedida. l Reis 19:20; Rute 1:9, 14.
d) Símbolo de homenagem. l Sam. 10:1.
e) Um ato de adoração religiosa. Os. 13:2.
f) Símbolo de traição. II Sam. 20:9.
Neste sentido, um dos mais famosos beijos mencionados na Bíblia, foi o de Judas, dado em Jesus. Mat. 26:48; Mar. 14: 44; Luc. 22:47.
As passagens citadas nos indicam que o beijo era usado como símbolo de afetividade, amor, rito religioso, aproximação e traição entre os homens.
Em o Novo Testamento de modo idêntico o beijo era indicativo de amizade ou afeição, como nos indicam os seguintes passos:
a) A mulher adúltera beijando os pés de Cristo. Luc. 7:38.
b) O pai do filho pródigo beijando-o pelo seu regresso ao lar. Luc. 15:20.
c) A despedida de Paulo da Igreja de Éfeso. Atos 20:37.
O problema com este assunto surge com o denominado “ósculo santo”, uma expressão de afeto comunitário e mencionado cinco vezes em o Novo Testamento, nas seguintes passagens: Rom. 16:16; I Cor. 16: 20; II Cor. 13:12; I Tes. 5:16 e I Ped. 5:14. Nesta última passagem é chamado ósculo de amor. Este beijo era uma expressão de amor cristão e de acordo com os comentaristas provavelmente se restringia a pessoas do mesmo sexo. O vocábulo santo é muito elucidativo para nós, porque mostra que esta saudação devia ser considerada em seu verdadeiro caráter puro e elevado.
Desta recomendação dos apóstolos não se deve inferir, como alguns têm feito, que o ósculo fosse obrigatório por ocasião da Ceia do Senhor.
A descrição feita sobre este tema por Russel Norman Champlin, em O Novo Testamento Interpretado, vol. III, pág, 880 é muito esclarecedora, por essa razão pedimos vênia para transcrever os seguintes parágrafos:
“Seria mesmo de esperar que esse costume fosse preservado na igreja cristã, como expressão de amizade e de afeto mútuo. Nos primeiros tempos do cristianismo, o ósculo santo era simplesmente uma parte das saudações, quando os crentes se reuniam em seus cultos públicos. Porém, não demorou muito para que fosse transferido para a própria liturgia, primeiramente como um sinal de despedida, após a oração final, que encerrava cada reunião, mas, finalmente, como parte do rito da Ceia do Senhor. Justino Mártir (M. Apol. I, op. 65), relata-nos como o ósculo santo era usado nas despedidas e quando da celebração da Ceia do Senhor, e como o ósculo santo fazia parte dos cultos religiosos dos cristãos. Justino Mártir viveu mais ou menos em torno de 150 d.C., o que nos permite observar que essa prática do ‘ósculo santo’, pelo menos em alguns segmentos da igreja cristã, havia perdurado por século e tanto. A prática do ósculo santo, como parte integrante da liturgia cristã, é mencionada nas Constituições Apostólicas *séc. III d.C.), o que significa que houve lugares onde essa prática sobreviveu por nada menos de três séculos, Na Igreja Ortodoxa Grega, que representa uma boa parcela da cristandade atual, essa prática tem sido preservada até hoje, sendo praticada quando das festividades religiosas.
“Vários autores defendem, com boas razões, a tese de que o ósculo santo, entre os crentes primitivos, não se limitava, a ser praticado entre ‘mulheres com mulheres’ e ‘homens com homens’. Os costumes orientais, entretanto, indicam que o ósculo santo era aplicado ou na testa ou na mão, na palma ou nas costas da mão, e nunca nos lábios. Tertuliano (150 d.C.), também o denominava de ‘ósculo da paz’, e Clemente de Alexandria denominava-o de ‘ósculo místico’ (século III d.C.).
“Além do seu emprego durante as festividades religiosas, conforme se verifica entre a Igreja Ortodoxa Grega até hoje, vários grupos cristãos menores têm preservado essa prática de uma maneira ou de outra, tal como sucede entre os chamados dunkers (irmãos Batistas Alemães). Alguns eruditos bíblicos insistem que essa prática é obrigatória, como uma ordem e uma prática apostólica. Outros insistem que se tratava meramente de uma prática própria dos tempos apostólicos, que expressava amizade e afeição mútua, crendo que essa afeição mútua, por haver sido preservada na igreja cristã, tornou desnecessária a continuação do símbolo antigo, pois, em nossas culturas modernas, o aperto de mãos e o abraço teriam o mesmo simbolismo que tinham o ósculo no oriente.
“Em algumas culturas, como nos Estados Unidos da América do Norte, seria reputado como algo inteiramente impróprio um homem oscular a outro homem, quanto mais uma mulher que não fosse a sua esposa ou sua irmã carnal, dentro da comunidade evangélica ou da sociedade em geral. Na Índia, os homens costumam andar de mãos dadas, como também sucede entre as mulheres, sem dar qualquer idéia de homossexualidade. Na América do Norte e também no Brasil, por exemplo, um homem andar de mãos dadas com outro seria considerado como algo fora do lugar, dando a entender alguma intenção sexual pervertida. Da mesma maneira o ósculo é considerado como uma aberração, sobretudo quando praticado entre homens. Por essa razão é que alguns grupos evangélicos têm achado ser melhor, em algumas culturas, evitar essa forma de demonstração de afeto, reduzindo o ósculo ao mero aperto de mãos.” (Grifos meus).
O que se segue é uma parte da resposta dada a um consulente da Revista Adventista sobre o assunto que está sendo ventilado:
“A Reforma protestante (do Século XVI) não considerou o ósculo santo como ordenança evangélica, tendo-o como mero costume oriental, Comentadores como Clarke dizem que, na igreja primitiva, os cristãos não se beijavam apenas nas reuniões públicas, mas também em seus encontros ocasionais nas ruas e nos lares. Diz ainda este último comentarista que, crescendo o número de adeptos, a prática se foi tornando mais e mais difícil, a ponto de ser afrouxada e quase abandonada.
“A Igreja Adventista do Sétimo Dia oficialmente não exige que, no ritualismo da Ceia, se pratique o ósculo santo, como o fazem alguns ramos pentecostalistas. Apenas mantêm o sentido da cordialidade cristã. Após o lava-pés os adventistas se abraçam mutuamente, e mutuamente apertam-se as mãos, como ocorre também nos lares, nos limites do santo sábado. Cumprimentos, abraços e palavras cordiais repassadas de animação cristã conservam o sentido do antigo ósculo santo.
“Há, no entanto, alguns irmãos que fazem questão de oscular, e crêem que o ósculo santo é uma ordenança que ainda deve ser observada, e citam em abono de sua atitude, os seguintes trechos do Espírito de Profecia:
” ‘Foi então que a sinagoga de Satanás conheceu que Deus nos havia amado a nós, que lavávamos os pés uns aos outros e saudávamos os irmãos com ósculo santo ‘. – Vida e Ensinos, pág. 58.
” ‘A santa saudação mencionada no evangelho de Jesus Cristo pelo apóstolo Paulo deve ser considerada no seu verdadeiro caráter. Trata-se de um ósculo santo. Deve ser considerada como um sinal de amizade para cristãos amigos quando partem, e quando se encontram de novo após semanas ou meses de separação. Em I Tes. 5:26, Paulo diz: ‘Saudai a todos os irmãos com ósculo santo’. No mesmo capítulo ele diz: ‘Abstende-vos de toda a aparência de mal’. Pode não haver aparência de mal quando o ósculo santo é dado no tempo e em lugar próprio’. Primeiros Escritos, pág. 127.
“Nada se deve opor a um adventista sincero que plenamente convicto em matéria do ósculo, o pratique crendo que assim cumpre melhor o sentido da amizade e cordialidade cristãs. Nada pode marear a limpidez e a pureza da intenção. Argumentam alguns que hoje, dada a maré montante de homossexualidade que avassala nosso mundo agonizante, tal prática não deve ser incrementada. Não aceitamos isto. A Bíblia diz que ‘tudo é puro para os que são puros’, e num ambiente de pessoas de coração afinado com o céu, cremos mesmo que esta prática é altamente salutar, embora, como dissemos, oficialmente nossa igreja não considera o assunto.” Revista Adventista, dezembro de 1975, págs. 30 e 31.
Texto de autoria de Pedro Apolinário, extraído da apostila Explicação de Textos Difíceis da Bíblia.
Setimo Dia

A natureza de Escorpião



“Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?” Mateus 23:33
Certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio, e fez um pedido: “Senhor Sapo, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?” O sapo respondeu: “Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralisado e vou afundar”. Disse o escorpião: “Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos”. Confiando na lógica do escorpião, o sapo concordou e levou o escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio. Porém, ao chegar do outro lado do rio, o escorpião cravou seu ferrão no sapo. Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou: “Por quê? Por quê?” E o escorpião respondeu: “Por que sou um escorpião e essa é a minha natureza”.
Escorpiões são assim, não possuem compromisso com a ética ou com a verdade. Não se pode confiar nesse tipo de animal. O ser humano tem por natureza carnal o mesmo comportamento dessas criaturas. . Sua índole é má constantemente e por causa disto são capazes de injetar seu veneno em qualquer um e por qualquer motivo. Paulo afirma em Romanos 7:19 “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço” esse é uma luta constante em nossas vidas. No entanto, quando deixamos Deus agir passamos a ser novas criaturas, Paulo assim conclui: “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (II Coríntios 5:17) ele fala sobre velha natureza carnal, essa que faz coisas que desagradam a Deus. Quando não conhecemos a Deus somos como animais, que agem irracionalmente. Sendo assim, o homem seguirá assim para sempre, a menos que permita que Deus efetue uma transformação em sua natureza moribunda. Deus quer está em busca de pessoas que desejam ser transformadas. Temos que ter em mente, que o futuro nos trará a contrapartida das nossas opções e decisões, pois certamente colheremos o que plantarmos. Precisamos do sangue de Jesus para nos purificar. Entregue-se a Cristo e ore por uma mudança radical, esse é meu desejo!
Fonte:

Plantando Sementes

“Hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:43)


 
Os defensores da idéia, de que as pessoas recebem a recompensa logo após haverem expirado, citam, quase sempre, as palavras de Cristo na cruz ao ladrão arrependido.
Em Lucas 23 :42 o ladrão roga a Jesus o seguinte: “Senhor, lembra-te de mim, quando vieres no Teu reino”.
O verso 43 traz a resposta de Cristo: “Em verdade te digo hoje, que serás comigo no Paraíso”. Tradução Trinitária.
Para a nossa melhor compreensão, apresentaremos o texto em grego, como se encontra no Códice Vaticano, cópia da Bíblia em grego do 4º século, estando entre as duas mais antigas existentes.
Em letras minúsculas gregas, com as palavras separadas, aparece assim no Novo Testamento Grego:
kai eipen auto, Amen soi lego, semeron met”emu ese
en to paradeiso.
A cópia do Códice Vaticano nos comprova que nos Manuscritos primitivos unciais não havia separação das palavras e nenhum sinal de pontuação.
Em português seria assim:
EMVERDADETEDlGOHOJEESTARÁSCOMIGONOPARAÍSO.
A conhecida e muito útil obra “História, Doutrina e Interpretação da Bíblia”, do autor batista Joseph Angus, traduzida para o português por J. Santos Figueiredo, no Volume 1, pág. 38 nos informa o seguinte a respeito da pontuação na Bíblia:
“No oitavo século foram introduzidos outros sinais de pontuação. No nono foram introduzidos o ponto de interrogação e a vírgula”.
O livro “Arte de Pontuar”, de Alexandre Passos, página 22 nos afirma que estudando a história da pontuação através dos séculos, vemos que no V ou VI séculos os textos dos Evangelhos não apresentam nem ponto nem vírgula. Afirma ainda, este mesmo autor, que a separação das palavras na Bíblia torna-se mais freqüente no VII século.
A ausência de pontuação deixa os tradutores na possibilidade de colocarem a pontuação de acordo com suas idéias preestabelecidas.
É evidente, que a mudança de pontuação, pode alterar totalmente o significado de uma frase, como nos comprovam as afirmações de Rui Barbosa na Réplica, vol. II, pág. 195:
“Bem é que saiba o nosso tempo quanto bastará, para falsificar uma escritura. Bastará mudar um nome? Bastará mudar uma cifra? Digo que muito menos nos basta. Não é necessário para falsificar uma escritura mudar nomes, nem palavras, nem cifras, nem ainda letras, basta mudar um ponto ou uma vírgula.
“Ressuscitou; não está aqui”. Com estas palavras diz o evangelista que Cristo ressuscitou, e com as mesmas se mudar a pontuação, pode dizer um herege que Cristo não ressuscitou. “Ressuscitou? Não; está aqui”.
De maneira que com trocar pontos e vírgulas, com as mesmas palavras se diz que Cristo ressuscitou: e é de fé; e com as mesmas se diz que Cristo não ressuscitou: e é de heresia. Vede quão arriscado ofício é o de uma pena na mão. Ofício que, com mudar um ponto, ou uma vírgula, de heresia pode fazer fé, e de fé pode fazer heresia”.
Apresentaremos a seguir algumas declarações do Comentário Adventista ao explicar Lucas 23:43:
“Como originalmente escrito, o grego estava sem pontuação, e o advérbio semeron – “hoje”, está colocado entre duas sentenças que literalmente afirmam: “em verdade a ti te digo” e “comigo estarás no paraíso”. O uso grego permitia que aparecesse um advérbio em qualquer lugar numa sentença onde o orador ou escritor o desejasse colocar.
“Unicamente baseado na construção grega da sentença em consideração é impossível determinar se o advérbio “hoje” modifica “digo” ou “estarás”. Existe qualquer uma das duas possibilidades. A questão é: Quis Jesus dizer, literalmente, “Verdadeiramente eu te digo hoje”, ou “Hoje estarás comigo no paraíso”? A única maneira de conhecer o que Cristo queria indicar é descobrir respostas escriturísticas para algumas outras questões, tais como:
1ª) Foi Jesus ao paraíso no dia de Sua crucifixão?
2ª) O que ensinou Jesus concernente ao tempo em que os homens teriam a recompensa no paraíso?
1ª) Foi Jesus ao Paraíso no dia da Sua crucifixão?
Sabemos que Jesus não foi ao Paraíso no dia da crucifixão, pois ele mesmo declarou a Maria Madalena, três dias após a morte: “Não me detenhas; porque ainda não subi para meu Pai…” (João 20:17).
Se Jesus não esteve no Paraíso naquele dia, é evidente que o ladrão também lá não esteve.
Uma leitura atenta de S. João 19:31-33 nos científica que o ladrão não morreu naquela sexta-feira:
“Então os judeus, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a preparação, pois era grande o dia daquele sábado, rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados. Os soldados foram e quebraram as pernas ao primeiro e ao outro que com ele tinha sido crucificado: chegando-se, porém, a Jesus, como vissem que já estava morto, não lhe quebraram as pernas”.
O estudioso J. B. Howell, em seu Comentário a São Mateus, pág. 500 declara:
“O crucificado permanecia pendurado na cruz até que, exausto pela dor, pelo enfraquecimento, pela fome e a sede, sobreviesse a morte. Duravam os padecimentos geralmente três dias, e, às vezes, sete.
2ª) O que ensinou Jesus concernente ao tempo em que os homens teriam a recompensa?
A Bíblia está repleta de claros exemplos mostrando que o galardão dos justos será apenas após a volta de Jesus.
Dentre as muitas passagens destaquemos estas quatro:
a) Apoc. 22:12 – “Eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.”
b) S. Mat. 16:27 – “Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos e então retribuirá a cada um conforme as suas obras.”
c) I Pedro 5:4 – “Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória.”
d) II Tim. 4: 8 – “Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a Sua vinda.”
Há várias traduções da Bíblia que traduzem Lucas 23:42 da seguinte maneira: “Lembra-te de mim quando vieres no Teu reino.” Assim o verte: a Trinitária, Matos Soares, a King James Version e outras. Esta tradução está bem de acordo cem o original grego, pois o verbo que aparece é erkomai, que tanto pode ser traduzido por ir ou vir.
Arnaldo Christianini estudou bem este assunto em Subtilezas do Erro, páginas 221 a 224 e dele transcrevemos as seguintes afirmações:
“E no Apêndice Nº 173, o famoso Oxford Companion Bible, esclarece: A interpretação deste versículo depende inteiramente da pontuação, a qual se baseia toda na autoridade humana, pois os manuscritos gregos não tinham pontuação alguma até o nono século, e mesmo nessa época somente um bento no meio das linhas” separando cada palavra… A oração do malfeitor referia-se também àquela vinda e àquele Reino, e não a alguma coisa que acontecesse no dia em que aquelas palavras foram ditas.”
E conclui no final do mesmo Apêndice:
“E Jesus lhe disse: “Na verdade te digo hoje” ou neste dia quando, prestes a morrerem, este homem manifestou tão grande fé no Reino vindouro do Messias, no qual será Rei quando ocorrer a ressurreição – agora, sob tão solenes circunstâncias, te digo: serás comigo no Paraíso”.
“E a expressão “hoje” ligada ao verbo não é redundante, mas enfática. É encontradiça na Bíblia. Leiam-se, por exemplo, Deut. 30:19; Zac. 9:12; Atos 20:26, e outras passagens.
“A conclusão fatal é que S. Lucas 23:43 é um falso pilar em que se ergue a teoria da imortalidade inata no homem e seu imediato galardão post mortem”.
Subtilezas do Erro menciona ainda várias traduções que vertem Lucas 23:43 da seguinte maneira:
“E Jesus lhe disse: na verdade te digo hoje: estarás comigo no Paraíso.”

Extraído de Pedro Apolinário, Explicação de Textos Difíceis da Bíblia.

Fácil e difícil



Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo lhe deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece.

Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã.
Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e às vezes impetuosas, a cada dia que passa.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.

Fácil é brincar como um tolo.
Difícil é ter que ser sério.

Fácil é dizer “oi”, ou “como vai ?”.
Difícil é dizer “adeus”.

Fácil é abraçar, apertar a mão.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta.

Fácil é querer ser o que quiser.
Difícil é ter certeza do que realmente és.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar (ou vice-versa).

Fácil é beijar.
Difícil é entregar a alma.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém.

Fácil é ferir quem nos ama.
Difícil é tentar curar esta ferida.

Fácil é ditar regras.
Difícil é segui-las.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Fácil é exibir sua vitória a todos.
Difícil é assumir a sua derrota com dignidade.

Fácil é admirar uma lua cheia.
Difícil é enxergar sua outra face.

Fácil é viver o presente.
Difícil é se desvencilhar do passado.

Fácil é saber que está rodeado por pessoas queridas.
Difícil é saber que está se sentindo só no meio delas.

Fácil é tropeçar em uma pedra.
Difícil é levantar de uma queda, machucado.

Fácil é desfrutar a vida a cada dia.
Difícil é dar o verdadeiro valor a ela.

Fácil é orar todas as noites.
Difícil é colocar Deus em primeiro diante de todas as coisas.


(Autor desconhecido)