segunda-feira, 14 de maio de 2012

9 Mitos Sobre a Salvação



O homem põe vários obstáculos para conquistar aquilo que Cristo oferece de graça.

MITO Número 1: Antes de ir a Jesus devo primeiro me arrepender.

Não pense que você só pode ir a Cristo após o arrependimento, e que o arrependimento prepara você para o perdão dos pecados.

É verdade que o arrependimento antecede o perdão. Contudo, somente o coração quebrantado e contrito sente necessidade de um Salvador. Mas será que é preciso esperar por isso, para depois ir a Cristo?

Não. A Bíblia não ensina assim. Ela simplesmente diz: “Vinde a Mim” (Mateus 11: 28). Cristo dá o poder que leva ao arrependimento. É tão impossível se arrepender sem Cristo como é impossível ser perdoado sem Ele. É a bondade de Deus que cria o desejo de mudar.

MITO Número 2: Estou bem do jeito que sou. 

Muitas vezes, bajulamos a nós mesmos com o pensamento de que realmente estamos muito bem, levamos uma boa vida moral e somos decentes. Não nos vemos como impuros e cheios de pecado, e assim não vemos a real necessidade de uma humilde renovação.

Errado.

Mesmo o profeta Daniel, a pessoa mais honesta, pura e fiel pelos padrões humanos, disse de si mesmo a Deus: “Temos pecado e cometido iniqüidade” (Daniel 9:5). Ele se sentia oprimido pelo senso de sua própria fraqueza e imperfeição.

Sem esquecer nosso valor perante Cristo que morreu por nós, quando nos aproximamos dEle, vemos como realmente somos: cheios de pensamentos, palavras e ações corrompidas.

Com respeito aos atos exteriores perante a lei de Deus, Paulo se considerava “irrepreensível” (Filipenses 3:6), mas, com relação ao caráter espiritual da lei, ele via a si mesmo como um pecador igual a qualquer um de nós.

MITO Número 3: Há pecados piores do que outros — e os meus não são tão ruins. 

A avaliação de Deus é diferente. Ele não considera todos os pecados de igual magnitude. Ele vê diferentes graus de culpa (embora nenhum pecado seja pequeno a Seus olhos).

Nós olhamos para o bêbado na sarjeta ou para o viciado em drogas, por exemplo, e dizemos: “Coitado, com isso que está fazendo nunca conseguirá chegar ao Céu.”

Cuidado: Deus julga as pessoas de forma diferente. A maneira como Cristo tratou os líderes religiosos de Seus dias, que eram aparentemente justos e moralistas, demonstra essa diferença.

Pecados como o orgulho, egoísmo e ganância, que geralmente não são vistos e, portanto, nunca censurados, são os que Deus realmente odeia. Por isso, Cristo não hesitou em chamar os fariseus e saduceus de hipócritas. Eles aparentavam uma vida de santidade, mas eram completamente cheios de justiça própria.

Mas isso gera um problema. Pelo fato de alguns pecados serem auto-evidentes, a pessoa sentirá vergonha e necessidade de graça. Mas o orgulhoso – pela própria natureza do seu pecado – não sente nenhuma necessidade e por isso não busca o perdão.

A história do publicano e do fariseu (ver Lucas 18:13) ilustra isso. “Deus, tem misericórdia de mim, pecador”, disse o publicano, que considerava a si mesmo como um homem mau e grande pecador. Mas ele sentia uma necessidade, e foi buscar o perdão de Deus.

Por outro lado, o aparentemente justo, mas orgulhoso fariseu, com uma oração carregada da justiça própria, mostrou que seu coração estava fechado ao poder do Espírito Santo. Ele não sentia necessidade. Ele não esperava e não recebia nada.

MITO Número 4: Eu tenho que me purificar primeiro, antes de Deus me aceitar. 

Se você se considera um pecador, não espere se tornar melhor antes de ir a Cristo. Isso nunca acontecerá.

Os leopardos não podem mudar suas manchas. A única ajuda que você pode ter vem de Deus. Você não pode fazer nada por si mesmo.

Você tem que ir a Cristo do jeito que está. Não fique esperando por fortes apelos, um momento mais conveniente, ou mesmo um estado mental mais “santo”.

MITO Número 5: Deus, em Seu Infinito amor, vai salvar até os que rejeitarem Sua graça. 

Se você pensa assim, olhe para a morte de Cristo na cruz. Isso mostra como Deus considera o pecado. A verdadeira natureza do pecado pode ser vista na intensidade do sofrimento de Cristo. Cada pecado conduz à morte.

O amor e o sofrimento de Cristo ao agonizar por nossos pecados revelam que qualquer ato pecaminoso se opõe à salvação. É essencial aceitar a graça de Deus.

MITO Número 6: Em comparação com os outros, estou muito bem. 

Uma pessoa que pensa assim diz: “Olhe para outros que são chamados de cristãos, sou tão bom quanto eles.”

Às vezes, as pessoas apresentam essa justificativa como uma desculpa para o próprio comportamento. Mas isso não faz o menor sentido. Os pecados e defeitos dos outros não são uma desculpa para os nossos. Cristo é nosso único exemplo.

De fato, parece lógico pensar que aqueles que reclamam do comportamento dos outros possuem um senso de moralidade e decência mais elevado, e têm maior obrigação de viver uma vida melhor. Mas, se eles possuem um conceito tão alto do que constitui uma vida nobre, então cada erro deles não teria também uma dimensão muito maior?

MITO Número 7: Sempre há uma nova chance.

Em todos os aspectos da vida, cuidado com a procrastinação. Nunca se acomode em uma vida pecaminosa, deixando de buscar a graça e o perdão de Jesus. A vida é curta e incerta.

Mas há outro perigo a que todo mundo está sujeito: se você abafa a voz da consciência, e escolhe conviver com uma vida de pecado, você está se arriscando a ser dominado pelo pecado.

Cada vez que você satisfaz a si mesmo e acalma a consciência com o pensamento de que pode mudar amanhã, você corre o risco de neutralizar o poder do evangelho para operar em sua vida. A vontade de mudar vai diminuindo com o tempo. “Agora é o dia da salvação” (II Coríntios 6:2).

MITO Número 8: Se eu conheço e acredito, estou salvo. 

Uma religião Intelectual, sem que haja mudança de coração, é apenas uma formalidade sem substância. Alguns crêem em Cristo (e até os demônios crêem), e concordam mentalmente com os aspectos técnicos e legais do evangelho, mas falta um desejo sincero d’participar desse evangelho.

Essas pessoas precisam pronunciar a oração de Davi: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro…” (Salmo 51: 10). Aplique isso com sinceridade a você mesmo.

MITO Número 9: A salvação é muito difícil. 

Ao olhar para você mesmo e ver a verdadeira natureza de sua vida cheia de pecado, você pode sentir-se tentado a entrar em desespero. Não faça isso. Cristo veio salvar você. E para Ele, isso é muito fácil. Afinal de contas, não somos nós que temos que reconciliar Deus conosco, mas Deus é quem nos reconcilia com Ele (II Coríntios 5:19).

Deus chama a Si mesmo de nosso Pai. Nem mesmo o melhor dos pais terrestres poderia ser tão paciente com os erros e culpas dos filhos como Deus o faz com Suas criaturas, isto é, conosco a quem Ele deseja salvar.

E se você pensa que sua vida é tão má que a salvação está muito além do seu alcance (exatamente como Satanás deseja que você acredite), pense na história de Maria Madalena, a ex-prostituta (ver Lucas 7). Simão, referindo-se ao passado dela, questionou sua aceitação por parte de Cristo.

Por isso, Cristo contou uma história a Simão, o acusador. “Havia dois devedores” (pecadores), começou Cristo. Um deles devia uma pequena quantia e o outro devia uma enorme e incalculável fortuna. Mas os dois foram absolvidos, e a dívida foi cancelada pelo credor. “Quem você acha que ficou mais agradecido?”, Cristo perguntou. A resposta é óbvia.

O que Cristo oferece a você é o mesmo que ofereceu a Maria e oferece a qualquer pessoa que se sente acusada: “Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). — Adaptado de ElIen White, Caminho a Cristo.

Fonte: Sinais dos Tempos, Dez. Via Sétimo Dia

domingo, 13 de maio de 2012

As 7 Portas da Bíblia





1. Você já pensou o que seria de nós se não houvesse aquele recurso tão útil? É uma coisa usada constantemente; nós sempre estamos usando isso. É conhecido universalmente; ninguém o desconhece.

2. Certa vez alguém perguntou: - Como vamos entrar na sala? E a outra pessoa respondeu: - Há um invento que o homem criou que nos permite atravessar paredes, disse. - Sim, e qual é? Será que nos torna invisíveis, imateriais? - Não, o invento se chama de "porta".

Isso não é uma piada; é verdade mesmo!

3. Portas são muito importantes: portas são tão importantes, que até a palavra im"porta"nte tem porta no meio. O que seria de nós, se não existissem portas? Nós simplesmente estaríamos fora: no frio, sem abrigo, desprotegidos Ou encerrados e presos em 4 paredes, sem alimento, sem sol e sem vida.

4. Todos conhecem a mensagem das portas - até os animais. Alguém outra vez perguntou: - Sabe por que o cachorro entrou na igreja? - Não! Por quê? - É porque ele encontrou a porta aberta!

Hoje queremos falar sobre as 7 PORTAS DA BÍBLIA. A Bíblia nos fala que existem 7 portas muito importantes que, hoje, queremos considerar.
1ª porta: A PORTA DO CÉU. Gên. 28:17

1. Jacó se encontrava em Harã, fugitivo, amedrontado, porque se escondia do seu irmão Esaú, que queria matá-lo.

2. Desanimado, cansado, quando as sombras da noite já se adensavam, Jacó tomou uma pedra para servir de travesseiro, e adormeceu, num profundo sono. E dormindo, teve um sonho. Ele viu uma grande escada fulgurante cuja base estava na terra e o topo alcançava o Céu. Além disso, anjos de Deus subiam e desciam pela escada.

3. E quando ele acordou, sobressaltado, disse: "Quão temível é este lugar! É a Casa de Deus, a porta dos céus." v.17.

4. Ellen G. White disse: "Deus é Altíssimo e santo; e... a Sua casa na terra, o lugar onde o Seu povo se reúne para adorá-lO, é a porta do Céu". (MJ 265). E continua: "A reverência é grandemente necessária... Estou alarmada ao ver crianças e jovens, filhos de pais religiosos, tão descuidados da ordem e decência que devem ser observadas na casa de Deus. Enquanto os servos de Deus apresentam ao povo as palavras de vida, alguns estão lendo, outros estão cochichando e rindo."

5. A irreverência tem sido uma grande tentação para muitos que têm em pouca conta as coisas sagradas; mas esse defeito de caráter deve ser vencido por todos os cristãos, que estão se preparando para a adoração junto aos anjos que cobrem o seu rosto na presença de Deus.

6. Com efeito, disse Jacó: "Este lugar é a porta do Céu, e eu não sabia". Mas nós outros já sabemos. Como estamos em relação a esse assunto? Estamos nós esquecidos de que no Seu Templo se manifesta a própria presença de Deus? Somos nós reverentes na Casa de Deus?

7. Temos que nos lembrar que a igreja, o templo de Deus é o lugar onde temos a porta do Céu se abrindo diante de nós, para que os encantos do Evangelho possam se desdobrar a nós pecadores que desejamos ascender um dia aos Céus, e aqui temos a primeira porta para esse grande propósito: a porta do Céu.

2ª porta: A PORTA DO INFERNO. Mt. 16: 18

1. Em Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou aos discípulos: "- Quem diz o povo ser o Filho do Homem?" Disseram: "- João Batista, Elias, Jeremias, ou algum dos profetas." E Cristo perguntou ainda: "- Mas vós, quem dizeis que eu sou?"

2. Então Pedro, matéria explosiva, homem sempre disposto a falar, falou pelos Doze discípulos, dizendo: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." Então, Jesus disse: "Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela."

3. Isso não significa que a Igreja estaria edificada sobre Pedro. O v. 23 indicaria o contrário, onde vemos as portas do Inferno prevalecendo sobre Pedro. Jesus usou apenas um jogo de palavras, que também coincide no Português, sobre Pedro, uma pequena pedra, um seixo, e Cristo, a Rocha eterna, inamovível.

4. Mas o que significam as "portas do Inferno?" A palavra "inferno" aqui é a tradução de "hades" do grego, e significa sepultura. (Dicionário Grego de Strong, em Mat. 16:18).

5. E com efeito, Jesus Cristo quebrou poderosamente os grilhões da morte, Ele rompeu as portas da sepultura, e a Sua Igreja não ficará presa. Disse Ele: "Eu sou a Ressurreição e a Vida".

6. Quando Moisés foi sepultado, logo depois o Filho de Deus o chamou, para que saísse do túmulo. Então Satanás se apresentou para impedi-lO. Mas Cristo, o Arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, disse apenas: "O Senhor te repreenda, Satanás", porque as portas do inferno não prevaleceriam sobre a igreja de Deus. E Moisés pôde ser ressuscitado e assunto ao Céu.

7. Aguardamos o dia de fulgurante glória, quando virá o Salvador em Sua 2a vinda, para ressuscitar o Seu povo, numa poderosa demonstração de que as portas do inferno, as portas da sepultura, não prevalecerão sobre a Sua Igreja.
3ª porta: PORTA DE JUSTIÇA. Sl. 118:19.

1. Diz o salmista: "Abri-me as portas da justiça; entrarei por elas e renderei graças ao SENHOR."

2. Muitos entram pelas portas da injustiça. Mas aqui temos a prece de alguém que estava querendo entrar pelas portas da justiça e pede que se abram.

3. De quem é esta porta? O v. 20: "Esta é a porta do Senhor". Não poderia ser do homem, pois não há justiça nele. Não há nenhum justo, nenhum sequer, pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus. A Bíblia diz que o homem não é justo, a experiência nos ensina que o homem não é justo, e toda a nossa natureza diz que o homem não é justo.

4. Então, quem entrará pelas portas da justiça? "Por ela entrarão os justos". (v. 20). Mas se todos são pecadores, tem que haver um segredo. Como podem entrar lá? As portas de justiça estarão abertas somente para aqueles que têm a chave: a fé é a chave que tem poder de abrir as portas da justiça.

5. Em 1o lugar, somos justificados pela fé em Jesus Cristo, que esteve aqui na terra para andar em justiça, para nos garantir a entrada pelas portas da Sua justiça.

6. Depois que somos justificados mediante a fé, Deus nos considera justos, como se nunca antes tivéssemos cometido um só pecado; então começa um processo de santificação, pelo qual somos introduzidos às portas de justiça.

7. Você já entrou pelas portas da justiça de Jesus Cristo? É somente Ele que nos pode dar justiça, e é mediante a fé na Sua obra e no Seu poder que Ele tem de nos salvar. Se você crê em Jesus, pode entrar pelas portas de justiça e ser salvo.

8. E então, à semelhança do salmista, você entrará por elas e renderá graças ao Senhor, porque quando você compreender o grande significado desta Salvação, você terá uma profunda gratidão para expressar a Jesus que é chamado "o Senhor, Justiça Nossa". (Jer. 23:6).
4ª porta: A PORTA DOS LÁBIOS. Sl. 141:3

1. O salmista Davi orou, numa fervente prece, invocando o nome de Jeová, dizendo: "Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios." E ele era o grande rei de Israel, que pela lógica podia falar o que quisesse, sem interferência de ninguém. Como precisamos orar e cuidar da porta de nossos lábios, nós que não somos reis aqui nesse mundo. Mas não esqueçamos que de fato somos reis no reino da graça de nosso Senhor Jesus Cristo (Apo. 1:6).

2. Muitas pessoas falam precipitadamente, e então, para se justificar, dizem: "Ah, falei sem pensar!" Como seria diferente se essas pessoas pensassem antes de falar! Como seria diferente, se elas se lembrassem de que Deus nos deu dois ouvidos e uma língua, para que nos ocupássemos mais em ouvir do que em falar.

3. Quão preciosa é a vigilância à porta dos lábios, guardando-os, acautelando-nos, para deles saiam apenas palavras próprias, comunicando graça, conforto e ânimo aos que nos ouvem.

4. Quantas vezes temos falado palavras que saem pela porta dos nossos lábios, palavras rudes, apressadas, injustas; outras vezes, são piadas vulgares, indecentes; outras ocasiões, são palavras acusadoras.

5. Quão diferentes seriam os resultados, se nossas palavras fossem sempre:
- palavras agradáveis: que podem agradar aos outros, para que se sintam bem ao nos ouvir falar, e não que fiquem furiosos, irados.
- palavras nobres: que são usadas pela "nobreza cristã", por pessoas educadas, refinadas, palavras que ajudam a enobrecer aos outros.
- palavras escolhidas: você pode escolher as palavras e calcular o seu respectivo efeito. Se eu disser àquela pessoa tal e tal coisa, de tal e tal modo, como é que ela vai se sentir? Quais serão os resultados e qual será a minha influência? Para o bem ou para o mal?

6. O que teremos de fazer para alcançarmos esse ideal cristão? Mais oração. Temos de orar mais fervorosamente, para que Deus opere em nós e guarde a nossa boca, e vigie a porta dos nossos lábios. Se há necessidade de muita oração e vigilância, então é exatamente nesse ponto que devemos buscar mais a Deus.
5ª porta: A PORTA DA GRAÇA. Luc. 13:24

1. Alguém perguntou: "Senhor, são poucos os que se salvam?" Jesus não respondeu diretamente. Ele fez um veemente apelo, deixando claro que nosso interesse primário deveria ser, não quantos se salvarão, mas se nós mesmos estaremos salvos. Disse Ele: "Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão. Quando o dono da casa se tiver levantado e fechado a porta, e vós, do lado de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos a porta, ele vos responderá: Não sei donde sois. Então, direis: Comíamos e bebíamos na tua presença, e ensinavas em nossas ruas. Mas ele vos dirá: Não sei donde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais iniqüidades." (Luc. 13:24-27).

2. Alguns pensam que a porta da graça jamais se fechará. Mas a própria expressão "porta" já indica que haverá um limite. Uma porta indica limitação, especialmente quando está fechada, e quando está aberta, a possibilidade é que pode se fechar. A graça, sim, terá limite: ela pode acabar. Então, não haverá mais possibilidade de salvação para mais ninguém.

3. A porta da graça é estreita, apertada. Alguns afirmam que tudo é muito fácil. Antes do Dilúvio, os homens também pensavam assim. As 5 virgens insensatas também pensavam assim. E hoje, os homens que amam as coisas do mundo, também pensam da mesma forma, que "Deus finalmente salvará a todos, que não há o de que se preocupar!"

4. Mas o que disse Jesus? "Esforçai-vos!" A palavra em grego indica o sentido de "agonizai-vos!" É preciso exercitar-nos na prática de nossa vida cristã, empenhar-nos em buscar a graça de Deus, sem desistirmos jamais, aconteça o que acontecer.

5. Vamos preparar-nos dia a dia para enfrentar as nossas lutas, provas e tentações, a fim de que nos purifiquemos e nos fortaleçamos cada vez mais para o reino de Deus. Vamos valorizar o tempo que temos nesta vida, que é um tempo de graça, enquanto a porta está graciosamente aberta. Porque um dia se fechará a porta da graça, e como nos dias de Noé, muitos procurarão entrar e não poderão.

6. Haverá um tempo nos últimos dias em que os homens famintos, mas não de pão, e sedentos, mas não de água, procurarão a Palavra de Deus, mas não a acharão. Viajarão por todos os continentes, com o objetivo de alcançar um lenitivo, uma palavra de consolação, de esperança, de salvação, para lhes acalmar os temores, mas será inútil (Amós 8:11-12). Então, poderão dizer: "Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos" (Jer. 8:20).

7. O grande pregador Dwight Moody estava pregando num salão, e ele notou que um jovem estava sob a convicção do Espírito Santo, e o jovem ficando depois da pregação foi falar com o pastor Moody, disse: "Pastor, eu quero seguir a Jesus." Moody disse: "Jovem, aceite a Jesus hoje. Hoje é o dia." "Não, pastor, hoje não, eu tenho alguns negócios lá na cidade, eu vou terminar esses negócios, e depois de terminar esses negócios sim, eu vou aceitar a Jesus." O pastor disse: "Não, jovem, você deve aceitar agora, deve aceitar nesse momento." Ele disse: "Pastor, eu preciso terminar esses negócios, mas eu prometo que depois de terminá-los, eu vou aceitar a Jesus Cristo.
O jovem saiu daquele lugar, ele foi fazer os seus negócios. E um dia, muito depois, o pastor se encontrou com ele na rua e disse: "Como é, jovem, ainda não fez a sua decisão?" Ele disse: "Ainda não, pastor, ainda não, mas logo mais eu vou fazer, agora eu estou muito ocupado, tenho muito a fazer."
Pouco tempo depois veio um aviso ao pastor de que esse jovem estava no hospital, doente. O pastor foi lá, o pastor foi falar com ele, disse: "Jovem, como é? Já fez a sua decisão?" Ele disse: "Não, mas eu estou muito doente, o médico não me deu muita esperança, eu posso morrer, e se eu tomar uma decisão agora, o povo vai dizer que eu tomei essa decisão com medo de morrer. Eu não quero tomar a decisão pressionado ou com medo. Espere um pouco mais; se eu melhorar, se Deus me der saúde, então eu vou seguir a Jesus; mas agora não." O pastor saiu muito triste, mas o jovem melhorou, foi curado e saiu do hospital.
E o pastor foi visitá-lo, e disse: "Jovem, agora, vamos fazer essa decisão?" Ele disse: "Agora não, agora eu estou muito ocupado! Um pouco mais tarde!"
O tempo passou e mais uma vez o jovem adoeceu, e o pastor foi visitá-lo no seu leito de dor, já muito fraco pela enfermidade, e o pastor disse: "Como é, jovem? Vai fazer a sua decisão agora?" O jovem falou alguma coisa que o pastor não podia entender, mas notou que os seus lábios estavam se mexendo e ele colocou o ouvido bem perto para ouvir o que este jovem estava dizendo, ele estava citando um texto bíblico, as palavras que achamos em Jer. 8:20: "Passou a sega, findou o verão e não estou salvo."
O pastor disse: "Jovem, ainda há tempo, você ainda tem vida, aceita agora a mensagem de Deus." Ele mais fraco ainda, quase não deu para ouvir, disse: "Passou a sega ... findou ... o verão ... e não estou salvo." O pastor fez mais um apelo ainda, disse: "Jovem, Deus ainda o ama, você ainda pode aceitá-Lo, aceita agora." Mais uma vez ele repetiu as palavras. Agora as suas forças o estavam deixando, estava ficando cada vez mais fraco. Ele disse: "Passou a sega ... findou ... o verão ... e eu não estou salvo."

8. E você? Vai deixar a porta da graça se fechar? Ou vai aproveitar a oportunidade de salvação que Deus lhe dá hoje, agora mesmo?
6ª porta: A PORTA DO CORAÇÃO. Apo. 3:20.

O apóstolo João apresenta-nos a Cristo, dizendo-nos: "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo."

1. Este é um quadro comovente: o Senhor da glória, o próprio Criador do homem, batendo à porta do seu coração, pedindo entrada.

2. Mas Ele não força a porta.
Um artista, certa vez, pintou esse quadro. Alguém contemplando-o, apreciou muito o quadro, mas fez uma observação, e disse ao pintor: "O quadro está quase perfeito; só falta um detalhe". "O que é?", perguntou o pintor. "Você esqueceu a maçaneta!" "Não!", respondeu o pintor. "A porta do coração não tem maçaneta do lado de fora, só por dentro!"

3. Jesus Cristo faz um apelo para que você abra a porta do seu coração para que Ele possa entrar agora mesmo!

4. Ele quer reinar no trono do seu coração. Ele é o próprio Rei do universo. Será um grande privilégio ter tal Pessoa em nosso coração, morando em nós, habitando em nossos pensamentos, fazendo parte de nossos sonhos, nossas esperanças.

5. Ele quer ter comunhão com você: cear com você, falar a você, ouvir a você , andar com você, e ajudá-lo. Ele quer alimentar-nos com o pão que desceu do Céu. Ele quer mitigar a nossa sede espiritual. Atende ao Seu apelo.
7ª porta: A PORTA DA CIDADE DE DEUS. Apo. 22:14

1. "Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas."

2. "Bem-aventurados". Isto significa felicidade celestial; não será como a felicidade efêmera e transitória aqui desta Terra.

3. Quem será bem-aventurado? Aqueles que lavam as vestes do seu caráter. Nossos trapos de imundície precisam ser lavados, purificados, embranquecidos.

4. Mas qual é o meio de purificação? O único meio, o único recurso confiável indicado pelo Céu, é o sangue de Jesus! Ele derramou o Seu preciosíssimo sangue na cruz do Calvário, a fim de que nos pudesse alvejar e purificar-nos completamente. "O sangue de Jesus nos purifica de todo pecado" (1João 1:7).

5. Qual será a bem-aventurança? O que acontecerá com os que são lavados no sangue de Jesus? Eles entrarão na cidade santa pelas portas! O sangue de Jesus abriu as portas do Paraíso eterno! O sangue de Cristo nos possibilitou entrar pelas portas da cidade de Deus, a cidade dos nossos sonhos, cujas portas uma vez penetradas, selarão a nossa redenção eternamente!

CONCLUSÃO

1. Vamos atentar para as 7 portas da Bíblia, que nos advertem e nos incitam para a Salvação e a vida eterna.
2. Vamos, sobretudo, abrir a porta de nosso coração ao Salvador, a fim de podermos entrar pelas portas do Paraíso eterno.
3. Que nós possamos dizer naquele dia, com toda a certeza de salvação: "Passou a sega, findou o verão e nós estamos realmente salvos, graças a Deus, eternamente redimidos!"

Hinos sugeridos: HA, 188, 184.
Roberto Biagini

sábado, 12 de maio de 2012

O Homem que Deus não pode salvar




O título de nosso assunto de hoje é: O Homem que Deus Não Pode Salvar. Parece estranho esse pensamento! Não é Deus Onipotente? Não é Ele Todo-Poderoso? Não diz a Bíblia que para Ele tudo é possível? Como, então, imaginar que Ele não poder salvar a alguém?

Há três teorias sobre o assunto:
Os calvinistas afirmam que Deus pode salvar a todos, mas destinou muitos para a salvação e muitos para a perdição, independente de qualquer poder ou influência.

Os universalistas afirmam que não só Deus pode salvar, como de fato salvará a todos os homens e mulheres, no fim de todas as coisas.

Os agnósticos, entretanto, afirmam que Deus não pode salvar a ninguém, porque Ele Se encontra muito longe de nós.

O que a Bíblia diz sobre isso? De fato, a Bíblia sustenta que Deus é Onipotente. Para Deus todas as coisas são possíveis. 

Ele tudo pode:
– Ele criou todo o Universo.
– Ele mantém todo o Universo.
– Ele já salvou a muitos dos piores criminosos deste mundo.
Portanto, para Deus, tudo é possível.


I – MAS HÁ UM HOMEM QUE DEUS NÃO PODE SALVAR 

Você sabe qual é esse homem? O homem que Deus não pode salvar é o homem satisfeito consigo mesmo.

E temos aqui na Bíblia a prova dessa afirmação:
Luc. 18:9-12 – "Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. "

O fariseu estava satisfeito com a sua vida. Compareceu diante de Deus para mencionar os seus méritos, para gabar-se de quão bom ele era.

"Não sou como os demais homens." Quantos hoje nos seus dias pensam como este fariseu: "Não sou um homem mau, não mato, não roubo, não faço mal ao próximo." Como o fariseu de outrora, cantam um hino de louvor a si mesmos. Nada pedem a Deus, eles já são bons, Deus tem o dever de aceitá-los.

Há outras declarações do fariseu, que podemos ouvir hoje dentro da própria igreja cristã: Verso 12 – "Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho."

Em linguagem moderna: "Fui batizado, pertenço à igreja, freqüento os cultos, tomo parte nas atividades da igreja, contribuo para a causa do evangelho. Faço tudo isso. Graças a Deus que eu não sou como os outros tão negligentes nessas coisas tão importantes da vida cristã."

É possível fazer estas coisas, boas sim, necessárias, próprias de um cristão sincero – é possível fazê-las por mera formalidade e apresentá-las a Deus como prova de bondade e merecimento.

Perto do fariseu estava o publicano. Os publicanos homens desprezados pelos judeus porque eram coletores de impostos para os romanos. Esse homem não via nada de bom em si mesmo. Se fazia boas obras, não ousou mencioná-las a Deus; que eram as suas boas obras para comprar os bens do Céu?

O publicano viu que suas obras não podiam comprar o favor do Céu. O publicano sentiu sua pobreza, o seu pauperismo espiritual. Sentia nada ter para o recomendar a Deus. Se alguma coisa pudesse ganhar, seria imerecido, seria tudo baseado na misericórdia divina.

Ele, o publicano desprezado, olhou para si mesmo, vendo a sua profunda necessidade, e apresentou-se diante de Deus com apenas um argumento – o argumento da sua própria necessidade: "Ó Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador." (Luc. 18:13).

Como Jesus terminou a Sua história? Ele disse que o fariseu voltou vazio, enquanto que este publicano foi justificado.

Realmente, o fariseu representa o homem que Deus não pode salvar porque ele está satisfeito consigo mesmo, cheio de justiça própria, não sente a sua necessidade.


II – QUAIS OS CARACTERÍSTICOS?


Quais são os característicos do homem satisfeito consigo mesmo, o qual Deus não pode salvar?

1) O homem satisfeito consigo mesmo é o homem que não se arrepende.


Lemos estas palavras de Jesus em Luc. 5:31-32 – "Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento."

Levi Mateus dera um grande banquete em sua casa, e convidou a Jesus e aos seus amigos que também eram publicanos como ele era, e havia sido distinguido por Jesus.

Entretanto, os fariseus começaram a murmurar e acusar os discípulos de Jesus, dizendo que comiam e bebiam com os publicanos e pecadores.

Foi aí que Jesus, não podendo deixar passar essa oportunidade para lhes dar mais uma lição, defendendo os publicanos, justificando sua atitude para com eles, e ao mesmo tempo ensinando e advertindo por que muitos jamais se salvarão.

"Os sãos não precisam de médico", ou seja, os que se consideram sãos, os que a si mesmos se julgam bons, justos – estes não precisam de Sua ajuda, ou melhor: é impossível ajudá-los. Apenas os doentes, os que reconhecem, os que reconhecem a sua enfermidade é que precisam do Médico dos médicos.

E Ele acrescenta: "Não vim chamar justos, e sim, pecadores ao arrependimento", porque os justos não precisam de arrependimento, os que se julgam justos, eles não se arrependem; na realidade, eles não podem se arrepender enquanto estão nessa condição de justiça própria.

O 1º característico – falta de arrependimento – porque não há reconhecimento do pecado.

E Cristo contou noutra passagem a necessidade de arrependimento: Luc. 13:4, 5 – "Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis."

Os judeus diziam que aqueles homens que foram acidentados pela torre de Siloé eram grandes pecadores e culpados diante de Deus e que era por isso que eles foram castigados. Mas Jesus corrigiu esse conceito e ensinou que não há salvação sem arrependimento: "Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis."

E não basta apenas confessar o pecado, externamente, sem reconhecê-lo. Há no Antigo Testamento dois exemplos marcantes que ilustram esta verdade: 1) Lemos em 1Sam. 15:24, que Saul proferiu estas palavras: "Pequei, pois transgredi o mandamento do Senhor!" 2) e também lemos acerca de Davi que ele disse em 2Sam. 12:13: "Pequei contra o Senhor!" 
Ambos confessaram as mesmas palavras. Saul pecou porque não matou. Davi pecou porque matou. Um foi aceito, o outro foi rejeitado. Um foi destronado e se perdeu; o outro, Davi, continuou no trono e se salvou.

Por quê? A diferença está no fato de que Davi se arrependeu, Saul não. Saul era um homem satisfeito consigo mesmo: achava que não necessitava de arrependimento. Davi, porém, experimentou um profundo arrependimento.


2) 2º característico: O homem satisfeito consigo mesmo não crê em Jesus.


Gên. 4:3-5 nos apresenta a triste história de Caim e Abel. De acordo com o plano divino, os dois irmãos deveriam trazer ofertas de animais. Devia haver derramamento de sangue. Isso representava o sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus.

Abel mostrou sua fé no vindouro Messias, quando apresentou sua oferta de animal, imolando o cordeiro, derramando o sangue, e crendo que Deus haveria de prover o sangue que purifica de todo pecado.

Caim, porém, ao trazer os seus frutos, revelou em sua oferta, que não possuía fé para crer em Jesus, o Messias vindouro. Ele estava satisfeito consigo mesmo e com suas realizações.

E não basta, aparentar ser um seguidor de Cristo. É preciso crer nEle de fato.

No Novo Testamento, temos outros dois exemplos: Pedro, que negou a Jesus. (Luc. 22:62) e Judas, que O traiu. (Mat. 27:35). Judas representa o homem que Deus não pode salvar: ele não crê em Jesus Cristo.

Judas não se submeteu a Cristo, porque não acreditava nEle como seu Salvador pessoal. Ele O seguia como um dos Doze discípulos, a fim de conseguir vantagens temporais. Nunca quis se arrepender; nunca aceitou a Jesus, não cria nÊle. Também estava satisfeito consigo mesmo: para que deveria ele crer em Jesus?

Entretanto, Pedro representa ao homem que Deus pode salvar completamente, embora tenha cometido graves e hediondos pecados, em muitas vezes e de muitas maneiras. Pedro nunca estava satisfeito, ele sempre ansiava por Jesus e cria nÊle como o seu Salvador.

Ele disse, apesar de errar muitas vezes: "Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus." (João 6:68-69). 
Aqui está o segredo: Não importa a nossa vida passada, não importa quão pecadores nós fomos um dia, não importa se nos tornamos grandes pecadores. O que importa é a nossa fé para crer que Jesus Cristo é o nosso poderoso Redentor, que derramou o Seu sangue para nos purificar, e que Ele nos libertará dos nossos pecados, aqui e agora, se tão somente nós o aceitarmos como o nosso suficiente Salvador.

3) 3º característico: O homem satisfeito consigo mesmo não tem amor pela verdade.

O apóstolo Paulo fala desta classe de pessoas desse modo, em 2Tess. 2:10 – "e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos." Por que perecem? Porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.

Os ímpios não só rejeitam a verdade, como também não acolhem o amor pela verdade para serem salvos. Eles não podem ser salvos enquanto não amarem a verdade. Mas se estão satisfeitos consigo mesmos, eles não crerão na verdade, eles não amarão a verdade e não serão salvos, Deus não pode salvá-los por isso.

Tal atitude não se relaciona à verdade no sentido geral, mas se refere à verdade salvadora do Evangelho, que eles não amam tanto a ponto de buscarem a salvação com todo o seu empenho e serem beneficiados.
O cristão nunca está satisfeito consigo mesmo. Por isso, ele crê em Deus e na Sua verdade, e ele a aprecia mais e mais, a ponto de sempre buscar a verdade, conhecer a verdade e praticá-la em sua vida. Ele vê que a verdade do Evangelho é poderosa para salvá-lo, e ele a ama.

Os ímpios estão satisfeitos consigo mesmos. Portanto, não acolheram o amor da verdade para serem salvos. 
– Eles poderiam ser salvos pela verdade do Evangelho, porque o Evangelho tem poder para salvar.
– Eles poderiam se regozijar pela verdade, e pelos excelentes resultados do Evangelho em sua vida.
– Eles poderiam crer na verdade, porque essa possibilidade existe para todos os seres humanos.

No entanto, os ímpios têm outra atitude:
– Eles crêem na mentira.
– Eles amam a apreciam o erro.
– Eles se regozijam na injustiça.
– Eles se permitem iludir pelos enganos de Satanás.
– Eles não têm nenhum amor pela verdade salvadora do Evangelho, porque estão satisfeitos consigo mesmos e desse modo não podem ser salvos, a menos que mudem sua atitude.

III – COMO PODE O HOMEM DESPERTAR?

Como podemos ver nossa condição espiritual? Como podemos sentir nossa necessidade de Deus?

Ninguém por si reconhece os seus erros e pecados. "Enganoso é o coração ...", diz a Bíblia.

Como é que fala uma pessoa satisfeita consigo mesma? Apoc. 3:17 – "Dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu." O diagnóstico divino é: "Nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu."

Como pode ser mudada essa atitude de justiça própria e auto-satisfação? Apoc. 3:18-19 – "Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. "

Jesus Cristo dá esse conselho. Necessitamos de:
1. Ouro refinado – a fé que opera por amor.
2. Vestiduras brancas – a justiça de Cristo.
3. Colírio – a graça do Espírito Santo.

E no verso 19 temos a certeza do amor de JC, e o apelo ao arrependimento. O verso 20 apresenta o quadro de JC à porta do nosso coração esperando que Lhe demos entrada.
Como reconhecer nossa necessidade? Necessitamos do colírio do Espírito Santo e: 
– Ele nos revelará a verdade. 
– Ele nos convencerá do pecado, da justiça e do juízo.
– Ele nos mostrará a Jesus.
– 
"O desconhecimento dEle é que dá aos homens uma tão alta idéia de sua própria justiça. Ao contemplarmos Sua pureza e excelência, veremos nossa pobreza e defeitos, como realmente são.." – Parábolas de Jesus, página 159.

"Quanto mais nos achegarmos a Jesus e mais claramente discernirmos a pureza de Seu caráter, tanto mais claramente discerniremos a extraordinária malignidade do pecado, e tanto menos teremos a tendência de nos exaltar." – Parábolas de Jesus, página 160.

Paulo disse em 1Tim. 1:15 – "Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal."

Conta-se que Lady Hamilton muitas vezes visitava as prisões a fim de animar e ajudar os reclusos. Um dia ela encontrou um homem que estava completamente arrasado, cheio de pessimismo e sinistros pensamentos.

Ela procurou consolá-lo, mas ele respondeu:
– Sou um grande pecador.
– Louvado seja Deus – a Lady respondeu.
Então o prisioneiro acrescentou:
– Sou o mais ímpio de todos os pecadores.
– Louvado seja o Senhor – disse outra vez Lady Hamilton.

Não compreendendo o que ela queria dizer, o prisioneiro perguntou:
– Por que diz a senhora assim, visto que professa ser cristã?

Então ela tomou a Bíblia e calmamente leu para ele este verso: "Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal." 

Entreguemo-nos inteiramente a Jesus, contemplemos o Seu maravilhoso caráter, toda a Sua perfeição. Só, então, teremos um vislumbre de nossa necessidade.

"Fiel é a palavra" de que realmente Jesus Cristo veio salvar pessoas tão pecadoras como nós somos. "Se, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo." (Apo. 3:19-20).

Se você não está satisfeito consigo mesmo, se pelo Espírito Santo você sente o seu pecado, você pode ser completamente salvo. Entregue-se agora mesmo a Jesus, que disse: "O que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora" (João 6:37). Portanto, vamos a Ele.


Pr. Roberto Biagini

sexta-feira, 11 de maio de 2012

O Segredo da Felicidade



Em 1943, as forças de ocupação japonesas ordenaram que centenas de “inimigos nacionais” de origem americana e européia se dirigissem a um campo de concentração na província chinesa de Shantung. Eles tiveram que suportar meses de enfado, frustração, superpopulação e medo. Estilos de personalidades se estranharam e temperamentos se chocaram. Brigas insignificantes se multiplicaram.
Contudo, um homem foi descrito por um prisioneiro como “sem dúvida nenhuma a pessoa mais controlada, mais respeitada e amada do campo de concentração”. Essa pessoa era Eric Liddell, um missionário vindo da Escócia.
Uma prostituta russa que também estava no acampamento disse que Liddell era o único homem de todos os que ela já tinha encontrado na vida que fazia algo por ela e não pedia nada em troca como pagamento. Quando ela foi a primeira vez ao campo de concentração, sozinha e desprezada, ele preparou algo com o que ela pudesse se abrigar.
Outro prisioneiro lembra: “Ele tinha uma maneira gentil e bem humorada de acalmar os temperamentos agitados”.
Numa reunião na qual os prisioneiros estavam bastante irritados, todos estavam exigindo que alguém fizesse alguma coisa com os adolescentes desocupados do grupo, que estavam se colocando em problemas. Liddell trouxe uma solução. Ele organizou times esportivos, artes manuais e aulas para as crianças, e começou a passar suas noites com eles.
Liddell havia ganhado fama e glória nas Olimpíadas de 1924 por ter obtido a medalha de ouro na corrida dos 400 metros rasos. Mas, naquele rígido ambiente, ele também se mostrou um vencedor na corrida cristã, obtendo a admiração dos mais secularizados prisioneiros.
O que o tornou alguém especial? Você poderia ter descoberto o segredo dele às 6 da manhã, cada dia. Era naquele momento que ele passava na ponta dos pés pelos companheiros que ainda dormiam, se sentava à mesa, e acendia uma pequena lanterna para iluminar seu livro de anotações e sua Bíblia. Eric Liddell tirava graça e forças a cada dia das riquezas da Palavra de Deus.
1. O LIVRO GUIA PARA O ESTILO DE VIDA DO CRISTÃO
A Bíblia foi escrita como um manual para os cristãos. Ela está cheia de histórias de pessoas reais, como nós, que experimentaram os mesmos desafios que enfrentamos a cada dia. Conhecer esses personagens bíblicos, suas alegrias e tristezas, seus problemas e oportunidades, tudo isso nos ajuda a amadurecer como cristãos.
O salmista Davi retrata nossa dependência diária da Palavra de Deus comparando-a a uma lâmpada [lanterna].
“A Tua Palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho”. Salmo 119:105 (A não ser quando indicado, todos os textos bíblicos da série DESCOBERTAS BÍBLICAS são da Nova Versão Internacional da Bíblia [NVI].).
A iluminação que recebemos da Bíblia a cada dia clareia as qualidades de que necessitamos em nossa vida e os princípios de crescimento espiritual. Acima de tudo, a Bíblia nos mostra Jesus, a Luz do Mundo. A vida apenas faz sentindo se Jesus estiver brilhando sobre ela.
2. UMA AMIZADE QUE TRANSFORMA
Cristo deseja que a Bíblia seja tão real para você quanto uma carta pessoal de um amigo íntimo.
“Eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido”. João 15:15
Jesus quer o nosso melhor Amigo. Sua Palavra nos traz ao círculo mais íntimo da presença de Deus, nos coloca entre aqueles em quem Ele confia e instrui pessoalmente.
“Eu lhes disse essas coisas para que em Mim vocês tenham paz”. João 16:33
A fim de experimentar essa paz, esse relacionamento seguro com Cristo, precisamos ler as cartas que Ele nos enviou. A Bíblia é exatamente isso: correspondência vinda do céu. Não deixe essas cartas fechadas. A mensagem transformadora de que você precisa está na Palavra.
Aqui está um testemunho típico do impacto da Bíblia na vida: “Eu necessitava de auxílio, e o encontrei em Jesus. Toda necessidade foi suprida, satisfeita a fome de minha alma; a Bíblia é para mim a revelação de Cristo. Creio em Jesus porque Ele me é um divino Salvador. Creio na Bíblia porque achei nela a voz de Deus a minha alma”. Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2001), pág. 461.
3. DIRETRIZES PARA VIVER DE ACORDO COM A BÍBLIA E OS DEZ MANDAMENTOS
Um breve olhar sobre os Dez Mandamentos nos ajuda a entender porque eles e a Bíblia são fundamentos indispensáveis para viver corretamente.
Os Dez Mandamentos se dividem em duas categorias principais: os primeiro quatro definem nosso relacionamento com Deus, e os últimos seis definem nosso relacionamento com as outras pessoas. Eles se encontram em Êxodo 20:3-17.
Os primeiros dois mandamentos esboçam nossa relação com Deus e com a adoração devida a Ele.
I. “Não terás outros deuses diante de mim”.
II. “Não farás para ti nenhum ídolo… Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto…”.
O 3o e 4o mandamentos tratam da nossa relação com o nome e o dia santo de Deus.
III. “Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus…”.
IV. “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor, teu Deus…”.
Os mandamentos de 5 e 7 protegem os laços familiares:
V. “Honra teu pai e tua mãe…”.
VII. “Não adulterarás”.
Os mandamentos 6, 8, 9 e 10 protegem nossas relações sociais.
VI. “Não matarás!”.
VIII. “Não furtarás!”.
IX. “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”.
X. “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo… nem coisa alguma que lhe pertença”.
Os Dez Mandamentos definem nosso relacionamento tanto com Deus quanto com as outras pessoas. Eles são os sinais que indicam um estilo de vida cristão.
4. O QUE JESUS DISSE ACERCA DOS DEZ MANDAMENTOS
Um dia, enquanto Jesus ensinava, um empolgado jovem foi até Ele e perguntou: “Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna?” (Mateus 19:16). Cristo podia ver que ele estava lutando contra o problema do amor ao dinheiro, e o aconselhou a se livrar de suas posses e “obedecer aos mandamentos” (verso 17).
O jovem tentou despistar o diagnóstico de Cristo de seu problema ao perguntar de quais mandamentos Ele estava falando. Jesus listou alguns dos Dez Mandamentos (versos 18, 19).
Finalmente, o “jovem rico” se virou e foi embora com tristeza (versos 20-22). Ele conseguia concordar mentalmente com os Dez Mandamentos, mas ele não conseguiria obedecer ao espírito da lei e com isso abandonar seu modo de viver egoísta.
Os Dez Mandamentos nos mostram as fronteiras dentro das quais relacionamentos saudáveis, com Deus e com os outros, podem se desenvolver. Jesus ressaltou o fato de que a obediência é a maneira de ter real felicidade:
“Se vocês OBEDECEREM AOS MEUS MANDAMENTOS, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. TENHO LHES DITO ESTAS PALAVRAS para que a minha alegria esteja em vocês e A ALEGRIA DE VOCÊS SEJA COMPLETA”. João 15:10, 11
5. UM GUIA PARA UMA VIDA FELIZ
O livro de Eclesiastes é um relatório da busca de Salomão pela felicidade. Ele registra sua busca por felicidade nas riquezas do mundo: em casas magnificentes, em vinhas produtivas, em maravilhosos jardins, e em pomares de frutos suculentos. Ele multiplicou seus servos. Ele se encontrou rodeado de qualquer coisa material que uma pessoa poderia desejar. Mas a felicidade o iludiu e ele escreveu:
“Quando avaliei tudo o que as minhas mãos haviam feito e o trabalho que eu tanto me esforçara para realizar, percebi que tudo foi inútil, foi correr atrás do vento”. Eclesiastes 2:11.
Salomão, então, se voltou para buscar os prazeres desse mundo com esperança de encontrar a felicidade. Ele foi tomado pelos prazeres do vinho, de mulheres e da música. Sua conclusão:
“Tudo sem sentido! Tudo sem sentido!… Nada faz sentido!” Eclesiastes 12:8
Salomão já tinha provado e visto que o Senhor é bom. Ao comparar sua vida anterior de obediência ao Senhor que uma vez ele já tinha usufruído, com sua busca incessante pela felicidade nas coisas do pecado, ele dá o veredicto:
“Aqui está a conclusão: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos”. Eclesiastes 12:13
Salomão achou que poderia encontrar um atalho para a felicidade na vida libertina. Próximo ao fim de sua vida, ele foi homem o suficiente para admitir seu erro. Para salvar outros do mesmo erro ele escreveu:
“O que guarda a Lei, esse é feliz”. Provérbios 29:18, Versão Almeida Revista e Atualizada, 2a edição.
6. OS DEZ MANDAMENTOS – GUIA INDISPENSÁVEL PARA O NOVO TESTAMENTO
No Novo Testamento, Tiago testifica:
“Pois quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente. Pois aquele que disse: ‘Não adulterarás’, também disse: ‘Não matarás’. Se você não comete adultério, mas comete assassinato, torna-se transgressor da Lei”. Tiago 2:10-12
Charles Spurgeon, o grande pregador Batista do século passado, declarou: “A lei de Deus é lei divina: santa, celestial, perfeita… Não há um mandamento muito grande; não há um mandamento muito pequeno, todos são tão incomparáveis que sua perfeição é prova de sua divindade”.
John Wesley, um dos fundadores da igreja Metodista, escreveu sobre a natureza duradoura da lei: “A lei moral contida nos Dez Mandamentos… não foi cancelada por Ele [Cristo]… Cada parte dessa lei deve permanecer irredutível para toda a humanidade e em todas as eras”. Sermões, vol. 1, págs. 221, 222 (tradução livre).
Billy Graham, o mais respeitado evangelista do mundo, considera os Dez Mandamentos tão importantes que escreveu um livro inteiro sobre a relevância dos mesmos para o cristão.
7. PODER PARA OBEDECER
A Bíblia e os Dez Mandamentos são imutáveis, indispensáveis e guia perfeito para uma vida feliz. Ainda assim, vários corações estão em conflito. Uma mulher expressou isso da seguinte forma: “Eu creio que os Dez Mandamentos estão ligados entre si, tenho certeza que guardá-los leva à felicidade. Já tentei o máximo que posso para cumprir tudo à risca, mas eu simplesmente não consigo. Estou começando a crer que ninguém mais pode fazer isso”.
A tendência natural do ser humano é tentar viver uma vida de obediência aos mandamentos de Deus. Mas, como resultado de tal tentativa, vez após outra, das profundezas do coração de uma pessoa vem a resposta frustrada: “Eu não consigo ser sempre obediente!” Por quê? Porque:
“A mentalidade da carne é inimiga de Deus, porque não se submete à Lei de Deus, nem pode fazê-lo”. Romanos 8:7
Qual é o propósito dos Dez Mandamentos?
“É mediante a lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado”. Romanos 3:20.
O papel da lei é nos levar ao total reconhecimento de que somos pecadores sem esperança, necessitados de um Salvador.
“Assim, a lei ficou tomando conta de nós até que Cristo viesse para podermos ser aceitos por Deus por meio da fé”. Gálatas 3:24.
Jesus é a resposta! Quando estamos aos pés de Jesus em estado de absoluta desesperança, pela fé podemos receber o perdão de nossos pecados e poder dEle para obedecer Seus mandamentos.
8. A OBEDIÊNCIA AOS DEZ MANDAMENTOS MOTIVADA PELO AMOR
Jesus nos diz que a obediência é resultado do amor:
“Se vocês me amam, obedecerão aos Meus mandamentos”. João 14:15.
Se amarmos a Deus, obedeceremos aos primeiros quatro mandamentos que definem nossa relação com Deus; e se amamos os outros, obedeceremos aos últimos seis que definem nossa relação com os outros.
A pessoa que passa por cima dos Dez Mandamentos, peca:
“Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei”. I João 3:4
Mas, graças a Deus, temos um Salvador que veio a este mundo e morreu, ressuscitou, e agora vive com um propósito:
“Vocês sabem que Ele se manifestou PARA TIRAR OS NOSSOS PECADOS”. Verso 5.
Nosso Salvador perdoa e remove nossos pecados (I João 1:9). Ele, então, promete nos dar seu amor para que possamos amar os outros – e esse é o grande antídoto contra uma vida de egoísmo e pecado:
“DEUS DERRAMOU SEU AMOR EM NOSSOS CORAÇÕES, por meio do Espírito Santo que Ele nos concedeu”. Romanos 5:5
Não temos nenhuma habilidade inata para mantermos a lei de Deus. O amor de Deus derramado em nossos corações é nossa única esperança.
9. A GRAÇA DE DEUS E A OBEDIÊNCIA À LEI
A salvação é um dom. Não podemos obtê-la por nossos próprios méritos. A única coisa que podemos fazer é aceitá-la pela fé. Recebemos justificação (o direito de ficarmos com Deus) como um dom, somente através da fé na graça de Deus.
“Pois VOCÊS SÃO SALVOS PELA GRAÇA, por meio da FÉ, e isto não vem de vós, é DOM DE DEUS”. Efésios 2:8
Mesmo se tentarmos, nós não conseguiremos guardar os mandamentos por nossos próprios esforços. Não conseguiremos guardar os mandamentos com o fim de sermos salvos. Todavia, quando vamos a Jesus com fé e submissão, somos salvos e Seu amor enche nosso coração. Como resultado dessa graça e aceitação divinas, temos o desejo de seguir e obedecer a Cristo pelo poder de Seu amor em nosso coração (Romanos 5:5).
Paulo ressalta a futilidade do esforço humano e indica que não estamos sob o regimento da lei para sermos salvos, mas “debaixo da graça”.
“Vamos pecar porque não estamos debaixo da Lei, mas debaixo da graça? De maneira nenhuma!” Romanos 6:15
Por quê? Porque um coração motivado pelo amor produz uma vida de obediência baseada no amor! (Romanos 13:10). Amar a Cristo é obedecê-lO:
“Quem tem os Meus mandamentos, e lhes obedece, esse é o que me ama”. João 14:21
Eric Liddel demonstrou que, mesmo nas piores circunstâncias, o crente que está ligado ao poder de Deus pode viver uma vida obediente e feliz. Liddell demonstrou uma graça encantadora num momento de medo e estresse. Seu relacionamento de amor com Cristo deu-lhe o poder do Espírito Santo, e com isso deu oportunidade para que Jesus suprisse dos “justos reclames da lei” (Romanos 8:1-4). Um relacionamento de amor com o Salvador crucificado e ressurrecto produz essa qualidade de vida.
Você já descobriu esse segredo por você mesmo? O amor de Jesus fez com que Ele pagasse com a vida o preço do seu pecado. Ele se oferece para melhorar todos os seus relacionamentos através de Seu amor e do aperfeiçoamento de sua vida em todo o bem para fazer a vontade dEle (Hebreus 13:21). Qual é sua resposta?
Lição 15. Copyright © 2004 The Voice of Prophecy Radio Broadcast
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