sábado, 24 de dezembro de 2011

Dicas para casar com a pessoa certa.




10 dicas para não errar


Com a taxa de divórcio acima de 50%, aparentemente pessoas demais estão cometendo um grave erro ao decidir com quem pretendem passar o resto de sua vida. Para evitar tornar-se uma estatística, tente interiorizar estes dez pontos a fim de não entrar em uma fria.


1. Você escolhe a pessoa errada porque espera que ele/ela mude depois do casamento.


O erro clássico. Nunca despose um potencial. A regra de ouro é: Se você não pode ser feliz com a pessoa como ela é agora, não se case. Como disse, muito sabiamente, um colega meu: “Na verdade, pode-se esperar que alguém mude depois de casado… para pior!”


Portanto, quando se trata da espiritualidade, caráter, higiene pessoal, habilidade de se comunicar e hábitos pessoais de outra pessoa, assegure-se de que pode viver com estes como são agora.


2. Você escolhe a pessoa errada porque se preocupa mais com a química que com o caráter.


A química acende o fogo, mas o bom caráter o mantém aceso. Esteja consciente da síndrome “Estar apaixonado”. “Estou apaixonado” freqüentemente significa “Sinto atração física.” A atração está lá, mas você averiguou cuidadosamente o caráter dessa pessoa?


Aqui estão quatro traços de personalidade para serem definitivamente testados:


Humildade: Esta pessoa acredita que “fazer a coisa certa” é mais importante que o conforto pessoal?


Bondade: Esta pessoa gosta de dar prazer aos outros? Como ela trata as pessoas com as quais não tem de ser agradável? Ela faz algum trabalho voluntário? Faz caridade?


Responsabilidade: Posso confiar que esta pessoa fará aquilo que diz que fará?


Felicidade: Esta pessoa gosta de si mesma? Ela aprecia a vida? É emocionalmente estável?


Pergunte-se: Eu desejo ser como esta pessoa? Quero ter um filho com esta pessoa? Gostaria que meu filho se parecesse com ela?


3. Você fica com a pessoa errada porque o homem não entende aquilo que a mulher mais precisa.


Homens e mulheres têm necessidades emocionais específicas, e quase sempre, é o homem que simplesmente “não consegue.” A tradição judaica coloca sobre o homem o ônus de entender as necessidades emocionais de uma mulher, e de satisfazê-las.


Para a mulher, o mais importante é ser amada – sentir que é a pessoa mais importante na vida do marido. O marido precisa dar-lhe atenção consistente e verdadeira.


Isso fica mais evidente na atitude do judaísmo para com a intimidade sexual. A Torá obriga o marido a satisfazer as necessidades sexuais da mulher. A intimidade sexual é sempre colocada em termos femininos. Os homens são orientados para um objetivo, principalmente quando se trata desta área. Como disse certa vez uma mulher inteligente: “O homem tem duas velocidades: ligado e desligado.” As mulheres são orientadas pela experiência. Quando um homem é capaz de trocar as marchas e torna-se mais orientado pela experiência, descobrirá o que faz sua esposa muito feliz. Quando o homem se esquece de suas próprias necessidades e se concentra em dar prazer à mulher, coisas fantásticas acontecem.


4. Você escolhe a pessoa errada porque vocês não partilham metas de vida em comum e prioridades.


Existem três maneiras básicas de nos conectarmos com outra pessoa:


Química e compatibilidade.
Partilhar interesses em comum.
Compartilhar o mesmo objetivo de vida.
Assegure-se de que você compartilha o profundo nível de conexão que objetivos de vida em comum proporcionam. Após o casamento, os dois crescerão juntos ou crescerão separados. Para evitar crescer separado, você deve entender para que “está vivendo” enquanto é solteiro – e então encontrar alguém que tenha chegado à mesma conclusão que você.


Esta é a verdadeira definição de “alma gêmea.” Uma alma gêmea tem o mesmo objetivo – duas pessoas que em última instância compartilham o mesmo entendimento ou propósito de vida, e portanto possuem as mesmas prioridades, valores e objetivos.


5. Você escolhe a pessoa errada porque logo se envolve sexualmente.


O envolvimento sexual antes do compromisso de casamento pode ser um grande problema, porque muitas vezes impede uma completa exploração honesta de aspectos importantes. O envolvimento sexual tende a nublar a mente da pessoa. E uma mente nublada não está inclinada a tomar decisões corretas.


Não é necessário fazer um “test drive” para descobrir se um casal é sexualmente compatível. Se você faz a sua parte e tem certeza que é intelectual e emocionalmente compatível, não precisa se preocupar sobre compatibilidade sexual. De todos os estudos feitos sobre o divórcio, a incompatibilidade sexual jamais foi citada como o principal motivo para as pessoas se divorciarem.


6. Você fica com a pessoa errada porque não tem uma profunda conexão emocional com esta pessoa.


Para avaliar se você tem ou não uma profunda conexão emocional, pergunte: “Respeito e admiro esta pessoa?”


Isso não significa: “Estou impressionado por esta pessoa?” Nós ficamos impressionados por um Mercedes. Não respeitamos alguém porque tem um Mercedes. Você deveria ficar impressionado pelas qualidades de criatividade, lealdade, determinação, etc.


Pergunte também: “Confio nesta pessoa?” Isso também significa: “Ele ou ela é emocionalmente estável? Sinto que posso confiar nele/nela?”


7. Você se envolve com a pessoa errada porque escolhe alguém com quem não se sente emocionalmente seguro.


Faça a si mesmo as seguintes perguntas: Sinto-me calmo, relaxado e em paz com esta pessoa? Posso ser inteiramente eu mesmo com ela? Esta pessoa faz-me sentir bem comigo mesmo? Você tem um amigo realmente íntimo que o faz sentir assim? Assegure-se que a pessoa com quem vai se casar faz você sentir-se da mesma forma!


De alguma maneira, você tem medo desta pessoa? Você não deveria sentir que é preciso monitorar aquilo que diz porque tem medo da reação da outra pessoa. Se você tem receio de expressar abertamente seus sentimentos e opiniões, então há um problema com o relacionamento.


Um outro aspecto de sentir-se seguro é que você não sente que a outra pessoa está tentando controlá-lo. Controlar comportamentos é sinal de uma pessoa abusiva. Esteja atento para alguém que está sempre tentando modificá-lo. Há uma grande diferença entre “controlar” e “fazer sugestões.” Uma sugestão é feita para seu benefício; uma declaração de controle é feita para o benefício de outra pessoa.


8. Você fica com a pessoa errada porque você não põe todas as cartas na mesa.


Tudo aquilo que o aborrece no relacionamento deve ser trazido à baila para discussão. Falar sobre aquilo que incomoda é a única forma de avaliar o quão positivamente vocês se 0comunicam, negociam e trabalham juntos. No decorrer de toda a vida, as dificuldades inevitavelmente surgirão. Você precisa saber agora, antes de assumir um compromisso: Vocês conseguem resolver suas diferenças e fazer concessões que sejam boas para ambas as partes?


Nunca tenha receio de deixar a pessoa saber aquilo que o incomoda. Esta é também uma maneira para você testar o quanto pode ficar vulnerável perante esta pessoa. Se você não pode ser vulnerável, então não pode ser íntimo. Os dois caminham juntos.


9. Você escolhe a pessoa errada porque usa o relacionamento para escapar de problemas pessoais e da infelicidade.


Se você é infeliz e solteiro, provavelmente será infeliz e casado, também. O casamento não conserta problemas pessoais, psicológicos e emocionais. Na melhor das hipóteses, o casamento apenas os exacerbará.


Se você não está feliz consigo mesmo e com sua vida, aceite a responsabilidade de consertá-la agora, enquanto está solteiro. Você se sentirá melhor, e seu futuro cônjuge lhe agradecerá.


10. Você escolhe a pessoa errada porque ele/ela está envolvido em um triângulo.


Estar “triangulado” significa que a pessoa é emocionalmente dependente de alguém ou de algo, ao mesmo tempo em que tenta desenvolver um outro relacionamento. Uma pessoa que não se separou de seus pais é o exemplo clássico de triangulação. As pessoas também podem estar trianguladas com objetos, tais como o trabalho, drogas, a Internet, passatempos, esportes ou dinheiro.


Assegure-se de que você e seu parceiro estejam livres de triângulos. A pessoa apanhada em um triângulo não pode estar emocionalmente disponível por completo para você. Você não será a prioridade número um. E isso não é base para um casamento.


Fonte: www.sexoaberto.com || Rabino Dov Heller

Pão Diário deseja um Feliz Natal a todos!



“Por que Jesus é melhor do que Papai Noel? 

Papai Noel vive no polo norte. Jesus está em todos os lugares. 
Papai Noel anda num trenó. Jesus anda nas asas do vento e andou sobre as águas. Papai Noel nos visita uma vez por ano. Jesus está sempre presente para nos ajudar. Papai Noel enche suas meias com presentes. Jesus supre todas as suas necessidades. Papai Noel entra pela chaminé sem ser convidado. Jesus está à porta e bate… então, entra em nosso coração quando convidado.
“Você tem que ficar na fila para ver Papai Noel. Basta mencionar o nome Jesus, e Ele está ali pertinho.
Papai Noel deixa você sentar em seu colo. Jesus deixa você descansar em Seus braços. 
Papai Noel não sabe o seu nome, ele diz: ‘Ei, garotinho’, ‘Ei, menininha, como é o seu nome?’ Jesus já sabia nosso nome antes mesmo de nascermos. Ele não somente conhece nosso nome, Ele sabe o nosso endereço também. Ele conhece nossa história e nosso futuro, e sabe quantos fios de cabelo temos na cabeça.
“Papai Noel tem a sacola cheia de doces. Jesus tem o coração cheio de amor. Papai Noel diz: ‘Não precisa chorar.’ Jesus diz: ‘Vou cuidar de você; lance seus cuidados sobre Mim e Eu cuidarei de você.’
“Os que ajudam o Papai Noel fazem brinquedos. Jesus faz vidas novas, remenda corações feridos, conserta lares quebrados e constrói mansões.
“Papai Noel coloca presentes sob sua árvore. Jesus tornou-Se nosso presente e morreu numa ‘árvore’.”
Não há sombra de dúvidas; realmente não há comparação. Apenas devemos nos lembrar do verdadeiro sentido do Natal. E colocar Jesus no centro da festa.
Jesus é a razão do Natal.

Fonte: CPB

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Jesus, o melhor presente


“Todo o Céu estava interessado no grande acontecimento da vinda de Cristo à Terra. Mensageiros celestiais vieram tornar conhecido o nascimento do Salvador por muito tempo prometido e esperado, aos humildes pastores que cuidavam de seus rebanhos durante a noite, nas planícies de Belém. A primeira manifestação que atraiu a atenção dos pastores por ocasião do nascimento do Salvador foi uma luz fulgurante nos céus estrelados, que os encheu de espanto e admiração.” — Este Dia com Deus, [Meditações Matinais, 1980], pág. 358.


"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" João 3:16


Esse é o melhor presente que alguém pode receber. E com ele vem muitas exclusividades: salvação(At 2:21; 4:12) perdão dos pecados (Ef 1.7), paz (Jo 14.27), amor (Rm 8.35), vida eterna (Jo 3.16), vida abundante (Jo 10.10), a garantia de uma herança (Ef 1.3,11,14) e um corpo novinho em folha, no futuro (1 Co 15.50-54).
Para receber esse maravilhoso presente, tudo o que você tem a fazer é concordar com Deus e admitir que você é pecador.
“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo [o Messias] morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).
Você não gostaria de receber agora mesmo o presente da vida eterna que Deus tem para lhe dar? Basta aceitá-Lo. Será o melhor presente que você já ganhou na vida!Pense nisso.
por Bíblia e a Ciência

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

No céu nós poderemos voar com os anjos?



A Bíblia não nos revela detalhes sobre este assunto. Em Deuteronômio 29:29 podemos ler que: As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.
Mas também lemos em 1 Coríntios 2:9, que: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam?.
Sendo assim, o mais importante é irmos para o céu, pois lá saberemos se vamos voar ou não. Tenha certeza que o Céu reservará muitas surpresas para os filhos de Deus.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Estudo Bíblico "Futuro com Esperança" no Facebook






Agora é possível estudar a Bíblia de uma maneira interativa e dinâmica. O projeto é uma colaboração entre a Divisão Sul Americana e a área Web da Novo Tempo e tem por objetivo transmitir através do Facebook os ensinos da Bíblia apresentados pelo Pr. Luís Gonçalves.

O curso possui 20 lições em vídeo e texto com um questionário no fim de cada lição. O aluno pode compartilhar o curso com seus amigos e receber ajuda de instrutores voluntários que respondem perguntas bíblicas e ajudam a compreender melhor a Bíblia.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Quando a esmola da Globo é demais, o Crente desconfia.


A música gospel se tornou a espinha dorsal de uma indústria cujos altos cifrões de vendagem e baixos números de pirataria chamaram a atenção da indústria musical secular. Assim, não espanta o tratamento especial da Sony cedido aos artistas gospel, com direito a organização da Sony Gospel Music, gerenciada por um respeitado especialista da área, Maurício Soares.
O potencial consumidor do mercado musical evangélico chamou a atenção da Rede Globo, a partir do seu braço musical, a Som Livre. O resultado foi a produção e exibição do Festival Promessas, que contou com os nomes mais conhecidos do gospel nacional.
Então, as desavenças históricas entre a Globo e os evangélicos (leia-se “entre Globo e Edir Macedo”, leia-se, Globo e Record) são coisa do passado? Não se engane. Nessa diplomacia religiosa há muito de disputa comercial. As TVs vivem de audiência e nada mais natural que a Globo veja os evangélicos não como um campo missionário, mas como um campo pronto para a ceifa de lucros e dividendos.
E o que faz o cristão quando se vê como um componente do jogo de mercado? Dá as costas e vai procurar sua turma? Dá uma lição nas víboras capitalistas e vai vender geleia real de porta em porta? Aproveita a chance de apresentar sua mensagem na maior rede de TV do país?
Mas, qual a mensagem apresentada pelo gospel na Globo? Pergunto isso porque, apesar de Ana Paula Valadão recitar João 3:16, falar da cruz e cantar do Apocalipse como algo a não temer, o que se assistiu em boa parte do programa foram alguns cantores falando “derrama, Shekinah”, “tira o pé do chão, igreja!”, “declare para o Brasil inteiro ouvir”, “levante as mãos que o helicóptero está filmando”.
Para a Globo é bom: o povo adora, ela explora e ainda tira aquela pecha de “emissora do capeta” que algumas igrejas lhe davam. Para o gospel é bom: o cantor vende e ora, o fiel compra e chora; mas nunca é demais lembrar que há vozes honestas e corações sinceros.
E para o evangelho? Há o cristão que vê a mão bem visível do mercado do entretenimento tomando para si a música destinada ao louvor e adoração a Deus. Talvez porque, quando a esmola da Globo é demais, o crente desconfia. E há o cristão que acredita que o evangelho está abrindo portas para chegar ao conhecimento de muito mais gente.
Mas, qual evangelho? O do pula-pula e do oba-oba ou o do chamado à reflexão? O do evangelho de mercado ou o do evangelho apesar do mercado? O do culto à canção ou o do culto com pregação? O do sucesso ou o do serviço? São duas faces da mesma moeda, ou do mesmo evangelho?
A Globo quer audiência e uma fatia do lucrativo mercado musical evangélico. Ponto. Então, caro cantor gospel, vá lá, cante e dê sua mensagem. Só não dá pra dizer, caro cantor, que agora o Brasil é de Jesus, porque não é bem assim que as coisas acontecem.
"Gospel" quer dizer também "evangelho". Os mais empolgados cantaram uma importante vitória desse "gospel" evangelizador. Gospel afirmou-se também como sinônimo de uma produção musical industrial em série. Como embalagem, os mais cautelosos desconfiam que Globo e gospel tem tudo a ver; enquanto mensagem, eles creem que Globo e evangelho não tem nada a ver.
Enfim, a suma de tudo o que ouviste pela voz do gospel na Globo é esta: quem é evangélico e gosta do estilo, assistiu e se emocionou; quem não é evangélico, deve ter mudado de canal; e quem é evangélico e não gosta do estilo, ficou constrangido. Mas, gostando ou não do estilo, deixemos o povo cantar. “Se for de Deus, prosperará; se não for de Deus, ...”

*****
Estão dizendo que o idealizador do programa foi o pastor Silas Malafaia, que teria “profetizado” que um dia estaria falando na TV Globo. Essa informação levou o pastor Vicente Sabbatino a declarar: “O profeta de nossa geração disse que um dia estaríamos na Globo. O Festival Promessas é apenas o primeiro ato de uma sinfonia de vitória”. Cada geração tem o profeta que merece? Bem, parece que alguns estão bem seguros de que só Jeová é Deus e Malafaia é seu profeta.

Fonte:Nota na Pauta

domingo, 18 de dezembro de 2011

Os Cães Vão para o Céu?Um Reflexão sobre Apocalipse 24:14-15



Uma vez alguém indagou a Elizabeth Marshall Thomas se haveria cães no céu. Ela respondeu afirmando que obviamente o céu teria cachorros, de outra forma não seria céu (DONIGER, 2007). Da mesma forma, o veterinário americano Robert T. Sharp escreveu, em 2005, um livro (ao qual não tive acesso) fazendo justamente essa pergunta: haverá cães no céu? Na universidade americana Seattle Pacific University, Kathleen Braden, uma professora de geografia, ensina um curso denominado “Haverá cães no céu?”, no qual ela explora as relações entre o homem e os animais, incluindo o estudo de tratados teológicos sobre a natureza dos animais, o relacionamento dos seres humanos com o sofrimento animal e os aspectos psicológicos de nosso relacionamento com nossos animais de estimação. Se isso lhe soa estranho, talvez seja nossa sisudez que nos impeça de apreciar a possibilidade de seres humanos e animais conviverem pacificamente em um ambiente celestial. De acordo com Bill Hall (1990), as pessoas raciocinam que, se houver cães no céu, também haverá ali gatos, camundongos e outros animais de estimação que poderão ser inconvenientes à fruição de gozo eterno. Talvez imaginem que será uma tentação dietética contemplar uma ave ou peixe, no céu, sem poder apreciá-los de uma forma mais epicurista do que o ambiente celestial permitirá.


De qualquer forma, minha família ficou profundamente impressionada, recentemente, quando ouviu um pregador anunciar, enfaticamente, que os cães não vão para o céu. Como muitas outras famílias cristãs, temos uma cadela (pinscher) em casa. Seu nome é Melanquita (“vestido preto”, em grego), e meus filhos adolescentes muito se afeiçoaram a ela. Ouvir, repentinamente, que os cães não vão para o céu causou-lhes grande decepção. Contudo, ao examinar o texto bíblico apresentado pelo pregador, confesso que não tive a mesma impressão que ele e estou convencido de que o mesmo não exclui os cachorros do céu. Trata-se de Ap 22:14-15: “Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras [no sangue do Cordeiro], para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas. Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.”


Não me sinto embaraçado ao me referir ao cachorro da família de forma afetuosa. Bainton (1957) comenta que Lutero, em várias passagens de sua obra Conversa à mesa (ou Colloquia mensalia, em latim), menciona seu cachorro Toelpel, ao qual ele parece ter estimado muito. Percebe-se pela fala de Lutero que ele esperava que os cães fossem para o céu. Ele chega mesmo a dizer que, no céu, os cães teriam pele de ouro e pêlo de prata. Além disso, ele os apresenta como modelos para a fidelidade e concentração cristãs: “Ah, se eu pudesse orar com a devoção com a qual meu cachorro observa um pedaço de carne” (Conversa à mesa, n. 274). Além disso, a ressurreição dos animais é uma doutrina solidamente estabelecida entre os mórmons. Segundo o autor mórmon Bruce R. McConkie (1962, p. 573-578), “nada é mais absolutamente universal do que a ressurreição; todo ser vivo há de participar dela: ‘como todos morreram em Adão, assim em Cristo todos serão vivificados’ (1 Co 15:22.)”.


São literais os cães de Ap 22:14-15?


O texto de Apocalipse definitivamente não se refere a cães literais. O contexto favorece a uma interpretação metafórica da passagem por duas razões principais. Em primeiro lugar, todos os outros elementos da lista apocalíptica dos excluídos da Nova Terra são figuras humanas culpadas de pecados graves: feiticeiros, prostituídos, homicidas, idólatras e mentirosos. Incluir um animal entre esses não faz sentido, pois os animais não são passíveis de cometer pecado. Em segundo lugar, o livro de Apocalipse apresenta, em 21:8, uma outra lista de impossibilitados à salvação que tampouco inclui animais: “quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte”.


Além disso, existem outros usos metafóricos dessa palavra nas Escrituras. Dt 23:18 fala do salário de uma prostituta e de um cão num contexto tão claramente simbólico que as traduções portuguesas nem mesmo retêm a palavra “cão”: “não trarás o salário da prostituta nem preço de um sodomita [ou cão] à casa do Senhor teu Deus por qualquer voto; porque ambos são igualmente abominação ao Senhor teu Deus.” O termo era, também, um insulto genérico (1 Sm 17:43; 24:14; 2 Re 8:13; Sl 22:17, 21; Isa 56:10-11; Mt 7:6), como ainda o é em nossos dias, ou uma expressão de humildade (2 Re 8:13). É, portanto, um contra-senso insistir que os cães encontram-se escatologicamente barrados de existir na Nova Terra.


Os cães de Apocalipse são os gentios?


As listas de vícios, pecados e tipos de pecadores eram comuns entre os filósofos moralizantes do mundo greco-romano. Luciano, em seu tratado intitulado Hermótimo 22, compara a virtude (aretē) a uma cidade da qual são excluídos todos os vícios. Nas Escrituras, Paulo é quem as utiliza com maior freqüência. O caso do livro de Apocalipse, que se baseia na tradição de Dt 18:9-14, é a única ocorrência conhecida de uma lista de vícios contendo a palavra “cães”. Por isso, tem sido prática comum interpretar o termo como uma referência a pessoas e não a animais. De fato, de acordo com Dídimo de Alexandria, os cristãos do século IV negavam a participação na comunhão aos não batizados com base no provérbio de Mt 7:6, que proibia que coisas sagradas fossem dadas aos “cães”. Será, contudo, que uma comparação entre o texto de Apocalipse e o evangelho de Mateus nos permitiria concluir que “cães”, figurativamente, são sempre os gentios?


Apesar de o evangelho de Mateus ter sido escrito primariamente para os judeus, há, nele, um número surpreendentemente alto de referências aos gentios. Como em alguns casos, Mateus os apresenta sob uma luz desfavorável, certos teólogos, como David Sims (1998, p. 215-256), por exemplo, têm suposto que o evangelho tem um tom anti-gentílico. Outros teólogos, como Hummel (1996, p. 36) e Bonnard (1982, p. 429-435), entendem que, quando os líderes judaicos, em Mateus, empregam a palavra “pecadores”, eles geralmente se referem aos gentios. Assim, a frase “publicanos e pecadores” deve ser compreendida como equivalente sintagmático de “publicanos e gentios”.


No entanto, é possível perceber inúmeras ocasiões em que Mateus apresenta os gentios com um olhar favorável: 8:5-13; 21:17-24; 27:54; etc. Para Smillie (2002, p. 74-96), Jesus aceita e adapta os estereótipos judaicos convencionais em relação aos pagãos como a quintessência da injustiça discursiva, procurando generalizar a fim de criar um contraste em relação ao qual Ele possa criar um novo comportamento ou atitude. Por essa razão, não me parece coerente supor que a referência de Jesus aos cães, na perícope da mulher cananéia (Mt 15:22-28), tenha como intenção outra coisa que não generalizar para contrastar e levar a uma mudança de atitude. Os leitores de Mateus, observando o relato através da máscara exclusivista do Judaísmo, devem perceber pela resposta da mulher e pela concessão de Jesus a sua súplica que necessitam adotar uma nova atitude em relação aos samaritanos e aos gentios em geral: uma atitude de tolerância. A mulher toma, sem pudores, o termo deliberadamente pejorativo de Jesus e o aplica a si mesma, ao dizer: “mas mesmo os cães”. Isso lhe ganha a bênção e, mais do que isso, um dos mais comoventes elogios feitos por Jesus nos evangelhos.


Fica claro, portanto, que, apesar de pejorativo, o uso do termo “cães” por Jesus em Mateus tem como objetivo provocar uma mudança de atitude em relação a uma classe discriminada. A situação criada por Jesus é o equivalente prático de sua declaração “ouviste o que foi dito... eu, porém vos digo”, usada por Ele com a mesma finalidade de transformar a compreensão de seus ouvintes em relação a conceitos que deveriam ser suplantados pelo amor cristão. Entretanto, o interesse principal deste artigo não é estabelecer todo o contexto em que a palavra “cães” se emprega em Mateus, mas simplesmente assinalar que os escritores neotestamentários estavam familiarizados com seu uso metafórico. Ou seja, em Mateus a palavra “cães” não se refere ao animal, mas aos gentios. Por outro lado, não podemos dizer que a ocorrência da palavra em Apocalipse tenha o mesmo referencial uma vez que percebemos que, em Mateus, a palavra foi enobrecida por Jesus. Depois do encontro da mulher cananéia com Jesus, os “cães” (= gentios) não são mais excluídos do banquete, mas passam a ter direito às migalhas. Por isso, os cães de Apocalipse não podem ser os gentios porque, ali, os cães continuam excluídos da salvação.


Quem são os cães de Apocalipse?


Ao analisar a passagem de Apocalipse, Robertson propõe, com base em Dt 23:18, que os “cães” são pessoas sexualmente impuras, uma vez que, segundo ele, os cães eram animais de rapina no Oriente e, por isso, eram ali desprezados. A mensagem do Apocalipse não representa, contudo, unicamente o pensamento oriental. João, é verdade, era judeu, mas escreveu em grego, na ilha de Patmos, uma prisão romana no coração do mundo grego. Por isso, pode-se buscar para a palavra “cães” um sentido mais próximo àquele empregado no mundo greco-romano. Se isso é verdade, o termo pode ter um sentido filosófico mais abrangente do que apenas o da imoralidade.


O mundo grego conheceu certos filósofos que se chamavam a si mesmos de cínicos, isto é, “caninos”, para enfatizar seu comportamento irrestritamente franco. Um dos mais famosos desses filósofos foi Diógenes de Sínope que, segundo Diógenes Laércio 6.54, era “um Sócrates enlouquecido”. Diógenes pregava a anaidéia, isto é, uma vida totalmente despojada de pudor. Outro renomado filósofo cínico foi Crates de Tebas (TORRES, 2001, p. 45-54). Sabemos, por intermédio de Apuleio (Floridum 14), que Diógenes de Sínope persuadiu Crates, no século IV a.C., a renunciar a sua fortuna. Crates passou, então, a se referir a sua antiga riqueza pela expressão “fardo de esterco” (onus stercoris). A decisão de Crates foi tão ofensiva a alguns que Clemente de Alexandria, em sua obra Quem é o homem rico que se salva?, declara que Crates o fez apenas porque queria se libertar do trabalho de ter que manter suas posses, preferindo o ócio das letras inúteis (hē scholē nekras sophias) e, portanto, não pelas razões sugeridas por Jesus em Mr 10:17-31. O mesmo Apuleio (Floridum 22) apresenta um Crates desnudo, ensinando suas doutrinas e carregando uma clava semelhante à de Hércules (seminudus et clava insignis). Além disso, Apuleio nos informa que Crates costumava copular com sua consorte Hiparque, em frente ao Pórtico Pintado, em plena ágora ateniense (Floridum 14).


O espírito de controvérsia associado aos cínicos teve enorme influência no pensamento greco-romano (LESKY, 1996, p. 672). A sinceridade destemperada desses filósofos teve repercussão negativa entre as demais escolas filosóficas e causou muita reação entre estóicos e epicureus. É, por essa razão, que os demais gregos passaram a se referir a eles como cínicos, isto é, “caninos”. O próprio Diógenes de Sínope, fundador dessa escola filosófica, aceitou o apelido de “Diógenes, o cão”. Não se deve menosprezar a influência dos sistemas filosóficos greco-romanos sobre o pensamento dos escritores neotestamentários que ora os aprovam e ora os rejeitam, a depender do teor de seu conteúdo (TORRES, 2006). Minha proposta é que os cães de Ap 22:14-15 sejam justamente as pessoas de comportamento aberrante que o mundo greco-romano havia se acostumado a chamar de cínicos (“caninos”). O apóstolo João pode estar simplesmente fazendo um alerta de que o comportamento espalhafatoso e abertamente ofensivo, a revolta pelo simples prazer da revolta, a crítica inamistosa e a imoralidade frívola, tudo isso pode impedir que o cristão, um dia, ingresse no paraíso escatológico a ele prometido pelas Escrituras.


Além disso, ao contrário do que pode ter acontecido no Oriente (se é que a afirmação de Robertson de que os orientais desprezavam os cães é verdadeira), os gregos e os romanos tinham grande proximidade com seus cães de estimação. Desde a referência ao famoso cão Argos, pertencente a Ulisses, na Odisséia, até as inúmeras estelas funerárias gregas que costumeiramente incluíam as figuras dos cães ao lado dos donos falecidos, evidências abundam de que o mundo greco-romano amava esses animais. Aliás, não se pode dizer que o termo “cínico” era pejorativo. Pelo contrário, ele pode ter até contribuído para a aceitação desses filósofos que voluntariamente usavam o epíteto de “cães” para chamar a si mesmos.


Em sua epístola aos efésios (7.1), Inácio interpreta os “cães” de Apocalipse como sendo “aqueles que rejeitam a verdade e se endurecem contra a graça”. Não poderia haver uma descrição mais precisa dos cínicos de sua época: homens obstinados, que rejeitavam as tradições e a razão, com o firme propósito de se oporem à sociedade em que viviam. Talvez seja, por isso, que Jesus hesite em deixar que o evangelho seja levado a pessoas assim (Mr 7:6). Dessa forma, a majestade do evangelho não pode ser vilipendiada pela hostilidade daqueles que se opõem a tudo que existe no mundo, seja no campo material ou no espiritual. Obviamente, não posso provar que a referência a “cães” no Novo Testamento tenha como única referência os cínicos. É certo que, nos evangelhos, o termo se refira mesmo aos gentios. Entretanto, quero sugerir que a expressão apocalíptica tenha essa acepção principal. Há indícios de que o cinismo tenha florescido de maneira mais intensa sob a dinastia flaviana. Ora, Domiciano, sob quem João foi condenado a Patmos, foi um dos mais conhecidos imperadores dessa dinastia.


Haverá, então, animais no céu?


O manuscrito 4Q394, encontrado, em Qumran, no Mar Morto, nos dá uma pista por que os judeus antigos, contrariamente às práticas do Ocidente, pareciam avessos à presença de cães em Jerusalém. O manuscrito traz uma proibição quanto à manutenção de cachorros nas imediações do templo, porque estes insistiam em desenterrar os ossos dos animais ali sacrificados. Da mesma forma, o livro apócrifo conhecido como Atos de André também sugere que os primeiros cristãos tinham uma atitude ambivalente para com os cães, pois essa obra nos informa que alguns cristãos acreditavam ser o cachorro um animal cuja forma o diabo gostava de assumir. Apesar dessas considerações negativas, não há nada que nos sugira que a ocorrência da palavra “cães” no Apocalipse deva ser interpretada literalmente. Além disso, o Antigo Testamento fala abundantemente da existência de animais na Nova Terra. A passagem mais famosa nesse contexto é Is 65:25: “o lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor”. O texto é uma repetição ligeiramente alterada de Is 11:6: “e morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão e o animal cevado andarão juntos, e um menino pequeno os guiará”. A passagem é, no entanto, aplicável primariamente ao antigo Israel e não à Igreja atual. Entretanto, como a maioria das profecias do Antigo Testamento é reaplicável à Igreja, pode-se imaginar que haverá animais na Nova Terra.


O reverendo Richard Phillips, pastor da primeira Igreja Presbiteriana Coral Springs, em Margate, na Flórida, responde a pergunta “haverá cães no céu?” com a seguinte afirmação: “provavelmente haverá, mas não o seu cachorro”. O que ele quer dizer é que, na reacriação da natureza, provavelmente Deus embelezará nosso planeta com espécies animais e vegetais, como o livro de Gênesis relata que Ele fizera na semana da criação. No entanto, não podemos estar certos de que isso se dará por meio da ressurreição dos animais que antes existiram na Terra. Pode ser que Deus simplesmente decida criar novos animais para essa finalidade.


Conclusão


A autora adventista Ellen White não fala muito sobre “cães”. Nas vezes em que a expressão ocorre em seus livros, esta se refere principalmente aos gentios de Mt 7:6 ou 15:22-28. Entretanto, no contexto da educação dos filhos, Ellen White (OC, p. 251) nos lembra que crianças não são como cães ou cavalos aos quais podemos dar ordens indiscriminadamente. Isso talvez seja útil para nos lembrar que o inverso também é verdadeiro. Por mais que amemos a esses animais, devemos sempre nos lembrar que eles não são crianças e, portanto, não devem ter a prioridade em assuntos domésticos.


Rudyard Kipling escreveu um poema no qual afirma que se pudesse dar a Jesus um único presente, dar-lhe-ia um cão. Mark Twain disse, por sua vez, que, se não há cães no céu, ele preferiria ir aonde eles foram. Esses são, obviamente, exageros. Não há que se chegar a tanto. Porém, talvez seja importante para nossa sensibilidade pós-moderna saber que a Bíblia não descarta a possibilidade de que haja cães na Nova Terra. De qualquer forma, ainda que não haja cães no céu, eles estarão lá, pois os levaremos conosco em nosso coração.

Fonte: A Bíblia e a Ciência