terça-feira, 3 de abril de 2012

Por que Cristo ainda não veio?



O movimento adventista surgiu com a expectativa da iminente vinda de Cristo e, mesmo depois do desapontamento de 1844, seus pioneiros continuaram aguardando esse evento. Partilhando fervorosamente dessa esperança 1 foi que, em 1851, Ellen G. White escreveu: “Vi que o tempo para Jesus permanecer no lugar santíssimo estava quase terminado e esse tempo podia durar apenas um pouquinho mais; que o tempo disponível que temos deve ser gasto em examinar a Bíblia, que nos julgará no último dia.” 2

Entretanto, não tendo vindo Jesus, passadas três décadas, ela foi acusada de ter feito uma declaração falsa. Em resposta, ela argumentou que essa acusação também poderia ter sido feita a Cristo e aos apóstolos, que também chamaram a atenção para a urgência do tempo: “… o tempo é curto” (1Co 7:29). “Vai alta a noite e vem chegando o dia” (Rm 13:12). 3

Obviamente, eles não estavam enganados. “Os anjos de Deus em suas mensagens aos homens, apresentam o tempo como muito breve. Assim ele me tem sido sempre apresentado. É verdade que o tempo tem prosseguido mais do que esperávamos nos primeiros tempos desta mensagem. Nosso Salvador não apareceu tão depressa como esperávamos. Falhou, porém, a palavra do Senhor? Nunca! Devemos lembrar que as promessas e ameaças de Deus são igualmente condicionais.”4 A demora da segunda vinda acontece porque os filhos de Deus têm falhado em cumprir essas condições. 5

Missão inconclusa

O Senhor deu a Seu povo uma missão a ser cumprida, antes de Sua vinda, ou seja, proclamar as mensagens dos três anjos (Ap 14), pregando o evangelho eterno, chamando a atenção do mundo para o santuário celestial e o ministério intercessor de Cristo e restaurando a observância do verdadeiro dia de repouso. “Houvessem os adventistas, depois da grande decepção de 1844, ficado firmes na fé, e seguido avante em união no caminho aberto pela providência de Deus, recebendo a mensagem do terceiro anjo e proclamando-a ao mundo… ,a obra se haveria completado, e Cristo teria vindo antes para receber Seu povo para lhe dar o galardão.” 6 Em vez disso, muitos crentes vacilaram na fé e se tornaram oponentes da verdade. Mas, “não era a vontade de Deus que a vinda de Cristo fosse assim retardada” 7

Ellen White comparou a demora da vinda de Jesus com a postergação da entrada dos israelitas em Canaã. Não era plano de Deus que vagueassem 40 anos no deserto; porém, por causa da falta de fé, retardaram a entrada na terra prometida (Hb 3:19). “Por quarenta anos a incredulidade, murmurações e rebelião excluíram o antigo Israel da terra de Canaã. Os mesmos pecados têm retardado a entrada do moderno Israel na Canaã celeste. Em nenhum dos casos as promessas de Deus estiveram em falta. É a incredulidade, o mundanismo, a falta de consagração e a contenda entre o professo povo do Senhor que nos têm conservado neste mundo de pecado e dor por tantos anos.” 8

Para os israelitas, Deus era culpado pela longa peregrinação. Semelhantemente, os cristãos laodiceanos correm o perigo de lançar a culpa em Deus pela demora da segunda vinda. “Talvez tenhamos de permanecer muitos anos mais neste mundo por causa de insubordinação, como aconteceu com os filhos de Israel; mas por amor de Cristo, Seu povo não deve acrescentar pecado a pecado, responsabilizando Deus pela consequência de seu procedimento errado.” 9

Espera misericordiosa

Por outro lado, não é por indiferença ou esquecimento que o Senhor ainda não veio. É por misericórdia que Ele retarda Sua vinda (2Pe 3:9). “A longa noite de tristeza é árdua, mas a manhã é adiada em misericórdia, porque se o Mestre viesse, muitos seriam achados desprevenidos. A recusa de Deus em permitir que Seu povo pereça tem sido a razão de tão longa demora.” 10 E mais: “Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então Ele virá para reclamá-lo como Seu.” 11 Em suma, ainda não estamos preparados para ir ao Céu com Jesus.

Esse preparo inclui algo mais que o desenvolvimento de um caráter semelhante ao de Cristo. Envolve ajuda para que outros também se preparem. Desenvolvimento do caráter cristão e pregação do evangelho andam de mãos dadas; são dois aspectos de uma realidade. “O objetivo da vida cristã é a frutificação – a reprodução do caráter de Cristo no crente, para que Se possa reproduzir em outros.” 12

Assim como Deus tem misericórdia de Seu povo, também é compassivo para com os descrentes. “Jesus retarda a Sua vinda, para que pecadores possam ter oportunidade de ouvir a advertência, e encontrar nEle refúgio antes que a ira de Deus seja derramada.” 13 E a nós foi confiada a tarefa de advertir o mundo. “Dando o evangelho ao mundo, está em nosso poder apressar a volta de nosso Senhor. Não nos cabe apenas aguardar, mas apressar o dia de Deus. Houvesse a igreja de Cristo feito a obra que lhe era designada, como Ele ordenou, o mundo inteiro haveria sido antes advertido, e o Senhor Jesus teria vindo à Terra em poder e grande glória.” 14

A espera pode nos parecer muito longa e difícil de ser suportada. Porém, “quando, com os remidos, estivermos em pé sobre o mar de vidro, com harpas de ouro e coroas de glória, tendo à nossa frente a imensurável eternidade, então veremos como foi curto o período de provação e espera”. 15

Ele vem

A verdade é que, independentemente de quanto tempo tenhamos que esperar, é certo que Jesus virá, pois Ele mesmo prometeu (Jo 14:3; Ap 22:20). Por isso, Ellen G. White manteve sempre viva a esperança no indubitável regresso de Jesus à Terra. Jamais perdeu a confiança nem ficou impaciente; não dependia de data específica. Ela estava certa de que o Senhor não falha (Hb 10:37). Em uma carta, escrita em 1888, ela disse: “Ainda que desiludida, nossa fé não tem vacilado nem temos nos voltado à perdição. A demora é aparente porque, no tempo designado, nosso Senhor virá; e nós, se formos fiéis, exclamaremos: ‘Eis que Este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e Ele nos salvará’”. 16

O mais importante não é saber as razões pelas quais Cristo ainda não veio, mas estar preparados para recebê-Lo. Nosso maior perigo não é deixar de crer na vinda de Jesus, mas pensar: “Meu senhor demora-se” (Mt 24:48). Essa é uma atitude que nos leva ao egoísmo e ao mundanismo, fazendo-nos adiar nosso preparo e mantendo-nos adormecidos numa falsa segurança, indiferentes aos interesses eternos.

“Todo o que pretende ser um servo de Deus é convidado a realizar Seu serviço como se cada dia fosse o último.” 17 “Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim” (Mt 24:46).

Fonte: A Bíblia e a Ciência

segunda-feira, 2 de abril de 2012

As 7 frases de Cristo na cruz




1 – “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).Uma pergunta oportuna, diante do comportamento do nosso Salvador, para com aqueles que tão aleivosamente O estavam maltratando seria esta: Qual a nossa atitude para com aqueles que nos injuriam, nos provocam ou dizem palavras ofensivas contra nós? Se for diferente da do divino Mestre, estamos muito longe do ideal que Ele nos propôs. Que o exemplo da primeira frase de Cristo na cruz, jamais seja olvidado por nós.


2 – “Em verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:43).Após a Sua súplica pelos inimigos, dirigiu a palavra a alguém que antes fora inimigo, mas agora já se tornara bom amigo.
Todos sabemos que Cristo foi crucificado entre dois ladrões. Parece-nos lógicos concluir pelo contexto, que o comportamento dos dois ladrões a princípio foi idêntico, mas pela observação do procedimento de Cristo diante dos que O injuriavam, um deles conclui que ali se achava o seu Salvador, a quem faz este pedido: “Senhor, lembra-te de mim quando vieres no Teu reino”. Esta súplica é uma declaração explícita de sua crença na messianidade de Jesus. A resposta incontinenti de Cristo revelou amor, compaixão e perdão. Estas palavras prometiam ao bom ladrão, dar-lhe um lugar em Seu futuro reino, quando chegasse a hora da Sua segunda vinda.


3 – “Vendo Jesus Sua mãe, e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí a tua mãe. Dessa hora em diante o discípulo a tomou para casa” (João 19:26 e 27). Ao pé da cruz se achava com a o coração traspassado sua angustiada mãe. Ao Seu lado se encontrava o discípulo que mais se identificara com o Mestre e podemos concluir que João a estava consolando e animando naquele transe aflitivo.
O pedido de Jesus a João, para que cuidasse da mãe, revela Seu amor filial e deve servir de exemplo para que cada filho tenha solícito cuidado por seus pais.


4 – “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” (Mateus 27:46 e Marcos 15:34). Após seis horas, suspenso entre o céu e a Terra, sofrendo lancinantes dores, com os pecados da humanidade pesando sobre Si, compreendemos o motivo de exclamação desta sentença. Há nesta frase um profundo mistério, porque sabemos que o Pai não O desamparara, mas ela será em parte compreendida à luz de Isaías 53:5: “Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados”. Falar de desamparo era uma maneira de expressar Seus padecimentos físicos e morais e do peso acabrunhador dos pecados do gênero humano de que Se fizera fiador.


5 – “Tenho sede!” (João 19:28). Decorridas 18 ou 20 horas sem Se alimentar; sangrando pelos açoites, espinhos e cravos; as fortes emoções sentidas durante a noite do processo; a fadiga pelo transportar da cruz (segundo os estudiosos devia pesar 100 quilos); a febre produziu em Jesus a grande intensidade da sede. Com a língua seca e os lábios ressequidos, exclama para os circunstantes: “Tenho sede!” Esta palavra “sede”, de acordo com alguns estudiosos, talvez fosse mais uma expressão reveladora dos Seus sofrimentos. Segundo outros comentaristas – sede – seria o desejo de repouso na Pátria do Pai.
Um do presentes, movido de compaixão, tomou uma esponja, embebeu-a em vinagre, prendeu-a na extremidade de uma vara e umedeceu com ela os lábios de Jesus. Tendo experimentado o vinagre, proferiu a sexta frase.


6 – “Está consumado!” (João 19:30). Esta simples declaração é uma síntese maravilhosa de toda a obra de Cristo profetizada no Velho Testamento.
Com a batalha terminada e a vitória ganha, todo o Céu se encheu de júbilo. Em outras palavras, Ele queria dizer que Sua árdua e extraordinária missão estava finalizada.


7 – “Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito” (Lucas 23:46). Espírito nesta passagem é sinônimo de Seu ser ou Sua vida. Temos aqui a figura de estilo chamado sinédoque, pela qual a parte é tomada em lugar do todo.
A vida de Cristo na Terra foi uma vida completa submissão à vontade do Pai. Concluída a missão, Sua vida é depositada nas mãos de Deus. Estas palavras revelam confiança e ternura filiais. Após pronunciá-las, o Salvador inclinando a cabeça, exalou o último suspiro.
Rendamos sempre graças a Deus, pelo sacrifício expiatório que Cristo fez na cruz do Calvário, para remissão de nossos pecados.


(Texto de Pedro Apolinário)

domingo, 1 de abril de 2012

Não é o Plano de Deus que Moremos na Cidade



Em todo o mundo as cidades estão se tornando viveiros de vícios. Por toda parte se vê e ouve o que é mau, e encontram-se estimulantes à sensualidade e ao desregramento. Avoluma-se incessantemente a onda de corrupção e de crime. Cada dia oferece um registro de violência: roubos, assassínios, suicídios e crimes revoltantes.
A vida nas cidades é falsa e artificial. A intensa paixão de ganhar dinheiro, o redemoinho da exaltação e da corrida aos prazeres, a sede de ostentação, de luxo e extravagância, tudo são forças que, no que respeita à maioria da humanidade, desviam o espírito do verdadeiro desígnio da vida. Abrem a porta para milhares de males. Essas coisas exercem sobre a juventude uma força quase irresistível.
Uma das mais sutis e perigosas tentações que assaltam as crianças e jovens nas cidades é o amor dos prazeres. Numerosos são os dias feriados; jogos e corridas de cavalos arrastam milhares, e a onda de agitação e prazer atrai-os para longe dos sóbrios deveres da vida. O dinheiro, que deveria haver sido economizado para melhores fins, é desperdiçado em divertimentos.
Em razão de monopólios, sindicatos e greves, as condições da vida nas cidades estão-se tornando cada vez mais difíceis. Sérias aflições encontram-se diante de nós; e sair das cidades tornar-se-á uma necessidade para muitas famílias.
O ambiente material das cidades constitui muitas vezes um perigo para a saúde. Estar constantemente sujeito ao contato com doenças, a prevalência de ar poluído, água e alimento impuros, as habitações apinhadas, obscuras e insalubres, são alguns dos males a enfrentar.
Não era desígnio de Deus que o povo se aglomerasse nas cidades, se apinhasse em cortiços. Ele pôs, no princípio, nossos primeiros pais entre os belos quadros e sons em que se deseja que nos alegremos ainda hoje. Quanto mais estivermos em harmonia com o plano original de Deus, mais favorável será nossa posição para assegurar saúde ao corpo, espírito e alma. A Ciência do Bom Viver, págs. 363-365.
Ellen G. White – Vida no Campo, 10-11

sábado, 31 de março de 2012

A Única Coisa Que Consegue Parar Deus


"Certa mulher que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia, veio por trás dele e lhe tocou na orla da veste, logo se lhe estancou a hemorragia. Mas Jesus disse: Quem me tocou? Como todos negassem, Pedro [com seus companheiros] disse: Mestre, as multidões te apertam e te oprimem [e dizes: Quem me tocou?]. Contudo, Jesus insistiu:

Alguém Me tocou, porque senti que de Mim saiu poder. Vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se trêmula e, prostrando-se diante dEle, declarou, à vista de todo o povo, a causa por que lhe havia tocado e como imediatamente fora curada. Então, lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz" (Lucas 8:43-48). 

O toque humano tem o poder de conter Deus.
Sim, de fazê-lO parar.
de detê-lO.
de fazê-lo consciente de seus problemas,
sua dor,
sua petição.

"Oh", diz você, "não é possível. Deus não Se importa comigo. Ele não se interessa pelo que acontece comigo, um indivíduo tão pequeno em meio à Sua enorme criação.
Quem sou eu, ou o que sou eu para que Deus repare em mim?"
Bem, está registrado.
Está escrito, preto no branco
que, detido pelo toque de uma mulher doente, Ele
Se virou

Aquele que conquistou a morte
Aquele que derrotou Satanás
Aquele a quem todas as legiões do inferno não conseguem deter
Aquele que é o Rei dos reis.
Ele se deteve, apenas por uma mulher doente,
e sem nome, que tocou a barra de Sua veste. - Peter Marshall. 

Prece ao Médico dos médicos

Ó mais bondoso dos Médicos,
Ajuda-me a entender que os sãos não se esforçaram para chegar a Ti.
Juntaram-se, formando multidões,
mas os que sofriam muito é que estenderam a mão para Te segurar...

Ajuda-me a compreender, Senhor Jesus,
que a fé da mulher que sofria de hemorragia foi forjada na bigorna do sofrimento,
durante doze longos anos.
Anos de decepções, de sonhos despedaçados.

Obrigado, Senhor Jesus, por olhares para todas as hemorragias de minha vida com olhos de miseric6rdia,
olhos que entendem, que enxergam toda a minha história.
Obrigado por Tua disposição para estancar meu sofrimento.
E obrigado porque posso depositar meus problemas a Teus pés
e seguir meu caminho em paz... - Ken Gire.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Há um Lugar Reservado Para Hitler no Céu?



Não faz muito tempo, ouvi um comentário intrigante, para não dizer teologicamente revolucionário. Deus teria um lugar reservado para Hitler no Céu. Qualquer um, em sã consciência, diria que uma afirmação semelhante é um grande absurdo, uma afronta à própria humanidade. Até certo ponto não posso discordar. Esse homem cometeu tantas atrocidades que, ao menos do ponto de vista humano, seria no mínimo extravagante a ideia de encontrá-lo no Céu.

Na classe da Escola Sabatina que frequento, meus colegas dizem que gosto de colocar sempre um pouquinho de pimenta no tempero das discussões. Parece que estou tentando fazer o mesmo com os leitores agora.

O que você responderia a alguém que fizesse uma afirmação dessa natureza?

Espere um pouco. Não seja tão rápido no gatilho! Pense bem, analise com calma todos os aspectos que envolvem a salvação de uma pessoa, a graça e a justiça de Deus...

Estou certo de que para um cristão sincero não seria fácil responder a essa pergunta.

É fácil explicar a razão. Primeiramente, nenhum de nós foi convidado por Deus para fazer parte do Seu júri, ao menos por enquanto. Não temos a atribuição de determinar quem será salvo e quem se perderá.

Mas alguém poderá justificar: há casos de iniquidade tão extrema que mesmo um ser humano com pouco conhecimento teológico não teria dificuldade em concluir que para determinados indivíduos a salvação seria impensável.

Vou logo avisando: cuidado para não interpretar incorretamente meus comentários. Não estou afirmando absolutamente que Hitler e outros tiranos semelhantes serão salvos. Também não tenho conhecimento suficiente para dizer que estão perdidos. Mas posso afirmar seguramente que algo foi feito em relação a ele: certamente Hitler foi convidado para ser salvo. O sacrifício de Cristo foi feito em favor de “todo o mundo” (João 3:17). Ele estava incluído nesse “todo”. Se ele teria aceitado o convite é outro capítulo. Não é possível saber. E se ele, antes de morrer tivesse feito o mesmo pedido que o ladrão na cruz? Quem pode ter certeza sobre isso?

Você pode perceber que essa questão de julgar as pessoas em relação a quem vai estar no Céu está completamente fora de nossa jurisdição?

Deixando Hitler de lado, que tal pensar num dos reis mais ímpios e tiranos que governou o antigo Israel? Trata-se de Manassés. A tradição diz que ele mandou serrar o profeta Isaías ao meio. Só em pensar nisso temos arrepios. Mas no finalzinho de sua vida ele se arrependeu e voltou-se para Deus. Imagine a surpresa de Isaías ao se encontrar com ele no Céu!

Pois bem, essa pimentinha que coloquei no tempero de nossa reflexão é apenas para que tenhamos muito cuidado em limitar a graça de Deus. Ela chega a ser “escandalosa”, nas palavras de alguns pregadores. Claro que Deus também é justiça e um dia Sua graça terá um ponto final.

Por isso não devemos jamais abusar de Sua maravilhosa graça continuando a recusá-la, achando que seremos salvos de qualquer jeito. O convite de Deus é estendido gratuitamente a todos, até para qualquer “Hitler” moderno. Aceitar, porém, o lugar que Deus tem reservado no Céu para nós faz parte de nosso livre arbítrio. É pegar ou largar!


texto de Wilson Almeida

quinta-feira, 29 de março de 2012

Diálogo entre Fidel e Papa foi intenso e cordial


O pai da revolução cubana, Fidel Castro, teve uma "conversa muito animada" nesta quarta-feira (28/03), em Havana, com o Papa Bento XVI, a quem fez algumas perguntas, entre elas sobre o sentido das mudanças litúrgicas nas missas, relatou o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi.

"Soube pelo próprio Papa como se desenvolveu o encontro. Segundo Bento XVI foi uma conversa muito animada, com muitas trocas de argumentos", disse o padre Lombardi aos jornalistas, sobre o encontro de 30 minutos entre os dois líderes, na sede da Nunciatura Apostólica. "O diálogo foi intenso e cordial", comentou.

"Fidel queria conhecer o pensamento do Papa sobre diversos temas", disse Lombardi, destacando que o "Comandante", ex-aluno dos jesuítas, leva "uma existência dedicada à reflexão sobre a cultura e o mundo de hoje".

"Ele (Castro) perguntou ao Papa, em primeiro lugar, sobre as mudanças litúrgicas na celebração da missa, ouvindo de Bento XVI as explicações sobre o sentido dessa renovação", segundo o padre Lombardi.

"Depois, Fidel Castro quis saber sobre o trabalho apostólico de um Papa, sua missão e tarefa. Ao final, indagou sobre as dificuldades vividas pela Igreja nos tempos de hoje". O Santo Padre mencionou a complexidade das religiões em responder aos "desafios" da modernidade.

"Disse também que as dificuldades enfrentadas pela humanidade são causadas pela ausência de Deus. E expôs seus temas de reflexão: as relações entre a fé e a razão, entre a liberdade e a responsabilidade", acrescentou o porta-voz.

Fidel Castro disse que acompanhou toda a vista pontifical a Cuba pela televisão. Os dois puseram em destaque suas idades avançadas (Castro tem 85 anos e o Papa, 84) e Bento XVI disse a Castro: "já estou velho, mas de qualquer forma, ainda posso cumprir com os meus deveres".

O encontro ocorreu perto do fim da visita de três dias do pontífice à ilha comunista. Durante a viagem, Bento XVI pediu mais liberdade e um maior papel para a Igreja Católica na sociedade cubana.

O Vaticano sabia há algum tempo do "grande desejo de Fidel Castro de se encontrar com o Papa", acrescentou o porta-voz.

Fonte: G1 Globo

quarta-feira, 28 de março de 2012

Dia do exame


Tudo posso nAquele que me fortalece. Filipenses 4:13


Não há muitas coisas que me amedrontam na vida, mas um dos meus maiores temores é prestar um exame final. Ironicamente, uma parte significativa do meu trabalho envolve aplicar exames e gosto imensamente dessa parte do meu trabalho! Mas quando o sapato é calçado no outro pé, quando sou eu quem deve escrever, a questão é totalmente diferente. Tremo de medo.

A esta altura, já descobrimos que o preparo adequado é o segredo para minimizar ou eliminar esse tipo de medo. Recentemente, enfrentei um exame final que eu passara anos temendo. Era a conclusão dos meus estudos de doutorado. Não havia como escapar – eu precisava enfrentá-lo. Durante os muitos meses que antecederam o exame de 15 horas, fui apoiada por membros do meu grupo de estudos cristãos, membros da família e amigos, e professores piedosos. Entretanto, apesar de todo esse apoio, eu precisava fazer minha parte e estudar com diligência, orar constantemente e aplicar-me. Fico satisfeita ao relatar que o processo funcionou, porque obtive sucesso. A Deus seja a glória!

Há outro exame que todos devemos prestar, e acontecerá em breve.

É muito mais importante do que a defesa do doutorado, e para eliminar o temor devemos preparar-nos adequadamente. Precisamos do apoio da família e dos amigos, mas devemos fielmente fazer nossa parte no preparo. Descobri que as palavras de um cântico de William Longstaff são perfeitamente instrutivas para ajudar-nos no preparo para esse grande dia do exame, o dia em que veremos face a face a Jesus, nosso Senhor, Salvador e Rei.

“Tempo de ser santo tu deves tomar; ter vida em teu Mestre, Seu livro estudar; ser junto a Seu povo luz sempre a brilhar, e aos necessitados ir para salvar. Tempo de ser puro tu deves achar; sempre a sós orando, com Cristo ficar; teus olhos bem fitos ter no Salvador; por tua conduta dar provas de amor. Tempo de ser útil tu deves guardar; mui calmo nas lutas, em Deus confiar; ter para os aflitos voz e atos de amor; sim, mais semelhante ser ao Salvador.”

Posso enfrentar esse exame sem temor, desde que coloque meu futuro nas mãos dAquele que me auxiliará no preparo. Faça a mesma coisa!

Jacqueline Hope HoShing-Clarke