sexta-feira, 30 de março de 2012

Há um Lugar Reservado Para Hitler no Céu?



Não faz muito tempo, ouvi um comentário intrigante, para não dizer teologicamente revolucionário. Deus teria um lugar reservado para Hitler no Céu. Qualquer um, em sã consciência, diria que uma afirmação semelhante é um grande absurdo, uma afronta à própria humanidade. Até certo ponto não posso discordar. Esse homem cometeu tantas atrocidades que, ao menos do ponto de vista humano, seria no mínimo extravagante a ideia de encontrá-lo no Céu.

Na classe da Escola Sabatina que frequento, meus colegas dizem que gosto de colocar sempre um pouquinho de pimenta no tempero das discussões. Parece que estou tentando fazer o mesmo com os leitores agora.

O que você responderia a alguém que fizesse uma afirmação dessa natureza?

Espere um pouco. Não seja tão rápido no gatilho! Pense bem, analise com calma todos os aspectos que envolvem a salvação de uma pessoa, a graça e a justiça de Deus...

Estou certo de que para um cristão sincero não seria fácil responder a essa pergunta.

É fácil explicar a razão. Primeiramente, nenhum de nós foi convidado por Deus para fazer parte do Seu júri, ao menos por enquanto. Não temos a atribuição de determinar quem será salvo e quem se perderá.

Mas alguém poderá justificar: há casos de iniquidade tão extrema que mesmo um ser humano com pouco conhecimento teológico não teria dificuldade em concluir que para determinados indivíduos a salvação seria impensável.

Vou logo avisando: cuidado para não interpretar incorretamente meus comentários. Não estou afirmando absolutamente que Hitler e outros tiranos semelhantes serão salvos. Também não tenho conhecimento suficiente para dizer que estão perdidos. Mas posso afirmar seguramente que algo foi feito em relação a ele: certamente Hitler foi convidado para ser salvo. O sacrifício de Cristo foi feito em favor de “todo o mundo” (João 3:17). Ele estava incluído nesse “todo”. Se ele teria aceitado o convite é outro capítulo. Não é possível saber. E se ele, antes de morrer tivesse feito o mesmo pedido que o ladrão na cruz? Quem pode ter certeza sobre isso?

Você pode perceber que essa questão de julgar as pessoas em relação a quem vai estar no Céu está completamente fora de nossa jurisdição?

Deixando Hitler de lado, que tal pensar num dos reis mais ímpios e tiranos que governou o antigo Israel? Trata-se de Manassés. A tradição diz que ele mandou serrar o profeta Isaías ao meio. Só em pensar nisso temos arrepios. Mas no finalzinho de sua vida ele se arrependeu e voltou-se para Deus. Imagine a surpresa de Isaías ao se encontrar com ele no Céu!

Pois bem, essa pimentinha que coloquei no tempero de nossa reflexão é apenas para que tenhamos muito cuidado em limitar a graça de Deus. Ela chega a ser “escandalosa”, nas palavras de alguns pregadores. Claro que Deus também é justiça e um dia Sua graça terá um ponto final.

Por isso não devemos jamais abusar de Sua maravilhosa graça continuando a recusá-la, achando que seremos salvos de qualquer jeito. O convite de Deus é estendido gratuitamente a todos, até para qualquer “Hitler” moderno. Aceitar, porém, o lugar que Deus tem reservado no Céu para nós faz parte de nosso livre arbítrio. É pegar ou largar!


texto de Wilson Almeida

quinta-feira, 29 de março de 2012

Diálogo entre Fidel e Papa foi intenso e cordial


O pai da revolução cubana, Fidel Castro, teve uma "conversa muito animada" nesta quarta-feira (28/03), em Havana, com o Papa Bento XVI, a quem fez algumas perguntas, entre elas sobre o sentido das mudanças litúrgicas nas missas, relatou o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi.

"Soube pelo próprio Papa como se desenvolveu o encontro. Segundo Bento XVI foi uma conversa muito animada, com muitas trocas de argumentos", disse o padre Lombardi aos jornalistas, sobre o encontro de 30 minutos entre os dois líderes, na sede da Nunciatura Apostólica. "O diálogo foi intenso e cordial", comentou.

"Fidel queria conhecer o pensamento do Papa sobre diversos temas", disse Lombardi, destacando que o "Comandante", ex-aluno dos jesuítas, leva "uma existência dedicada à reflexão sobre a cultura e o mundo de hoje".

"Ele (Castro) perguntou ao Papa, em primeiro lugar, sobre as mudanças litúrgicas na celebração da missa, ouvindo de Bento XVI as explicações sobre o sentido dessa renovação", segundo o padre Lombardi.

"Depois, Fidel Castro quis saber sobre o trabalho apostólico de um Papa, sua missão e tarefa. Ao final, indagou sobre as dificuldades vividas pela Igreja nos tempos de hoje". O Santo Padre mencionou a complexidade das religiões em responder aos "desafios" da modernidade.

"Disse também que as dificuldades enfrentadas pela humanidade são causadas pela ausência de Deus. E expôs seus temas de reflexão: as relações entre a fé e a razão, entre a liberdade e a responsabilidade", acrescentou o porta-voz.

Fidel Castro disse que acompanhou toda a vista pontifical a Cuba pela televisão. Os dois puseram em destaque suas idades avançadas (Castro tem 85 anos e o Papa, 84) e Bento XVI disse a Castro: "já estou velho, mas de qualquer forma, ainda posso cumprir com os meus deveres".

O encontro ocorreu perto do fim da visita de três dias do pontífice à ilha comunista. Durante a viagem, Bento XVI pediu mais liberdade e um maior papel para a Igreja Católica na sociedade cubana.

O Vaticano sabia há algum tempo do "grande desejo de Fidel Castro de se encontrar com o Papa", acrescentou o porta-voz.

Fonte: G1 Globo

quarta-feira, 28 de março de 2012

Dia do exame


Tudo posso nAquele que me fortalece. Filipenses 4:13


Não há muitas coisas que me amedrontam na vida, mas um dos meus maiores temores é prestar um exame final. Ironicamente, uma parte significativa do meu trabalho envolve aplicar exames e gosto imensamente dessa parte do meu trabalho! Mas quando o sapato é calçado no outro pé, quando sou eu quem deve escrever, a questão é totalmente diferente. Tremo de medo.

A esta altura, já descobrimos que o preparo adequado é o segredo para minimizar ou eliminar esse tipo de medo. Recentemente, enfrentei um exame final que eu passara anos temendo. Era a conclusão dos meus estudos de doutorado. Não havia como escapar – eu precisava enfrentá-lo. Durante os muitos meses que antecederam o exame de 15 horas, fui apoiada por membros do meu grupo de estudos cristãos, membros da família e amigos, e professores piedosos. Entretanto, apesar de todo esse apoio, eu precisava fazer minha parte e estudar com diligência, orar constantemente e aplicar-me. Fico satisfeita ao relatar que o processo funcionou, porque obtive sucesso. A Deus seja a glória!

Há outro exame que todos devemos prestar, e acontecerá em breve.

É muito mais importante do que a defesa do doutorado, e para eliminar o temor devemos preparar-nos adequadamente. Precisamos do apoio da família e dos amigos, mas devemos fielmente fazer nossa parte no preparo. Descobri que as palavras de um cântico de William Longstaff são perfeitamente instrutivas para ajudar-nos no preparo para esse grande dia do exame, o dia em que veremos face a face a Jesus, nosso Senhor, Salvador e Rei.

“Tempo de ser santo tu deves tomar; ter vida em teu Mestre, Seu livro estudar; ser junto a Seu povo luz sempre a brilhar, e aos necessitados ir para salvar. Tempo de ser puro tu deves achar; sempre a sós orando, com Cristo ficar; teus olhos bem fitos ter no Salvador; por tua conduta dar provas de amor. Tempo de ser útil tu deves guardar; mui calmo nas lutas, em Deus confiar; ter para os aflitos voz e atos de amor; sim, mais semelhante ser ao Salvador.”

Posso enfrentar esse exame sem temor, desde que coloque meu futuro nas mãos dAquele que me auxiliará no preparo. Faça a mesma coisa!

Jacqueline Hope HoShing-Clarke

terça-feira, 27 de março de 2012

Positivo, positivo, só positivo


Senhor, quero dar-Te graças de todo o coração e falar de todas as Tuas maravilhas. Em Ti quero alegrar-me e exultar, e cantar 
louvores ao Teu nome, ó Altíssimo. Salmo 9:1, 2, NVI

Quando as coisas dão errado, quantas entre nós pensam em coisas positivas? Vocês gritam de alegria? Cantam e louvam a Deus? Enchem-se de júbilo?

Para dizer a verdade, sei que, no meu caso, tenho dificuldade para fazer o que Deus nos pede que façamos. Contudo, um dos meus textos bíblicos favoritos é: “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito” (Romanos 8:28).

Tenho pedido que Deus me ajude a cantar de alegria, a bradar, a louvar Seu nome quando estou abatida. Isso nem sempre é fácil de fazer. Mas Deus tem senso de humor. Talvez seja pelo fato de eu ser professora da primeira série que Ele me deu um joguinho. É assim que funciona. Quando você diz ou pensa algo que é negativo, pare! Bem, quantos pensamentos negativos você teve? Um ou cinco? Para mim, às vezes é até mais. Quando isso acontece, devo pensar em todas as coisas positivas em minha vida: estou viva; tenho saúde; o dia está lindo; Deus me ama e prometeu me salvar. Mas a parte difícil é colocar o jogo em prática. Preciso pensar três vezes mais em bênçãos do que em coisas negativas da minha vida.

Também coleciono hinos que me ajudam a ser agradecida, alegre e positiva. Aqui está um deles: “Conta as bênçãos, conta quantas são, recebidas da divina mão; uma a uma, dize-as de uma vez; hás de ver, surpreso, quanto Deus já fez.”

Quando penso apenas em coisas que me preocupam – e há um bom número delas –, chego a ficar muito pessimista e estressada. Mas quando começo a contar minhas bênçãos e exercer minha vontade para ser feliz em Jesus, Ele me muda de dentro para fora, como já fez. Gosto desse jeito, muito mais do que de fora para dentro.

Então, quando você se sentir sozinha, triste, ou quando alguma coisa não for aquilo que Deus prometeu, por favor, tente fazer meu joguinho. Espero que ele abençoe você e sua família, hoje. Lembre-se, comigo, daquilo que Paulo diz: “Grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento” (1 Timóteo 6:6).

Louvado sejas, meu Deus e Criador!

Susen Mattison Molé

segunda-feira, 26 de março de 2012

Se fosse com meus filhos


Digo-lhes a verdade: O que vocês fizeram a algum dos Meus menores irmãos, a Mim o fizeram. Mateus 25:40, NVI

Num fim de tarde, voltando da radioterapia para casa, eu estava cansada, deprimida, faminta, solitária e sentindo frio. Então os vi. Três garotos se encontravam ao relento, perto da estação rodoviária. Pude ver que estavam cansados e desesperados. O mais velho veio correndo e me disse: “Madame, a senhora podia completar o dinheiro da nossa passagem com 50 centavos, para podermos voltar para casa?”

“Não!” respondi, enquanto me afastava. Mas, quando me sentei para esperar o ônibus, uma voz me disse: Podia acontecer com seus filhos ou netos. Simplesmente inclinei a cabeça, envergonhada, com um nó na garganta, e sussurrei: “Pai, por favor, perdoa-me.”

Rapidamente voltei para onde estavam os meninos e lhes dei uma libra, embora me restassem apenas duas libras. Eles pularam de alegria, depois saíram correndo e entraram em seu ônibus. Acenaram para mim, felizes.

Por que os rejeitei a princípio? Talvez por pensar em outros rapazes que usam o dinheiro da passagem para comprar balas ou cigarros. Mas o uso do dinheiro, fosse qual fosse, não era da minha conta. Afinal, não nos disse Jesus em Lucas 6:37 que não devemos julgar os outros? Ele disse, ao contrário, que devemos ajudar uns aos outros e aos necessitados.

Como poderia eu contar histórias para as crianças na Escola Sabatina, procurando aconselhá-las a se ajudarem umas às outras e aos estranhos, enquanto ignorava crianças carentes na rua? Suponhamos que eu não tivesse ajudado aqueles meninos. Quem, então, esperaria eu que os ajudasse, em meu lugar? Tenho orado para que Deus sustente meus filhos e os necessitados, todos os dias. Como ignorar algumas crianças que são realmente carentes?

No fim, fico contente por ter ajudado aqueles rapazinhos. Sei que o bom Senhor me perdoou a má atitude para com eles, já que também estão entre Suas joias preciosas. Sei que eles apreciaram minha ajuda naquela tardinha; espero que tenham aprendido uma boa lição com ela e façam o mesmo por alguém, algum dia.

Obrigada, Jesus, por Teu lembrete. Por favor, continua dando um tapinha no meu ombro quando cometo um equívoco, e ensina-me a amar e ajudar sempre os necessitados – especialmente Tuas joias preciosas.

Mabel Kwei

domingo, 25 de março de 2012

Necessidades supridas



O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as Suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus. Filipenses 4:19, NVI

Era uma tarde de março, com brisa balsâmica. Um perfeito prelúdio para a primavera! Diante de um programa incomumente agitado para aquele dia, eu havia coordenado as atividades de modo a usar meu tempo da maneira mais eficiente possível – ou assim pensava eu. Então, ao concluir meu último compromisso antes de voltar para casa, fiz uma surpreendente descoberta. Não conseguia encontrar minhas chaves. A mais diligente busca não as recuperou.

Fiquei em pé junto ao carro e examinei o fundo da minha bolsa. Não, as chaves não estavam ali. Tinha certeza de que não as havia trancado dentro do veículo. Olhei pela janela e não as vi, e assim voltei e entrei no banco, onde havia estado por último. As chaves não estavam lá. E agora, o que fazer?

Fiquei ali, parada, em rígida incredulidade. Como fui fazer uma coisa assim, num dia tão agitado? Mais uma vez olhei dentro da bolsa, esperando encontrá-las aninhadas em algum canto do fundo. Não, simplesmente não estavam ali.

Andando na direção do carro, querendo saber o que fazer a seguir, ouvi uma voz conhecida. Voltei-me e me deparei com um dos anciãos da minha igreja. Ele estava parado na fila, diante de uma máquina de autoatendimento, e “por acaso” ele me viu naquele instante. Expliquei que não conseguia encontrar a chave do carro. Terminada a transação, ele se curvou e espiou dentro do carro. Para meu espanto, descobriu o chaveiro pendurado na ignição. Do ângulo em que olhei a primeira vez, as chaves não eram visíveis. Ele se ofereceu para me levar a fim de buscar a cópia da chave. No caminho de volta, ele mencionou a promessa: “Deus suprirá cada necessidade.” Explicou que não havia tido a intenção de ir ao banco naquele dia. Depois, enquanto aguardava para usar a máquina eletrônica, virou-se justamente em tempo de me ver passar. Eu não o havia visto.

O Senhor sabia que eu havia feito cuidadosamente meus planos para usar o tempo com o máximo critério possível. E viu que, em minha humanidade, eu cometeria um erro. Como me sinto agradecida porque Ele prevê nossas necessidades e planeja, com antecedência, supri-las! Deus vê o pequeno pardal cair e Ele vê a você e a mim.

Ele cuida de nós de maneiras tangíveis; a Sua Palavra é verdadeira hoje, e o será amanhã e sempre. Amiga, Ele suprirá todas as suas necessidades.

Audre B. Taylor

sábado, 24 de março de 2012

Prateleiras vazias



E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. Mateus 24:14

Entrei no estacionamento da biblioteca na região em que moro, pensando em como partilhar minha fé com outras pessoas. Sentia-me ansiosa por fazer algo a fim de que alguém aprendesse sobre Jesus ou aprendesse a conhecê-Lo melhor. Eu tinha deixado alguns livros Caminho a Cristo no carro, fazia um bom tempo, e pensei: “Esses livros estão simplesmente guardados dentro do carro. Preciso distribuí-los.” Então, levando-os comigo, encaminhei-me à biblioteca. Estava decidida a partilhar o amor de Cristo com alguém.

Aproximei-me da bibliotecária e perguntei se ela aceitaria alguns livros gratuitos para a biblioteca. Ela, então, apontou para uma mesa onde eu podia deixá-los. Orei para que os livros colocados ali fossem lidos e tocassem a vida das pessoas que os lessem. O Senhor sempre arranja maneiras diferentes de partilharmos as boas-novas da salvação com os outros.

Minha visita à biblioteca não se encerrara. Eu precisava de livros para ler com meus alunos e também de alguns DVDs para mim. Depois de escolher alguns livros e DVDs, fui à seção para adultos, rotulada como Religião e Música. Vi a placa Religião, mas as prateleiras estavam vazias. Continuei olhando, e percebi que todos os DVDs e vídeos tinham sumido. Fiquei desapontada, mas então me senti feliz quando entendi o significado das prateleiras vazias. Significava que as pessoas estavam interessadas em religião. As pessoas estão ansiosas para conhecer mais acerca de Deus. Isso também me fez lembrar que Jesus está voltando. Era a primeira vez que eu ia a uma biblioteca e encontrava prateleiras vazias na seção de Religião. Voltei alguns dias depois, e não encontrei nenhum dos livros que eu havia deixado.

E quando retornei às prateleiras vazias, encontrei dois vídeos.

As prateleiras vazias permanecem em minha lembrança desde então, e têm tocado minha vida. Cada vez que penso nelas, lembro-me de que Jesus está voltando. A Bíblia diz que, nos últimos dias, as pessoas terão fome de aprender a respeito de Cristo. E, como escreveu o compositor do hino, “Breve Jesus voltará! Breve virá! Breve virá! Breve Jesus voltará!” Fico muito feliz, muito alegre, porque as prateleiras vazias continuam a anunciar que Jesus virá sem demora.

Duas perguntas importantes: Está você preparada para a volta de Jesus? Você está partilhando as boas-novas de Sua vinda com outros?

Patrícia Hines