domingo, 19 de fevereiro de 2012
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Os jesus e suas 1001 utilidades
É paradoxal. Mas existe um Jesus e muitos jesus. O Jesus é o da Biblia, o Verbo que se fez carne para redimir a humanidade dos pecados por meio da Cruz. E os jesus são os que o homem constrói à sua imagem e semelhança, que pratica coisas bizarras e ensina doutrinas antibíblicas. A verdade é que há um Jesus que é a Verdade e centenas de jesus que são de mentira. E é para mostrar as diferenças entre o Cordeiro de Deus que veio tirar o pecado do mundo e a multidão de genéricos que foram criados para agradar os homens, por engano humano ou por puro interesse é que nasceu a reflexão de hoje.
O Jesus da Bíblia não valorizava o dinheiro.
O jesus da Prosperidade não pensa em outra coisa.
O Jesus da Bíblia é manso e humilde de coração.
O jesus pit boy vibra assistindo aos massacres do UFC.
O Jesus da Bíblia tem o controle de tudo, mesmo as tragédias.
O jesus poeta abriu mão de sua soberania pois nunca tomaria uma vida.
O Jesus da Bíblia domina tudo, inclusive as forças da natureza.
O jesus da teologia relacional não controla a natureza, pois isso é papel dos deuses gregos.
O Jesus da Bíblia é quem é eternamente, nunca muda e é ortodoxo em seus fundamentos.
O jesus emergente vive se metamorfoseando naquilo que a cultura de cada época é.
O Jesus da Bíblia não fala palavras torpes e não ofende, mas entrega-se, mudo, à Cruz.
O jesus revoltadinho chama as pessoas de “trouxa”, “idiota”, “bundão” e vive agredindo.
O Jesus da Bíblia faz milagres, nasceu de uma virgem, existiu encarnado, pregou o inferno, é o que é.
O jesus liberal é amante dos mitos e das metáforas e para este nada é literal.
O Jesus da Bíblia respeitava hierarquias e liturgias (como fez na sinagoga e na Ceia).
O jesus desigrejado tem horror de autoridade e de organização na celebração.
O Jesus da Bíblia é o único caminho.
O jesus universalista manda quem o rejeita para o Céu.
O Jesus da Bíblia é Deus Criador.
O jesus espirita é uma alma evoluída e criada.
O Jesus da Bíblia entende que religião é o religare do Criador com a criatura.
O jesus moderninho é contra a religião porque a confunde com religiosidade e legalismo.
O Jesus da Bíblia tinha um sistema de crenças e dogmas (verdades fundamentais e e inegociáveis: como Céu, inferno, pecado, graça, vida eterna etc).
O jesus liberalista acha que “dogma” é um palavrão.
O Jesus da Bíblia se revelou pela Bíblia.
O jesus preguiçoso de ler a Bíblia diz que seguir o que a Bíblia ensina é biblicismo.
O Jesus da Bíblia não era calvinista ou arminiano, era santo.
O jesus sectário se agarra a um sistema e despreza ou critica quem crê em algo diferente.
O Jesus da Bíblia nunca construiu um templo, mas habita nos corações dos que ali se reúnem.
O jesus dos cultos nos lares acha que prestar culto em templos é coisa do demônio.
O Jesus da Bíblia tem um código de certo e errado, mas também tem graça.
O jesus pós-moderno só tem graça.
O Jesus da Bíblia é tanto amor quanto justiça.
O jesus dos relacionais é só amor.
O Jesus da Bíblia sabe o que vai acontecer no futuro mas não diz.
O jesus escatologista diz o que vai acontecer no futuro mas não sabe, só acredita que sabe
O Jesus da Bíblia lia as Escrituras e as conhecia.
O jesus internautista lê 140 caracteres de twitter e 4 ou 5 parágrafos de blogs e se considera conhecedor de toda a teologia cristã.
O Jesus da Bíblia apontava cristocentricamente para a vida eterna.
O jesus da autoajuda aponta antropologicamente para a vida terrena.
O Jesus da Bíblia combatia os hereges e os hipócritas.
O jesus de muitos programas evangélicos de TV é herege e hipócrita.
O Jesus da Bíblia não tinha onde repousar a cabeça.
O jesus de telepastores promove unções de R$ 900 e compra jatinhos.
O Jesus da Bíblia não devolvia mal com mal, mas devolvia mal com bem.
O jesus da maioria de nós quer mais é arrebentar os ímpios, pois afinal é filho do Rei.
O Jesus da Bíblia pregou o Evangelho e nunca meteu o pau na espiritualidade organizada.
O jesus desigrejado prega o Evangelho mas segue a moda de meter o pau na instituição.
O Jesus da Bíblia conhecia bem as Escrituras, como demonstrou na sinagoga.
O jesus preguiçoso não estuda teologia com a desculpa de que ” a letra mata mas o Espírito vivifica.
O Jesus da Bíblia não põe as Escrituras no mesmo patamar que outros escritos.
O jesus dos modernosos põe a Bíblia no mesmo patamar que escritos filosóficos, poéticos e ficcionais.
O Jesus da Bíblia nunca estimulou o livre pensamento.
O jesus independente acha que cada um segue o cristianismo como quer.
O Jesus da Bíblia era seguido pelas multidões.
O jesus celebridade quer que as multidões o sigam.
O Jesus da Bíblia sempre viveu em comunhão, desde sempre: Pai, Filho e Espírito Santo.
O jesus do eu-em-casa pensa que pode viver sua vida de fé isolado dos irmãos.
O Jesus da Bíblia encarnou, morreu, ressuscitou, está vivo e segue conosco até a consumação dos séculos!
O jesus que é o maior psicólogo que já existiu veio ensinar a lidar com as frustrações da vida.
O Jesus da Bíblia veio salvar.
O jesus dos kardecistas veio ensinar.
O Jesus da Bíblia ora ao Pai suplicando.
O jesus da Confissão Positiva ora decretando, declarando e tomando posse.
O Jesus da Bíblia é Deus.
O jesus ateu foi só um homem ou nem mesmo existiu.
O Jesus da Bíblia se baseia na graça.
O jesus de qualquer outra religião se baseia no mérito.
O Jesus da Bíblia se deu por amor.
E contra isso não há lei.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
Maurício Zágari - Apenas
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Preconceito e Racismo
“Perguntou-lhe Natanael: De Nazaré pode sair alguma coisa boa?
Respondeu-lhe Filipe: Vem e vê.” João 1:46
De acordo com a Lei nº 9459, de 13 de maio de 1997, basta chamar alguém de “negro”, “preto”, “negão”, “turco”, “judeu”, “baiano”, etc., para que o autor fique sujeito a uma pena de um ano de reclusão, além de multa, se ficar provada a intenção de ofender a honra alheia relacionada com cor, religião, raça ou etnia.
Preconceito é uma opinião formada antes de se conhecerem os fatos. É sempre preconceito aplicar as ações de um ou dois indivíduos a todo um grupo, como por exemplo: “Índio é preguiçoso”, “mineiro é desconfiado”, “gaúcho é papudo”, “judeu é pão-duro”.
O preconceito é tão velho quanto a humanidade. Em Números 12:1 lemos: “Miriã e Arão criticaram Moisés, porque ele tinha se casado com uma mulher cusita” (BV).
Este é um exemplo de preconceito racial, pois os cusitas tinham a pele escura e eram estrangeiros. A punição divina por esse preconceito não se fez esperar: “Miriã achou-se leprosa, branca como neve” (v. 10). Que ironia! Por causa de seu preconceito de cor, Miriã foi castigada com a alvura da lepra!
Vários tipos de preconceito são mencionados na Bíblia. Havia o preconceito contra certas profissões (Gn 46:34), em relação à aparência pessoal (1Sm 16:7), ao lugar (2Rs 5:12, Jo 1:46), à classe social (Lc 18:9-14), e aos aspectos sexual e étnico (Mt 15:21-28, Jo 4:9).
Um exemplo positivo de ausência de preconceito racial foi citado por Jesus na parábola do Bom Samaritano, em Lucas 10. Qual dos três viajantes teve compaixão? Quem demonstrou ser o próximo do homem ferido? Não foi o sacerdote, que representava a liderança religiosa, nem o levita, que era um assistente leigo do sacerdote, mas um samaritano, que era estrangeiro e do qual não se esperava simpatia para com os judeus.
Jesus também foi alvo de preconceitos quanto à Sua origem (Jo 8:19), aparência (Is 53:2, 3), intenções (Lc 7:39; 15:1, 2; 19:7), e pelo fato de ter sido criado em Nazaré. Natanael, um de Seus futuros discípulos, ao ser chamado a seguir o Mestre, reagiu com a pergunta preconceituosa: “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?”
A resposta que Filipe lhe deu é a melhor que se pode dar a pessoas preconceituosas: “Vem e vê.” Natanael aceitou o convite de Filipe e, ao ver e ouvir a Jesus, reconheceu ser Ele o Filho de Deus.
Antes de julgar os fatos e as pessoas por antecipação, vá até lá e veja. Tome conhecimento da realidade. Só então você poderá ter um conceito. Antes disso, será mero preconceito.
Rubem M. Scheffel - Inspirações Matinais
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Parábola do Elevador
Elevadores são lugares estranhos. Uma caixa de ferro, onde se encontra gente desconhecida que lhe acompanha em uma pequena viagem - para cima ou para baixo. As pessoas não se tocam, não se falam, não se olham... Preferem assistir todas juntas o espetáculo dos números luminosos que acendem e apagam, mudos.
Elevadores são uma parábola do mundo que criamos - um lugar lotado, impessoal, onde anonimato, isolamento e independência são a regra e a doença.
Na geração dos relacionamentos descartáveis, pouco se sabe sobre envolvimento de verdade. Uma das estratégias do diabo hoje é banalizar a existência humana, enfeitiçando-nos com explicações vazias, como a pressão do tempo, exigências do trabalho, crises pessoais, e passamos pela vida nulos, sem dividir nem somar.
Cristo viveu de um modo diferente. Ele, o pensamento audível de Deus, foi o mestre na arte de parar para ouvir lamentos de cegos, tocar leprosos, ouvir histórias de gente sofrida, comer com quem não tinha companhia, lavar pés empoeirados.
Jesus não era do tipo apressado, que deixa para falar depois. Não tinha secretária, não marcava hora, não entrava em elevadores.
E você? O que acha de resgatar as refeições significativas, as noites em família sem ruído de televisão? Que tal encontrar ocasiões para um envolvimento real com pessoas necessitadas, ao invés de somente orar por elas?
Pare o mundo que eu quero descer. Cuidado com o elevador.
Quem lê, entenda.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Crescimento na Graça
Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja a glória, agora e para sempre! Amém. 2 Pedro 3:18
Tiro o chapéu para Uceba Babson, de West Palm Beach, Flórida, Estados Unidos. Ao entrar vestindo o capelo e a beca na formatura do ensino médio, o auditório inteiro bateu palmas em pé e o governador do Estado enviou uma carta parabenizando-a.
Poucos meses antes da cerimônia de colação de grau, Uceba Babson havia completado 90 anos de idade!
Na época em que frequentou a escola na juventude, Uceba costumava caminhar quase dois quilômetros até o prédio escolar de apenas uma sala de aula. Em 1931, desistiu de estudar e se casou com um agricultor.
Após 70 anos sem pisar numa sala de aula, Uceba decidiu voltar a estudar. Uceba teve 81 netos e bisnetos e ficou viúva três vezes, mas ainda assim não deixou de acariciar o sonho de concluir o ensino médio.
Levantava-se às quatro da manhã todos os dias e dirigia seu automóvel ao centro de educação de adultos. As muitas horas de estudo de matemática, inglês, ciências e estudos sociais valeram a pena. E ela conseguiu! “Isso foi algo que prometi a mim mesma há muitos anos”, confessou após a formatura. “Foi um desafio, um desafio maravilhoso.”
Nós, seguidores de Jesus, somos alunos de Sua escola de aprendizado vitalício. As riquezas de Sua graça são tão abundantes que nunca chegaremos a seu pleno conhecimento. Deus deseja que estejamos sempre aprendendo, sempre crescendo em Jesus, em quem “estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (Cl 2:3). Exploraremos novas profundezas de Sua graça inesgotável por toda a eternidade.
“É o desejo do Senhor que Seus seguidores cresçam em graça, que Seu amor seja mais e mais abundante, que eles sejam cheios dos frutos de justiça, por meio de Jesus Cristo, para o louvor e glória de Deus” (Ellen G. White, Signs of the Times,
12 de junho de 1901). “A santificação não é obra de um momento, uma hora, ou um dia.
É um contínuo crescimento na graça” (Ellen G. White, Testemunhos Seletos, v. 1, p. 114).
Que perspectiva – sempre aprendendo, sempre crescendo! Que futuro maravilhoso, hoje e eternamente!
Tiro o chapéu para Uceba Babson, que voltou a estudar após passar 70 anos fora da escola e se graduou aos 90. Esse é o espírito que o Senhor da graça quer nos conceder, seja aos 9 ou aos 90.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Se Eu Pudesse Voltar no Tempo
Contenha o seu choro e as suas lágrimas, pois o seu sofrimento será recompensado”, declara o Senhor. “Eles voltarão da terra do inimigo. Por isso há esperança para o seu futuro”, declara o Senhor. “Seus filhos voltarão para a sua pátria.” Jeremias 31:16, 17
A paternidade talvez seja a função mais importante que nós possamos ser chamados a desempenhar, como também a mais difícil. Há livros aos montes, e uma quantidade infinita de manuais, escritos por indivíduos que têm certeza de que possuem todas as respostas – até nascerem os próprios filhos!
Certa vez, há muitos anos, Noelene e eu fomos convidados a realizar um seminário sobre família. Não temos treinamento profissional nessa área, mas aceitamos. Acho que o seminário foi considerado útil, pois depois disso recebemos vários convites para realizar o mesmo seminário em outros lugares. Atuamos nessa área por algum tempo, mas depois decidimos parar. Na época em que nossos filhos entraram na adolescência, descobrimos que nossas antigas respostas não funcionavam da maneira que deveriam.
Penso na maneira com que os cristãos tentam administrar o lar e criar os filhos. Penso na maneira com que Noelene e eu estabelecemos nosso lar e criamos nossa família. Olho ao redor e me recordo do passado. As únicas palavras que me veem à mente são: amor (claro), respeito, autoridade, obediência, recompensa e punição. Mas não me recordo muito da graça. Ah, a graça estava lá, mas não como o princípio áureo, aquele que rege todos os outros. Não era costume agirmos como Cristo agiu e ainda age conosco – certamente não da minha parte. Geralmente estávamos muito preocupados em ter uma família “boa” e “correta”; afinal, eu era pastor, Noelene era mulher de pastor, e Terry e Julie, filhos de pastor. Noelene e eu nos mantivemos fiéis um ao outro e nossos filhos se comportaram bem.
Tivemos uma família feliz, mas, se pudesse, eu gostaria de ter a oportunidade de fazer tudo de novo. Gostaria de servir mais em vez de ficar tão preocupado com as minhas próprias necessidades. Gostaria de ser mais generoso para que meus filhos pudessem entender melhor a generosidade infinita de Deus. Gostaria de jogar fora para sempre os sentimentos terrivelmente egoístas. Tentaria ajudar Terry e Julie a compreender, sem deixar a menor sombra de dúvida em sua mente, que a despeito de qualquer coisa que fizerem, qualquer lugar que frequentarem, nosso amor por eles jamais diminuirá, que sempre terão um lugar em nossa casa preparado para eles, dia e noite. E que temos orgulho deles, e assim sempre será.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
No Senhor
Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. Efésios 6:1
Um lar em que os filhos honram, respeitam e obedecem aos pais: o ideal de todo cristão. Mas a questão é: Por quê? Por que os filhos fazem o que é certo? Por que se comportam segundo o desejo dos pais? Por que se dirigem de maneira respeitosa aos pais?
Talvez ajam assim por medo de agir de maneira contrária. Medo do que poderão sofrer se não fizerem assim. Medo do que lhes será negado. Isso não é “obediência”, mas uma conformidade externa que torna o futuro estritamente limitado. Ao serem removidas as restrições e as motivações externas, essa “obediência” se desvanece como um castelo de areia. Essa é a razão de “bons” filhos de “bons” lares cristãos geralmente rejeitarem todas as restrições no momento em que cortam os laços familiares.
Outro tipo de “bondade” vem do respeito ao padrão cristão do lar. Os filhos amam e respeitam os pais e se tornam “bons” filhos e “bons” adultos. Não se envolvem em confusão, nunca desonram o bom nome dos pais. Mas também sabem que são “bons” e não sentem a necessidade de um Salvador.
A única obediência que conta é a obediência que Paulo identificou no texto bíblico de hoje: “no Senhor”. A única bondade é a bondade que provém por meio de Sua graça. Ao percebermos a nossa iniquidade, aceitamos o sacrifício expiatório de Cristo em nosso favor e nos rendemos ao Seu amor.
Como podemos ajudar nossos filhos a ser obedientes “no Senhor”? Eu gostaria de saber a resposta. Parte da resposta certamente se encontra no modelo que oferecemos a eles como pais. O conceito que possuem de Deus será formado muito mais pelo que fazemos – a maneira pela qual nos relacionamos com eles e com os outros – do que pelo que dizemos.
Se formos dignos de confiança, aprenderão a confiar e terão facilidade em confiar em Deus, a quem não podem ver.
Se formos generosos, terão facilidade em aceitar o incrível dom da salvação.
Se demonstrarmos nosso amor por eles, terão facilidade em compreender que para Deus são infinitamente preciosos.
Se perdoarmos nossos filhos facilmente, talvez sejam capazes de aceitar o perdão infinito de Deus.
Quem é bom o bastante para desempenhar tamanha função? Nenhum de nós; mas Deus prometeu suprir nossas imperfeições.
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