domingo, 5 de fevereiro de 2012

O que é o Inferno? Onde Fica?



Você acredita na existência do inferno? O inferno realmente existe?
No estudo de hoje quero apresentar a resposta da Bíblia para essas perguntas. Na Bíblia encontramos três sentidos diferentes para a palavra inferno. No Velho Testamento, “inferno” é sempre traduzido da palavra hebraica “Sheol”. Já no Novo Testamento a palavra original é “hades”. Tanto Sheol quanto hades significam ou dão o sentido de “sepultura”. Salmo 116:3 e Mateus 11:23 são dois bons exemplos disso.
Inferno também significa um lugar em que há fogo consumindo. A palavra grega usada no Novo Testamento é “Geena”. Essa palavra tem o mesmo significado da hebraica “Hinon”. Hinon era um vale próximo a Jerusalém. Um lugar usado para depósito de lixo, de cadáveres de animais e de malfeitores, onde eram consumidos, queimados. No vale de Hinon havia fogo queimando continuamente, pois sempre colocavam mais material sujeito a queimar-se.
O terceiro sentido de inferno achamos na segunda carta de Pedro, capítulo 2 versículo 4. A palavra grega empregada nesse texto é: “Tartaroos”, que significa um lugar de trevas onde os anjos maus estão. Não significa um lugar de fogo ou tormento.
Se a palavra inferno na Bíblia tem sentido de sepultura, lugar de trevas onde estão Satanás e seus anjos, isso significa que os ímpios ou maus que já morreram não estão sofrendo agora?
Exatamente. Todas as pessoas que já morreram, conforme vimos em esudos anteriores e conforme garante a Bíblia, jazem na sepultura. Tanto bons quanto maus. Nada sabem, nada sofrem. Qualquer texto bíblico que se refira ao castigo dos ímpios, mediante o fogo, estabelece, com clareza, que isso se realizará depois do juízo, e do fim do mundo. O dia da retribuição ainda está no futuro. Os ímpios não receberão seu castigo antes que o juízo o determine. Eles serão reservados para o dia do juízo, para então receberem a recompensa ou castigo merecido. (Segunda carta de Pedro, capítulo 2:9).
Quando Jesus voltar algumas coisas interessantes irão acontecer. A primeira delas é a ressurreição dos justos, dos salvos. É a chamada “primeira ressurreição” (Primeira carta aos Tessalonicenses, capítulo 4, verso 16 e Apocalipse 20, versículo 6). Nesse mesmo tempo os justos vivos por ocasião da volta de Jesus são transformados (Primeira aos Coríntios, capítulo 15, versículo 52). Em seguida, todos esses justos transformados (os que ressuscitaram e os que já estavam vivos) são levados para o céu (Primeira aos Tessalonicenses, capítulo 4, versículo 17).
Os ímpios então serão destruídos (mortos) pelo resplendor da manifestação de Deus (Segunda aos Tessalonicenses, capítulo 2 versículo 8). A partir daí a terra fica desolada, vazia, pelo período de mil anos. (Apocalipse 20 versículos 1 a 3). Nesse período de mil anos os justos, no céu viverão e reinarão com Cristo (Apocalipse 20, versículo 4).
Completados os mil anos, a Jerusalém celestial será transferida para a Terra, juntamente com os salvos (Apocalipse 21, versículo 2). Quando isso acontecer os ímpios, desde o princípio do mundo, ressuscitarão para receberem o castigo merecido. Apocalipse 20, versículos 8 e 9, conta que Satanás moverá seus anjos e as hostes de ímpios a um último e desesperado ataque contra o povo de Deus. Mas, diz o texto bíblico, desce fogo do céu para consumir os ímpios de todos os tempos. A Terra inteira será transformada num lago de fogo (segunda carta de Pedro, capítulo 3, versículo 10; Apocalipse 20, versículo 10). Nesse “lago de fogo” desaparecerão para sempre Satanás, seus anjos e todos os ímpios. Diz Apocalipse 10, verso 15: “E se alguém não foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo.” É o fim do pecado e pecadores.
Creio que vale a pena repetir: o castigo para os maus não acontece agora. O castigo virá depois do julgamento dos ímpios, depois dos mil anos. Só aí serão lançados no lago de fogo.
E esse sofrimento será eterno? Os maus queimarão para sempre?
Certas expressões da Bíblia podem dar a impressão de que o tormento dos ímpios não terá fim. Falando desse castigo, a Bíblia utiliza expressões como: “para sempre”, “para todo o sempre”, “eternamente”. Temos também outras como “fogo que nunca se acaba” ou “fogo inextinguível”.
O sentido de “para sempre” tem a ver com a duração de uma vida humana. Na carta de Paulo a Filemom, no verso 15, ele escreve dizendo que Onésimo, servo de Filemon, deveria pertencer ao seu senhor “para sempre”.
Temos também no primeiro livro de Samuel, capítulo 1, versículo 22, a afirmação de que Samuel deveria permanecer no templo/tabernáculo “para sempre”. Ou seja, até o final de sua vida.
Outro exemplo: Isaías, no capítulo 34, versículos 9 e 10, escreveu que ninguém passaria pela terra de Edon “para todo o sempre”. Entretanto, quem quiser hoje passar por onde era o país de Edon, pode. O sentido nesse caso é que a destruição de Edon seria completa e completa seria a sua desolação.
Muitas pessoas questionam a expressão “fogo eterno”, como a de Mateus 25, versículo 41, onde diz que os ímpios sofrerão a pena do “fogo eterno”. As cidades de Sodoma e Gomorra também sofreram a ação do “fogo eterno” e foram até postas por exemplo dos que terão de sofrer a mesma pena (Judas, versículo 7). Mas Sodoma e Gomorra foram totalmente destruídas, reduzidas a cinzas. Não estão queimando até hoje. (segunda carta de Pedro capítulo 2, versículo 6).
Jesus falou do “fogo que nunca se apaga” (Marcos 9, versos 47 e 48). Em Jeremias 17, verso 27, é dito que Jerusalém foi queimada com “fogo que nunca se acaba”. Mas Jerusalém não continua queimando até hoje. O sentido de “fogo que nunca se acaba” é: fogo que não se pode extinguir, que executa plenamente a sua obra destruidora. Terminada a destruição, o fogo pára de arder.
A Bíblia ensina que “o salário – o pagamento – do pecado é a morte” e não um tormento sem fim. O castigo dos ímpios é chamado de “segunda morte” (Apocalipse 20, versículo 14).
O castigo dos ímpios também é chamado na Bíblia de “obra estranha de Deus”(Isaías 28, versículo 21). Infligir sofrimento, destruir, não é segundo os sentimentos de Deus, porque Ele não tem “prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu mau caminho e viva.” (Ezequiel 33:11). Por isso, Deus, em tocantes palavras pede: “Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel?”
Pedro também descreve a Deus dessa forma, dizendo que Ele tem muita paciência, “não querendo que nenhum se perca, mas que todos cheguem ao arrependimento” (Segunda carta de Pedro, capítulo 3, versículo 9).
Pense sobre isso. Deus está interessado e concentrado em salvar. Foi por isso que Jesus veio a este mundo. Hoje Ele espera, oferece novas oportunidades. Aceitaremos? Escolheremos ficar ao lado de Deus e dos salvos de todos os tempos? Espero que esta seja também a sua decisão.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Em dias de aflição



Quando a tempestade da vida fere a alma;
quando a saraivada de injustiça desce sobre nós para esmagar a confiança nos companheiros de viagem para o Céu;
quando as torrentes da dúvida são derramadas para nos oprimir o coração;
quando a enchente da adversidade transborda para nos submergir no desânimo, é então que devemos estar ancorados na Rocha Eterna, a fim de não sermos arremessados contra os recifes traiçoeiros, despedaçando-nos no abismo do desespero.

Tempos de crise virão para cada sincero filho de Deus.
Amigos darão as costas para nós e nos abandonarão.
Atos injustos serão praticados contra nós. Iniquidades porão à prova nossa fé.
Nessas horas de severa provação, jamais devemos perder de vista o abençoado fato de
que estamos servindo a Deus e não a homens.

Nossa prestação de contas pertence Àquele que conhece as sinceras intenções do
coração quebrantado e oprimido. Ele compreende nossos problemas e perplexidades.
Lê os motivos e aceita nosso trabalho e sacrifício. Seu sorriso de aprovação descansa
sobre nossa devoção. Os que nos louvam hoje, amanhã nos condenarão. Devemos viver acima
da mera eleição dos homens.

Homens, e mesmo homens frequentadores de igreja, às vezes cometem erros, porém Deus, jamais!
Ele vindicará o direito. Deves cuidar para que Seu sorriso de aprovação repouse sobre ti, e
deixar que os homens se enfureçam contra ti. Enquanto estiveres em comunhão com Deus,
bem perto do Amigo maior, nada tens a temer.

(Escrito por Leroy Edwin Froom)


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Filme que retrata Jesus seduzido na cruz é distribuído




O filme experimental britânico “Visions of Ecstasy”, que apresenta cenas de Jesus sendo seduzido na cruz, acaba de receber autorização do governo para ser distribuído legalmente, após 23 anos de proibição.
O filme dirigido por Nigel Wingrose se tornou uma causa célebre de liberdade de expressão, logo após ao Conselho Britânico de Classificação Cinematográfica decidir em 1989 que uma cena de fantasia em que a mística espanhola Santa Teresa de Ávila sexualmente acaricia o corpo de Cristo poderia se constituir em calunia e blasfêmia. O Conselho considerou cortar o material potencialmente blasfemo e reduzir o filme de 19 minutos e meio, por ter se recusado a aprovar a distribuição.
O caso foi abolido como um crime em 2008 e nesta última terça feira, O Conselho deu ao filme classificação de “18″, significando que o mesmo pode ser visto por adultos. O Conselho reconheceu que o filme seria “profundamente ofensivo para alguns espectadores”, mas que era improvável que “cause danos”.
O comunicado diz que “Na ausência de qualquer violação de leis do Reino Unido e da falta de um risco credível de dano, ao invés de um mero caráter ofensivo, o conselho não tem qualquer base sustentável para negar uma classificação ao “Visions of Ecstasy” em 2012″
Então o que poderia se considerado como uma “vitória” para a liberdade de expressão, vai se tornar um combustível ainda mais forte para deteriorar a moral e a vida espiritual de uma sociedade.
Fonte: Portal Padom - Com informações The Blaze

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O que quer dizer a expressão: imundo até à tarde?




Os principais textos que contêm essa expressão “imundo até à tarde”, são os seguintes: “E por estes vos tornareis imundos; qualquer que tocar o seu cadáver imundo será até à tarde”. (Levítico 11:24). “Todo animal quadrúpede que anda na planta dos pés vos será por imundo; qualquer que tocar o seu cadáver será imundo até à tarde”. (Levítico 11:27). “Então, o sacerdote lavará as vestes, e banhará o seu corpo em água, e, depois, entrará no arraial, e será imundo até à tarde”. (Números 19:7).
Há cerca de 28 versos das Escrituras que contêm esta expressão “imundo até a tarde”. Mas o que significa?
Os comentaristas bíblicos afirmam que os detalhes mencionados, no contexto desses versos, tinham a ver com os efeitos perigosos e fatais da impureza espiritual.
Apesar de muitos destes rituais não serem válidos para nós hoje, podemos tirar dos mesmos importantes lições para nossa vida. Estes versos nos mostram o valor que Deus dá à pureza física e espiritual. A recomendação da Bíblia é que nos afastemos de tudo aquilo que tende a sujar nosso corpo, que é o templo do Espírito Santo (I Coríntios 6:19-20).

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Baseados em João 1:17 podemos concluir que a graça não existiu antes dos tempos do Antigo Testamento?


O texto diz: “Porque a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.” João certamente não quer dizer que a graça ou a verdade não existiram antes de Cristo vir, mas a ‘plenitude’ da graça foi revelada em Cristo. Em contraste ao sistema da Antiga Aliança refletido na Lei de Moisés, a vida e o ministério de Cristo ofuscou-a completamente. João usa expressões superlativas como essas para descrever a vinda de Cristo ao mundo: ‘Glória’, ‘cheio de graça e de verdade? (verso 14), ‘sua plenitude’, ‘graça sobre graça’ (verso 16). Era como a madrugada estrelada dando lugar à luz dos brilhantes raios do Sol.


Mas observe que a graça já existia no mundo desde o início. Paulo fala da ‘graça’ que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos’. II Timóteo 1:9. Jeremias falou da ‘graça no deserto’. Jeremias 31:2. Noé encontrou graça, e assim muitos outros personagens do Antigo Testamento. Mas a plenitude da graça apareceu na pessoa de Jesus. A lei revelou a vontade de Deus, mas a graça deu o poder para guarda-la. Como diz Romanos 5:20 ‘Onde abundou o pecado, superabundou a graça’. Romanos 5:20

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Porque Golias era bem maior do que os homens de sua época, se já havia pecado no mundo?




O gigante Golias, a Bíblia dá sua altura exata: I Samuel 17:4 "... a altura de seis côvados e um palmo."
O côvado vem do hebraico "ammâ", era a distância que ia do cotovelo à ponta do dedo. O povo hebraico considerava esta medida em 44,5 cm., e o côvado egípcio, 44,7 cm. Mas para saber a medida exata, basta ser comparada com a extensão atribuída ao túnel de Siloé, de 1.200 côvados, que são equivalentes a extensão de 533,10 metros. O que daria ao côvado o comprimento de 44,4 cm. Logo, a altura de Golias, que se destacava dos homens de sua época, era entre 2,70 a 3,10 m.
Porque Golias depois do pecado, teve uma altura privilegiada em relação aos homens de sua época?
A Bíblia descreve a existência de vários povos "gigantes." Os Enaquins, são um exemplo, aqueles que os doze espias viram em Canaã, que os fez sentirem-se como gafanhotos. Números 13:28. Também os emins Deut. 2:10, e refains Deut. 2:21, etc.
Havia até uma provérbio da época relatado em Deut. 9:2 "Quem poderá resistir aos filhos de Enaque?"
Os homens altos, não são apenas dos tempos Bíblicos. O Guiness, livro dos recordes, do ano corrente (1994) registra que o homem mais alto do mundo com evidências irrefutáveis, foi o norte-americano Robert P. Wadlow, que nasceu no dia 22 de fevereiro de 1918, que tinha a altura de 2,72 m. de altura.
E não é tão raro, depararmos com pessoas altas ao nos locomovermos de um lugar para outro, ou até observando alguns jogadores de basquete. Não podemos negar, que existiram pessoas altas após o pecado, e que ainda hoje, se notam algumas reminiscências.
A resposta do porque disto, é mais pela medicina do que pela teologia. Segundo informações do Dr. Gerson Trevilato, o que aconteceu com Golias, os enaquins, e o que pode ocorrer hoje também, considerando os fatores de decrepitude, chama-se "Coincidência Genética" que seria a combinação dos melhores genes para a estatura, ou também pode ser "Mutações da Genética" que são conseqüências de algum efeito, tipo radioatividade, etc.
Um exemplo, que presenciei aqui na Rádio Novo Tempo, vai nos ajudar a compreender: O Pr. João Nelsom Bilha, que apresenta o programa Conhecer Jesus é tudo, domingo às 20 Hs, tem uma filha bonita, de olhos azuis. Interessante notar que o Pr. João Nelsom, não tem olhos azuis, nem a esposa, e tão pouco os avós da criança; somente a bisavó é que tem olhos azuis. Logo conclui-se que a combinação genética para a cor dos olhos, deu certo de ser azul, pois havia antecedentes na família com características desta cor de olhos. Concluímos que os pais podem ter olhos castanhos e no entanto, dependendo de sua carga genética, podem ter filhos com olhos azuis.
No caso de Golias e os demais homens altos, concluímos que eles foram privilegiados em sua altura, por causa de sua combinação genética, que trazia da descendência de Adão os genes de uma estatura nobre. Somam-se a isto, os itens que contribuem também para a boa formação do indivíduo: a nutrição, que é fundamental nos primeiros anos de vida e adolescência; o estilo de vida, etc.
Concluímos então, que Adão, o primeiro homem, o Pai da raça humana, foi o homem mais perfeito, e que todos os seus descendentes, de todas as épocas, trazem as mais diferentes combinações genéticas, e com o pecado, a diferença gritante de algumas características físicas daquele homem perfeito. E concluímos também, que algumas vezes, se manifesta no homem pecador, características da altura de Adão, pelas chances da combinação da genética, pelas mutações da genética ou pela nutrição. Como cristãos, acreditamos que ao sermos arrebatados por Cristo aos céus, seremos transformados, e de acordo com o tempo que Deus designar, voltaremos todos a ter a estatura de Adão e Eva no novo céu e na nova terra, vivendo para sempre um Novo Tempo!
Via Advir

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Não há vantagem evolutiva na depressão




[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] Em alguns setores acadêmicos, só se fala em analisar o comportamento humano por meio da biologia evolutiva. Os pesquisadores querem descobrir que vantagens evolutivas estariam escondidas em nossas ações, ou mesmo em nossas patologias [curiosamente, a biologia evolutiva não ajudou em nada no desenvolvimento da medicina]. É a vez de a depressão ser examinada em detalhes. Alguns psicólogos evolucionistas acreditam que essa doença dolorosa e incapacitante pode esconder algo de positivo. Mas, como eu, a maioria dos profissionais que tratam pacientes discorda com veemência. Tome como exemplo uma paciente que analisei há algum tempo, uma mulher de trinta anos de idade cujo marido a havia traído e abandonado. Durante muitas semanas, ela se tornou abatida e se isolou socialmente. Ela desenvolveu insônia e começou a refletir constantemente sobre o que havia feito de errado.

Um psicólogo evolucionista talvez afirmasse que a resposta de minha paciente tinha alguma lógica. Afinal de contas, quando sua rotina normal foi quebrada, ela procurou se isolar, tentou entender a razão para seu abandono e se planejar para o futuro. Talvez você perceba alguma vantagem evolutiva na habilidade que as pessoas depressivas têm de fixar sua atenção de forma rígida e obsessiva em um único problema, desligando-se de tudo e de todos a seu redor.

Alguns estudos parecem dar apoio a essa perspectiva. Paul W. Andrews, psicólogo da Virginia Commonwealth University, relata que sujeitos normais ficam tristes quando tentam resolver um teste de reconhecimento de padrão espacial mais complicado, o que sugere que alguma característica da tristeza possa melhorar a capacidade analítica dos sujeitos.

Com uma abordagem similar, Joseph P. Forgas, psicólogo da Universidade de New South Wales, na Austrália, descobriu que sujeitos tristes obtiveram mais sucesso no reconhecimento de mentiras do que sujeitos felizes submetidos ao mesmo teste. [...]

Resultados como esses podem sugerir alguns benefícios da tristeza, mas, com o tempo, eles foram generalizados para pacientes que sofriam de depressão profunda. Por exemplo, Andrews e o Dr. J. Anderson Thomson Jr., psiquiatra da Universidade da Virgínia, propuseram que a reflexão entre os depressivos seria uma estratégia de adaptação para resolver um problema doloroso. Os psicólogos clínicos, por outro lado, continuam a afirmar que o aspecto sombrio dos depressivos é uma evidência de que seus processos cognitivos estão distorcidos e funcionando de forma errônea. Esses processos devem ser corrigidos, não incentivados. [Assim é com todo tipo de comportamento nocivo ou condenável – aliás, se é condenável é porque existe uma moral absoluta à qual até os ateus e darwinistas apelam. Mesmo a ideia de “sobrevivência do mais apto” deve ser condenada, do ponto de vista sociológico, pelo menos. Resumindo: o pecado é um desvio do plano de Deus; tudo o que causa sofrimento e morte neste planeta não pode ser visto como “normal”, como querem os defensores da teoria da evolução. Devemos sempre lutar contra o mal, a violência, o pecado, as injustiças e promover a disseminação do evangelho no mundo, a fim de que Jesus volte logo e destrua para sempre o mal.]

Há evidências concretas de estudos neuropsicológicos e de imagem cerebral que demonstram que a depressão clínica está ligada a vários tipos de deficiências da memória em todas as faixas etárias e em todos os graus de depressão. Desafiar e modificar os pensamentos disfuncionais da depressão é o objetivo da terapia cognitivo-comportamental, uma das formas mais populares e empiricamente comprovadas de psicoterapia.

Mas quem está certo sobre a depressão, os psicólogos evolucionistas ou os psicólogos clínicos? 

Para começar, os sujeitos dos estudos citados eram controles saudáveis, cujo estado de espírito havia sido manipulado para que ficassem temporariamente tristes. Eles não são realmente depressivos do ponto de vista clínico, condição que pode durar por meses ou até anos. [É interessante notar, fazendo um paralelo com esta constatação do Dr. Friedman, que muitas pesquisas de biólogos evolucionistas dependem de modelos computacionais, de interpretações a partir de fósseis e de extrapolações macroevolutivas a partir de evidências de microevolução. Assim, as conclusões acabam se originando de premissas e dados enviesados, mais ou menos como têm feito os psicólogos evolucionistas.] [...]

Sob olhares mais atentos, o caso dos benefícios evolutivos da depressão apresenta grandes problemas. O fato é que o pensamento reflexivo dos deprimidos não é particularmente eficiente na resolução de problemas. Um de meus pacientes disse certa vez: “Eu pensava sempre da mesma maneira e era incapaz de decidir o que fazer. Essa não é uma forma muito criativa de pensar.”

Além disso, a depressão pode surgir sem a influência de qualquer fator psicossocial, o que torna difícil o argumento de que a depressão seria a resposta a uma situação difícil ou a um problema. O Dr. David J. Kupfer, psiquiatra da Universidade de Pittsburgh, descobriu que o primeiro episódio de depressão é quase sempre precedido por um grande fator estressante, mas os episódios recorrentes podem ser desencadeados por pequenos fatores, ou mesmo sem causa aparente.

Caso a depressão aumentasse a capacidade de solucionar problemas, ela nunca iria se transformar em uma condição crônica ou autônoma, mas é isso o que ocorre em praticamente metade dos pacientes.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a depressão é a principal causa de afastamento do trabalho e a quarta doença mais difundida no mundo, devendo alcançar a segunda posição em 2020. Há evidências claras de que ela é um fator de risco para problemas no coração e diversos estudos demonstram que a depressão prolongada está associada a danos seletivos e permanentes no hipocampo, a região do cérebro responsável pela memória e pelo aprendizado. Se adicionarmos ainda o fato de que de 2 a 12 por cento dos deprimidos cometem suicídio, as “vantagens” da depressão deixam de parecer assim tão boas.

Mas, por que ainda existe essa noção de que a depressão traz benefícios e autoconhecimento? [Dr. Richard, essa teimosia, na verdade, é comum em muitos arraiais evolucionistas, pois os darwinistas costumam sempre salvar a teoria dos fatos.]

Recentemente, um paciente me ajudou a compreender essa questão. Ele era um jovem educado e articulado, infeliz porque o mundo era um lugar horrível, segundo dizia. Já que ele tinha diversos outros sintomas da depressão – insônia, fadiga, pouca libido e baixa autoestima – confirmei seu diagnóstico de depressão clínica e lhe disse que sua visão de mundo provavelmente era um resultado da depressão, não sua causa.

Ele zombou, mas estava disposto a tentar um tratamento cognitivo-comportamental associado ao uso de antidepressivos, caso isso o fizesse se sentir melhor. Meses depois, quando já estava recuperado, eu lhe perguntei mais uma vez sobre sua visão de mundo. Para ele, o mundo continuava terrível, mas ele se sentia melhor. Ainda assim, refletiu melancolicamente que sua alegria recém-descoberta não representava o seu verdadeiro eu, que, segundo ele, seria ensimesmado e criativo.

Essa é a razão pela qual a depressão é cada vez mais romantizada. De acordo com esse pensamento, o que é natural, é bom. Se nós fomos projetados para sofrer de depressão como resposta às doenças da vida, deve haver uma boa razão para isso e nós devemos permitir seu curso natural e doloroso. [Na verdade, fomos projetados para ser felizes, por isso resistimos tanto e sofremos ante a perspectiva da dor. Se a morte e a doença são elementos “naturais” constituintes do processo evolutivo, por que, depois de supostos milhões de anos e com tanto avanço na compressão da evolução, ainda não nos acostumamos a isso? Simples: fomos criados para não morrer e nunca nos conformaremos com esse intruso chamado morte.]

Mas, ao contrário da tristeza comum, o curso natural da depressão pode ser devastador e até letal. Mesmo que a tristeza possa ser útil [pelo menos neste lado da eternidade], a depressão clínica assinala uma falha na adaptação à perda ou a situações estressantes, uma vez que diminui a habilidade de resolver os dilemas que a causaram.

Mesmo que a depressão seja “natural” [coisa que não é] e evolua a partir de um estado emocional que, em algum momento, foi vantajoso, isso não significa que ela seja uma doença mais desejável do que outras. A natureza nos oferece infecções, câncer e problemas do coração, e nós fazemos o possível para evitar esses problemas e tratá-los da melhor forma. Não podemos agir de outra forma com a depressão. [E também não deveríamos ignorar o fato de que a causa primária de tudo isso é o pecado. Tratamento? A aceitação da solução proposta por Jesus, que já pagou o preço por nossa redenção. – MB]

(Richard Friedman, UOL)

Nota: Cuidado, Dr. Friedman, ou você pode terminar como este outro médico!